quarta-feira, 8 de maio de 2013

A imigração Eslovena no Brasil / The Slovenian immigration in Brazil



Os primeiros eslovenos chegaram ao Brasil por causa do acordo entre Itália e Brasil sobre a imigração de trabalhadores nos anos 80 e 90 do século 19. Muitas famílias vieram da região de Notranjska (interior), especialmente dos subúrbios de Postojna, Logatec e Cerknica e a maioria deles começou a trabalhar nas plantações de café no interior de São Paulo. Esta onda de migração, de acordo com dados atuais, não estabeleceu nenhuma associação própria, mas eram ativos na associação iugoslava chamada "Jugoslovanski sokol" cujas origens são do ano de 1908, em São Paulo.

Uma segunda onda de migração consistia de migrantes de Primorje, no período entre as duas guerras mundiais. Eslovenos em São Paulo fundaram sua primeira associação em 1928, que se chamava ORNUS (A celebração do nascimento da nova comunidade eslovena no Brasil). A segunda associação foi a Associação eslovena educacional, criada em 1929. A mais ativa foi a associação ORNUS que organizou o coral, o grupo musical de tamborica, o teatro, o departamento de suporte e o clube de xadrez. Colecionavam livros para a biblioteca eslovena, recebiam o jornal da Eslovênia, da União Européia e da Argentina. Na década de 30 também preparavam cursos de língua eslovena para as crianças. Em 1943 construíram o primeiro centro cultural e a associação alterou seu nome para Associação Cultural Eslovena Naš Dom.     

A última imigração chegou ao Brasil na década de 50 e 60 do século 20. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos eslovenos colaboraram com a Associação de Amigos da Iugoslávia, que parou de funcionar após a desintegração da Iugoslávia.     

Alguns meses antes da independência da Eslovênia, um grupo eslovenos (Vladimir Ovca, Janez Hlebanja, Federico Hlebanja, Štefan Bogdan Šalej, Andrej Kranjc e Franciska Brunček) se reuniram na casa de Janez Hlebanja, em São Paulo, e formaram a Zvezo Slovencev Brazilije - União de Eslovenos no Brasil. Relacionada à iniciativa deste grupo ocasionalmente se publicava a Lipov List e formaram o coral e organizaram as aulas de língua eslovena. Os membros da associação se reúnem duas vezes por ano, no Natal e no dia da independência. Nos últimos anos, os jovens da emigração eslovena estão mais ativos em diferentes áreas e também tem a sua própria página web:

http://eslovenosnobrasil.wordpress.com/


       


A maioria dos eslovenos e dos seus antepassados ​​vive no estado de São Paulo. Alguns também podem ser encontrados em outras cidades brasileiras como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e outras. Há especulações de que no Brasil estão vivendo entre 1000 e 5000 eslovenos. No Brasil também se pode encontrar uma nova geração de imigrantes que chegaram após a independência da Eslovênia. 

A agência estatal está fazendo um trabalho relacionado com a situação dos eslovenos no estrangeiro, a cooperação cultural, educacional e econômica com o país de origem, bem como compartilhar as informações, conselhos e ajuda no âmbito jurídico por meio do Escritório do Governo da República da República da Eslovênia para os Eslovenos no Exterior. Mais informações sobre o escritório e as diferentes convocatórias podem ser encontrados no site oficial.

Desde 2008 funciona também o portal Slovenci.si, que é dirigida ao público esloveno de todo o mundo. No portal podem ser encontrados endereços de associações eslovenas, mídia, organizações e informações relacionadas ao tema de eslovenos em todo o mundo e no exterior.

A etiqueta real Britânica como comportar-se diante da rainha





A árvore genealógica da família real Britânica da Rainha Victoria até o próximo herdeiro William




Família no trono tem raízes germânicas, na Casa de Saxe-Coburgo-Gota. Ramo britânico mudou de nome para Windsor na 1ª Guerra Mundial.

Amizade Brasil-Vietnã inicia os trabalhos


Ficou aprovado um plano de trabalho para desenvolver as relações de amizade entre os dois países e seus respectivos povos. No plano da divulgação, a Abraviet deverá estruturar um site que concentre uma série de conteúdos de informação sobre ambos os países, sua localização geográfica, características econômicas, sociais e políticas, cultura e seus povos, histórias e noticias de atualidades.

Com relação ao esforço de cooperação econômica, a Abraviet trabalhará no sentido de ativar a Câmara de Comércio Brasil-Vietnã (que foi criada em 2007, na cidade do Rio de Janeiro), com suas características próprias, para aproximar entidades e empresários interessados em desenvolver contatos comerciais e econômicos. Trocas comerciais são de interesse de ambos os países, como no caso do café, da madeira, do caju, da pesca, do petróleo, da tecnologia de desenvolvimento agrícola etc. O contato com a Embrapa, nesta área seria de extrema importância.

Um campo de interesse estratégico para o Brasil é a área de Defesa Nacional. As forças armadas brasileiras têm interesse em troca de informações a respeito de luta na selva – que os vietnamitas detêm conhecimento acumulado através de vários séculos de luta contra o colonialismo e o imperialismo. O Brasil tem uma das maiores florestas nativas do mundo, o que faz com que seja cobiçada por grandes potências. 

Cultura

Na esfera cultural, a Abraviet organizará exposições e seminários que mostrem o que há de mais interessante e representativo na produção cultural do Vietnã aqui no Brasil, e — ao mesmo tempo — procurará preparar exposições e visitas de delegações culturais ao país irmão vietnamita, com aquele mesmo objetivo. Nesta tarefa a Abraviet contará com a ajuda e contribuição da Associação homônima vietnamita de Amizade com o Brasil, sediada em Hanói, capital do Vietnã.

Ainda neste campo, a Abraviet entrará em contato com a Universidade de Brasília, entre outras no país, para a elaboração de cursos de língua vietnamita, que na verdade é uma “chave” importante para o desenvolvimento de relações com o país amigo. 

A Associação brasileira, neste sentido, já está colaborando para a edição do primeiro dicionário Português-Vietnamita, que está sendo preparado na Universidade de Hanói. O esporte também deverá merecer toda atenção da Abraviet, aproximando a Federação de Futebol Vietnamita e o Ministério do Esporte do Brasil, para troca de informações e de cooperação mútua.

Na área do cinema, existe a possibilidade de serem exibidos filmes vietnamitas no Brasil e brasileiros no Vietnã, com a colaboração da Ancine, a Agência de Cinema do Brasil.

Esfera política

Ficou estabelecido, também, que a Abraviet estabelecerá contatos com associações políticas, culturais e sociais que tenham objetivos semelhantes, como a Grupo Parlamentar de Amizade e cooperação com o Vietnã, entre outras. Será de interesse da Abraviet organizar seções regionais em estados da Federação brasileira, procurando polarizar os trabalhos de cooperação onde haja uma demanda maior. Destacou-se, durante a reunião, a possibilidade de se organizar junto ao Ministério do Turismo e a Embratur, uma série de acordos que facilitem as relações turísticas entre os dois países.

Por fim, os participantes do encontro firmaram a importância de um plano anual de troca de delegações entre o Brasil e o Vietnã, que será estabelecido por ambas as Associações — a Abraviet e sua homônima vietnamita — com o objetivo de estreitar as relações de amizade e cooperação. A Associação deverá colaborar para a montagem destas comitivas de visitas ao país do sudeste asiático. 

Neste sentido, a Abraviet procurará sempre trocar informações e estabelecer a colaboração com a Embaixada do Vietnã em Brasília, assim como com os escritórios regionais para organizar em conjunto as atividades da Associação. Já existe uma demanda concreta no mês de junho próximo, quando se realizará sob os auspícios da embaixada vietnamita em Brasília, uma reunião do grupo de países da Ásia e Oceania, para a qual a Abraviet deverá contribuir.

De Brasília, Pedro Oliveira


                          

De um país que estava em guerra tirou idéia e lição para o negócio e expansão de um estrangeiro de origem Vietnamita.


                         



Empreendedor estrangeiros se rende aos atrativos brasileiros

O empreendedor sueco Johan Jonsson: casamento com uma brasileira facilitou as coisas


Boa performance do país durante a crise e aumento da massa consumidora atraem empresários de fora.

Com uma performance relativamente melhor que a de muitos países durante a crise financeira internacional, o Brasil entrou no radar dos empreendedores estrangeiros.

Embora não haja um mapeamento oficial do número de empresas abertas, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que no primeiro semestre de 2012 os estrangeiros pessoa física aplicaram R$ 107,80 milhões no Brasil, uma alta de 32% sobre os R$ 81,79 milhões registrados no mesmo período de 2011.

De acordo com o professor de Empreendedorismo do Ibemec, Eduardo Bonomo, o que atrai esses empreendedores é a situação em que o Brasil se encontra em relação a outros países. "É um local atraente, uma economia que está aquecida, trabalhou com pleno emprego um bom período durante a crise. Enfim, é uma conjuntura favorável para a abertura de empreendimento", comenta.

Um dos casos de estrangeiros que vieram ao país no recente boom é o do sueco Svante Westerberg. Em 2004, ele abriu uma consultoria, depois tornou-se sócio da Braspag - empresa comprada pela Cielo - e então fundou a MaxiPago, que oferece soluções de pagamento com padrões de processamento global.

Westerberg conta que a maioria das pessoas subestima a dificuldade de fazer negócios no Brasil. Ainda assim, a demanda e oportunidades oferecidas pelo país o tornam atrativo. O sueco estabeleceu uma meta agressiva de ter 30% do mercado de soluções de pagamento para e-commerce até o final de 2013.

Outro sueco que veio se aventurar nos trópicos foi Johan Jonsson, fundador do Agente Imóvel, portal que disponibiliza informações sobre o mercado imobiliário, além de busca para compra e aluguel de imóveis.

Após tirar um ano sabático, Jonsson terminou sua viagem no Brasil. E decidiu voltar para morar no país. Quando se mudou, passou o primeiro ano estudando português e o mercado financeiro local.

Com experiência em internet e corretoras, o sueco percebeu que as informações sobre imóveis para aluguel estavam disponíveis apenas em jornais; além disso, não havia fontes para comparação de preços.

Em 2008, ele montou o portal Agente Imóvel ao estilo "Vale do Silício": em sua própria casa. Hoje, a empresa tem 14 funcionários e está perto de bater um milhão de usuários por mês. Mas não foi tão fácil.

"A demora para abrir conta bancária, uma empresa, dificulta. E sendo estrangeiro, o tempo dobra. Para mim foi mais fácil porque casei com uma brasileira", lembra. "Mas quando estava esperando a identidade brasileira, o sobrenome do meu pai estava errado. Demorou um ano e meio para refazer o documento e sem isso não se podia abrir a empresa".

De acordo com Paulo Melchor, consultor do Sebrae-SP, há duas formas do empreendedor estrangeiro entrar no Brasil.

A primeira é abrir uma filial, após obter autorização do governo, e a segunda é obter um visto permanente e abrir uma empresa brasileira - ou seja, que tenha sede no Brasil e seja constituída sob a legislação nacional. Melchor também cita a concessão de vistos permanentes para estrangeiros que venham trabalhar em cargos de chefia.

O francês Jean-Luc Senac se enquadra nesse caso. Há nove anos, quando estava empregado por uma empresa francesa no país, Senac decidiu tornar-se seu próprio chefe.

"Quando cheguei na idade dos 30, pensei o que eu queria fazer da vida. Eu já tinha vontade de montar uma empresa, encontrei aqui uma oportunidade".

Segundo ele, o único obstáculo a mais que os estrangeiros têm para abrir uma empresa no Brasil é conseguir o visto. Como já possuía os documentos, não teve tantos problemas. Assim, abriu a Saúde Service no final de 2003.

Com um crescimento médio de 63% ao ano, é focada em meios de pagamentos no setor de saúde. A experiência deu tão certo, que ele decidiu fundar a Evolucard, que vincula cartão de crédito ao celular.

Como Senac, diversos estrangeiros vêm ao Brasil. De acordo com dados do MTE, entre janeiro e junho de 2012, foram concedidas 32.913 autorizações de trabalho a estrangeiros, a maioria dos Estados Unidos e para a região Sudeste.

Porém, ainda faltam incentivos, fato que é notado por todos os entrevistados. Como resume Westerberg, "o Brasil está indo muito bem, apesar de si mesmo. Imagine se houvesse políticas que estimulem o investimento. O Brasil passaria a China".


O Brasil a estabilidade e oportunidades / The Brazil stability and opportunities


         


A combinação de estabilidade econômica e institucional, crescimento sustentável, mercado doméstico em expansão, políticas sociais inovadoras e distribuição de renda criam uma nova imagem do Brasil diante do cenário internacional. Todas essas mudanças, aliadas a um sistema financeiro com forte regulação, tornaram o País mais resistente para enfrentar crises econômicas globais.

Com um território de 8,5 milhões de km² e população de mais de 190 milhões, o Brasil é a sétima  economia do mundo. Os fundamentos do seu sistema financeiro são a inflação controlada e o crescimento em torno de 4,5% nos últimos cinco anos.
Exportações
Além de ter um mercado doméstico crescente, o Brasil é uma importante plataforma de exportações. O volume de exportações cresceu de US$ 58,2 bilhões em 2001 para US$ 201,9 bilhões em 2010.

Os resultados positivos da balança comercial e o fluxo de investimentos em produção fizeram as reservas internacionais excederem o valor de US$ 330 bilhões até a metade de 2011.
Outra grande vantagem competitiva é a produção energética diversificada e segura. Fontes renováveis garantem cerca de 45% da matriz nacional – um recorde mundial. A eletricidade é gerada quase que inteiramente por meio de hidrelétricas e outras fontes limpas como biomassa e eólica.

O Brasil também é o maior exportador de etanol do mundo, um biocombustível produzido no País desde 1974 a partir da cana-de-açúcar.  Em contraste com outros tipos de etanol, o produto brasileiro não afeta a produção de alimentos nem compromete reservas ambientais, já que sua produção ocupa menos de 1,4% da área agriculturável do território nacional.
Reservas de Petróleo

Líder em tecnologia de prospecção e produção de petróleo e gás em águas profundas, o ano de 2008 foi marcado pela descoberta de imensas reservas a cerca de 7 mil metros da superfície do mar.
Conhecida como “Pré-sal”, essa área gera oportunidades de investimentos para companhias de petróleo interessadas em um dos maiores depósitos de gás e óleo do mundo.  O objetivo é aumentar a produção diária de petróleo e gás, no Brasil e no exterior, de 2,6 milhões barris para 3,9 milhões por dia em 2014. A idéia é chegar em 2020 com uma produção diária de 5,4 milhões de barris.

Aliado a isso, o País é pioneiro no desenvolvimento de tecnologia flex fuel. Criada em 2003, a tecnologia permite que automóveis possam usar tanto gasolina quanto etanol, em qualquer proporção. Atualmente, montadoras multinacionais produzem cerca de 100 modelos diferentes de carros com a inovação.
Mercado de aviação

Reconhecida pela sua capacidade tecnológica e criativa, a indústria aeroespacial brasileira é a maior do hemisfério Sul e compete em diversos segmentos do mercado global.
A Embraer, produtora de aviões, é líder regional na produção de jatos comerciais de até 120 assentos. Com mais de 17 mil empregados, a companhia atingiu um faturamento de US$ 16,6 bilhões em março de 2011, quando 246 aviões foram entregues.
A indústria aeroespacial brasileira também produz equipamento militar, jatos executivos e satélites, além de equipamentos de monitoramento.


The combination of institutional and economic stability, sustainable growth, expanding domestic market, innovative social policies and income distribution creates a new image of Brazil on the international scene. All these changes, together with a financial system with strong regulation, made the country more resilient to global economic crises.

With a territory of 8.5 million km ² and a population of over 190 million, Brazil is the seventh largest economy in the world. The foundations of the financial system are controlled inflation and growth around 4.5% over the past five years.
Exports
Besides having a growing domestic market, Brazil is an important platform for exports. The volume of exports grew from $ 58.2 billion in 2001 to $ 201.9 billion in 2010.





The positive balance of trade and investment flows in production made international reserves exceed the value of $ 330 billion by mid 2011.
Another major competitive advantage is diversified and secure energy production. Renewable sources account for around 45% of the national matrix - a world record. Electricity is generated almost entirely by hydropower and other clean energy sources such as biomass and wind.

Brazil is also the largest exporter of ethanol in the world, a biofuel produced in the country since 1974 from cane sugar. In contrast to other types of ethanol, the Brazilian product does not affect the production of food or compromise environmental reserves, since its production occupies less than 1.4% of the agricultural area of ​​the country.
Oil reserves

Technology leader in exploration and production of oil and gas in deep waters, the year 2008 was marked by the discovery of vast reserves of about 7000 meters from the sea surface.
Known as "pre-salt", this area generates investment opportunities for oil companies interested in one of the largest oil and gas deposits in the world. The goal is to increase the daily production of oil and gas in Brazil and abroad, 2.6 million to 3.9 million barrels per day in 2014. The idea is to come in 2020 with a daily production of 5.4 million barrels.

Allied to this, the country is a pioneer in the development of flex fuel technology. Founded in 2003, the technology allows cars to use both gasoline and ethanol in any proportion. Currently, multinational automakers produce about 100 different models of cars with innovation.
Aviation market

Recognized for its technological and creative, the Brazilian aerospace industry is the largest in the southern hemisphere and compete in various segments of the global market.
Embraer aircraft manufacturer, is a regional leader in the production of commercial jets up to 120 seats. With over 17,000 employees, the company achieved a turnover of $ 16.6 billion in March 2011, when 246 aircraft were delivered.
The Brazilian aerospace industry also produces military equipment, jets and satellites, and monitoring equipment.


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http://www.brasil.gov.br/para/press/reference-texts/brazil-stability-and-great-oportunities

A imigração de San Marino no Brasil / The immigration of San Marino in Brazil



 A partir do final do século 19, San Marino emigrantes, que até então tinha escolhido quase exclusivamente regiões italianas para atividades sazonais, juntou-se aos grandes fluxos migratórios para as Américas. Aqueles que se instalaram na América Latina alimentou a esperança de se tornarem proprietários de terras, tendo em conta a disponibilidade quase ilimitada de terras nesses países. Entre todos os países sul-americanos, o Brasil foi, inicialmente, o destino preferido dos emigrantes San Marino. A fim de atrair e regular parte dessa migração intercontinental, o governo brasileiro introduziu algumas medidas políticas, econômicas e legislativas, como o financiamento da viagem e a distribuição de terra, no início de forma gratuita e, posteriormente, em condições particularmente favoráveis. O financiamento total ou parcial da viagem foi principalmente concedido a famílias de agricultores, a força de trabalho Brasil principalmente necessário. A partida de numerosos grupos de pessoas de San Marino em 1895 para o Brasil marcou o início da migração San Marino para este país, especialmente ao Espírito Santo. Na verdade, a maioria dos emigrantes San Marino resolvido em alguns municípios do sul do Brasil, onde as grandes plantações de café foram localizados. Aqui, após a abolição da escravatura em 1888, a nova ordem econômica impôs uma reorganização da força de trabalho, com o emprego de imigrantes e um repensar dos modelos de produção existentes. Esse fluxo migratório foi altamente concentrada no tempo e no espaço: o banco de dados criado a partir do navio registra no Arquivo do Estado de Vitória, capital do Espírito Santo, mostra que, em apenas nove meses, de dezembro 1895 a agosto de 1896, 458 San pessoas Marino entrou neste estado brasileiro. Essa concentração foi em grande parte devido a um decreto emitido pelo Governo italiano, em 1895, que proibiu os agentes de emigração para organizar viagens para o Estado do Espírito Santo. Na base deste decreto foi a suposição de que as regras de imigração e as condições econômicas, climáticas e saneamento na região eram de molde a causar danos muito graves para os emigrantes. O resultado foi uma redução drástica nas partidas da Itália para o Brasil, o que inevitavelmente preocupado também a República de San Marino. Conseqüentemente, os grandes proprietários brasileiros, que precisavam de trabalhadores para suas plantações, começou a recrutar agentes de emigração. Essas pessoas, contratados também pelas empresas de transporte, operado principalmente em áreas rurais, onde o seu trabalho foi facilitado pela alta taxa de analfabetismo.
Muitas pessoas San Marino, atraídos por essas promessas e afetado pela crise econômica do setor agrícola, decidiu emigrar para o Brasil por volta de 1895. Famílias inteiras, incluindo também 10 ou mais membros, deixou a República. E isso foi em linha com a política de imigração desse Estado sul-americano, que visa atrair um fluxo de imigração adequada para a solução definitiva das terras aráveis. Isso também implicou um aumento considerável no número de partidas de crianças e mulheres, totalizando, em conjunto, a 43,3% de todo o fluxo de emigração para o Brasil. Muitos emigrantes, depois de desembarcar em Vitória e passar algum tempo na Hospedaria dos Imigrantes, mudou-se para Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e, posteriormente, Muqui, Mimoso do Sul e Apiaqa, os municípios rurais que ainda baseiam sua economia na agricultura , a produção de café e criação de gado. Esses mesmos municípios ainda sediar o mais numeroso grupo de brasileiros originários de imigrantes San Marino, apesar de muitos dos descendentes dos primeiros emigrantes San Marino mudou-se para as áreas mais urbanizadas do Estado e, especialmente, em Vitória.


        


Nome nativo: San Marino
Nome em inglês: San Marino
Capital: San Marino
Regime: República
Idioma: Italiano


Consulados

 Consulado Honorário de San MarinoEndereço:Rua Veneza, 215Cidade:São PauloEstado:São PauloCep:01429-010Telefone:(0xx11) 3168-9725 Email:consolatosanmarino@bol.com.brSite: http://www.geocities.com/infosanmarino
Jurisdição: Todo território nacional

122 ANOS DE IMIGRAÇÃO SUECA – GUARANI DAS MISSÕES-RS



122 ANOS DE IMIGRAÇÃO SUECA NA COLÔNIA GUARANY
GUARANI DAS MISSÕES/RS
De 27 a 29 de maio de 2013
(Segunda-feira, Terça-feira e Quarta-feira)


PROGRAMAÇÃO
ü  Visita à Guarani das Missões da Comitiva de Suecos vindos da Suécia, Argentina e Brasil. Presença de Sven Arne Flodell e Gunvor Linea Flodell e mais 09 pessoas da Suécia, inclusive, parentes por parte da família Andersson, amigos da Província de Missiones (Oberá/Argentina) e Suecos conhecidos do Brasil. Oportunidade de rever amigos e parentes.

DIA 27/05/2013 (segunda-feira)
·        Feriado Municipal, aniversário do Município de Guarani das Missões.
ü  Anfitriões responsáveis: VILMAR PERSON E BERTIL BOLIVAR NILSSON.
ü  Apoiadores: Comunidade Evangélica de Guarani das Missões/RS (IECLB) e Administração Municipal.
·         11h - Chegada em Guarani das Missões - Recepção de Boas Vindas:
                Local: Comunidade Evangélica de Guarani das Missões, Av. Castelo Branco, s/nº.
                Presença: Lideranças Municipais, Suecos da Suécia, Argentina e Brasil.
·         11h30min - Momento de Reflexão - com Pastor Flodell da Suécia e Pastor Leandro da IECLB.
·         12h - Almoço oficial com todos os convidados (por adesão). Local: IECLB
·         13h - Momento de homenagens. Após almoço fixação da Placa Comemorativa dos “120 Anos de Imigração Sueca e Polonesa na Colônia Guarany, da 10ª Polfest”.
·         14h - Visitas:
ü  Museu Municipal, na Casa da Cultura Helena Carolina.
ü  Visita ao Mastro de Maio, na Praça João Paulo II;
ü  Visita ao local onde era a residência de Erick Jansson; Linha Tapera, Família de Firmino - Alexandre e Maria Ulrica Andersson Persson, Terras da família Andersson;
ü  Casa de Familiares de Alberto Persson;
ü  Casa da Família Nilsson;
ü  Família de Karl Hjalmar Persson;
ü  Metalúrgica Marks;
ü  Ponte do Rio Comandai.
·         18h - Descanço.
 Local: Hotel Central
·         19h30min - Jantar:
Local: PRAGUA (Parque Recreativo Aquático de Guarani das Missões/RS).
·         20h30min - Apresentação artística do Grupo de Danças Svenska Danser do Centro Cultural Sueco de Ijuí.

DIA 28/05/2013 (terça-feira)
·         8h - Visita ao Cemitério Municipal, Hall de entrada da Associação Hospitalar Santa Teresa e Parque Municipal de Eventos Clemente Vicente Binkowski.
·         10h - Saída de Guarani para Santo Ângelo (organização e recepção de Astrid e Vitoria).
·         12h - Almoço em Santo Ângelo, logo após partida para São Miguel das Missões (Ruínas de São Miguel).

DIA 29/05/2013 (quarta-feira)
·         Saída a Porto Lucena, Elvira Kratz, e outros (organização de Ademar Oscar Olsson).

CONTATOS: vilmarpers@hotmail.com; vilmarperson58@gmail.com
Vilmar Person PINOQUIO - vilmarperson.blogspot.com
Location: Guarani das Missões - RS /// República Federativa do Brasil
Labels: Gunvor Liena Flodell Sverig.- Guarani das Missões 122 anos de imigração sueca - Sven Arne Flodel Suecos - Sweden


A imigração Haitiana no Brasil / The Haitian immigration in Brazil



O Haiti foi devastado por um terremoto em janeiro de 2010, deixando centenas de milhares de mortos e mais de 3 milhões de pessoas desabrigadas. A economia do país já estava devastada pela instabilidade política, que motivou, inclusive, a intervenção da ONU.
Nesse cenário, a imigração foi o caminho encontrado por milhares de haitianos. E uma alternativa foi a busca de oportunidades no Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram ao país ainda em 2010, geralmente em situação de grande vulnerabilidade social e sanitária.
Mas a Polícia Federal já mapeou que não se trata apenas de uma migração espontânea. Os haitianos são trazidos para o Brasil por uma máfia de facilitadores (os “coiotes”), que cobram caro por isso. Nessa rota, os imigrantes haitianos seguem de avião do Haiti até o Equador, onde não precisam de visto, e atravessam de ônibus o Peru, por onde chegam ao Brasil. A viagem chega a levar três meses.
O diretor do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Rodrigo do Amaral Souza, conta o que acontece nas fronteiras: “Os haitianos não tinham visto para entrada, mas chegavam à fronteira e solicitavam refúgio. Somos obrigados a dar entrada em pedidos de refúgio, mas essas regiões não estavam preparadas para receber um fluxo tão grande de estrangeiros”, disse Souza. 

Porém, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concluiu não haver fundamentos para a concessão do status de refúgio para os haitianos no Brasil, já que refúgio pressupõe que a pessoa seja vítima de perseguição em seu país. Assim, o Conare enviou o caso para o Conselho Nacional de Imigração, que baixou a Resolução Normativa 97/12, que criou o visto por razões humanitárias para os imigrantes do Haiti.
Desde então, 1.300 vistos humanitários foram autorizados, de um total de mais de 4.500 imigrantes haitianos que ingressaram no Brasil desde 2010. Porém, o conselho limitou o número de vistos desse tipo a 1.200 por ano. Cada visto pode incluir os familiares do beneficiado. O visto especial tem validade de cinco anos e, para obtê-lo, o interessado precisa apresentar apenas passaporte e negativa de antecedentes criminais.
“Demos prioridade para a situação do Haiti depois do terremoto e queremos tirar os haitianos do controle dos ‘coiotes’ ”, explicou o subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty, embaixador Eduardo Ricardo Gradilone Neto.

O governo brasileiro calcula que mais de 4.500 haitianos chegaram ao Brasil via Peru e Equador, e se instalaram de forma precária nos estados do Acre e Amazonas, à espera de visto.

A imigração Judaica no Brasil / The Jewish immigration in Brazil



O Brasil conta hoje com uma população de 107.329 Judeus  sendo a segunda maior comunidade judaica da América Latina, perdendo apenas para a Argentina, e a décima primeira a nível mundial.

A imigração judaica no Brasil foi um movimento migratório do início do século XIX até a primeira metade do século XX, especialmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. Somam hoje mais de 100 mil praticantes do Judaísmo no Brasil, sendo o número de ascendentes não muito exato. O judeu brasileiro é um brasileiro que possui ascendentes e/ou crença judaica. Também são consideradas judeus brasileiros as pessoas nascidas no exterior mas radicadas no Brasil.


                       
O Brasil foi palco para a primeira comunidade judaica estabelecida nas Américas. Com a expulsão dos judeus de Portugal, logo após a sua descoberta, judeus convertidos ao catolicismo (cristãos-novos) já se haviam estabelecido na nova colônia. Ao menos dois pisaram na terra quando Pedro Álvares Cabral chegou em 1500, fazendo parte de sua tripulação: Mestre João, médico particular da Coroa Portuguesa e astrônomo; e Gaspar da Gama, intérprete (ajudara Vasco da Gama nas Índias, onde vivia) e comandante da nau que trazia mantimentos.
Nos dez anos seguintes, outro judeu naufragou perto da costa brasileira e integrou-se aos indígenas: João Ramalho, que serviu de intérprete para novos portugueses que foram chegando. No mesmo período, Fernão de Noronha extraía pau-brasil da costa atlântica; as árvores ficariam conhecidas como "madeira judaica". Muitos judeus portugueses, procurando fugir da intolerância católica em Portugal, viam no "novo mundo" a oportunidade de praticar livremente seu culto, incluindo-se aí os cristianizados que praticavam o judaísmo em segredo - os cristãos-novos. Martim Afonso de Sousa era um dos cristãos-novos que chegaram ao Brasil no século XVI, como governante de uma das capitanias hereditárias.



                              


Mais judeus pioneiros chegaram ao país na época das invasões holandesas do Brasil, em 1630, uma vez que compunham na Holanda uma comunidade tolerada, razão pela qual os holandeses foram bem recebidos pela comunidade judaica já estabelecida no Brasil. O Nordeste brasileiro ficou sob o domínio holandês por vinte e quatro anos e, neste período, muitos sefarditas se estabeleceram no país, principalmente em Recife, onde tornaram-se prósperos comerciantes e fundaram a primeira sinagoga das Américas. Com a expulsão dos holandeses, a maioria dos judeus estabelecidos no Brasil fugiram para os Países Baixos ou outras possessões holandesas, como as Antilhas e Nova Amsterdã, que posteriormente seria renomeada como Nova York após ser cedida aos ingleses. Ali fundaram a primeira comunidade judaica dos Estados Unidos, e uma minoria se estabeleceu no interior do Sertão, o Seridó, para assim fugirem da Inquisição.

As últimas informações sobre a presença destes judeus ibéricos no Brasil datam de meados do século XVIII. Nessa época, com o desenvolvimento da mineração na colônia, milhares de portugueses se deslocaram para a região das Minas Gerais, entre eles, um número considerável de cristãos-novos. Através da Inquisição, muitos desses sefarditas foram julgados, enviados à Portugal e condenados à prisão. De fato, muitos desses cristãos-novos não mais mantinham ligações com o judaísmo, mas, por serem ricos comerciantes e mineiros, eram acusados de praticar judaísmo por seus inimigos e dificilmente se livravam das condenações da Inquisição.

No final do século XVIII, já não havia mais relatos sobre judeus no Brasil. Todos haviam saído da colônia ou se convertido ao Cristianismo, o que faz com que muitos brasileiros possuam, mesmo sem saber, origens em judeus portugueses.



Uma nova onda de imigrantes judeus, sefarditas, começou a chegar ao Brasil em 1810, vindos principalmente do Marrocos, estabelecendo-se na Amazônia, principalmente em Belém, onde fundaram em 1824 a mais antiga sinagoga em funcionamento no Brasil e, em 1848, o primeiro cemitério israelita do país; e em Manaus, onde chegaram em 1880. Boa parte dos que chegaram no final do século vinham em função da época dourada da borracha, e sua vinda foi financiada pelos que já estavam na região. Cametá, no interior do Pará, chegou a ter metade de sua população branca constituída de sefarditas.

As famílias mais ricas mudaram-se para o Rio de Janeiro com o declínio da borracha. Ainda assim, a grande assimilação que tiveram na região, envolvendo também sincretismo religioso, fez com que a proporção de descendentes de judeus entre a população branca da Região Norte (amplamente de sefarditas) seja a maior do país.

O isolamento imposto aos sefarditas na Amazônia chamou a atenção de rabinos no Marrocos. No início do século XX, decidiram enviar um rabino à Amazônia para angariar fundos para uma yeshivá no Marrocos (ou em Jerusalém, não se sabe ao certo) e fiscalizar o cumprimento das normas religiosas pela comunidade estabelecida na floresta. Shalom Emanuel Muyal chegou à região em 1908 ou 1910, mas, dois anos depois de chegar a Manaus, morreu, provavelmente depois de contrair febre amarela. Curiosamente, o rabino Muyal acabou por ganhar fama de santo milagreiro entre os católicos locais. Foi enterrado no cemitério cristão, pois não havia, então, cemitério judeu na cidade, e sua sepultura tornou-se local de peregrinações. Zeloso, o rabino da sinagoga de Manaus mandou construir um muro ao redor do túmulo, mas foi pior: os devotos católicos passaram a usar o muro como suporte para placas e quadros em que fazem seus pedidos ao rabi Muyal e também proclamam as graças alcançadas. "Ele se tornou o santo judeu dos católicos da Amazônia", admite Isaac Dahan, da sinagoga de Manaus. Nos anos 1960, quando seu sobrinho, então ministro de governo do já criado Estado de Israel, tentou trasladar os restos mortais do santinho, houve protestos populares, e o governo do Amazonas pediu-lhe que não o fizesse. Enfim a sepultura do rabi Muyal foi para o cemitério judaico, anexo ao católico, e o santo rabi continuou a ser venerado no Amazonas.


                         


A saga dos judeus amazônidas foi levantada no livro Eretz Amazônia, de Samuel Benchimol.

Em fins do século XIX, uma outra onda de imigração judaica já se fazia presente no sul do Brasil, inserida dentro do fenômeno da grande imigração no Brasil, que ocorreu principalmente entre 1870 e 1920. Neste período, cerca de 5,5 milhões de imigrantes desembarcaram no Brasil, sendo o número de judeus não muito expressivo, pois estes preferiam imigrar para os Estados Unidos.

om a Proclamação da República do Brasil, uma Constituição foi promulgada, garantindo liberdade religiosa no Brasil, o que facilitou a vinda de imigrantes judeus, desta vez um grande número de asquenazes: a maior parte era proveniente do Leste europeu, regiões da atual Polônia, Rússia e Ucrânia. A maioria desembarcava no porto de Santos e rumava para a cidade de São Paulo onde rapidamente constituiu-se uma próspera comunidade de comerciantes judeus. Com a ascensão do nazismo na Alemanha na década de 1930, formou-se um maior contingente de imigrantes judeus (asquenazes em sua maioria) rumando para o Brasil. Além de São Paulo (principalmente no Bom Retiro), os judeus marcaram presença no Rio de Janeiro, no Sul do Brasil e em outras partes do país. No Rio Grande do Sul possui a fazenda Philipson, fundada no ano de 1904. Ela é considerada como a formadora da primeira escola judaica no Brasil e está localizada no município de Itaara ao lado da BR-158. Posteriormente os imigrantes e descendentes migraram do Bom Retiro para regiões nobres da cidade de São Paulo, como Higienópolis e Jardins.

No Brasil, os imigrantes judeus praticamente não encontraram resistência religiosa e ficaram isentos de preconceito por parte da população local, o que tornou sua adaptação muito mais fácil que as comunidades judaicas norte-americana e argentina, por exemplo. Hoje em dia, a comunidade judaica brasileira participa ativamente na sociedade e estão bastante integrados no país.Hoje no Brasil são contabilizados cerca de 107.329 (2010)



A imigração Irlandesa no Brasil / the Irish immigration in Brazil

Entre as políticas impopulares de D. Pedro I estava aquela de angariar mercenários na Europa para contornar o conflito na província Cisplatina. Tanto o fracasso militar do conflito, quanto à difusão da imagem de um possível perigo restaurador acerca das intenções militaristas do Imperador, foram elementos centrais na crise do primeiro reinado. Entretanto ambas as questões foram inflamadas quando os mercenários alojados na cidade do Rio de Janeiro se revoltaram contra suas condições precárias e as severas punições recebidas. Este projeto tem como foco pesquisar a conjuntura específica da Revolta dos Mercenários no Rio de Janeiro em junho de 1828; investigando seus antecedentes e conseqüências dentro do universo social em que estavam inseridos seus atores. Para reconstruir a conjuntura em questão serão utilizadas, paralelamente à bibliografia pertinente, as seguintes fontes: relatos de viajantes, os Anais da Câmara dos Deputados e os do Senado do Império e Relatórios Ministeriais.Irlando-brasileiro é um irlandês de completa ou parcial ancestralidade irlandesa, ou um irlandês residente no Brasil. Muitos imigrantes irlandeses no Brasil tinham que mudar seus sobrenomes dentro de um fácil tipo de escrita baseada em nomes portugueses, substituíndo o "ó"

A colônia irlandesa não teve êxito. No ano seguinte à chegada, restavam apenas 30 famílias, ou cerca de 180 pessoas. Em 1859, havia 16 famílias, menos de cem pessoas. Por dificuldades econômicas, grande parte dos imigrantes debandou para Montevidéu, Buenos Aires e outros Estados do Brasil. Até o padre Patrick Donovan, que acompanhara os colonos, foi embora. A Colônia Dom Pedro II deixou poucas marcas em Pelotas, mas ainda existem na região descendentes dos pioneiros, com sobrenomes preservados: Stafford, Sinnott, Yates, Furlong, Monks, Carpenter. Em Monte Bonito, a Represa Sinnott lembra a presença dos imigrantes.


A Imigração Maltesa no Brasil / The Maltese immigration in Brazil



Apesar da escassez de estatísticas fidedignas sobre os malteses no Brasil, parece que houve, com finalidades diferentes, quatro momentos da emigração de malteses ao Brasil. Pesquisa sobre este assunto, somente feita no Brasil, mostra várias dificuldades. Devido ao fato que os malteses tinham passaporte britânico, as autoridades brasileiras consideravam todos os malteses vindos ao Brasil, como britânicos ou malteses, embora a entrada sobre o lugar de origem em seu cartão de imigração dissipe essa ambigüidade. Existem ainda casos de alguns malteses que trocaram seus sobrenomes para dar uma conotação "inglesa".

Quando olhamos as listas telefônicas brasileiras encontramos muitos sobrenomes "malteses": Aquilina, Attard, Balzan, Bonello, Bonici, Calleja, Caruana, Cassar, Falzon, Fenech, Friggieri, Galea, Grech, Grima, Mallia, Meli, Muscat, Pirotta, Pisani, Said, Saliba, Sammut, Schembri, Spiteri, Tabone, Vassallo, Vella, Zahra, Zammit. Mesmo que a pronuncia acima for considerada ipsis litteris, devemos interpretar a existência destes sobrenomes com muita cautela, pois em São Paulo encontramos a convergência de emigrantes italianos, sicilianos, libaneses, sírios, portugueses, espanhóis, franceses, japoneses e outros. Por exemplo, Saliba é um sobrenome muito comum em Malta mas quando foram tentados contatos com famílias com esse sobrenome verificou-se que se tratava de pessoas oriundas ou do Líbano ou da Síria.



Uma importante fonte de informação no Brasil consiste nos Livros de registro da Hospedaria do Bom Retiro e da Hospedaria dos Imigrantes do Brás, ambas em São Paulo. A primeira Hospedaria registra todos os imigrantes que chegaram em São Paulo entre 1882 e 1886 e a segunda os que chegaram entre 1887 e 1978. Todos os livros de registro estão atualmente na segunda hospedaria que ficou conhecida como Museu dos Imigrantes. Mais de dois milhões de imigrantes receberam abrigo nesta Hospedaria antes de serem transferidos para as fazendas no interior de São Paulo.
Hospedaria dos imigrantes em São Paulo
É importante saber que estes registros limitam-se às pessoas que chegaram no porto de Santos (uns 80 km da cidade de São Paulo) e que foram abrigadas normalmente durante uma semana antes de serem aceitas nas fazendas de café. Os imigrantes que chegaram aos portos de Rio de Janeiro, Recife ou Salvador, por exemplo, não foram elencados nesses registros.





Não é difícil encontrar um avô ou bisavô que atravessou o Atlântico para trabalhar no Brasil, às vezes, mais de um século atrás. Coloque o sobrenome onde há “chefe da família” e encontrará todos os membros da família que chegaram com ele. Encontrará o nome, a idade, o nome do pai ou da mãe, parentesco, lugar de nascimento, data de chegada, nome do navio, o nome da fazenda onde a família foi, o nome do fazendeiro etc. Às vezes tem de usar um pouco de malabarismo no sobrenome: Zamit, Zammit, devido à grafia do escrivão da época.

Por exemplo, sob o sobrenome Schembri, encontrará Pacifico Schembri (41 anos, nascido em 16 de fevereiro de 1871, agricultor), filho de Vincenzo, e sua mulher Giuseppa (38 anos, nascida no dia 1 de junho de 1974); chagaram também seus filhos Marcella (6 anos, nascida em 2 de fevereiro de 1906), Giuseppe (4 anos, nascido em 24 de março de 1908) e Vincenza (2 anos, nascida em 26 de outubro de 1910), moradores de Musta (sic), todos analfabetos. Chegaram no navio Provence no porto de Santos no dia 28 de abril de 1912. Foram à Fazenda Santa Eulália (propriedade de Cyro Resende) em Brotas SP. O registro da família: 51310. 


A primeira emigração ao Brasil

A primeira emigração de malteses ao Brasil aconteceu na década de 1910. No surgimento da emigração européia em massa para a América do Sul nas últimas décadas do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, o Comitê Maltês de Emigração enviou 30 famílias, constituídas de trabalhadores rurais, para mandar ao Brasil. No dia 28 de março de 1912 um grupo de 73 emigrantes constituído de 13 famílias partiu de Valletta no navio francês ss. Carthage para o porto de Santos, no Brasil. Padre Pietro Paulo Charbon de Birkirkara acompanhou o grupo. Após serem transferidos ao navio transatlântico ss. Provence, chegaram em Santos no dia 28 de abril de 1912. No dia 18 de abril de 1912 outro grupo de 106 pessoas deixou Malta e chegou em Santos no navio Aquitaine no dia 19 de maio de 1912.


O primeiro grupo foi trabalhar nos cafezais da fazenda Santa Eulalia, cujo proprietário foi 
Cyro Mendes de Rezende, no município de Brotas, a cerca de 183 km da cidade de São Paulo
O segundo grupo foi para o mesmo trabalho rural na fazenda São José em Fortaleza. Propriedade de João Manoel de Almeida Barbosa. Mas, as saudades da terra natal, as informações precárias, a incompatibilidade e a falta de uma política clara de emigração por parte do governo inglês em Malta, causaram o fracasso desta emigração. Em agosto de 1913, a emigração para o Brasil tinha terminado. Muitos voltaram a Malta, outros ficaram e se viraram.


Os municípios de Araraquara e Brotas ficam no interior do estado de São Paulo e ferviam de atividades agrícolas e industriais no início do século 20. As cidades nasciam literalmente no meio dos cafezais nos anos de 1820. Igrejas e escolas primeiras foram construídas até meados do século 19e planos foram feitos para a passagem do trem para levar e trazer passageiros de São Paulo e para o transporte de milhões de sacas de café. Na primeira década do século 20, a iluminação pública, água encanada e linhas telefônicas estavam instaladas.
A igreja matriz de Brotas em 1910

Em 1870 milhares de imigrantes italianos foram transportados para as fazendas destes municípios e de outros para trabalharem nas fazendas embora ainda houvesse escravos nas redondezas. Quando a Abolição dos Escravos foi proclamada em 1888, mais e mais italianos foram admitidos nas fazendas do interior do estado de São Paul. Em 1910 os municípios da região de Brotas e de Araraquara exportavam, milhões de sacas de café e os fazendeiros pediam ao governo do estado permissão para abrir mais terra para o plantio 
devido à demanda mundial de café.  As fazendas onde os malteses ficaram tinham centenas de milhares de pés de café, abrigos para os trabalhadores e maquinas para o beneficiamento do café para exportação. Eram tempos difíceis devido à mentalidade dos fazendeiros que funcionavam conforme o sistema econômico anterior caracterizado pela escravidão. Os malteses que chegaram em brotas e em Araraquara em 1912 não encontraram nenhum Eldorado mas um lugar onde as pessoas tinham de trabalhar duro e ganhar um dinheiro suficiente para mais tarde comprar um pedaço de terra e viver como sitiantes autônomos.


A segunda emigração ao Brasil

A segunda emigração maltesa ao Brasil aconteceu no final dos anos 20 e foi praticamente ligada ao empreendimento britânico da construção e manutenção da estrada de ferro do Estado de São Paulo. Quase todos os malteses presentes no Brasil chegaram a conhecer o Sr. Dominic Colier (ou Coleiro) de Floriana. Ele tinha um cargo administrativo na companhia da ferrovia que ligava São Paulo a Santos e ao Estado do Paraná. Viveu os últimos anos de sua vida como aposentado pago pelo governo britânico.

Padres e irmãs malteses junto com o Sr. Dominic Colier (terceiro da esquerda)


A terceira emigração ao Brasil

A terceira imigração de malteses ocorreu após a crise do Canal do Suez em 1956. Muitos malteses e descendentes de Malteses, com passaporte britânico e que viviam no Cairo, Alexandria e em outras cidades egípcias, chegaram ao Brasil para tentar a sorte. É o caso de Oscar Sammut do Cairo que chegou a Santos no dia 14 de maio de 1957 e de Saviour Francesco Borg, nascido em 27 de fevereiro de 1923, eletro-mecânico, que chegou de Alexandria com seu irmão George Vincent John Borg, estudante, no dia 10 de abril de 1958.


A quarta emigração ao Brasil

A quarta imigração aconteceu nos anos 1950 e foi completamente diferente das anteriores. Nos anos 50, Dom Geraldo Sigaud, então bispo de Jacarezinho no extremo nordeste do Estado do Paraná, convidou as Irmãs Franciscanas de Malta para ajudá-lo na diocese que estava se desenvolvendo e tornando-se uma grande região econômica.


Nos anos 20 o norte do Estado do Paraná era coberto de mata densa e uma enorme floresta. A terra foi comprada pelo Sindicato Sudanês de Plantação de Algodão, liderado por Simon Joseph Fraser (Lord Lovat) que planejou o seu desenvolvimento conforme normas bem estabelecidas. Milhares de emigrantes da Europa e do vizinho Estado de São Paulo começaram a comprar terras, transformando-as em cafezais, vilas e cidades. A área até então habitada por centenas de índios Guarani e Kaingang foi invadida por milhares de pessoas, no período de trinta anos. A Igreja Católica já estava presente na região (durante o período imperialista espanhol) no início do século 17 com mais de 13 reduções jesuíticas para os índios Guarani. Os bandeirantes, escravagistas de São Paulo, acabaram com esse experimento em 1630 quando invadiram e destruíram as missões jesuíticas e escravizaram milhares de índios.

Inútil dizer que as necessidades espirituais deste povo eram grandes e a Congregação Franciscana de Malta ofereceu mandar algumas irmãs a Rolândia e Jaguapitã. Mas em 1956 esta enorme diocese foi subdividida em três: a diocese de Jacarezinho, Londrina e Maringá. Exatamente no início da diocese de Londrina, o Seminário Arquidiocesano de Malta mandou dois seminaristas, John Busuttil de Rahal Gdid e John Xuereb (falecido) de Naxxar, para estudar teologia no Seminário Diocesano de Curitiba, capital do Estado do Paraná. Foram ordenados sacerdotes em 8/7/1962 por Dom Geraldo Fernandes, então bispo de Londrina.

Ele tinha ido a Malta e convidou sacerdotes e seminaristas para irem ao Brasil. Em 1959 veio ao Brasil o Pe. Carmel Mifsud de Zejtun. Em 1961, Bernard Gafá de Msida, Carmel Mercieca de Qormi, Francis Debattista (falecido em 1970) de Tarxien, Joseph Agius de Munxar e Joseph Xuereb, dois seminaristas de Gozo, começaram o curso de teologia em Curitiba. Ao mesmo tempo, Pe. Peter Fenech (falecido em 2009) de Dingli e Pe. Frank Tabone Adami de Gzira começaram trabalhar em cidades novas do norte do Paraná, junto com Pe. George Zammit (faleceu em 1993) de Birzebbugia.

Colégio Bom Jesus ,Santo Antônio de Rolandia Paraná
Nos anos 50 e 60, o espírito missionário das Irmãs Franciscanas incentivou-as a fundarem creches e escolas não somente nos locais acima mencionados mas também nas cidades de Presidente Prudente (no sudeste do Estado de São Paulo), São Martinho, Umuarama e Curitiba.


Casa São Domingos,Vila Centenário Curitiba,Paraná
Do outro lado, a Província Maltesa dos Dominicanos mandou muitos dos seus padres, entre eles Dom Walter Ebejer a diocese de Goias em 1954. Depois eles trabalharam também nas dioceses de Paranaguá, Ponto Grossa e Curitiba, todas situadas no sul do Estado do Paraná.Ainda trabalharam nas dioceses de Londrina, Apucarana, Borrazopolis e Faxinal, situadas no norte do Paraná .Clique aqui para acessar o site dos Frades Dominicanos no Brasil.

Os Agostinianos mandaram os seus padres para o Estado do Mato Grosso na cidade de Três Lagoas onde uma enorme barragem estava sendo construída e onde tinha uma grande concentração de trabalhadores com suas famílias. Foram mandados padres também para as cidades de São Paulo e Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais.

Paralelamente aquilo que estava acontecendo no sul do Brasil, padres da ilha de Gozo estavam atendendo o convite de Dom Carlos Coelho e Dom Helder Câmara, bispos de Olinda e Recife em Pernambuco, estado do nordeste do Brasil. Pe. Paul Raggio era o único sacerdote maltês em Recife naquele tempo.

Voltando aos meados dos anos 60, o espírito do Vaticano II impulsionou vários seminaristas a deixarem a sua pátria e ir ao Brasil. Thomas Bonnici de Zebbug, Paul Pirotta de Naxxar, Paul Brincat de Birkirkara, Carmel Bezzina (falecido em 2005) e Philip Said de Zebbug, Peter Camilleri de Floriana (trabalhou em Recife, Manaus e Itabuna e faleceu em 1992), Edwin Parascandalo e Vincent Costa, ambos de Birkirkara, Lawrence Gauci de Mgarr, Joe Cassar de Pawla e Joe Vella de Attard, vieram ao seminário de Curitiba e após fazerem teologia, começaram a cuidar de paróquias no norte do Paraná. Michael Pace de Hamrun e Briffa Mario (falecido em 2003) de Pawla vieram para o seminário de São Paulo.

Por causa da subdivisão da diocese de Londrina naquela de Apucarana e Londrina, muitos foram transferidos para a diocese de Apucarana e outros como Dominic Camilleri (falecido em 2004) de Floriana, Lucas Azzopardi de Rabat e Michael Pace de Hamrun estão ainda trabalhando na mesma diocese. Dois missionários leigos, Tony Camilleri de Floriana e Anton Sammut de Gzira, vieram para ficar dois anos em Apucarana ajudando no trabalho pastoral. Depois de um ano, Anton Sammut (falecido em 1976; uma rua tem o seu nome no bairro Jardim Tietê, São Paulo) foi para o seminário de São Paulo, onde estudou teologia.

A Arquidiocese de São Paulo e outras dioceses vizinhas receberam sacerdotes malteses como Xavier Cutajar, Daniel Balzan, John Mallia, Andrew Zammit e Paul Mercieca.

Em 1977 o padre maltês da ordem dos Domincanos, Walter Ebejer, irmão do falecido escritor Francis Ebejer, foi consagrado bispo da diocese de União de Vitória no sul do Paraná. Como bispo emeritus, mora em Porto União SC.

Após muitos anos de trabalho diocesano em Mosta e St. Julians, o Pe. John Caruana de Mosta decidiu vir ao Brasil em 1984 e trabalhou na Arquidiocese de Maringá e na diocese de Guajará-Mirim Estado de Roraima. Ele está agora em Malta trabalhando em um estudo sobre malteses que dedicaram suas vidas à Igreja de Cristo em países estrangeiros.

Após muitos anos a serviço da diocese de Maringá, o Pe. Vicente Costa foi eleito bispo auxiliar de Londrina (1998); foi transferido para chefiar a diocese de Umuarama em 2002; em 2010 tornou-se bispo de Jundiaí SP.

As Irmãs Agostinianas de Malta que tinham um internato para meninas em Paranaiba, no Estado do Mato Grosso do Sul, agora tem outras responsabilidades pastorais em Nova Londrina, no Estado do Paraná.

Além dos padres acima mencionados, tem ainda alguns malteses casados no Brasil. John Busuttil trabalhava como contador na Volkswagon em Santo André e quando se aposentou montou um pequeno restaurante num bairro de Londrina. Paulo Pirotta trabalha na Volkswagon em Santo André. Thomas Bonnici é professor de literatura inglesa na Universidade Estadual de Maringá. Edwin Parascandalo é proprietário de um restaurante em Maringá após dedicar-se como diretor no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Anthony Zammit e sua irmã Helen moram em São Paulo. Ele trabalha na Felixal e ela é telefonista. Dr. Vincent Flores Porsella é professor da Universidade Mackenzie em São Paulo e pensionista do Departamento de Educação.

Outros brasileiros de origem maltesa moram no Brasil. Se quiser, poderá nos informar sobre a origem de sua família como foi transmitida por seus genitores. Colocaremos seu nome e o de sua família na lista de malteses no Brasil.


Consulados no Brasil 

 Consulado Honorário da República de Malta - Recife - PEEndereço:Av. Agamenon Magalhães, 2396 Cidade:RecifeEstado:PernambucoCep:52050-000Telefone:(0xx81) 3083-3232 Email:maltaconsul.recife@gov.mtSite: www.maltaconsulrecife.euJurisdição:PE, PB e AL
Jurisdição: PE, PB e AL.


 Consulado Geral da República de Malta - São Paulo - SPEndereço:Rua Xavier de Almeida, 227 - IpirangaCidade:São PauloEstado:São PauloCep:04211-000Telefone:(0xx11) 3554-2736 Fax:(0xx11) 2914-4420 Email:maltaconsul.saopaolo@gov.mt
Jurisdição: Todo território brasileiro.






A imigração Sérvia no Brasil / Serbian immigration in Brazil


Este trabalho tem por objetivo expor a trajetória de imigrantes originários da Sérvia, que
aportaram no Brasil nas décadas de 40 e 50, especialmente na cidade de São Paulo. O momento enfocado
coincide com o final da 2ª Guerra Mundial e o conseqüente advento ao poder do comunismo no Leste
Europeu. Nesse período, a instalação do regime comunista na Iugoslávia desferiu uma maciça campanha
de perseguição aos oponentes políticos. Para se compreender os motivos da imigração é importante
conhecer o contexto do local de origem dos estrangeiros na época em que buscavam um novo país para
viver



Apresentação 

Em finais dos anos 40 inicia-se no bairro paulistano do Bom Retiro a formação de uma pequena comunidade; a maioria veio ao Brasil após uma sofrida trajetória de fuga. Esses imigrantes eram originários da Sérvia, na época uma região da antiga Iugoslávia. O presente trabalho propõe registrar a memória dessa 
imigração. Lembranças da guerra, perseguições políticas, o abandono de sua terra natal, a vida no Brasil, a 
formação da colônia, são os principais elementos de estudo dessa pesquisa. Metodologia 
Para a realização do trabalho serão feitas entrevistas com os próprios imigrantes e/ou com familiares e descendentes que registraram em suas memórias relatos enriquecedores. 
As informações serão arquivadas e os testemunhos orais dos agentes históricos transcritos fielmente. 
Dados estatísticos e quantitativos serão adquiridos no Museu da Imigração em São Paulo. As fontes secundárias, tais como livros ou artigos, serão lidas e fichadas. 

Discussão 

Terminada a 2ª Grande Guerra, a Iugoslávia de 1945, país que abrigava a Sérvia (e também 
Eslovênia, Bósnia, Macedônia, Croácia e Montenegro) vivia um momento de indiscutível estabilidade social após o advento do regime comunista (Aguilar, 2006, 62). A implantação do 
sistema de autogestão econômica pelo Marechal Josif Broz, mais conhecido como Tito, fez da Iugoslávia um dos países socialistas mais desenvolvidos do Leste Europeu. Determinado a obter a industrialização em
ritmo acelerado, o titoísmo, conhecido internamente como socialismo-autogestionário,
incentivou a participação dos trabalhadores nas decisões tomadas em suas empresas; a partir de então, operários e funcionários burocráticos receberam permissão para organizar-se em coletivos de debate sobre normas de trabalho e metas de produção (Brener, 1993, 62). Esse sistema de autogestão implantado por Tito caracterizou a economia iugoslava por décadas. O princípio fundamental do titoísmo é o de que o
socialismo deve ser atingido de acordo com as condições políticas, culturais, históricas e geográficas particulares de cada país, e não imposto por orientações externas. Isto foi usado para recusar a imposição de diretrizes à Iugoslávia por parte da União Soviética. O Marechal Tito não aceitou a política do Cominform de submeter os partidos comunistas dos países membros à orientação de Moscou e rompeu com ele, fundando o Informbiro, entidade que durou até 1955 (Hobsbawn, 1987, 57).


No caso específico iugoslavo, Tito tinha bastante margem moral para esse tipo de manobra, já que durante a Segunda Guerra Mundial a Iugoslávia não foi libertada dos nazistas pelo Exército Vermelho, como a maior parte do Leste Europeu, mas sim pela resistência armada de combatentes patriotas (partizans) comandados
pelo marechal. Certamente, aos vitoriosos couberam as beneses da burocracia estatal.


(Hobsbawn, 1987, 57). Se por um lado o modelo impulsionou vertiginosamente o crescimento da indústria
nacional, por outro lado disseminou um regime privilegiando os comunistas e perseguição aos
não alinhados (Brener, 1993, 60). A essas pessoas, uma das alternativas foi o exílio. Dentro dessa conjuntura, o trabalho busca explicações para esses sujeitos históricos terem decidido abandonar sua terra natal, deixando para trás sua família, seus amigos e toda sua história, partindo para um lugar totalmente ignorado, na maioria das vezes sem dinheiro, sem conhecer os costumes e, talvez o fator mais complexo, sem reconhecer uma palavra em português. Em meio a tantas dificuldades a serem enfrentadas, quais
seriam os reais problemas motivadores da fuga? O trabalho procura ligar o relato dos imigrantes
sérvios com o contexto histórico vivido pela Iugoslávia em 1945. Alguns relatos demonstram essas dificuldades. Entrevista concedida pela descendente de sérvios
em São Paulo, Sra. Marie Schokalsky, tradutora, 61 anos, descreve que a decisão de seu pai deixar
seu país foi um momento muito difícil em sua vida. Seu pai, Zoran Ivatković, abandona a Iugoslávia em 1944 ainda em meio a guerra. Primeiramente esteve na Áustria, onde conheceu uma polonesa
estudante de Filosofia com quem se casou. Rumaram para a França, onde em 1947 a Sra. Marie nasceu. Amedrontados pela instabilidade política na Europa e o crescimento do domínio soviético na região, decidiram vir para o Brasil. As perspectivas eram desconhecidas.


Seu pai e sua
mãe nesses tempos já dominavam o idioma
francês, o que facilitou a o aprendizado da Língua
Portuguesa. A entrevistada descreve que sua
família foi recebida com cordialidade pelos
brasileiros, que tentavam segundo suas palavras,
ajudar os imigrantes da melhor forma possível. Já
havia sérvios em São Paulo, que também os
ajudaram em busca de empregos, acomodações,
e círculos de amizades onde pudessem se reunir
com outros imigrantes da Sérvia. A mesma
colocação é feita por outro entrevistado, Sr. Siniša
Vojvodić, aposentado, 81 anos, ex-combatente do
exército iugoslavo. Ele conta que chegou ao Brasil
somente em 1958, no entanto parte de sua família
já residia em São Paulo desde 1946.
A imigração ao Brasil pós Segunda Guerra foi marcada por profissionais com maior grau de especialização. Eram comerciantes, médicos, advogados, engenheiros e técnicos em diversas áreas da indústria (Carnier Júnior, 2000, 62).
Havia mudado o tipo de imigrante. O Brasil em acelerado processo de industrialização deixava de
querer os braços de colonos e passava a atrair o conhecimento de técnicos (Carnier Júnior, 2000,
62)

Estudar esse processo do ponto de vista étnico é um exercício complexo, pois por muito tempo os
sérvios foram denominados iugoslavos, muitas vezes uma denominação confundindo-se com a
seguinte, o que também incluiria nesse contexto outras etnias.
A historiografia utilizada para essa pesquisa documenta ricas informações sobre a complexa história da Sérvia, desde o surgimento dos primeiros povos eslavos na região dos Bálcãs até
guerra dos anos 90. Devido ao recorte escolhido para a pesquisa, o período pós 2ª Guerra será
analisado de maneira mais enfática. Serão confrontados os registros em livros com as entrevistas adquiridas durante a pesquisa. O objetivo é fazer uma articulação entre as obras literárias com a história oral.

Conclusão

A pesquisa busca evidenciar as dificuldades que um estrangeiro enfrenta com a arriscada
decisão de imigrar para um país desconhecido. No caso dos sérvios as atribulações começaram antes mesmo do egresso; dificuldades principalmente de natureza política levaram esses imigrantes a optarem pelo exílio. As entrevistas feitas até aqui relatam a repressão exercida pela
ditadura comunista;
Verificam-se, dentro desse contexto, que para o regime existiam somente dois modelos de
cidadãos: os comunistas e os anticomunistas, ou seja, os alinhados e os não alinhados. E é desse último tipo que surgem os nossos sujeitos históricos.

No Brasil são mais de 400 mil entre sérvios e seus descendentes somando todos juntos já a população de Sérvios natos são de 3.210 o último dado de 2001


Referências
- AGUILAR, Sérgio. A guerra da Iugoslávia; Uma década de crises nos Bálcãs. São Paulo: Usina do
Livro, 2003.
- ARARIPE, Luis de Alencar. Primeira Guerra Mundial. In: Magnoli (org.) História das Guerras.
São Paulo: Contexto, 2006.
- BERNARDO, Terezinha. Um Pouco de História . In: Memória em Branco e Negro: Olhares sobre São Paulo. São Paulo: Editora Unesp, 1998.
- BRENER, Jaime Tragédia na Iugoslávia: Guerra e nacionalismo no Leste europeu / coordenação -
SADER, Emir – São Paulo: Atual, 1993.
- CARNIER Jr., Plínio. Imigrantes: Viagem, Trabalho, Integração. São Paulo: FTD, 2000.

- FILIPOVIC, Zlata. O Diário de Zlata. Tradução Antonio de Macedo Soares e Heloísa Jahn . São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
- HOBSBAWM, Eric (org.). "História do Marxismo", volume 11. São Paulo: Paz e Terra. 1987.
- JACOMINI, Márcia Aparecida. Guerra da Bósnia: Restauração Capitalista num Mundo Globalizado.
São Paulo: Moderna, 1998.
- MAGNOLI, Demétrio. União Européia. História e Geopolítica. São Paulo: Moderna, 1994.
- ROZMAN, Slavko Rukavina. A Escalada de Malo. Porto Alegre: Nova Prova 2007.
- SALVATICI, Silvia. Relatando a Memória. Identidades Individuais e Coletivas na Kosovo de Pós-Guerra: Os Arquivos da Memória. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História. São Paulo: EDUC, Julho 2003.
- TOTA, Pedro. Segunda Guerra Mundial. In:
Magnoli (org.) História das Guerras. São Paulo:
Contexto, 2006






AEROPORTOS


Aeroporto Nikola Tesla
Beograd 59
Tel: 381 (11) 209-4444

COMO CHEGAR

A maneira mais comum de se chegar a Belgrado é por avião. Operam para o destino empresas aéreas como a Jat Airways, Air France e Lufthansa. O Aeroporto Nikola Tesla fica a 18 km do centro da cidade. Há saída de ônibus regulares de lá para pontos estratégicos da cidade e vice-versa. Ignorar os taxistas do aeroporto e ligar para pedir um táxi é duplamente vantajoso: o turista não será explorado e as companhias costumam dar descontos de 20% para quem pede por telefone. É o caso da Lux Taxi, tel. 381 (11) 303-3123 e da Beogradski Taksi, tel. 381 (11) 9801.

Mas chegar de trem à capital sérvia pode ser uma experiência ainda mais interessante. O contraste entre a parte nova e a velha é gritante e pode ser visto na entrada da cidade: a parte nova e moderna possui mais miséria nas ruas do que o lado velho e menos reformado. A antiquíssima estação de trem central data de 1884 e possui guardador de bagagens. Esse lugar e a estação de central de ônibus são dos poucos lugares da cidade onde vale ficar atento a carteiras e bolsos. De lá para o centro não são mais de 15 minutos de táxi ou trólebus.




Belgrado também possui uma eficaz rede de ônibus de viagem que a liga a diferentes pontos da Europa. Cruzar a fronteira de ônibus, no entanto, pode ser um pouco cansativo, uma vez que se corre o risco de descer e ter a bagagem inspecionada.

Fora da temporada de inverno, é possível chegar à cidade de barco. A capital sérvia é cortada pelos rios Sava e Danúbio, e recebe turistas provenientes do Mar Negro e Mar do Norte, por exemplo.

INFORMAÇÃO E SERVIÇO

Visto ? Brasileiros precisam de visto para entrar na Sérvia. A representação diplomática do país no Brasil que emite vistos para turistas é a embaixada, em Brasília. O visto pode ser retirado pelo correio e demora cerca de 15 dias para ficar pronto. Tem custo simbólico. Embaixada da República Sérvia no Brasil. Tel: (61) 3223-7272. Seg. a sex., das 9h às 15h.

Controle de imigração ? Imigração rígida e organizada. Assim que tenta se cruzar a fronteira, principalmente por terra, a polícia de imigração pede passaportes para checar o visto e comunica imediatamente a uma central que confirmará se o nome do turista está no sistema como apto a entrar no país.





Informações sobre o país

Nome nativo: Србија

Nome em inglês: Serbia

Capital: Belgrado

Regime: República Federal

Idioma: Sérvio e dialetos regionais


DADOS PRINCIPAIS:

Área: 88.361 km²
Capital: Belgrado
População: 7,4 milhões (estimativa 2005) * exclui Kosovo
Nome Oficial:  República da Sérvia
Nacionalidade: sérvia
Governo: República com forma mista de governo
Divisão administrativa: 29 distritos administrativos, capital (Belgrado), uma província autônoma (Voivodina) e a província de Kosovo que esta sob administração da ONU.

GEOGRAFIA:

Localização: sudeste da Europa
Cidades Principais: Belgrado, Novi Sad, Nis, Pristina, Kragujevac.
Clima: mediterrâneo

DADOS CULTURAIS E SOCIAIS:

Composição da População: sérvios, albaneses, húngaros, bósnios, croatas, ciganos, eslovacos, búlgaros e romenos. 
Idioma: sérvio
Religião:  cristianismo (65%), islamismo (17,8%), sem religião (12,5%) e ateísmo (3,2%).

ECONOMIA:

PIB (Produto Interno Bruto): US$ 79 bilhões (estimativa 2011)
PIB per capita: US$ 10.700 (estimativa 2011)
Força de trabalho: 3,35 milhões (2010)
Moeda: dinar sérvio

Outras Informações sobre Sérvia: site oficial do governo da Sérvia (em inglês)

Embaixada no Brasil 

 Embaixada da República da Sérvia - Brasília - DFEndereço:SES - Av. das Nações, quadra 803, lote 15Cidade:BrasíliaEstado:Distrito FederalCep:70409-900Telefone:(0xx61) 3223-7272 e (61) 3223-7721 Fax:(0xx61) 3223-8462 Email:embaixadaservia@terra.com.br
Expediente(s): segunda a sexta-feira - 09:00 - 15:00 h
Horário Consular: 09:00 - 13:00 h

Consulados no Brasil 

 Consulado Honorário da Sérvia - Curitiba - PREndereço:Av. Presidente Kennedy, 860 - Bairro RebouçasCidade:CuritibaEstado:ParanáCep:82530-230Telefone:(0xx41) 3332-8383 Email:eramon@bighost.com.br 

 Consulado Honorário da Sérvia - Rio de Janeiro - RJEndereço:Estrada das Canoas, 885 - São Conrado - Rio de JaneiroCidade:Rio de JaneiroEstado:Rio de JaneiroCep:22610-210Telefone:(0xx21) 3322-5848 Fax:(0xx21) 3322-58487 Email:martins.costa@trx.canada.com

 Consulado Honorário da Sérvia - Porto Alegre - RSEndereço:Rua D. Pedro II, 1411 - Edif.Cônsul Édison Freitas de Siqueira - Bairro HigienópolisCidade:Porto AlegreEstado:Rio Grande do SulCep:90550-143Telefone:(0xx51) 3358-0500 Fax:servia@edisonsiqueira.com.br
Jurisdição: RS/SC/PR

 Consulado Honorário da Sérvia - São Paulo - SPEndereço:R. Cordisburgo, 215 - Bairro Jardim LeonorCidade:São PauloEstado:São PauloCep:05614-090Telefone:(0xx11) 3372-3875 Fax:consulado@fator.net
e-mail: jg@fator.net