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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A arquitetura espetacular do castelo Himeji

Conheça alguns pontos turísticos importantes e repletos de cores
e aromas na estação das cerejeiras.
O castelo Himeji está localizado no centro da cidade de Himeji, a cerca de 50 km a oeste de Kobe e 650 km a oeste de Tóquio. Para chegar lá, leva-se quatro horas de trem-bala saindo de Tóquio. As peculiaridades desse castelo começam por seu nome: Castelo da Garça Branca, em virtude de suas paredes brancas, recobertas por uma massa da mesma cor à prova de fogo. Como outros castelos japoneses, o Himeji tem sua construção em madeira, e não em pedras, dessa forma, a prevenção contra o fogo é algo muito importante. O castelo está no alto do monte Hime, a 45,6 metros acima do nível do mar. A torre principal, que esta no centro e é o símbolo do castelo, tem 46,4 metros de altura. O Castelo de Himeji é famoso não somente por sua enorme torre principal, como também seu projeto de defesa altamente eficaz e complexo, que funciona como um labirinto. Hoje em dia, mesmo com o caminho sinalizado, muitos turistas se perdem facilmente.


História

A história do castelo começou com a construção de um forte por Norimura Akamatsu, soberano do Distrito de Harima (região de Himeji) em 1333. Mais tarde, em 1581, o castelo de três andares foi construído por Hideyoshi Toyotomi quando o país se encontrava em conflito contínuo. Em 1601, Terumasa Ikeda, genro do xogum Ieyasu Tokugawa, iniciou a ampliação do castelo para cinco andares e a torre principal com três torres menores, fazendo do local uma posição defensiva muito importante para o governo Tokugawa. Ikeda levou oito anos para terminar a reconstrução. Felizmente, o Castelo Himeji jamais foi danificado pelas guerras, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial. Essa é uma das razões pela quais esse castelo manteve sua forma original por quase 400 anos. Em 1993, o Castelo Himeji foi incluído na lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco, devido a sua estrutura de madeira de valor incomparável no mundo, além de ainda possuir a estrutura completa, incluindo suas torres, as fortificações em pedra e suas paredes, que estão extremamente bem preservadas.


Olhando o Castelo Himeji de cima, algumas pessoas não poderiam imaginar que esta beleza arquitetônica japonesa é algo original e que não foi influenciada pela China ou pela cultura ocidental, apesar das memórias dos tempos das guerras civis. O Castelo Himeji é um produto genuinamente inspirado no chamado Renascimento Japonês.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Flor de ameixeira anuncia fim do inverno japonês


Sinônimo de resistência e bom prenúncio, a flor de ameixeira anuncia o fim do frio rigoroso do inverno japonês, com seu perfume característico. Ela é usada como símbolo do ano novo porque sua florada coincide com o início do ano pelo antigo calendário. A data atualmente cai em fevereiro, e é nesta época que os parques e templos se enchem de pétalas brancas e rosas, e de turistas.

Hoje quando se fala em hanami – apreciação das flores – entende-se flor de cerejeira, mas antigamente este ritual era sinônimo de flores de ameixeira. Os templos xintoístas de Tenmanguu de todo o Japão são conhecidos por seus bosques de ameixeira porque Sugawara no Michizane, a quem os templos Tenmanguu são dedicados, amava suas flores mais que qualquer outra. No templo Kitano Tenmanguu, em Quioto, é celebrada a data de falecimento de Sugawara no Michizane, que foi importante político do século 9º. Na ocasião, gueixas servem convidados em cerimônia do chá em meio às ameixeiras em flor.



A ameixeira é vista como sinal de resistência porque atravessa o rigoroso inverno japonês carregado de botões. Chineses e japoneses veem nele bom prenúncio, pois suas flores desabrocham quando o frio se torna menos intenso e a primavera se aproxima. Ela é muito usada em cerâmica e estamparia, principalmente quando é relacionada ao ano novo, em pratos e recipientes das primeiras refeições do ano, em cerimônias de chá nos meses de janeiro e em quimonos femininos.

As principais variedades apresentam flores vermelhas ou brancas. Como essa combinação de cor é usada em comemorações, a flor é associada à alegria e felicidade. Muitos doces, servidos em comemorações como casamentos e noivados, têm estampada a forma da ameixeira ou sua flor.

A planta é também muito ligada ao cotidiano dos japoneses, pois é de seu fruto que se faz o umeboshi, uma das conservas mais consumidas pelos japoneses. Nem todas as variedades dão frutos, mas no Kitano Tenmanguu de Quioto os umes são colhidos para fazer as conservas vendidas na loja do próprio templo.
Praticamente todas as províncias japonesas têm o seu bosque de ameixeiras. Os japoneses lotam os parques para ver as flores que vão da cor branca à vermelha, passando por diversas tonalidades de rosa. Há também variedades com flores amarelas.


Em Mito, o parque Kairakuen, inaugurado em 1842, possui 3.000 pés dessa planta. O espaço foi construído pela família Tokugawa e inicialmente era restrito a seus membros, nobres e monges, mas depois foi aberta à população da região. Em 1874, foi passado à administração pública e, em 1900, foi organizado o primeiro dia de apreciação das flores de ameixeira. Atualmente o parque realiza a festa entre 21 de fevereiro a 31 de março, com cerimônias do chá ao ar livre e concertos de kotô. No período da festa, as ameixeiras são iluminadas das 18 h às 20 h.

Em Tóquio, o parque Yoshino Baigou possui 25 mil pés de 120 variedades da planta. Ele fica no município de Oume, e chega a receber 300 mil visitantes durante a festa das flores de ameixeira. Uma área restrita, onde o ingresso é cobrado, é acessível a cadeirantes. A cidade, que significa “ameixa ume verde”, fica a 90 minutos de trem da capital.

Um dos jardins japoneses mais conhecidos, o Kenrokuen, em Kanazawa, província de Ishikawa, também possui pés de ameixeira. Elas começam a desabrochar no final de dezembro, e as flores vermelhas oferecem um belo contraste com a neve, que costuma cair com intensidade nessa cidade. O setor de ameixeiras de Kenrokuen tem 3.000 metros quadrados, com 140 pés de ameixeiras brancas e 60 pés de ameixeiras vermelhas.

O mundo europeu dentro de um bairro de Kobe Kitano



Lugar foi escolhido como morada por imigrantes europeus e norte-americanos após a abertura dos portos de Kobe em 1867

Localizado nas montanhas de Kobe, ao norte do centro, fica Kitano, bairro que foi lar de muitos estrangeiros que viveram na região no fim do século XIX. Esses imigrantes construíram casas em estilo ocidental, conhecidas como ijinkan (casas de estrangeiros), que hoje são importantes redutos culturais, muitos deles atendendo ao público como museus. Além disso, a área possui sofisticadas butiques e restaurantes internacionais combinados a um estilo retrô.

Por estar situada em um ponto elevado da região, de Kitano pode-se avistar o mar. Foi esse cenário que europeus e norte-americanos escolheram para morar quando vieram ao Japão, após a abertura dos portos de Kobe em 1867. Ali, eles se instalaram e construíram belas casas e mansões, seguindo os estilos da arquitetura dos países de origem.

Hoje Kitano é, junto com o bairro chinês Nankinmachi, um dos pontos turísticos imperdíveis aos visitantes de Kobe em busca de cenários inusitados. Porém, quem imagina um bairro inteiramente preservado, nos moldes de sua época, pode ficar um tanto decepcionado. Já existem prédios modernos e as ruas estão asfaltadas. Contudo, seu charme original ainda está lá, em seus detalhes. Afinal, grande parte das construções importantes, em diferentes estilos, recebeu um tratamento especial para receber o público.

Uma casa em estilo alemão, com tijolos vermelhos, a Kazamidori no Yakata, esteve fechada para reforma, concluída em março de 1997. No alto dessa construção, há um catavento, símbolo de Kitano. Em frente, há a Moegi no Yakata, réplica da residência do cônsul norte-americano H. Sharp, construída em 1903. Além dos casarões antigos, há diversas construções religiosas no local, de templos xintoístas até russo-ortodoxos.


Próximo a Kazamidori no Yakata, fica o templo Kitano Tenmangu. Na Rua Pearl Street, situa-se o primeiro templo muçulmano do Japão, a Mesquita de Kobe, construída em 1935. Nessa mesma rua, fica a Igreja Católica de Nakayamate, em estilo gótico. Atrações imperdíveis de Kitano ficam por conta dos cafés e das doçarias.

Os restaurantes internacionais possuem menus variados, entre eles, francês, russo, italiano, inglês, indiano e chinês. Na Rua Yamamoto, há um restaurante espanhol que oferece apresentações de dança flamenca, conhecido como El Pancho Kitano. Um dos restaurantes franceses mais luxuosos é o Bistrô de Lyon, que fica entre as Ruas Pearl Street e Yamamoto. No Café do Godiva, localizado na ladeira Kitano-zaka, o turista pode se deliciar com vários tipos de doces feitos com o chocolate da famosa fabricante belga Godiva. Passear pelo bairro Kitano é muito mais do que conhecer os aspectos da arquitetura ocidental. Ao andar pelas ruelas e calçadas de paralelepípedos, o visitante poderá imaginar como viveram os estrangeiros no Japão.

Atrações 

Uroko no Ie (Casa de Escama)
Famosa pela parede que imita escama de peixe. Ao lado da casa, no mesmo terreno, fica o museu onde estão expostos os quadros de pintores como Utrillo e Modigliani.

Eikoku-kan (Casa Inglesa)
Prédio com arquitetura no estilo do reinado da rainha Vitória.

Denmark-kan (Casa Dinamarquesa)
No segundo andar da casa, há uma réplica do escritório do escritor dinamarquês de contos infantis Hans Christian Andersen e seus objetos.

Line no Yakata (Casa de Linha)
Construída em 1915, tem um enorme jardim onde estão plantadas árvores como pinheiro, canforeira, entre outras.

Kaori no Yakata Holland-kan (Casa Holandesa)
Nesta casa, construída em 1918, funcionou o Consulado da Holanda.

Chuugoku-kan (Casa Chinesa)
Casa onde funcionou a sede do consulado chinês, hoje é museu de arte chinesa das dinastias Ming (1368~1644) e Ching (1644~1912).

Museu Platon
Construído em 1920. Nele, estão expostos móveis antigos da família Medici e ensaios do pintor francês Millet.


The Teddy Bear Museum
Museu de ursinho de pelúcia, com cerca de mil desses brinquedos, trazidos do mundo inteiro.


Acesso

Kitano fica a dez minutos a pé da estação ShinKobe. Da estação Sannomiya, onde passam as linhas Hanshin, Hankyu, JR e metrô, não se gasta mais do que 15 minutos a pé. De ônibus, são seis minutos até o ponto Kitano Ijinkan.
De Tóquio: 3h20 até ShinKobe.
De Nagóia: 1h20 até ShinKobe
De Osaka: 25 minutos da estação Osaka até Sannomiya (trem expresso), linha Kobe.

Cidade Nara um lugar ótimo para ter contato com a natureza e religiosa.

Monumentos culturais e naturais do Japão foram reconhecidos pela Unesco e são, hoje, atrações imperdíveis para o turista


Monumentos históricos e antigos de Nara
Nara foi capital do Japão há cerca de 1.300 anos. A cidade tem funcionado, desde então, como centro político, econômico e grande pólo cultural. É uma das cidades históricas do Japão.

Na região, foi construído o palácio do imperador chamado Heijoukyou e órgãos administrativos foram erguidos em suas proximidades. Hoje, o local onde esteve o palácio não tem nada daquela a época, mas ainda emana o sentimento do período. Além do palácio, na cidade, foram construídos muitos templos e santuários. A maioria deles têm influência da China e ainda sobrivivem as construções do século VIII e que contam sua longa história.

Heranças mundiais no Japão
Em 1992, o Japão concluiu a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação). No ano seguinte, quatro lugares – Castelo Himeji e monumentos budistas da área de Horyu-ji – foram eleitos patrimônios culturais. Já a Ilha de Yakushima e Shirakami-sanchi foram reconhecidos como patrimônios naturais. Até hoje, no Japão, há 14 locais designados como patrimônios mundiais
.

Templo Todaiji

O templo foi construido no começo do século VIII, pela idéia do imperador Shomu, que queria submeter o país à proteção divina de Buda. O grande destaque do templo é o Daibutsu, a grande estátua de Buda, com 14,7 m de altura. Além do Daibutsu, no local, há várias construções budistas.
Monumentos budistas na área de Horyu-ji

Monumentos budistas na área de Horyu-ji foram alguns dos primeiros patrimônios mundiais do Japão em 1993. Horyuji, o principal templo da área, é considerado a construção mais antiga do mundo feita com madeira. Segundo o site do templo, ele foi construído em 607 pela liderança de Shôtokutaishi, regente da época. No recinto do templo, com 187 mil metros quadrados, há as construções históricas e, dentro delas, 190 objetos são desiginados como patrimônio cultural do país ou tesouro nacional. Além de Horyuji, nessa área, há vários monumentos budistas construídos entre os séculos VII a XII, como o Houkiji.

Templo Kofukuji

Esse templo foi transferido para o seu local atual em 710. Prosperou sob proteção de clã Fujiwara, que era um dos mais poderosos da época. É um dos sete grandes templos de Nara.





Templo Gangoji

Templo original do Gangoji é o Asukadera, construído pelo clã Soga no século VI.










Kasuga-taisha

É o santuário construído para proteger a cidade, levantado no início da Era Nara.








Templo Yakushiji

Yakushiji foi construído em 680, por idéia do imperador Tenmu, e transferido para Nara em 718. Atualmente, a torre do leste é a única que sobreviveu daquela época.





Templo Toshodaiji

O templo foi construído em 759, pelo Monge Ganjin, para os monges que aprendiam preceitos religiosos. Após a morte de Ganjin, no fim da Era Nara, foi construído o Kondo, no qual está a figura de Buda e, em 810, a Torre Gojunoto.



Visite Também:

Parque Nara
O parque situa-se em frente ao Todaiji. Na área de 502 hectares, há veados, considerados os mensageiros de Buda. O local recebe muitos turistas.
No Monte Kasuga, foi proibida a caça e o desmatamento em 841. Desde então, o lugar vem sendo protegido como monte sagrado. Na Era Meiji, tornou-se do governo e, depois disso, foi incorporado ao Parque Nara.




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sakura uma flor tão bela e admirada pelo Japão e o mundo ocidental se fascina com sua beleza


A flor da cerejeira, Sakura em japonês é a flor símbolo do Japão. A simbologia é tão intensa que o povo cultua e respeita como a própria bandeira japonesa ou o hino nacional.
A LENDA
Diz a lenda que SAKURA vem da princesa KONOHANA SAKUYA HIME que teria caído do céu nas proximidades do Monte Fuji e teria se transformado nesta bela flor. Acreditam se também que tem sua origem na cultura de arroz. A parte KURA significa deposito onde se guardava arroz, alimento básico dos japoneses considerado dádiva divina.





ORIGEM
Hoje existe catalogado mais de 300 variedades de cerejeiras no Japão. A cerejeira, da família das rosáceas, gênero prunus tem origem na China e Índia e os cruzamentos, melhorias e mutações durante séculos teriam criados estas centenas de variedades. A chegada no Japão consta que é de vários séculos atrás. Consta que já no século VII o imperador SAGA em Kyoto teria promovido nos jardins do Palácio Imperial o HANAMI (APRECIAÇÃO DAS FLORES).



ASSOCIAÇÃO DAS CEREJEIRAS
No Japão cada cidade qualquer que seja o tamanho há uma associação de cerejeiras onde normalmente o prefeito é o seu presidente. A NIHON SAKURA NO KAI é a Associação das cerejeiras do Japão, como se fosse uma Federação das Cerejeiras onde o presidente é o próprio Presidente da Dieta.
A florada da cerejeira é um acontecimento nacional. Mais de cem milhões de japoneses aguardam o desabrochar da SAKURA com muita ansiedade. Diariamente os meios de comunicação emitem juntamente com o serviço de meteorologia as localidades de floradas. Nesta época o Japão inteiro entra em festividades para apreciar esta flor tão bela e tão fugaz que dura apenas alguns dias.
Nesta época, NIHON SAKURA NO KAI patrocina uma reunião nacional com a presença de grandes números de prefeitos, presidentes das Associações. Esta é o grande acontecimento do Japão, onde são apresentadas também rainhas de cerejeiras de várias cidades japonesas. Alguns países também costumam se representar como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros. O Brasil chegou a se representar através da Associação das Cerejeiras do Brasil por sete anos consecutivos com as suas rainhas.
FESTEJOS
No Japão, a primavera é comemorada com muita ênfase por toda a população com seus HANAMI (apreciação das flores) ou piquenique sob a florada. Vários outros paises como Brasil, Estados Unidos e outros também festejam a florada da cerejeira. Um dos maiores eventos é realizado nos Estados Unidos, Washington National Cherry Blossom Festival com seus quase 8.000 cerejeiras onde em 1912 foram plantadas as primeiras 3.000 mudas doadas pelo Governo Japonês em comemoração a amizade entre os dois países.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma cultura quase extinta os ainu ainda luta pela preservação

                           Ainu: Uma cultura que quase foi extinta

Nativos do extremo norte do Japão possuem costumes peculiares que precisam ser preservados:
Os Ainus foram distribuídos nas ilhas ao norte do Japão, Sacalina, Ilhas Curilas e as ilhas ao Norte de Hokkaido e Honshu. A ilha de Hokkaido era conhecida como Ainu Moshir, e foi formalmente anexada pelo Japão em 1868, em parte para impedir a invasão russa e por razões imperialistas. Devido a assimilação pela sociedade japonesa já não existem ainus verdadeiramente puros hoje em dia.Ainus ou ainos (アイヌ) são um grupo indígena étnico de Hokaido, ilhas Curilas e Sacalina. Hoje em dia, há cerca de 150.000 Ainus, entretanto, a quantidade exata não é bem conhecida, visto que muitos descendentes de Ainus escondem suas origens devido a questões raciais.
O termo ainu significa humano (particularmente em oposição a palavra kamui, que se refere a seres divinos) no dialeto da língua ainu, em Hokaido. Emishi, Ezo ou Yezo são termos japoneses, os quais se acredita que derivam da forma primitiva - da moderna palavra dos Ainu de Sacalina - enju, que também significa "humano". O termo utari (ウタリ), significa "companheiro" na língua ainu, e agora preferido por alguns membros dessa minoria.

As origens do povo Ainu ainda não foram totalmente esclarecidas, sendo muitas vezes, incorretamente considerados como Jomon-jin. Supõe que os ainus viveram no Japão há mais de cem mil anos.
Alguns pesquisadores têm especulado que os ainus podem ser descendentes de grupos de seres humanos pré-históricos, que também produziram alguma parte residual da linhagem dos povos aborígenes australianos via resíduos autossômicos por recombinação posterior tardia.o povo Ainu em Hokkaido possui uma vasta experiência no período da cultura da cerâmica. Semelhante ao período Zoku-Jomon, ao período Satsumon e a cultura Okhotsk. A cultura Ainu expandiu-se durante o período de 1400 ao período de 1700. De acordo com as teorias, a cultura Satsumon desenvolveu-se dentro da cultura Ainu com uma influência direta da cultura Okhotsk (porém estudiosos não provaram esta teoria no período Honchu, no período Yayoi, no período Muromachi, no período Zoku-Jomon. Eles desenvolveram cultura própria, com manifestações culturais e religiosas peculiares de quem vive da caça e da pesca. Eles separam o mundo dos humanos (ainu) com o mundo dos kamui, normalmente traduzido como deuses.


O povo Ainu foi pressionado a adotar nomes japoneses e foi explorado como mão-de-obra pelos Japoneses até o período Meiji no período de transformação política e governamental. O povo Ainu foi proibido de praticar publicamente seus costumes e cultura e foram forçados a adotar os costumes e cultura japonesa.As recentes reavaliações dos traços craniais sugerem que os Ainus assemelham-se mais a Okhotsk do que a Jomon. Isto confirma a teoria que a cultura ainu surgiu com a fusão entre a cultura Okhotsk e Satsumon.

A língua ainu ou aina (アイヌ イタ, ainu itak (em japonês) é falada pelos ainus, que habitam o norte das as ilhas japonesas de Hokkaido e Honshū. Até o século XX era falada também nas ilhas Curilhas e no sul de Sacalina (Rússia). Houve tentativas de agrupá-la segundo o critério de genealogia lingüística às línguas austro-asiáticas, ao japonês, ao coreano, ao grupo samoiedo, entre outras, porém não apresentaram resultados confiáveis ou que pudessem ser considerados conclusivos.
Sempre se considerou que a língua Ainu houvesse sido o idioma do povo Emishi do norte da ilha japonesa de Honshu, também falada no extremo sul da Península Kamchatka. A maior evidência para isso é a presença dos topônimos desses dois locais que parece ter origem Ainu. Exemplo: o -betu é comum a muitos nomes de locais ao norte do Japão e parece se originar da palavra Ainu pet "rio".
Ainu é uma língua em extinção, estando em perigo desde as últimas décadas. A maior parte dos 150 mil Ainus do Japão fala apenas o japonês. Na cidade de Nibutani (parte de Biratori, Hokkaidō) onde a maioria dos falantes nativos (100 pessoas) vive, apenas 15 usavam o Ainu no dia a dia em 1980. A quantidade de "falantes" (em qualquer grau que seja) é hoje desconhecida. Em toda Hokkaidō não deve haver mais do que 1000 falantes do Ainu[. Dentre os falantes mais da metade tem o Ainu com segunda língua.
No entanto, o uso da língua está em ascensão. Há atualmente um forte movimento de revitalização especialmente, em Hokkaidō e também em outros locais, para reverter muitos séculos de declínio da língua em número de falantes. Especialmente em Hokkaidō há cada vez mais estudantes aprendendo Ainu como segunda língua.


O povo Ainu respeita as coisas úteis e aproveitáveis para eles. As coisas que estão para alem de sua compreensão, estão sob o controle de “Kamuy” (Deus). Em sua biografia, o povo Ainu ora e realiza várias cerimônias para Deus. Seus Deuses incluem: Deus natureza; fogo, água, vento e trovão. Deus animal; ursos, raposas, corujas e baleias. Deus planta; cogumelos e artemísia. Deus objeto; canoas e panelas. Deuses que protegem suas casas, Deuses das montanhas e Deuses dos lagos. A palavra Ainu representa o ser humano em uma única palavra com varias qualidades negativas e positivas, que é diferente de Kamuy que significa todos os deuses Ainu, em tradução linguística para o português: Deus. Todas as formas de vida e natureza são muito respeitada pelo povo Ainu. Da cultura musical  faz deles preservarem sua cultura que quase foi apagada durante muitos séculos.


Padrão das estampas dos ainu são diferentes do resto do Japão. Elas são formadas por moreu e aiushi, espiral e espinho, respectivamente
são bem diferentes do resto do jãpão até a culinária ainu tem seu tempero e costume próprio do restante do Japão.








Mulheres tocam tonkori, tipo de cítara de cinco cordas. Acredita-se que o instrumento incorpore os deuses quando uma bola de vidro é colocado no seu interior.
Atualmente, dados oficiais estimam que a população ainu seja de cerca de 25 mil pessoas, mas estimativas não oficiais calculam aproximadamente 200 mil. Muitos já se miscigenaram com a etnia majoritária japonesa, dificultando a identificação.
o Grupo de Estudos sobre Políticas do Governo Sobre os Ainu, organizado pelo governo japonês e presidido pelo professor Koji Sato, da Universidade de Quioto, divulgou um relatório ressaltando a necessidade de o país trabalhar para melhorar as condições de vida dos ainu, afirmando que o país deve mostrar seriedade nesse assunto por meio da criação de leis referentes a esse povo.


Pelamúsica ainda pode dizer que a cultura deles pode ficar um pouco protegida apesar das modificações feitas apartir de alguns instrumentos modernos e som vinda do ritmo do rock mas é uma forma de mostrar que o mundo anda em transformações.


Hoje, a sociedade japonesa valoriza a cultura das minorias, e instituições como a Associação Ainu de Hokkaido trabalham para a preservação dessa cultura. Objetos de uso cotidiano, enfeites e vestimentas com padronagens diferentes de outras regiões do Japão podem ser vistas nos museus e centros de preservação de cultura documentam narrativas orais, cantos e rituais deste povo que quase foi extinto.

De longe, avista-se o Monte Rishiri, na ilha de mesmo nome, que significa “ilha alta”, na linguagem ainu

A língua do povo ainu é consideravelmente diferente da língua japonesa, mas algumas aquisições foram observadas tanto na língua japonesa quanto na língua ainu, devido ao contato entre as culturas.
A linguagem ainu pode ser vista em nomes de localidades de Hokkaido. Shiretoko, Rishiri e Wakkanai são todos nomes dados pelos ainu, de acordo com sua característica, mas que acabaram se perdendo ao serem transpostos para a língua japonesa escrita. Veja, abaixo, o significado de alguns nomes:
Erimo: “enrumu”, significa península
Kiritappu: onde se cortam eulálias (espécie de planta aquática)
Niseko: margem ou costa que termina em escarpa
Otaru: Originalmente, “ota-oru-nai”, é rio que corre na praia
Rausu: Originalmente, pronunciava-se “raushi”. Pode ser tanto “onde há restos de animais ou peixes”, ou “onde há tempestade de neve”
Rishiri: “ri” significa alto, e “shiri”, ilha. Na ilha de Rishiri, destaca-se o Monte Rishiri
Sakkuru: originalmente, “saku-ru” significa caminho de verão
Sapporo: há duas versões sobre este nome. Uma delas é “sa-poro”, terreno gran- de e seco. Outra é “sa-poro-pet”, rio importante que corre no pântano
Shiretoko: península, ou “onde a terra acaba”
Wakkanai: vale onde há água gelada para beber

O último video um som relaxante no ritmo Ainu com sons de Hokkaido um povo que continua lutando pela preservação de suas raízes que não podem ser apagadas por causa do homem capitalista que quer idealizar algo que é cultural e devemos respeitar independente qual país ou cultura hábito pessoal acho que a cultura é algo que devemos preservar por causa isso que conta a história do que somos fomos ontem, hoje e no amanhã.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

A presença Brasileira forte no Japão uma cidade que virou destaque de notícias no mundo Oizumi Town


Oizumi é uma cidade da província de Gunma, no Japão. É Irmãs com a cidade de Guaratinguetá, no Brasil.
Localizado no Estado de Gumma na região de Kantõ regional de caminha para Tokyo.

Localizada na região Kita-Kanto. Oizumi-machi (em japonês, 大泉町) é considerado um importante centro industrial, localizado no distrito de Oura. Com cerca de 40.000 habitantes, o município se tornou um dos principais destinos dos brasileiros no início da década de 1990, durante o movimento dekassegui.(pessoas que vão para sua terra ficam um tempo depois retorno para sua terra natal de origem descritamente ocmo o imigrante).
Em pouco tempo, Oizumi ficou conhecido em todo o país como "Brazilian Town" dada não só a grande quantidade de residentes brasileiros, como à estrutura que se criou, com a avenida principal da cidade abrigando comércio e prestadores de serviços exclusivos para os brasileiros.
Proporcionalmente, é a cidade com maior concentração de estrangeiros, cerca de 16% da população total. Descendentes de japoneses brasileiros e peruanos compõem a maior parte desse grupo. Atualmente vivem na cidade, cerca de 6.000 brasileiros.
Pronúncia do nome da cidade de Oizumi: "O(ô)-izúmi".

Havendo comercíos brasileiros para comunidade local tanto Brasileira quanto japonesa e de outras comunidades como Filipina,Indonesiana entre outros.
A regiao ficou muito conhecida não só por causa da comunidade local mas também abriga indústrias importantes que faz da cidade ter ficado um foco importante para ecônomia do estado de gumma e também para atrair a comunidade nippo-brasileira na regiao por mão de obra a região de oizumi como a cidade vizinha Ota cidade vizinha é comum você ver Brasileiros na região com forte presença.

 Há comercíos como shoppings com produtos vindas do Brasil principalmente produtos alimentícios como uma feijoada em lata ou mesmo feijão cru de se cozinhar numa panela de pressão.
Há uma adega até de uma Dona japonesa no qual ela contratou um funcionario do oriente médio que fala bem a língua Portuguesa para facilitar no atendimento dos Brasileiros residentes na região.
Tem jornais em língua Portuguesa e revistas que ajuda a comunidade nippo-Brasileira ficar por dentro das notícias que ocorre no Japão.

 Pode ver a placa da foto ao lado a presença e tão grande de Brasileiros que o governo local investiu de colocar placa escrito em português uma forma de facilitar a comunicação com a comunidade mas verde amarela do japão.
Principalmente após informações de coleta de lixo,placas indicando proibições ou restrições como estacionamento ou mesmo placas de indicação de desastres naturais como na placa ao lado em caso ocorrer um grande possivel terremoto e outros desastres naturais na região que não deixa de ser importante.

 Há supermercados especificamente com produtos Brasileiros e diversos tipos de produtos desde alimentício até vestuário e produtos de higiene pessoal apesar a Moda japonesa e bem oposta da moda Brasileira exemplos como calças jeans ou camisetas de verão.
 Quando se tem um evento da cor verde amarela pode contar com o samba,carnaval desfile com roupas estilo vindas do próprio Brasil ou o grande evento que ocorre mas não em oizumi mais em Tokyo Brazilian day o grande evento de música e cultura que ajuda muito na parte de divulgação da Cultura Brasileira no Japão ate uns tempos atuais os japoneses do Japão tinha uma visão totalmente diferente do Brasil de hoje globalizado e capitalista.
A visão dos japoneses do Brasil era primera pergunta que me fazia quando estive por lá por 3 anos de residência se no Brasil ainda era tudo igual a Amazônia ou mesmo se as ruas eram asfaltadas na primeira vez que ouvi isso fiquei muito espatando como os japoneses não tinha uma visão e conhecimento do Brasil que tem várias cidades grandes e bem modernas como São Paulo.
Para eles só existia Rio de Janeiro por ser mais divulgado no mundo internacional ou futebol e carnaval não se tinha ouvido falar que  nós eramos entre as 20 ecõnomias mais fortes do planeta o que nós produziamos o que faziamos e o que nosssa nação significava para o cenário mundial o que mudou muito foi graças a divulgação dos 100 anos da imigração e também com a comunidade brasileira residente no japão que pode falar um pouco da cultura e de nossos costumes.

 Oizumi vira atração na TV japonesa mostrando um pouco da cultura brasileria presente no Japão a pequena cidade Brasileira no Japão

Os comediantes japoneses Takenori Takeyama e Shinya Irie e a atriz japonesa Eri Matsui participaram de gravações para o programa “Chikiyu No Shaberikata” (地球のしゃべり方, em japonês, maneira de falar da Terra, na tradução livre) do canal TBS da TV japonesa, mostrando o Brasil que existe dentro da cidade de Oizumi (Gunma). As tomadas das cenas foram realizadas durante parte da manhã e tarde em vários pontos comerciais brasileiros.
O trio foi guiado pelos brasileiros Paulo Hirano e Daiane Oshiro, que também foram acompanhados por um grupo de japoneses interessados em conhecer o lado brasileiro da cidade japonesa, que fica cerca de 70 quilômetros ao norte de Tóquio. O roteiro incluiu visitas ao Brazilian Plaza Shopping – o primeiro shopping brasileiro do Japão – a loja de produtos Banana Brasil e os supermercados Takara e Kioske Cibrasil, o restaurante Primavera e a no Gourmet International, evento que reúne a culinária de vários países, realizado em praça da cidade.

Os comediantes e a atriz ficaram impressionados com a estrutura brasileira em Oizumi. Não sabiam da existência da farta variedade de produtos brasileiros. Deliciaram-se ao saborearem o churrasco brasileiro e ficaram admirados com a quantidade de pessoas fazendo compras nos pontos comerciais brasileiros.
Entre lojas, supermercados, restaurantes, lanchonetes, escritórios que prestam serviços em geral e empreiteiras, só na cidade de Oizumi, existem cerca de 120 pontos comerciais brasileiros.
As gravações foram feitas com o apoio da Associação Comercial de Oizumi, que vem reconhecendo a necessidade de criar meios de cooperação para estimular a integração entre japoneses e brasileiros. A própria entidade local, junto com a Associação de Turismo da cidade de Oizumi vem promovendo e incentivando, desde abril de 2010, o “Gourmet International in Oizumi”, com a participação do comércio brasileiro
Os guias brasileiros Paulo Hirano e Daiane Oshiro se tornaram praticamente “embaixadores” do Brasil em Oizumi. Além de designer e programador, Hirano é também editor da publicação “Bem-Vindo”, em língua japonesa, que aborda sobre os brasileiros no Japão. Recém-formada no curso superior de uma universidade especializada na área internacional, Oshiro é funcionária da Associação Comercial de Oizumi, aonde sua atuação vem ganhando destaque. Ela é uma das que mais incentiva a participação de comerciantes brasileiros em eventos japoneses.
O “Chikiyu No Shaberikata” é um novo programa do canal TBS da TV japonesa.
o intuito é mostrar diversos locais no Japão ainda desconhecidos pela maioria do povo japonês. As transmissões sobre o lado brasileiro de Oizumi

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Turismo em Hokkaido uma Ilha do Norte do Japão que é pouco falada




Hokkaido é a ilha mais a norte do Japão e atrai turistas com a sua magnífica natureza continental. A cidade de Hakodate encontra-se no sul de Hokkaido, tendo prosperado desde tempos antigos como o portal a partir do sul.
O mapa abaixo mostra outros pontos de interesse turístico em Hokkaido. Pode chegar a Sapporo, a maior cidade de Hokkaido, em 3 horas e 20 minutos por comboio ou em 40 minutos por avião.

Terra das águas quentes naturais onde se pdoe desfrutar de uma boa água quente natural para relaxar esquecer do cotidiano da vida corrida o turismo na ilha é um dos grandes centros do japão por abrigar maior parte de suas florestas anda serem intocadas e rica também a gastronomia local como maior parte de produtos agriculas produzidos no japão sai da ilha como Abobora,peixes como same (espécie de sardinha) sabá(peixe cavalinha),Kani(carne de siri),cebola,laticínios como queijo,leite entre outros derivados do leite Hokkaido e um estado referência para o povo japõnes por suas qualidades de alimentos produzidos no local.Tem muito além disso veja um pouco.

 Asahikawa, abriga as mais variadas nuances de uma natureza rica em diversidades em fauna e flora. E, nessa região, a cerca de duas horas e meia de Sapporo, utilizando o trem expresso, localiza-se a cidade de Furano, conhecida por seus campos de flores próprias de cada estação, em especial os campos de lavanda, que formam grandes cinturões coloridos com várias espécies de plantas. A experiência única de andar por esses campos é uma das atividades mais apreciadas pelos turistas que freqüentam as planícies da região todos os anos, formando uma das cenas típicas de Hokkaido. A melhor época para visitar Furano é em meados de julho, quando os campos de lavanda estão totalmente floridos, cobrindo as grandes planícies com um tapete lilás. A cidade tem um clima de tranqüilidade e é um roteiro típico para as pessoas que querem uma viagem para curtir paisagem e o clima agradável da pequena Furano.

O complexo do ShinFurano Prince Hotel tem atividades para todos os gostos e idades, como a estação de esqui e a vila de artesanato. A estação de esqui de Furano possui uma estrutura completa para atender aos turistas com programas de esqui apropriados para cada pessoa. O hotel em si tem ambientes ocidentais e orientais, quartos simples e conjugados, dentro de uma planície ampla e cinematográfica.

 acontecimento mais importante da cidade é o Festival de Neve de Sapporo (yuki matsuri 雪祭り), que acontece na primeira semana de Fevereiro no Parque Odori, centro da cidade. O festival atrai visitantes de todo o Japão e de outros países e é conhecido por sua competição de esculturas de gelo e neve de vários tamanhos.
Sapporo é uma cidade recente e algumas de suas construcções turísticas são os antigos prédios da administração, feitos com tijolos vermelhos, hoje transformados em museus.

Onuma é uma zona de lazer situada na proximidade de Hakodate, a 20 minutos de distância da estação de Hakodate por comboio expresso limitado. Lá pode encontrar um parque semi-nacional rodeado por montanhas, lagos e florestas, podendo desfrutar de desportos ao ar livre e também de passeios. No Inverno poderá contemplar a paisagem de neve e gelo.