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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A banda Alphaville Alemã é uma das bandas que mais marcou época.

"O New Romantic , mostra que não era só para ingleses, embora passado parte do auge do New Romantic inglês, começaram a surgir bandas em outros países que faziam aquele estilo dos idos de 80 e 81. O Estilo dominou a Europa até 84, mas seu auge se encontra em 81 e 82 na Inglaterra. Na terra do Kraftwerk , surge então uma banda, que como as inglesas, totalmente influenciadas pelo Kraftwerk que inventaram o New Romantic (Romantismo do século 19, com os sintetizadores do séc 20), numa alquimia desde a melancolia ao look ultra-futurista, um movimento que se preocupava com o que tocar, tinha o máximo de atenção com o que vestir, e mais ainda, que visual deveriam ter para os fãs. Sem dúvida nenhuma o New Romantic é o estilo que mais se preocupou com o visual, aliás visual fúlgido e andrógino diga-se de passagem, é o estilo mais marcante da década de 80. Na Alemanha como não podia demorar muito,  já no final de 81, Marian Gold e Bernhard Lloyd , juntos participam de um show com com mais 5 outros artistas da Nelson Community. E finalmente em 1982 surge a primeira banda New Romantic alemã. Em 82 já quase no final do NR na Inglaterra, começa então na Alemanha, mais precisamente na cidade de Münster, uma banda semi-desconhecida, chamada Forever Young . Aliás um nome perfeito para quem tentasse garantir a sobrevivência dos NRs por mais alguns anos. Mas não durou muito e logo, como típicos NRs, encontraram um nome bem futurista pra banda. Do filme de Jean-Luc Goddard : Alphaville , a cidade do futuro. Os cidadãos de Alphaville são pessoas que sempre aparecem nas letras da banda, em situações bem típicas, como numa mitologia, vão aparecendo os personagens e suas histórias, detalhe importantíssimo das letras da banda, como se fosse realmente uma história, talvez nunca ninguém tenha feito toda a sua carreira musical contando uma história, descrevendo as pessoas, e o mundo tão futurista, uma mistura de Homero e Isaac Azimov . Bem essa é uma das bandas mais futuristas dos anos 80, com uma preocupação impecável com o que cantar, como se vestir, e como fazer o ouvinte viajar de verdade pelas suas músicas. Uma viagem da mitologia ao futuro fantástico. Sempre com muitos sintetizadores, teclados, computadores e ideologia, socialistas, é claro.
Na formação com o nome de Forever Young, encontramos Gold, Lloyd e Frank Mertens. Então em janeiro lançam o que seria um dos melhores singles dos anos 80. A maravilha techno-neon-ligths-oriental: Big in Japan , na versão do single 12", então no final do ano, torna-se um dos mais bem feitos remixes da década. Com um teclado esplendoroso, apaixonante, música de ótima qualidade, vocal extremamente bem ritmado. logo após lançam Sounds Like A Melody , essa sim, com um rítmo impecável, os eletrônicos aparecem com maior destaque, a variação de tom de voz vai aos limites, que anos mais tarde iria influenciar bandas como o A-ha (banda technopop norueguesa). O destaque é romantismo com que cantam, letra muito bem trabalhado, no final uma aceleração num rítmo bem próximo ao prazer limítrofe, chegando ao extâse final da música como acontece a música inteira num caráter bem emotivo, aliás mostram nessa sequência o quanto são músicos extremamente competentes, teclado inesquecível, e que letra! Mas seu grande hit ainda estava por vir, não muito mais tarde. Para ser mais preciso em setembro lançam seu 3º single, e conseguem um feito bem raro, os 3 melhores singles da banda serem os 3 primeiros, aliás esse deu notoriedade internacional pra banda, antes mesmo sequer de lançar um álbum. Forever Young emplaca, nos charts de toda a Europa e vira hino de meados da década de 80. Maravilhosa, mesmo tendo virado 'carne de vaca', temos de reconhecer que é uma das músicas mais bem compostas de todos os tempos, aliás a letra, como sempre no Alphaville, é algo admirável, o admirável mundo novo de Alphaville, a cidade do futuro. Forever Young, é o romantismo, o questionamento do mundo em que vivemos, o encontrar uma razão pra viver, e até se perguntar por que as pessoas morrem... Maravilhosa. Um hino da música eletrônica, talvez a que mais fez sucesso, com toda garantia de qualidade. Então em outubro, com tanto sucesso, não havia mais como adiar o lançamento de um álbum, e capricharam, lançam o álbum Forever Young , super technopop. A primeira música é a maravilha A Victory of Love , com um vocal flutuante do mais grave, sério, lento ao mais agúdo, emotivo e rápido. Infelizmente muitos brasileiros não tiveram a oportunidade de conhecer o Alphaville no seu auge em 84. Após a vitória do amor temos o melhor verão que Berlim já conheceu, Summer in Berlin , e a eletrônica toma conta da banda. Uma nova versão de Big in Japan, dessa vez com uma introdução mais longa, e sem os solos de teclado da versão do single. Sounds Like a Melody e Forever Young, também estão no álbum, além de outro grande destaque do álbum, aliás o qual seria o próximo single da banda em janeiro de 85, com muita eletrônica, introdução de sequencers, rítmos eletrônicos, vocais bem ritmados - The Jet Set . Esse primeiro álbum se mostra até o limite, technopop. Bem carregado de ultra-romantismo e sequenciadores.
A banda então tem uma baixa. Frank Mertens deixa a banda, em seu lugar entra Ricky Echolette , mas a banda tem realmente um baque e perde um pouco da qualidade sonora, embora Ricky fosse um excelente tecladista.
Em 1986 ainda se encontram num momento de inspiração incrível. Em abril, chega às lojas o maravilhoso single, Dance with me , eletrônica, romantismo, vocais melancólicos, é o Alphaville, é o mesmo ainda. Que teclados. Aliás sequência de teclado também chupada uma década mais tarde, pela banda Terminal Choice , na música Flesh in Chains , faixa que se encontra na coletânea alemã 80 x 90 - Zwischenfall 2 ,  claro que numa textura bem mais pesada, num EBM bem 90, mas com a sequência de teclados chupada de Dance with Me. Mais uma vez capricham na letra, rítmo apaixonante e Dance With Me acaba se tornando uma ótima prévia do que seria o álbum seguinte Afternoons in Utopia . Álbum produzido por Peter Walsh (Scott Walker / Simple Minds) e Steve Thompson (que produziria mais tarde o A-ha e já produzira David Bowie). Ainda antes do álbum temos o ótimo single Universal Daddy . Então em junho lançam o qual seria um dos álbuns mais bem feitos da banda, Afternoons in Utopia, mais uma vez a eletrônica e a linha socialista são os destaques do álbum. Melodias bem cuidadas, letras perfeitas, numa textura bem trabalhada, o primeiro álbum com a nova formação parece que manteve boa parte da qualidade da banda, embora não tenha atingido o mesmo sucesso do primeiro (ainda com Mertens), mesmo porque o New Romantic já não estourava mais na Inglaterra, mesmo assim, com a mesma vestimenta New Romantic saem vários singles desse álbum. Além dos 2 primeiros, ainda se destacam nesse maravilhoso álbum: Jerusalem , Sensations e por último Red Rose , outro grande sucesso da banda. Sem contar a perfeição de músicas que injustamente não saíram também em single, como Lassie Come Home inacreditavelmente leve, doce, suave e cativante, e a própria Afternoons in Utopia que conta com uma sequência de teclados, uma sonoridade, que anos mais tarde influenciaria até a Enya , que confessa ter sido muito influenciada por este álbum do Alphaville. Vale dar uma ouvida e ver o grande mentor eletrônico da Enya, que também é maravilhosa. A música do Alphaville é a marca de uma década em que a eletrônica, o romantismo e os ideais socialistas dominaram a música. The Voyager mostra ser um technopop bem característico que influenciaria as bandas norueguesas de então. Technopop imbatível nesse álbum do Alphaville, para quem gosta de technopop tem a obrigação de comprar esse que é um dos melhores álbuns da banda, e mais alternativo que o primeiro, num casamento da experiência musical com a criatividade. Não esqueçam de conferir a mórbida semelhança de Afternoons in Utopia e as músicas da Enya, totalmente chupadas do Alphaville AIU. Então a banda após o single Red Rose, entra num longo e misterioso silêncio. Em 87 a banda fica meio oculta nas sombras de suas músicas.
Em 1988, é lançada uma coletânea de singles lançados nos eua, com Forever Young, Big in Japan num remix não tão bom como o de 84, Red Rose and Dance with me, todas em 2 versões. Vale a pena conferir pelas versões remixes de Forever Young e Dance with me.
Em 89 Douglas Day Stuart coloca Forever Young como tema em seu filme Listen to me , tendo como ator principal Ron Scheneider . Finalmente ao final do mesmo ano o Alphaville encerra seu silêncio e lança seu terceiro e último álbum de qualidade. Mas já começa a mostrar a nova cara do Alphaville, que perde um pouco da originalidade e criatividade. Com produção de Klaus Schulze , membro fundador do Tangerine Dream , e a sonoridade perde muito dos primeiros álbuns. Não mais tão brilhante ainda se destaca neste álbum que todas as músicas entraram no video Songlines que a banda fez do álbum, chegando até a abocanhar um Oscar, com Middle of Riddle como melhor filme de curta. Só grandes diretores participaram da produção desses vídeos, o diretor de Mysteries of love mais tarde dirigiria O Corvo , a diretora de Summer Rain , Susanne Bier é uma das mais respeitadas cineastas da Dinamarca, e a atriz  Sofie Graaböol que faz partticipa do vídeo é a mais famosa atriz da Dinamarca. Deste álbum destacam-se mesmo os grandes video-clips, além das maravilhas Romeos , Misteries of Love e Summer Rain . Nestes primeiros sinais do fim daqueles sons inesquecíveis de meados dos 80, a banda segue o mesmo de quase todas as grandes bandas dos 80, termina a década quase encerrando seus trabalhos. Silencia e se aproxima de seu final, para não fazer o que muitas drogas acabaram fazendo que foi se adaptar à droga grunge e techno.
Assim se encerra a fase de altíssima qualidade da banda, mais 3 anos se passam e a impressão é fim da banda, até quando Marian Gold grava seu álbum solo So long Celeste , e a impressão de fim do Alphaville fica mais forte. Lançam a coletânea definitiva da banda - First Harvest em 92, tudo caminhando para um encerramento, mas eles entram no estúdio e ficam por um ano e meio, isso mesmo um ano preparando o próximo álbum Prostitute que só chegaria às lojas em junho de 94, agora sim a banda acaba musicalmente, mudando completamente de estilo. A única coisa boa de 93 é que a banda depois de 10 anos longe dos palcos (isto é, no auge do sucesso também faziam shows) resolvem tocar em Beiruth.
Fazem uma turnê até até e resolvem lançar em junho de 97 o álbum Salvation , mais uma vez mudando de estilo, com a belissima Wishful Thinking.
Em 1993 , a banda gravou um álbum de edição limitada (em fita) apenas para os membros do fã-clube, entitulada History . Algumas dessas músicas são B-sides, algumas ensaios de estúdio, algumas demo-versions, e uma versão maravilhosa de Big in Japan ao vivo. Infelizmente veio um recado na fita: para os membros não efetuarem nenhuma cópia da fita. O que deixa todos os outros fãs apenas na vontade. As músicas da fita são as seguintes: Headlines, Fallen Angel, Big Yellow Sun, Voice of the Dolphins, Dance With Me, She Fades Away, Ariana, Universal Daddy, Jet Set, Big in Japan (live), Islands, Leben Ohne Ende, Forever Young, And I Wonder .
Assim se encerra a história de uma das principais bandas dos anos 80, a pioneira do New Romantic fora da Inglaterra (embora no semi-anonimato encontremos a banda Húngara Electromantic com álbum já em 82, ilustre desconhecida), a primeira banda alemã a entrar de cabeça no technopop depois do Kraftwerk pai e criador do technopop. Incomparável anos 80, até as bandas que continuaram só produziram grandes songs nos 80. Sandra regravou em 84 uma versão em alemão para Big in Japan, sob o nome de Japan ist weiss, Laura Branigan fez cover de Forever Young, que aliás ganhou uma dezena de covers, DJs italianos sob o nome de Capella fazem o cover de Sounds Like a Melody. Mais de 3 bandas de techno fizeram covers para Forever Young e Big in Japan, mostrando onde tudo começou na maravilha dos anos 80, época dos melhores trabalhos do Alphaville. "

CT Singers Todas as quintas-feiras das 18h30 às 21h30

Cante e Encante no Coro do Club Transatlântico!

Em 2012, o CT Singers, coro do Club Transatlântico, completou dois anos de existência. Durante o período, muita coisa importante aconteceu inclusive a participação em eventos importantes, como as apresentações na Weinfest, a participação no Concerto de Natal, com o Maestro Sérgio Assumpção. Vale lembrar também a apresentação junto ao Coral da Sociedade Filarmônica Lyra, com a maestrina Márcia Hentschel.

Para o segundo semestre, o Grupo de coralistas do Club, regido pelo maestro Nataniel Bádue, incrementa apresentações. De acordo com o maestro do coro, a ideia é aprimorar a atual playlist que inclui músicas tradicionais alemãs e ganhar novos participantes.

Não é necessário ser sócio, venham e cantem com a gente!

Inscreva-se você também!


Para conhecer mais, fale direto com o Maestro natabadue@hotmail.com

Vagas abertas
Os ensaios do CT Singers acontecem todas as quintas-feiras das 18h30 às 21h30.
Mensalidade para sócios e não-sócios: R$ 20,00
Estacionamento gratuito
Reservas: (11) 2133-8606



Vagas abertas
Os ensaios do CT Singers acontecem todas as quintas-feiras das 18h30 às 21h30.
Mensalidade para sócios e não-sócios: R$ 20,00
Estacionamento gratuito
Reservas: (11) 2133-8606

sábado, 15 de setembro de 2012

Prestes a lançar disco, Pink se apresenta na Alemanha

A cantora norte-americana Pink realizou um show em Munique, na Alemanha, na noite desta sexta-feira (14). O repertório da apresentação, que contou com algumas novidades, serviu como amostra do novo trabalho da artista, o disco The Truth of Love, que chega às lojas ainda neste mês de setembro.
O último álbum de Pink, Funhouse, foi lançado em 2008 e atingiu o topo da parada em diversos países graças a hits como So What, Sober e Please Don't Leave Me. Após aquela turnê, a cantora ficou um tempo afastada dos palcos e dos estúdios - período em que reatou o casamento com Carey Hart e teve seu primeiro filho. "Estou animada. Acho que as músicas são inteligentes e divertidas. A motivação para este álbum é o amor em todos os diferentes jeitos, escuro, iluminado, feliz, triste. O amor pode motivá-lo a fazer tudo. Estou explorando o quanto ele pode machucar e o quanto ele pode fazer bem", disse, recentemente, sobre The Truth of Love em entrevista ao programa de TV australiano Today Show.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Clara Schumann é a homenageada pelo Google


A pianista desenvolveu sua carreira a partir dos 13 anos, quando se apresentou em vários palcos da Europa
O Google homenageia a pianista e compositora Clara Schumann, nesta quinta-feira, no seu 139º aniversário - caso estivesse viva, com o logo dela com seus oito filhos em volta de um piano.



Desde menina,  Schumann aprendeu a tocar piano com seu pai, Friedrich Wieck. A mãe, Marianne, era uma excelente musicista e dava concertos. 

A pianista desenvolveu sua carreira a partir dos 13 anos, quando se apresentou em vários palcos da Europa. Aos 14 anos, começou a compor o Concerto para piano em lá menor, que foi apresentado quando ela estava com 16, tendo a regência de Felix Mendelssohn.




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Festival Brasil-Alemanha é atração em setembro

Entre os dias 23 e 30 de setembro será realizada a quinta edição do Festival Internacional de Música Brasil-Alemanha, no Rio de Janeiro. Criado em 2008, a iniciativa é resultado da parceria entre a Escola Superior de Música de Karlsruhe, a Escola de Música da UFRJ e o Instituto Villa-Lobos da UniRio.
Além dos concertos, os professores da instituição alemã oferecerão cursos de aperfeiçoamento. Estão confirmadas as presenças de 11 professores da Escola Superior de Karlsruhe que oferecerão cursos de flauta (Laura Ellen Paulu), clarineta (Eduard Brunner), fagote (David Tomàs-Realp), trompa (Will Sanders), trombone (Werner Schrietter), viola  (Katrin Melcher), violoncelo (Martin Ostertag), piano (Fany Solter e Michael Uhde), piano na música contemporânea (Markus Stange) e regência coral (Martin Schmidt).
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre os dias 02 e 21 de setembro

Beethoven deixou testemunhos biográficos preciosos em cadernos de conversação

Em princípio, sua finalidade era garantir a comunicação mesmo com o avanço da surdez. Mas resultaram em documentos preciosos sobre a arte e vida do compositor: neles, a "Missa solene" está lado a lado com ostras e vinho.
Gerhard von Breuning, amigo de Ludwig van Beethoven (1770-1827), registra em suas memórias que um "caderno de correspondência, completo com lápis" estava sempre à mão quando o compositor recebia visitas. Lá, estas anotavam suas contribuições à conversa, e na maioria das vezes ele geralmente respondia oralmente.
Mas o músico atormentado pela surdez também usava os cadernos para esboçar ideias musicais ou fixar pensamentos importantes. Assim, os chamados "cadernos de conversações" (Konversationshefte) não só permitem uma olhada em sua "oficina musical", como também dão uma visão bem próxima do ser humano por trás do gênio.
Para o especialista beethoveniano Emil Platen, trata-se de um tesouro de valor inestimável. "Os cadernos são tremendamente importantes para a pesquisa biográfica sobre Beethoven. Com sua ajuda, pode-se ter uma visão bem precisa de suas circunstâncias de vida, de 1818 até a morte", comentou à DW.

Ostras e Missa solene

Os cadernos tematizam tanto ocorrências cotidianas banais quanto questões de relevância musical. "Muitas vezes o assunto é apenas comida, ou problemas com o estafeta, e, mais tarde, doenças e tentativas de terapia", conta Platen. "Mas também pode ser a atualidade cultural e social de Viena."
Assim, enquanto numa página de um dos cadernos de conversação encontra-se uma conta de vinho, carne de vitelo e ostras, na página ao lado encontram-se esboços para Et vitam venturi saeculi, um dos movimentos do Credo da Missa solene.
Durante muito tempo, o valor documental dos cadernos era considerado questionável, pois após a morte de Beethoven, eles caíram – presumivelmente de forma ilícita – em poder de Anton Schindler, secretário do compositor nos últimos anos e seu primeiro biógrafo.
Ao preparar a biografia, Schindler instrumentalizou os cadernos para seus próprios fins. Muitos, ele destruiu; em outros incluiu diálogos inventados, visando se estabelecer como aquele a quem Beethoven confiava todos os desejos referentes à prática de execução e aos andamentos de suas obras. Os contemporâneos do ex-secretário já suspeitavam de fraude, porém apenas no século 20 foi possível desmascarar numerosas inverdades.

Da Antiguidade aos contemporâneos

Entre os visitantes que constam dos cadernos estão amigos de Beethoven, seu irmão Johann e seu sobrinho Karl, mas também contemporâneos importantes, como o poeta Franz Grillparzer, os compositores Carl Czerny e Gioachino Rossini, além do prodígio pianístico Franz Liszt, na época contando apenas 11 anos de idade.
Uma vez que, via de regra, o protagonista formulava oralmente suas perguntas e respostas, os cadernos se assemelham à transcrição de telefonemas em que as reações do outro lado da linha não estão documentadas. Assim, só se pode especular sobre as observações de Beethoven.
As anotações também refletem a grande bagagem cultural do genial artista. Muitas vezes, trata-se de preferências literárias, dos autores da Antiguidade clássica, como Homero, Plutarco e Platão, a Shakespeare, Rousseau, Goethe, Klopstock, Lessing e Schiller.
Do caderno de conversação de 1º de fevereiro de 1820, em meio ao trabalho na Missa solene, ele introduz uma citação da Crítica da razão prática, do filósofo alemão Immanuel Kant: "A lei moral em nós e o céu estrelado sobre nós – Kant!!!". Para o artista influenciado pelo ideal do Iluminismo, essa frase se tornou um lema para a vida e a composição.

Estado policial

Muitas entradas nos cadernos de conversação partem do altamente político círculo de amizades de Beethoven. Nas tabernas, discutiam-se os acontecimentos do dia, sobretudo os efeitos do Congresso de Viena, que em 1814-15 redefinira as fronteiras na Europa, após a queda de Napoleão Bonaparte.
Sob a ditadura do príncipe Clemens von Metternich, um em cada cinco cidadãos vienenses atuava como espião do Estado, na qualidade de "policial secreto". Numa ocasião em que o compositor aparentemente tencionava dizer algo crítico, ele é logo advertido por uma anotação: "Em outra hora – no momento o espião Haensl está aqui". Nesses casos, Beethoven também recorria ao lápis.
Grande parte dos cadernos trata das obras beethovenianas. Aqui, ele se mostra, acima de tudo, um artista cheio de autoconfiança. Sobre a Missa solene, escreve: "É uma obra da eternidade". Quando, em 1822-23, um visitante opina que o artista deve ceder ao espírito de seu tempo, Beethoven replica que jamais fará tal coisa:
"Senão, acabou-se toda a originalidade. Não posso recortar e modelar minhas obras segundo a moda, como a gente quer: o novo e original se gera a si mesmo, sem que se pense a respeito." Em março de 1820, ele já se expressara de modo semelhante: "O mundo é um rei, e quer ser adulado – porém a verdadeira arte tem vontade própria, não se deixa constranger dentro de formas aduladoras".
Ao ser informado de que os espectadores haviam reagido com incompreensão a um de seus últimos quartetos de cordas (possivelmente o Nº 13, em si bemol maior, opus 130), o post de Beethoven é bem sumário: "Uma hora vão gostar. Eu sei, eu sou um artista".

Cantora Yuki Kajiura canta músicas desde do pop até ao new age viveu uma parte de sua infância da Alemanha

Yuki Kajiura (梶浦由記 Kajiura Yuki), nascida em 6 de Agosto de 1965 em Tokyo, Japão, é uma compositora e produtora musical japonesa. Yuki forneceu músicas para diversos animes populares, tais como Madlax, Noir, .hack//SIGN, .hack//Roots, Aquarian Age, My-HiME, Pandora Hearts, My-Otome, Tsubasa Chronicle, e para um dos filmes Kimagure Orange Road (entre outros). Também auxiliou Toshihiko Sahashi com Mobile Suit Gundam SEED e Mobile Suit Gundam SEED Destiny. Kajiura também compôs para a série de videogame Xenosaga, notóriamente pela música de cutscene de Xenosaga II e toda trilha sonora de Xenosaga III . Atualmente mora em Tokyo.

Devido ao trabalho de seu pai, Kajiura morou na Alemanha Ocidental desde 1972 até seu colegial. Sua primeira obra musical foi escrita quando tinha 7 anos, e era uma música de despedida para sua avó.Após formar-se na faculdade (novamente em Tóquio), ela começou a trabalhar como programadora, mas em 1992, ela saiu dessa carreira para focar em suas atividades musicais. Ela admite que foi seu pai que muito influenciou sua decisão, pois era um grande admirador de ópera e música clássica.
Em Julho de 1992, ela fez sua estréia com o trio See-Saw, que na época era composta por Chiaki Ishikawa (vocalista), ela mesma (vocal de apoio, teclado), e Yukiko Nishioka. Nos dois anos seguintes, o grupo lançou seis singles e dois álbuns mas em 1995 o trio separou-se temporáriamente. Nishioka decidiu tornar-se escritora enquanto Kajiura continuou com sua carreira musical solo, compondo música para outros artistas, assim como para TV, comerciais, filmes, anime e videogames.
Em 2001, ela e Chiaki Ishikawa se uniram novamente reformando See-Saw. Nesta época ela se envolveu com o estúdio de anime Bee Train de Koichi Mashimo em seu primeiro aclamado projeto, Noir. Não obstante o status controverso da série entre avaliadores, a crítica elogiou sua trilha sonora  como uma inovação no cenário de música de anime, por sua arriscada mas altamente bem-sucedida mistura de synth, opera e música com toque francês.
Kajiura desfrutou do nível de liberdade artística que Mashimo como diretor da série a ofereceu durante sua contribuição em Noir, de forma que essa colaboração se estendeu a vários projetos posteriores, tendo como último (até 2007) sendo El Cazador de la Bruja. Por exemplo, Mashimo evitou criar restrições ou metas, permitindo que ela compusesse conforme desejasse. Posteriormente, ele apenas pegaria os trechos que julgasse apropriados e injetaria nos momentos adequados dos episódios.
Em 2002, See-Saw participou em outro projeto de Mashimo, .hack//SIGN, que tornou-se vastamente conhecido devido a seu desenvolvimento simultâneo para TV e videogame, e sua trilha sonora vendeu mais de 300.000 cópias.Durante a produção da série, Kajiura conheceu Emily Bindiger e impressionada com sua voz, lha ofereceu para performar 10 canções para a série. Ela também apelidou Bindiger como "sua professora de Inglês" no Anime Expo 2003.
Uma das mais populares atribuições de See-Saw foi a música de fechamento para Mobile Suit Gundam SEED ("Anna ni Issho Datta no ni"), que vendeu mais de 200.000 cópias. Dream Field, primeiro álbum original de See-Saw em 9 anos, tornando-se um sucesso, ao atingir 100.000 cópias vendidas. No mesmo ano, Kajiura lançou seu primeiro álbum solo, Fiction, a qual ela performou e promoveu no Anime Expo 2003 em Anaheim, California.



Um dos projetos solo de Kajiura é o FictionJunction, que ao contrário da crença popular não é um pseudônimo mas o nome do projeto própriamente.O projeto conta com a colaboração das artistas Yuuka Nanri, Asuka Kato, e Kaori Oda. Em 2004, o dueto produziu as músicas de abertura e fechamento para MADLAX de Koichi Mashimo e no ano seguinte, publicaram seu primeiro álbum colaborativo, Destination.
Em Outubro de 2007, foi anunciado que Yuki Kajiura participaria do concerto da Eminence Orchestra, 'A Night In Fantasia 2007 - Symphonic Anime Edition', como convidada especial.
Seu mais recente projeto, Kalafina é composto por Keiko Kubota (FictionJunction KEIKO), Wakana Ootaki (FictionJunction WAKANA) e Maya Toyoshima. Cantam as músicas de fechamento de Kara no Kyoukai, além das músicas tema das séries Kara no Kyoukai, Kuroshitsuji, Eve no Jikan, So Ra No Wo To, e Mahō Shōjo Madoka Magika.
Em 2009, Fiction Junction retornou para a música tema de abertura de Pandora Hearts, Parallel Hearts, com a maior parte da trilha composta por Yuki Kajiura.



Características Marcantes
  • Mistura de gêneros: Estilo opera combinado com batidas pop. A maior inspiração de Kajiura, seu pai, era um fã de música clássica; por isso suas trilhas possuem temas tanto pop quanto clássica. Um exemplo deste mix de gênero é a música Oblivious usada no primeiro fechamento de Kara no Kyoukai (performado pelo grupo Kalafina).
  • Piano: Elaborados solos de piano (de execução própria).
  • Temas Europeus: Algumas de suas músicas tem estilo Europeu. Algumas de suas músicas são escritas em Alemão, Espanhol ou Italiano.
  • Coral: Muitas composições de Kajiura possuem coros em cânticos ominous (sejam como vozes de suporte, ou como força principal da música) e alguns apelidam este estilo como 'Kajiuran'. Os cânticos Yamanii da música nowhere de MADLAX é um bom exemplo. Outros exemplos de Kajiuran podem ser observados em A Song of Storm and Fire (de Tsubasa Chronicle) e MATERIALISE (de My-Otome).
  • Bee Train: Frequentemente compõe para a Bee Train Productions, e trabalha com Koichi Mashimo
  • Solos de Violino: Elaborados solos de violino são comumente observados no meio de suas composições


Tem  a  página oficial para se saber mais sobre ela é só seguir os links abaixo:

 Em inglês  http://www.fictionjunction.com/index2.html

O Site oficial   http://www.jvcmusic.co.jp/kajiura/





sábado, 8 de setembro de 2012

Os anos 80 e a "Nova Onda Alemã" no mundo.

Tampouco a Alemanha escapou do fenômeno punk. Mas o estilo logo daria espaço ao New Wave e à Neue Deutsche Welle, período no qual artistas alemães se tornaram famosos até no exterior cantando em seu próprio idioma.

O duo Modern Talking em 1985


Também na Alemanha, a trilha sonora da virada da década 70 para a 80 não seria a mesma sem o punk. Muito mais que apenas um gênero musical, era um verdadeiro estilo de vida, que previa uma postura crítica – nem sempre construtiva, mas necessariamente rebelde – perante a sociedade.

Die Toten Hosen

No começo dos anos 1980, se formava em Düsseldorf a banda Die Toten Hosen ("Vor dem Sturm", "Alkohol"). Reza a lenda que seus cinco integrantes nem sabiam tocar e escolheram por sorteio quem assumiria que instrumento. O sucesso nem por isso deixou de vir. Com faixas simples e curtas, porém engajadas, não demorou até que conquistassem primeiro a esquerda alternativa e depois o grande público. Entre 1982 e 1997, a banda fez mil apresentações ao vivo e ainda hoje reúne um grande número de fãs.
Também o Die Ärtzte tornou-se popular ao salientar antes os aspectos satíricos que os destrutivos do punk. Para contornar a indiciação de algumas de suas letras, por exemplo, a banda chegou a tocar em shows versões instrumentais de certas faixas, deixando que o próprio público as cantasse. Na década de 90, a banda voltou à ativa e existe até hoje, embora alguns de seus integrantes, como o vocalista Farin Urlaub, tenham obtido grande sucesso também em carreira solo.
Outra estrela do punk alemão foi Nina Hagen. Ainda em meados do anos 70, a jovem percorreu a antiga RDA cantando seu primeiro sucesso "Du hast den Farbfilm vergessen". Logo após sua mudança para a Alemanha Ocidental, aproveitando a expatriação de seu pai de criação, Wolf Biermann, por incompatibilidade ideológica com o regime, teve início a carreira desta que se tornou internacionalmente uma das mais famosas celebridades da música pop alemã.

Mais tarde, Nina conquistou um público alternativo com os sucessos "TV Glotzer" (1978) e "Unbehagen" (1979) – por mais que continuasse praticamente ignorada pela mídia geral, mais interessada em suas escapadas esotéricas e em suas campanhas pelos direitos dos animais.
Ao longo dos anos 80, a cantora se estabeleceu e, em 1985, fez um dos maiores shows de sua carreira na primeira edição do Rock In Rio. Hoje, no entanto, o público alemão lembra dela mais por sua participação em programas de televisão que por suas recentes gravações.

Dias de New Wave

Mas tudo passa e com o punk não foi diferente. Aos poucos, sua energia foi se esgotando e sua revitalização, tanto musical quanto estilística, encontrou resposta no New Wave, quando penteados ousados, cores vibrantes, muita maquiagem e visual andrógino voltaram à ordem do dia.
Pouco a pouco, o universo pop passou a ser fortemente marcado pela influência da música eletrônica, fato que acabou se tornando um dos grandes marcos da década. Usando e abusando de teclados e sintetizadores analógicos, artistas que muito apostavam no próprio estilo levaram à proliferação de um pop eletrônico melodioso que se estabeleceu como synthpop (ou electropop) e que encontrou na Alemanha solo fértil para prosperar. Certas bandas da época, como Depeche Mode, por exemplo, desfrutam até hoje de enorme popularidade.
O grupo alemão Alphaville invadiu paradas internacionais com hits como “Big In Japan” e “Forever Young”, ao mesmo tempo em que o trio Camouflage conquistou o público de diversos países com “The Great Commandment” e permaneceu seis longos meses na parada alemã com a melodiosa “Love Is A Shield”.


Falco
O austríaco Falco também conquistou uma legião internacional de fãs com inúmeros hits, entre os quais “Der Kommissar” e “Rock Me, Amadeus”, permanecendo uma celebridade até sua morte num acidente de carro na República Dominicana em 1998. Altamente extravagante, Falco cantava em alemão e apostava na força rítmica do idioma, sendo considerado por alguns um precursor do hiphop em alemão.
A Nova Onda Alemã
A redescoberta do alemão na música pop foi levada adiante por artistas que acabaram sendo reunidos pela crítica sob o rótulo da Neue Deutsche Welle (NDW). Antes deles, pop em alemão era praticamente tabu, sendo que os artistas corriam risco de ser rebaixados ao baixo escalão do Schlager e da Volksmusik.
Daf

Com a NDW, o pop em alemão proliferou por toda a parte, fazendo sucesso inclusive nos Estados Unidos. A princípio, tratava-se de um fenômeno underground, representado por bandas como o duo DAF (Deutsch-Amerikanische Freundschaft), que surpreendeu o país em 1981 com o polêmico hit “Der Mussolini” e mais tarde serviria de influência à EBM (Electronic Body Music).


Nena, a cara da Neue Deutsche Welle

Com o passar do tempo, o fenômeno acabou sendo descoberto pela mídia e por grandes gravadoras, que investiram em bandas comercializáveis sob este rótulo. Uma das canções que mais contribuíram para o estouro da NDW foi "99 Luftballons” (1983), da cantora Nena, que permaneceu 23 semanas no topo da parada alemã e emplacou ainda em outros países europeus.
Nena, que seguiu emplacando hits como “Leuchtturm” e “Irgendwie, irgendwo, irgendwann”, é considerada ainda hoje a cara da Neue Deutsche Welle. Mas o movimento contou com inúmeros outros sucessos, entre eles “Da Da Da” (1982), da banda Trio; “Major Tom (völlig losgelöst)“, de Peter Schilling (1983), e “Blaue Augen” (1982), da banda berlinense Ideal.
Aos poucos, se diluíram os critérios para definir quem pertencia ou não àquele que havia se tornado um dos movimentos culturais mais bem-sucedidos da música pop alemã do pós-guerra. Praticamente todos que cantassem em alemão eram de um modo ou de outro identificados com a NDW.
Um dos que muito ganharam com isso foi Herbert Grönemeyer. Após um primeiro sucesso como ator no filme O Barco – Inferno no Mar, de Wolfgang Petersen – divertimento politicamente engajado, que também descreve perfeitamente sua trajetória musical –, Grönemeyer recebeu 25 discos de platina como cantor na Alemanha, na Áustria e na Suíça.
Herbert Grönemeyer
Ele consta entre os mais versáteis músicos alemães e, após 30 anos de carreira, é considerado uma espécie de ícone nacional, com mais de 10 milhões de cópias vendidas de 12 álbuns lançados e milhões de ingressos vendidos para shows que invariavelmente lotam estádios.
Mas os anos 80 abriram também espaço para excentricidades estilísticas acompanhadas de pouca qualidade musical. Só assim se pode explicar o sucesso do duo Modern Talking, encabeçado por Dieter Bohlen, hoje produtor e idealizador do programa televisivo que corresponde na Alemanha ao americano American Idol. A partir de 1984, quando estouraram com "You're My Heart, You're My Soul", desfrutaram de um sucesso inquestionável até sua separação repentina em 1987. Sua popularidade, no entanto, permitiu que os dois retornassem para uma breve reunião nos anos 90.
Scorpions
Para fechar a década com chave de ouro, a banda Scorpions (“Still Loving You”, "Rock You Like A Hurricane"), fundada em 1965 em Hannover, emplacou mais um hit internacional com "Wind Of Change", música que é considerada o hino da reunificação do país, momento histórico que abriu o caminho para uma experiência musical completamente nova nos anos 90.

Do cabaré aos anos 70 da Alemanha

As décadas do cabaré foram sufocadas pela 'música degenerada' nazista. Passada a guerra, ouvia-se a influência da música americana, inglesa e francesa, até surgirem o rock alemão e as vanguardas eletrônicas nos anos 70.


Explosão da música disco contaminou a Alemanha


O folclore e a música popular sempre foram apreciados nos países de língua alemã. Os compositores clássicos e românticos – como Mozart, Beethoven, Schubert e outros – utilizaram constantemente temas e canções populares como base em suas composições. Foi no fim do século 19, com a implantação de um mercado musical, que se cristalizou uma diferença significativa entre o "clássico" e o "popular".
Este processo se acelerou com as técnicas de reprodução musical – o gramofone e posteriormente o disco – que, no transcorrer do século 20, transformaram a música em produto de massa. Na Alemanha estabeleceu-se uma diferença significativa entre a "E-Musik" (Ernste Musik = música séria) e a "U-Musik" (Unterhaltungsmusik = música de entretenimento).
A E-Musik corresponde ao que no Brasil se chama "música erudita" e a U-Musik define a "música popular". Entretanto, é importante entender que a "música popular brasileira" (MPB) tem conotações distintas da U-Musik. A MPB define uma certa postura estética, ao passo que o termo U-Musik se aplica de forma indistinta a praticamente tudo quanto é música que não se encaixe na tradição da música erudita européia.

As décadas do cabaré


Marlene Dietrich no filme 'O Anjo Azul'

Após a Primeira Guerra Mundial, a Europa e a Alemanha em particular descobriram uma certa liberdade que estava associada aos valores da cultura e ao estilo de vida dos Estados Unidos. Nas grandes cidades alemãs, especialmente Berlim e Munique, proliferaram instituições como clubes, bares, cabarés, salões de bailes e teatros de revista em que se cultivavam gêneros tipicamente americanos, como jazz, swing, big band, music hall etc.
A invenção do cinema falado criou um novo mercado musical, a partir das décadas de 20 e 30, impulsionando novos estilos musicais e o aparecimento das primeiras grandes estrelas. Por exemplo, o sexteto Comedian Harmonists, pioneiro da tradição alemã de música popular a cappela, os cantores das operetas de Kurt Weill (1900–1950) e Bertolt Brecht, e a própria Marlene Dietrich com seu sucesso "Ich bin von Kopf bis Fuss auf Liebe eingestellt" (do filme O Anjo Azul, de 1930).

A "música degenerada"

Com a ascensão de Adolf Hitler e a implantação do Terceiro Reich em 1933, a música popular alemã, assim como a cultura popular de uma forma geral, viveu um período de trevas. O jazz e toda a música de influência americana foram considerados "música degenerada" (em alemão entartete Musik), ao lado da música composta ou interpretada por judeus.



Cartaz nazista sobre 'música degenerada'


O cartaz da ópera-jazz Johnny spielt auf (1927), do compositor austríaco Ernst Krenek (1900–1991), mostrando um negro de cartola tocando saxofone, foi deturpado pela máquina de propaganda nazista, tornando-se o símbolo da "música degenerada".
Durante o nazismo, os alemães foram bombardeados com canções folclóricas (Volkslieder), canções patrióticas (Heimatlieder), baladas de "caráter alemão", marchas militares, canções do front e tudo o que estimulasse a ideologia nazista. A música-símbolo desta era foi o Horst-Wessel-Lied (1938), uma marcha da SS que se tornou uma espécie de hino nazista.
O rádio tornou-se um poderoso instrumento de propaganda, mas contribuiu também para difundir o lirismo de algumas canções alemãs que resistiram à ânsia de exclusão nazista: por exemplo, "Lili Marleen" (1939), na voz de Lale Anderson, e "Ich weiss, es wird einmal ein Wunder geschehen" (1942), interpretada por Zarah Leander.

As décadas de 50 e 60

Depois da Segunda Guerra Mundial, a música popular alemã retomou do zero. A década de 50 foi marcada pela influência da música americana, inglesa e algumas vezes francesa. O fenômeno mundial do rock entusiasmou também a juventude alemã, que assimilou rapidamente os hits americanos, geralmente em versões cover cantadas em alemão.
Na década de 60, com a invasão das bandas pop americanas e sobretudo inglesas, como os Beatles e os Rolling Stones, as bandas alemãs desapareceram praticamente das paradas de sucesso. Surgiu então um novo estilo de canção popular alemã – o Schlager –, que marcou a música popular até o fim da década de 70.
Durante os anos 60, essas canções eram, em sua grande maioria, de baixa qualidade conceptual, com letras triviais sobre um mundo idealizado, cuja única intenção era permitir aos alemães que curtissem seu milagre econômico sem peso na consciência, ao contrário das canções muitas vezes politizadas e socialmente críticas do universo pop de língua inglesa.


Udo Jürgens

Foi nessa época que se estabeleceram alguns dos mais importantes intérpretes até hoje, como os austríacos Freddy Quinn, certamente um dos mais bem sucedidos cantores de Schlager do pós-guerra, com mais de mil canções gravadas e cerca de 60 milhões de discos vendidos, e Udo Jürgens, que encantou o público com títulos como "Mercie Cherie" e "Siebzehn Jahr, blondes Haar". Na ativa até hoje, Jürgens de certa forma já abria espaço para a abordagem de temas sociais em suas canções.

Postura crítica

Nos anos 70, quando a Alemanha viveu uma guinada política para a esquerda com a eleição de Willy Brandt, o primeiro chanceler federal social-democrata do pós-guerra, surgiram os primeiros cantores alemães preocupados em tratar de temas da atualidade com letras em alemão, entre eles Reinhard Mey e Udo Lindenberg.

Udo Lindenberg
Lindenberg lançou seu disco de estréia em 1971. O sucesso, porém, veio apenas dois anos mais tarde com o segundo álbum, Alles klar auf der Andrea Doria. Em 1980, era considerado o mais importante intérprete do rock alemão por 71% da população e sua popularidade se mantém em parte até os dias de hoje.
No ápice de sua carreira, sua influência ultrapassava as fronteiras da música e chegava até a política, tendo se dedicado abertamente a um fim pacífico do conflito entre as duas Alemanhas.

Disco Music

Mas a explosão da música disco não deixou de contaminar a Europa, nem a Alemanha foi uma exceção. Principalmente o grupo alemão Boney M., criação do produtor Frank Farian, tornou-se um grande sucesso internacional. Em 1976, o single "Daddy Cool" invadiu as paradas e as pistas de dança de todo o continente, seguido por "Sunny", cover de Bobby Hebb.
O single de "Rivers Of Babylon", lançado em 1978 com "Brown Girl In The Ring" no lado B, é tido como um dos mais vendidos da história da música pop. Mesmo assim, o quarteto foi perdendo popularidade juntamente com o estilo já a partir de 1979.
Naquele ano, na esteira do sucesso do Boney M., o produtor Ralph Siegel emplacou o grupo Dschingis Kahn: com um primeiro hit homônimo, os seis artistas com trajes típicos mongóis conquistaram o topo das paradas de vários países, entre eles Japão, Rússia, Austrália e Israel. No Brasil, a popularidade do grupo inspirou inclusive a formação de uma versão homônima e similar, sendo que o Brazilian Gengis Kahn chegou até a emplacar alguns sucessos, como "Comer Comer".

Vanguardas eletrônicas e industrial

A década de 70 assistiu também ao aparecimento de uma nova tendência: a música popular de vanguarda, inspirada na música eletrônica erudita, campo em que a Alemanha teve um papel pioneiro. A banda Kraftwerk estourou em 1975 com o álbum Autobahn e tornou-se uma referência internacional, o que permanece até hoje.

Os pioneiros do Kraftwerk no palco


Duas outras bandas alemãs de influência decisiva para seu tempo foram Can e Neu!, representantes mais conhecidos do estilo que, identificado internacionalmente como uma tendência alemã, foi carinhosamente apelidado por críticos britâncios como Krautrock, em referência ao Sauerkraut, nome alemão do chucrute.
Formado na cidade de Colônia em 1968, o Can continua sendo idolatrado até hoje por crítica e público por seus visionários experimentos sonoros, que misturavam o rock a equipamentos eletrônicos e sintetizadores. Em 2007, o Museu de Rock e Pop de Gronau chegou ao ponto de transportar integralmente para suas dependências o lendário estúdio da banda.


A banda experimental Einstürzende Neubauten

Os anos 70 também foram os da música industrial. Nascido no Reino Unido, onde foi desenvolvido por pioneiros como Throbbing Gristle e seguido por bandas como Cabaret Voltaire, o gênero foi trazido à Alemanha pelos berlinenses do Einstürzende Neubauten. Desde então, a barulheira dadaísta atende um público fiel, com discos que marcaram época ao longo dos últimos 30 anos, como Halber Mensch (1985), Tabula Rasa (1993) e Ende Neu (1996).

Deutschrock: na esteira dos Rolling Stones

Mas não só de vanguardas vive o ouvido alemão. A década de 70 assistiu também ao sucesso do deutschrock, quando diversos roqueiros alemães que buscavam aproveitar o enorme sucesso de bandas como os Rolling Stones buscavam seduzir o mesmo público cantando em alemão.
Um deles é Peter Maffay, que estourou em 1970 com o hit "Du", permanecendo 30 semanas na parada e o tornando conhecido em todo o país. Nascido na Romênia, o roqueiro de voz rouca e braços musculosos tatuados se mudou para a Alemanha ainda jovem, onde começou a fazer covers de Bob Dylan e Donovan, inspirado por sua atitude pacifista.
Outro que se destacou neste período foi Marius Müller-Westernhagen, que abusou da imagem de roqueiro mulherengo para vender mais de 1,5 milhão de cópias de seu álbum Mit Pfefferminz bin ich dein Prinz.

Dos anos 90 até os dias de hoje as música na Alemanha

A cultura de clubes e DJs e a música eletrônica marcaram toda a década de 90. Até que, a partir do ano 2000, inúmeras bandas alemãs começaram a redescobrir o pop e o rock, conquistando um público mais jovem.

O auge da Love Parade em 1999: quase 1,5 milhão de pessoas nas ruas de Berlim
Desde o final da década de 80, a música popular alemã vinha acompanhando o vertiginoso desenvolvimento da música eletrônica e das novas formas de produção musical. Clubes e casas noturnas tornaram-se centros de difusão de uma nova cultura musical que está associada, por um lado, à música para dançar e, por outro, à expressão de novas identidades culturais.
A música de DJs desenvolveu-se na Alemanha vinculada ao culto de personalidades e identidades capazes de mobilizar as massas. Alguns deles já estavam ativos desde a década de 80, como Sven Väth e Westbam. Este último é o primeiro DJ a exprimir a tendência de uma subcultura ligada a um contexto político de esquerda.

Sven Väth
A música dos DJs reflete também diferenças regionais: Tanith em Berlim, expressão de uma cidade marcada pela queda do Muro; Hooligan da Região do Ruhr, centro industrial; Hell de Munique, cidade da moda; e a turma de Frankfurt – Väth, Marc Spoon, Dag – caracterizada por um certo misticismo.
Mas principalmente em Berlim desenvolveu-se uma forte cena tecno, uma vez que a cidade reunificada oferecia inúmeros galpões, edifícios vazios e fábricas desativadas que serviam de cenário ideal para as festas rave.
A música da banda cult alemã Kraftwerk é uma referência do movimento tecno, que se desenvolveu nos Estados Unidos, sobretudo em Detroit. Na Alemanha, um importante impulso foi dado em 1989 com a Love Parade, o desfile anual que chegou a atrair mais de 1 milhão de pessoas em seus anos áureos, em meados da década de 90.

Tiefschwarz
Além disso, o tecno alemão apóia-se em referências da música eletrônica de base erudita de pioneiros como o compositor Karlheinz Stockhausen (1928–2007), guru da vanguarda do tecno minimalista de Colônia.
Hoje em dia, a Alemanha continua sendo uma das principais referências em música eletrônica, com bandas como Egoexpress, Tiefschwarz, Apparat e Isolée, além de outras mais recentes, como o duo berlinense Modeselektor.

Hiphop & Reggae
Inicialmente inspirado pela música dos guetos negros norte-americanos, o hiphop em alemão só chegou a se estabelecer nos anos 90, a fim de expressar os problemas das camadas sociais desfavorecidas. Em 1991, as portas da indústria cultural se abriram e o grupo Fantastische Vier conquistou as paradas de sucesso com o hit "Die da", inserindo o hiphop na normalidade.

Die fantastischen Vier
Depois do caminho aberto pelo Fanta4, o hiphop alemão não parou de crescer e conquista hohe um espaço cada vez maior no gosto dos ouvintes alemães. Outras bandas seguiram a trilha por eles deixada, entre elas o Fettes Brot ("Nordisch By Nature", “Schwule Mädchen”, “Emanuela”) e o Deichkind (“Limit”, “Remmidemmi”), este último se destacando pela mistura mais dançante entre hiphop e electro.
Mais tarde, artistas mulatos e negros, como Afrob, Samy Deluxe e o popular cantor de blues Xavier Naidoo, passaram a questionar em suas músicas a violência, o racismo e as dificuldades enfrentadas pela população de imigrante nas grandes cidades da Alemanha.

Bushido
A partir de 2000, o hiphop alemão começou a trocar seu bom humor ácido e politizado por letras agressivas e atitude machista. Principalmente os artistas representados pelo selo Aggro Berlin, como Fler e Sido, tornaram-se alvos fáceis para a mídia devido a letras polêmicas, sugestões de nacionalismo e acusações de racismo, misogenia e homofobia. Nessa mesma linha segue Bushido, atualmente o mais bem-sucedido rapper alemão.


Seeed
 Já quanto ao reggae, a coisa muda de figura. Com uma maneira muito menos infantil de abordar problemas sociais, o estilo ganhou a atenção da mídia e principalmente o carinho do público, que transformou artistas como o coloniano Gentleman e o combo multiétnico berlinense Seeed em atracões concorridas, cujos shows se transformam em verdadeiras festas.

A redescoberta do rock



Rammstein ao vivo

Em meados dos anos 90, a banda Rammstein iniciou uma trajetória de sucesso internacional ao misturar guitarras pesadas e batidas eletrônicas. O estouro veio ao ser incluída na trilha sonora de filme "Lost Highway", do diretor norte-americano David Lynch. Na Alemanha, no entanto, muito da atenção obtida pela banda deve-se ao caráter controverso de suas letras e à estética fachistóide de suas apresentações ao vivo.
Também nos anos 90, o Blumfeld ("Die Diktatur der Angepassten") e os hamburgueses do Tocotronic ("Mein Ruin", "This Boy Is Tocotronic") alcançaram grande ressonância ao investir num pop conceitual, com letras pensadas e sonoridade mais bem construída.
Mas, a partir do ano 2000, o rock e o pop viveram uma verdadeira explosão, com uma miríade de bandas jovens conquistando espaço em rádios comerciais e reavivando a esperança de grandes e pequenas gravadoras, alarmadas pelo aumento do download ilegal de música via internet.

Wir sind Helden
Seguindo a linha do rock universitário, diversas outras bandas conseguiram conquistar uma base sólida de fãs. Pioneiro foi o grupo Wir sind Helden, que desde o lançamento de seu primeiro single, "Guten Tag", vem colecionando sucessos. A banda Juli, de Hessen, despontou no verão de 2004 com o enorme hit "Die perfekte Welle", e o Silbermond, da Saxônia, seguiu a mesma linha, com hits como "Durch die Nacht" e "Symphonie", ambas apostando num pop melódico com vocal feminino.
O Sportfreunde Stiller ("Heimatlied") também conquistou o público jovem com um pop simples, à base de guitarra, baixo, teclado e bateria, cujas letras despretensiosas falam de coisas cotidianas e... futebol! Nada mais apropriado que os três fãs do esporte tenham composto a trilha sonora não oficial da Copa do Mundo de 2006 com a música "'54, '74, '90, 2006".

Mia
Duas outras bandas berlinenses despontaram no universo pop alemão, decididas a resgatar a herança da Neue Deutsche Welle: os veteranos do 2raumwohnung ("Sexy Girl", "Wir trafen uns in einem Garten") começaram fazendo propaganda para uma marca de cigarro e já gravaram até um álbum de Bossa Nova em alemão. E o Mia ("Hungriges Herz", "Tanz der Moleküle"), que no princípio tentou pegar carona na imagem de Berlim como metrópole cool, hoje se estabeleceu como uma das bandas mais criativas do país, com um pop dançante adornado com elementos eletrônicos.

Tokio Hotel
Mas também não faltaram imitações de Britney Spears, jovens garotas como Sarah Connor ("Bounce", "From Zero to Hero") e Jeanette Biedermann ("Rock My Life", "Rockin' On Heaven's Floor"), que usam de coreografias e figurinos típicos de garotas colegiais norte-americanas, num estilo voltado ao público adolescente.
Também o Tokio Hotel, um quarteto de garotos pubertários, explodiu na Europa inteira, conquistando o coração principalmente do público feminino adolescente com hits como "Durch den Monsum" e "Spring nicht". A popularidade dos meninos é tão grande, que fez aumentar até o interesse pelo ensino do idioma alemão em diversos países europeus.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

元ちとせ Hajime Chitose uma cantora com estilo próprio de música


Chitose Hajime (元ちとせ Hajime Chitose, Amami Ōshima, 5 de Janeiro, 1979) é uma cantora do Japão. Natural de Amami Ōshima possui uma característica de cantar típica da região, com diferentes efeitos de falsetto.
Já bem jovem ficou conhecida no gênero folclórico por vencer várias competições, chegando até a gravar dois álbuns de música tradicional por um selo independente.
Fez diversas músicas que ficaram conhecidas no japão e vários países por ter um estilo próprio e único.
Chitose Hajime começou a aprender shamisen sob o incentivo de sua mãe a partir de uma idade jovem. Aos 10 anos, ela começou a pegar "Shima-Uta" [músicas ilha]​​, um estilo de cantar transmitidas através de gerações e parte da tradição da música da ilhas RyuKyu
 Em 2002 migrou para um selo de mais expressão a Epic Records, produzindo o single "Wadatsumi no Ki" (ワダツミの木). Foi um grande sucesso, chegando a ocupar o terceiro lugar nas paradas no Japão.
"Shinda Onna no Ko" (死んだ女の子) com participação de Ryuichi Sakamoto cantando em frente ao Dome de Hiroshima o Simbolo da Paz.

Estudos têm revelado que o seu estilo particular de canto, incluindo os aspectos da música Amami-Oshima tradicional, tem um efeito relaxante que tem sido observado no eletrencefalograma retiradas dos cérebros de pessoas ouvindo seu canto.
Uma das cantoras que tem uma voz única no Japão muito famosa por divulgar a tradição de onde nasceu ,não esquecendo os traços  da tradicional ritmo musical da regiao de Amami Oshima uma das regiões pouco conhecida pelo estrangeiro uma ilha próxima a Okinawa e a ilha de Kyushu.