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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Adidas muitos Jovens adoram usam e não sabem que é uma marca Alemã


Adidas é uma empresa alemã de equipamentos esportivos, considerada uma das maiores do mundo .
A empresa tem o nome de seu fundador, Adolf Dassler, que começou produzindo sapatilhas nos anos 1920, junto a seu irmão Rudolf Dassler, em Herzogenaurach, próximo a Nuremberg. O nome "Adidas" é uma união entre o apelido, Adi, e o sobrenome, Dassler, do fundador da empresa, "Adi" "Das"sler. A empresa criada pelos irmãos foi fundada em 1920, porém, foi dividida em 1948, dando origem à Adidas e também à Puma, empresa rival fundada por Rudolf Dassler, irmão de Adi.

O início

Adolf Dassler (conhecido como "Adi") começou a produzir seus próprios sapatos esportivos na cozinha da casa de sua mãe, em Herzogenaurach, Baviera, após seu regresso da Primeira Guerra Mundial. Em 1924, seu irmão, Rudolf Dassler (conhecido como "Rudi"), se juntou ao negócio, que se tornou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik (em alemão, Fábrica de Sapatos Irmãos Dassler) e prosperou.
Durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1936, Adi Dassler se dirigiu da Baviera à Vila Olímpica, para convencer o velocista afro-americano Jesse Owens a usar seus sapatos. Owens foi o primeiro atleta afro-americano a ser patrocinado pelos irmãos Dassler. Quando o velocista foi premiado com quatro medalhas de ouro, o sucesso confirmou a reputação dos calçados Dassler entre os esportistas mais famosos do mundo, despertando o interesse de treinadores de várias equipes nacionais.

A separação

Após uma série de disputas pessoais, os irmãos se separaram oficialmente em 1947, acarretando também a separação da Gebrüder Dassler Schuhfabrik. Rudolf criou uma nova empresa, intitulada originalmente Ruda (iniciais de Rudolf Dassler), mais tarde rebatizada Puma.
Adolf, por sua vez, registrou sua empresa como adidas AG (em letras minúsculas), em 18 de Agosto de 1949. Acredita-se que o nome da empresa seja um acrônimo com as iniciais da frase All Day I Dream About Sports (em inglês, Todos os dias eu sonho com esportes), porém, na verdade, o nome da empresa é formado pela junção de Adi (apelido de Adolf) e Das (iniciais de Dassler).
Com a morte de Adolf Dassler , em 1978, a empresa foi assumida por Horst Dassler, filho de Adolf, que morreu em 1987.

A era Tapie

Após um período difícil com a morte de Horst Dassler, filho de Adolf, em 1987, a empresa foi comprada em 1989 por Bernard Tapie, um empresário francês considerado especialista em resgatar empresas da falência, por 1,6 bilhão de francos franceses (mais de 243 milhões de euros).
Tapie decidiu mudar a produção para a Ásia. Ele também contratou a cantora Madonna para a promoção das linhas de produtos da empresa.
Em 1992, Tapie não pôde pagar os juros de seu empréstimo. Ele pediu ao banco Crédit Lyonnais para vender a Adidas, e o banco comprou para si mesmo, o que é normalmente proibido pelas leis francesas. Aparentemente, o banco estatal tentou fazer um favor a Tapie, tentando livrá-lo dos problemas, já que Tapie era um ministro de Assuntos Urbanos (Ministre de la Ville) no governo francês na época. Esquecendo por que o banco realmente comprou a Adidas, Tapie mais tarde processou-o, porque se sentiu lesado pela venda.
Em Fevereiro de 1993, o Crédit Lyonnais comercializou a Adidas para Robert Louis-Dreyfus, um amigo de Bernard Tapie (e primo de Julia Louis-Dreyfus do seriado de TV Seinfeld). Robert Louis-Dreyfus se tornou o novo presidente da empresa. Ele também é presidente do time de futebol Olympique de Marseille, ao qual Tapie era intimamente ligado.
O próprio Tapie foi à falência em 1994. Ele foi o objeto de diversos processos, principalmente relacionado à manipulação de resultados no clube de futebol. Ele passou 6 meses na prisão La Santé em Paris em 1997 depois de ter sido condenado a 18 anos.
Robert Louis-Dreyfus foi muito bem sucedido administrando a empresa até 2001.

Atualmente

Em 1997, a Adidas AG adquiriu o grupo francês Salomon Group, especializado em vestuário para esqui, originando a Adidas-Salomon AG. A empresa alemã também comprou as companhias Taylormade Golf e Maxfli, permitindo assim a concorrência com a Nike Golf.
Em setembro de 2004, a estilista britânica Stella McCartney lançou uma grife esportiva feminina em parceria com a Adidas, intitulada "Adidas by Stella McCartney". A parceria de longo prazo foi bastante aclamada pela crítica.
Em 2005, a Adidas anunciou a venda do Salomon Group para a empresa finlandesa Amer Sports, por 485 milhões de euros.
Em agosto de 2005, a Adidas anunciou a compra da empresa britânica Reebok por US$ 3,8 bilhões. Com a aquisição, a Adidas passou a disputar mercados em condições iguais com a Nike.
Em 11 de abril de 2006, a Adidas anunciou um contrato de 11 anos para se tornar o fornecedor de vestuário oficial da NBA. O acordo, cujo valor foi estimado em mais de US$ 400 milhões, substituiu o contrato anterior de 10 anos com a Reebok, anunciado em 2001.


Atualmente, a Adidas é a maior empresa de equipamentos esportivos do mundo. Na Europa, a Adidas é líder de mercado, e a Nike é a segunda colocada. No entanto, é a maior distribuidora de equipamentos esportivos para o futebol, apesar dos grandes investimentos que a Nike tem feito desde que entrou neste mercado, na última década.

A empresa distribui os uniformes das principais seleções do mundo, como a Alemanha, Argentina, e Espanha, atual campeã mundial, além de distribuir boa parte dos vestuários dos árbitros, chuteiras e bolas.

Ainda no futebol, a empresa patrocina a FIFA e a UEFA,e em ligas como a MLS e fornece material para grandes clubes do Mundo, na Europa para clubes como o Benfica (Portugal), o A.C. Milan (Itália), Real Madrid (Espanha), Bayern de Munique (Alemanha), Chelsea e Liverpool (ambos da Inglaterra), e na América do Sul, para grandes clubes como os argentinos River Plate e Estudiantes e para os clubes brasileiros Fluminense, Palmeiras é Red Bull Brasil

Também fornece os materiais utilizados nas Copas do Mundo da FIFA, tais como bolas (das quais é fornecedora desde a Copa do Mundo FIFA de 1970), coletes de treinamento e uniformes dos árbitros. Um dos recentes lançamentos da Adidas foi a Jabulani, bola oficial produzida para a Copa do Mundo FIFA 2010.

Hugo Boss é uma marca do simbolo da moda Alemã,



Hugo Boss AG é uma moda de luxo alemã ea casa de estilo baseado em Metzingen, Alemanha. É nomeado após seu fundador, Hugo Boss (1885-1948).

Hugo Boss começou sua empresa de vestuário em 1924 em Metzingen, um sul pequena cidade de Stuttgart, onde ainda é baseado. No entanto, devido ao clima económico na Alemanha do momento, o chefe tempo foi à falência. Em 1931, ele chegou a um acordo com seus credores, deixando-o com seis máquinas de costura para começar de novo. No mesmo ano, ele se tornou um membro do partido nazista e um membro patrocinador ("Förderndes Mitglied") da Schutzstaffel (SS). Mais tarde, ele afirmou-se que ele se juntou ao partido por causa de sua promessa de acabar com o desemprego e porque sentiu "temporariamente" retirado da igreja luterana. Ele ingressou na Frente Trabalhista Alemão em 1936, a Associação de Proteção Air Reich, em 1939, e Bem-Estar Nacional Popular Socialista em 1941. Suas vendas aumentou de 38.260 em 1932 para RM mais de 3.300.000 RM em 1941, enquanto seus lucros aumentaram no mesmo período de 5000 para 241.000 RM RM.

Embora ele afirmou em uma propaganda de 1934/1935, que tinha sido um "fornecedor de uniformes nazistas desde 1924", essas entregas são prováveis ​​desde 1928/1929 e certo desde 1934, quando ele se tornou um Reichszeugmeisterei licenciado fornecedor (oficial) de uniformes para o Sturmabteilung, Schutzstaffel, Hitler Juventude, Nacional-Socialista Motor Corps, e outra parte organizations.To atender a demanda nos últimos anos da guerra, Boss usado cerca de 30 a 40 prisioneiros de guerra e cerca de 150 trabalhadores forçados, dos Estados bálticos, Bélgica, França, Itália, Áustria, Polônia, Tchecoslováquia e da União Soviética. De acordo com o historiador alemão Henning Kober, os gestores da empresa foram "nazistas declarados", "o chefe eram todos grandes admiradores de Adolf Hitler", e Hugo Boss tinha em 1945, em seu apartamento, uma fotografia de si mesmo com Hitler tomadas em retirada do último Obersalzberg.

Em julgamento desnazificação 1946, com base em sua filiação partidária cedo, seu apoio financeiro da SS e os uniformes entregues ao partido nazista, mesmo antes de 1933, Boss foi considerado tanto "ativista" um e um "defensor e beneficiário do nacional-socialismo". Ele foi despojado dos seus direitos de voto, a sua capacidade de administrar um negócio e, multados "pena muito pesada" de 100.000 marcos. Ele morreu em 1948 mas seu negócio sobreviveu.Em 1997, a empresa apareceu em uma lista de suíços contas inativas, que despertou a publicação de artigos que destacam o envolvimento de Hugo Boss com a Nazis.In 1999, advogados norte-americanos entraram com ações em Nova Jersey, em nome dos sobreviventes e suas famílias, para o uso de trabalhadores forçados durante a guerra. A empresa não fez comentários sobre essas ações judiciais, mas reiterou a afirmação anterior de que seria "não fechar os olhos para o passado, mas lidar com as questões de forma aberta e franca" É patrocinado pesquisa pelo historiador alemão Timm Elisabeth No entanto, após Timm disse à imprensa de seus resultados, a empresa se recusou a publicá-las. Em dezembro de 1999, um acordo foi alcançado entre o governo alemão e um grupo de americanos de classe de ação de advogados, grupos de judeus, eo governo dos Estados Unidos para estabelecer um fundo de US $ 5,1 bilhões, financiado em partes iguais pela indústria alemã e do governo alemão, para compensar escravo trabalhadores utilizados pelos alemães na Segunda Guerra Mundial.

Hugo Boss concordaram em participar deste fundo, por um valor que foi estimado por algumas fontes de ser "de cerca de € 752 000", enquanto outros consideraram que a empresa "finalmente paga um mínimo absoluto para o fundo de compensação".Hugo Boss tem atualmente pelo menos 6.102 pontos de venda em 110 países. Hugo Boss AG detém diretamente mais de 364 lojas de varejo com mais de 1.000 lojas e estabelecimentos comerciais de propriedade de franqueados.Os produtos são fabricados em uma variedade de lugares, incluindo sites da empresa de produção própria em Izmir, Turquia; Radom, na Polónia; Morrovalle, Alemanha durante a guerra, Cleveland, EUA, e Metzingen, Alemanha.Há duas marcas principais, BOSS e HUGO:Boss Black. Menswear (1970), feminina (2000). Vestuário clássico moderno que é mais amplamente distribuído do que outras linhas, e tem a maior variedade de produtos.Boss Orange. Menswear (1999), feminina (2005). Originalmente estilo peculiar, com influências boêmia, esta linha foi relançada em 2010 como o desgaste com base denim casual.Seleção chefe. Menswear (2003). Vestuário maior custo destinado a um mercado mais maduro, com ênfase em estilos alfaiataria inglesa.Chefe Green. Moda Masculina (2003), feminina (2010). Anteriormente conhecido como Esporte Boss, foi relançado em 2003 como uma coleção roupas de golfe estilo ativo.Hugo. Menswear (1993), feminina (1998). Forma para a frente estilo, com um olhar mais europeu, e modelos, por vezes andrógino.
Hugo Boss tem acordos de licenciamento com diversas empresas para a produção de produtos de marca Hugo Boss. Estes incluem acordos com a Samsung ea HTC para a produção de telefones celulares; CWF Crianças Mundial Moda SAS para a produção de roupas infantis, Procter & Gamble Prestige para produzir perfumes e pele; Movado para produzir relógios, e Safilo para produzir óculos de sol e óculos.Em 1985, a empresa estava cotada na bolsa de valores. Em 1991, o grupo têxtil Marzotto adquiriu uma participação de 77,5% por US $ 165 million.Marzotto desmembrada suas marcas de moda para o recém-criado Grupo Valentino Fashion em 2005.Em 2009, Boss Black foi de longe o maior segmento, composto de 68% de todas as vendas, com o restante composto por BOSS Orange (17%), Seleção BOSS (3%), Green BOSS (3%) e Hugo (9% ). Vendas realizadas em lojas próprias da empresa foram 19% do total de vendas em todo o mundo.

sábado, 15 de setembro de 2012

CRISTAL LÍQUIDO: A contribuição de Otto Lehmann para o desenvolvimento da tecnologia


Um painel fino, usado para exibir informações por via eletrônica em monitores de computador, televisores e aparelhos celulares. Presente também em relógios digitais, calculadoras e aparelhos de mp3. Estamos falando do display de cristal liquido, ou mais conhecido, como LCD (em inglês, liquid crystal display). Também nessa invenção há um toque alemão, ou melhor, de um alemão: Otto Lehmann, nascido em 1855 em Konstanz.

A descoberta dos cristais líquidos é atribuída a Friedrich Reinitzer, em 1888. O botânico austríaco observou, ao investigar a função do colesterol nas plantas, que um material (benzoato de colesterila) tinha dois pontos distintos de fusão. Intrigado, Reinitzer enviou algumas amostras para Otto Lehmann. O alemão analisou o material com um microscópio especial e concluiu que na fase em que o liquido era turvo a substância era um líquido homogêneo, mas que o seu comportamento na presença de uma luz polarizada era igual ao de um cristal.

Além de explicar o comportamento da substância, também é atribuída a Lehmann a designação “cristal líquido”. O termo foi apresentado no trabalho Flüssige Kristalle (cristais líquidos, em alemão) em 1904, no qual o físico alemão acreditava que a única diferença entre os cristais líquidos e os cristais sólidos se resumia ao seu grau de fluidez.

Otto Lehmann foi professor de Química, Física e Matemática. Com reputação internacional, foi indicado ao Prêmio Nobel de Física inúmeras vezes entre os anos de 1913 e 1922, porém, sem nunca ter recebido este reconhecimento científico.

RAIO X: A descoberta que influenciou a medicina no mundo


Na ciência, é o gênio do homem e não a perfeição dos equipamentos que leva a descobertas no grande território do desconhecido. Foi com este pensamento que o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen entrou para a história, em 1895, como o descobridor dos raios X. No laboratório da Universidade de Würzburg, considerado modesto na época, ele deu sua importante contribuição para a humanidade.

Röntgen estudava há tempos raios catódicos quando percebeu que algumas substâncias brilhavam mesmo depois que o tubo de raios tinha sido desligado. No auge dos trabalhos, que duraram semanas e levaram à descoberta, pouco saía do laboratório. Fez segredo até para a mulher, Anna Bertha, de cuja mão tirou o primeiro raio X da história. Como não sabia que radiação era aquela, apelidou-a com o símbolo matemático de uma variável desconhecida.

A façanha, aos 50 anos de idade, lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física, mas não lhe tirou a timidez e retidão que nortearam sua vida. Na adolescência, o homem que influenciaria a medicina para sempre, foi expulso da escola acusado de ter feito a caricatura de um de seus professores, o que teria sido obra de outro. A publicidade da descoberta científica com estardalhaço também chegou a incomodá-lo.

O físico não patenteou qualquer equipamento, queria que a humanidade se beneficiasse de sua descoberta, relatada em três artigos científicos. O primeiro, de apenas dez páginas, surpreende até hoje pela objetividade e clareza de suas colocações.  Em 2006, o elemento 111 da tabela periódica foi batizado Roentgênio, em homenagem ao alemão, nascido em Lennep. Röentgen morreu em 1923, em Munique, de tumor no intestino.

UMA FRAGÂNCIA SECULAR: A matrix de todas as Eaux de Cologne



“Minha essência é como uma manhã de primavera, na Itália, depois da chuva, laranja, toranja, limão, bergamota, cedro, folhas e ervas de minha pátria”, assim descreveu J. M. Farina sua criação: a lendária Kölnisch Wasser, ou simplesmente Água de Colônia. São séculos de história, sempre na mesma cidade, na mesma rua, na mesma casa, uma composição única, inspiração para muitas outras águas de Colônia, um elixir que relaxa, inspira e perfuma corpo e alma.

A Echt Kölnisch Wasser (Original Água de Colônia), considerada a mãe de todas as Eaux de Cologne, foi criada em meados do século XVIII pelo italiano Farina. Nomeando-a assim, em homenagem à sua nova pátria, Köln (Colônia), uma das mais antigas e belas cidades do oeste da Alemanha. E é nesta mesma cidade, na mesma rua – Glockengasse (Vila dos Sinos) - e na mesma casa, número 4711, onde há séculos vem sendo comercializada. A mais clássica e conhecida é a 4711.Esta, em frasco original - Molanusflasche, uma criação do destilador Molanus, de 1820, é sinônimo de Echt Kölnisch Wasser.

No início a essência também era tida como uma aqua mirabilis (água milagrosa), graças à sua composição de ervas, entre outras, lavanda, alecrim, essência de laranja e óleo de diferentes citrus, que proporciona uma sensação de bem-estar. Passando em 1810 a ser considerada apenas uma Duftwasser (água de cheiro). Isto devido a um decreto estabelecido por Napoleão em que todas as receitas usadas como remédio, mantidas até então em segredo, deveriam ser abertas ao público. Mas a receita original continua sendo mantida até os dias de hoje.

BAMBOO BIKE Novidade invade as ruas da Alemanha


Andar pelas ruas da cidade sem emitir CO2 na atmosfera foi o compromisso que um grupo de estudantes da Universidade Técnica de Berlim (TU) assumiu quando entrou para a "grüne Uni" (Universidade Verde) - departamento da faculdade que se dedica a pesquisa nas áreas de energias renováveis, biomateriais e sustentabilidade. Buscando substituir o metal por um material ecologicamente correto, eles criaram, em 2008, a Berlin-Bamboo-Bike, uma bicicleta com estrutura feita de bambu.

Logo a invenção saiu da universidade e ganhou as ruas da cidade. Hoje, os estudantes mantêm uma oficina onde fabricam e também ensinam os interessados a montar suas próprias bicicletas de bambu. A matéria-prima utilizada vem da própria região, como uma forma de incentivar a economia local.

Qualquer pessoa pode participar dos workshops promovidos pelo grupo, basta levar peças de antigas bicicletas. O custo total da oficina, que dura um final de semana, é de cerca de 220 euros.
A ideia de usar bambu para construir bicicletas, no entanto, não é nova. Os próprios estudantes de Berlim contam que esse transporte alternativo já é produzido na Inglaterra há 100 anos e que também é comercializado nos Estados Unidos.

Os autores registraram um manual de construção das Berlin-Bamboo-Bikes sob a licença Creative Commons, que permite seu uso livre e reprodução, para que todos possam ter acesso a ele e construam suas bicicletas ecológicas. Com isso, os estudantes da TU pretendem disseminar a ideia e fazer com que mais pessoas optem por pedalar em vez de usar um automóvel.

SMART-CARD: uma invenção alemã Segurança e agilidade na transmissão de dados



O desenvolvimento dos cartões com chip ou smart-cards revolucionou a indústria mundial dos sistemas de pagamento. A principal parte do cartão é o circuito integrado, que permite o armazenamento de mais dados e de forma mais segura do que a banda magnética.  Este mecanismo foi criado por uma dupla de inventores alemães: Jürgen Dethloff e Helmut Gröttrup.

A segurança é uma das principais vantagens dos smart-cards, que são usados tanto para identificação, como para autenticação e arquivamento de dados. As informações podem ser criptografadas, dificultando o acesso indesejado. Além disso, os cartões não podem ser facilmente clonados. O mercado francês, um dos primeiro a usar o cartão, reduziu em 98% o número de fraudes com cartões de crédito por meio da invenção alemã.

Os chips também têm uma memória maior do que a banda magnética, pois possuem um microprocessador interno. Dessa forma, dados de vários serviços diferentes podem ser armazenados em um mesmo cartão, abrindo um enorme leque de usos, além dos serviços bancários.

Existem basicamente dois tipos de cartões com chip, aqueles que funcionam apenas por meio de um contato, utilizado em algumas empresas de transporte público, e os que funcionam a distância, sem contato, permitindo seu uso a cerca de 50cm do aparelho. Por serem mais baratos, é muito mais comum encontrar o primeiro tipo. Já o segundo, é mais utilizado na Europa para fins de pedágio.

Uma evolução desses cartões são as etiquetas digitais ou e-tags, que substituem os códigos de barras pelo chip. Ao colocar um Smart-card sem contato em um produto, os estabelecimentos comerciais não mais precisarão daquelas máquinas de laser e as compras poderão ser registradas muito mais rapidamente, diminuindo as filas nos caixas.

TELEFONIA MÓVEL - Em 1958, um celular ocupava meio porta-malas

A história do telefone celular começa no final do século XIX, mais precisamente em 1888, quando o físico alemão Heinrich Hertz comprovou a existência de ondas eletromagnéticas, base de toda a transmissão de voz e dados dos nossos celulares. O serviço de telefonia móvel também foi oferecido pela primeira vez na história na Alemanha: na década de 1930 os trens da linha Berlim-Hamburgo ofereciam a vantagem aos seus passageiros de primeira classe.

O pioneirismo alemão também permitiu que o Correio Alemão disponibilizasse um serviço analógico, em 1985. O aparelho ocupava metade de um porta-mala e custava praticamente a metade do valor de um carro, reduzindo o número de usuário a alguns empresários e políticos.

Com a visão de futuro do que poderia ser a telefonia móvel com todos os benefícios que proporcionaria aos usuários, em meados da década de 1980, foi lançado comercialmente o primeiro aparelho celular. O Motorola DynaTAC 8000X pesava cerca de um quilo e tinha 25cm de cumprimento por 7cm de largura. Hoje, com o avanço tecnológico, os celulares foram se tornando cada vez menores, mais leves e baratos, e com outras funções além da telefonia, como fotos, vídeos, envio de mensagens e até televisão.

Verdadeiros mini-computadores, com uma série de recursos, os aparelhos  tornaram-se uma ferramenta de comunicação indispensável no mundo contemporâneo. Quando você enviar um SMS, acessar a internet ou simplesmente fizer uma ligação pelo celular, agradeça aos cientistas alemães que contribuíram para a invenção, mais de 120 anos atrás.

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL: Um divisor de águas da sociedade contemporânea


Hoje em dia, mais de 100 milhões de mulheres no mundo fazem uso da pílula anticoncepcional. Nem parece verdade que, quando entrou no mercado europeu, em 1961, teve de ser lançada na Alemanha com a indicação de “regular o ciclo menstrual” (e só para mulheres casadas), dada a rejeição que a prevenção contra a gravidez representava. Mas passadas quase cinco décadas da invenção, é possível observar o quanto alterou o modo de vida da sociedade ocidental, incluindo reflexos como a ampliação da autonomia feminina e a queda na taxa de natalidade.

O laboratório da empresa alemã Schering (hoje, a Bayer Schering Pharma), em Berlim, iniciou as pesquisas relacionadas aos hormônios sexuais na década de 1920, quando o cientista Adolf Butenandt identificou as estruturas do estrogênio e do androgêneo. Em 1938, os estudos resultaram no desenvolvimento do primeiro estrogênio científico (etinilestradiol).

O desenvolvimento da pílula anticoncepcional aconteceria em 1960, pelo cientista estadounidense Gregory Goodwin Pincus. No ano seguinte, a Schering lançou o primeiro contraceptivo oral na Europa, com o nome de Anovlar. Já em 1961, a pílula foi exportada para a América do Sul. O diretor-geral da Bayer Schering Pharma do Brasil, Rainer Krause, conta que a massificação do uso do contraceptivo se deu no final dos anos 1960, com os movimentos estudantis e de emancipação feminina. “A pílula desempenhou papel fundamental nesse contexto. Contribuiu para a separação entre o sexo e a procriação, possibilitando à mulher decidir se quer ou não ter filhos”.

Com o passar do tempo, novas fórmulas com dosagens hormonais mais baixas foram lançadas e o seu uso ampliado. “Hoje, a pílula é utilizada por 25% da população feminina brasileira em idade reprodutiva (15 a 45 anos)”, observa Rainer. A Bayer Schering Pharma tem, no Brasil, a sua maior planta em volume fora da Alemanha e são produzidos aqui em torno de 100 milhões de cartelas.

HEINRICH GÖBEL: O pai da lâmpada incandescente


O tema não podia ser mais atual. Em setembro de 2012, os países da União Europeia não poderão mais comercializar uma invenção que nos leva ao século XIX e coloca, mais uma vez, a Alemanha, no mapa das criações mais importantes para a humanidade. É a lâmpada incandescente, que sairá das prateleiras dos supermercados e lojas do ramo para ser substituída pelas “lâmpadas econômicas”. A intenção é melhorar a eficiência energética da UE e evitar que milhões de toneladas de carbono sejam liberadas na atmosfera a cada ano.

Tais problemas não faziam parte da realidade do mundo em 1854, ano em que o mecânico Heinrich Göbel, nascido em Springe, Estado alemão da Baixa-Saxônia, tentou um experimento que revolucionaria o mundo. Morando há seis anos nos Estados Unidos, Göbel teve a idéia de usar fibras de bambu (que conta a história seriam de seu guarda-chuva ou de sua bengala) como filamento. Unidas nas extremidades por arames de aço, elas conduziam energia elétrica.

O experimento não acabava aí. Em ampolas de vidro, estas fibras de bambu conseguiam a façanha de permanecer acesas por várias horas. O invento, a atração principal de sua loja, em Nova Iorque, não pode ser comercializado por falta de patrocínio. O azar de Göbel acabou se transformando na sorte de Thomas Edison, hoje considerado o pai da invenção. Responsável por viabilizar sua produção e também por desenvolver a tecnologia necessária para a utilização do invento, Edison patenteou um modelo de lâmpada em 1879.

Sobre o verdadeiro pai da lâmpada, ainda não há luz no fim do túnel. O debate ainda prossegue entre americanos e alemães. O fato é que, hoje, é quase impossível viver sem a luz artificial. E só nos damos conta da relevância de Göbel e Edison quando o sol de põe.

ASPIRINA desenvolvida pelo químico alemão Felix Hoffmann

No dia 10 de outubro de 1903, a empresa Bayer, da Alemanha, colocou à venda um medicamento que deu o nome de aspirina. Este novo medicamento foi desenvolvido pelo químico alemão Felix Hoffmann.

A aspirina, ou ácido acetilsalicílico, é um derivado do ácido salicílico – um extrato da casa do salgueiro. Em 1889, Felix Hoffmann desenvolveu um método de fabricar esse extrato sinteticamente. Primeiro, Hoffmannn testou o novo medicamento em seu pai, com o objetivo de aliviar as dores da artrite e o resultado foi positivo.

Felix convenceu a Bayer a comercializar o novo medicamento. A aspirina foi patenteada em 27 de fevereiro de 1900. No dia 10 de outubro de 1903, a Bayer colocou à venda. No início, a aspirina era vendida em pó. Só em 1915, ela ganhou a versão que conhecemos hoje: em comprimidos.

Atualmente, é o medicamento mais conhecido e consumido em todo o mundo.

VOCÊ SABIA? O coador de papel para preparo de café foi inventado na Alemanha

O café estimula, levanta, anima e aguça a concentração. A bebida, com maior penetração na população acima dos 15 anos, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes, está inserida no hábito alimentar dos brasileiros. Além disso, seu consumo está relacionado ao prazer e à sociabilidade. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o consumo per capita de 4,81 kg registrado em 2010, que equivale a quase 81 litros de café por pessoa por ano, foi 3,5% maior ao registrado em 2009 (que ficou em 4,65 kg). Com isso, o consumo brasileiro se aproxima ao da Alemanha, que é de 5,86 kg por habitante/ano e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café.

Embora o consumo de café expresso, café instantâneo, cappuccinos, descafeinado e orgânicos venha crescendo substancialmente nos últimos anos, o café coado ou filtrado ainda é apreciado por 93% da população brasileira, sendo o grande responsável pelo consumo da bebida. Em 2003, 31% da população brasileira usava filtro de papel. Atualmente, 23% utilizam esse método de preparo de café, criado em 1908 pela dona de casa Melitta Bentz, em Dresden, na Alemanha.

A empresa Mellita foi fundada no mesmo ano, 1908, após vender mais de mil unidades de sua invenção, que surgiu de um “problema doméstico”. “ Melitta Bentz recebia queixas do marido em relação ao café feito com coador de pano. Ele dizia que, cada vez em tomava o café, ele tinha um sabor diferente”, conta Ricardo Andrade, Gerente de Marketing da Melitta no Brasil. E explica: “Isso acontecia porque o coador de pano envelhecia com a sua utilização e o tempo. Foi aí que a senhora Melitta criou um novo sistema de preparo de café, inventando o primeiro coador de papel do mundo. Ela patenteou o sistema, que passou a ser usado no mundo inteiro”. No Brasil, o filtro de papel chegou em 1968 e até hoje está presente nos lares brasileiros. “O mercado de filtros de papel no País tem mostrado estabilidade nos últimos anos. Esperamos manter esse crescimento em 2011 e nos anos seguintes, mantendo a liderança neste mercado”, diz Andrade.




A Divisão de Café da Melitta no Brasil é a maior da companhia, correspondendo a 65% de seu faturamento total. Enquanto o segmento de filtros de café representa 30%, e outros produtos, 5%. A multinacional alemã Melitta possui mais de 3,5 mil colaboradores em 60 países.

História - Em 1920, Horst Bentz, filho de Melitta, assume a gerência da companhia, iniciando o processo que transformaria o pequeno negócio familiar em uma grande empresa.  Nove anos depois, a fábrica é transferida de Dresden para Minden, no Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, onde hoje está localizada a matriz da empresa. Em 1968, a companhia alemã chega ao Brasil, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, promovendo uma verdadeira mudança nos hábitos, onde a cultura do coador de pano ainda era forte.

A Playmobil e o irresistível avanço dos bonequinhos de plástico uma invenão Made in Germany

As figurinhas articuladas e as miniaturas de veículos e edifícios garantem à empresa do sul da Alemanha um faturamento anual superior a meio bilhão de euros. Uma história de sucesso que começou mais de 30 anos atrás.

Um granulado branco que facilmente passaria despercebido é a matéria-prima da qual são feitos os sonhos infantis – sejam eles carros de bombeiro, naves espaciais, jogadores de futebol, castelos ou casas de boneca.

Enfileiradas em diversos galpões num lugarejo próximo a Nurembergue, no sul da Alemanha, estão inúmeras máquinas de moldagem por injeção, que produzem peças de plástico 24 horas por dia. Há pouca gente à vista; vez por outra ouve-se um chiado nas tubulações, quando o granulado deixa o depósito para alimentar as máquinas.

Nelas, a matéria plástica é tingida e fundida. "Aí ela vira uma massa, como de pão, que injetamos a alta pressão nas formas. A massa esfria, a forma se abre, a peça cai de dentro dela. E o processo recomeça", explica Robert Benker, gerente técnico da fabricante de brinquedos Playmobil, oficialmente Brandstätter & Co. A cada dia, as máquinas expelem cerca de 8 milhões de elementos.

A história dos bonequinhos de plástico começou há mais de 30 anos, quando o empresário alemão Horst Brandstätter colocou no mercado índios, operários e cavaleiros, pequenos e articulados. Hoje, existe um verdadeiro exército de figuras e veículos, além de diversos edifícios em miniatura.

"Playmobil é uma história de crescimento e sucesso irresistível, que no início ninguém imaginaria ser possível", orgulha-se Andrea Schauer, diretora executiva da fabricante de brinquedos cujo faturamento anual supera os 500 milhões de euros.

De fato: as embalagens azuis da Playmobil enchem prateleiras em mais de 70 países. O principal mercado de vendas é a Europa, diz Schauer à Deutsche Welle. Mas a empresa também faz bons negócios na América do Norte e tem perspectivas de expansão no Leste Europeu e na América do Sul. Para a diretora, uma coisa é certa: a empresa cresce. Prova disso são os investimentos planejados para este ano, totalizando 80 milhões de euros, a maior parte na Alemanha.

Hoje em dia as figuras de plástico são manufaturadas na Europa – na Alemanha, em Malta, na República Tcheca e na Espanha. Como tantos outros fabricantes de brinquedos, alguns anos atrás a Playmobil tentou voltar-se para a China, mas a produção acabou sendo relocada. "Constatamos que produzir com a mesma qualidade lá não sai assim tão mais barato. Se investirmos muito em processos tecnologizados, estamos bem melhor na Europa", analisa Schauer.

Mas uma produção eficiente não basta. Também a decisão sobre o que colocar no mercado exige muita expertise. Na época atual, a questão do design das peças não é mais tão simples como nos primeiros tempos, em que a cara dos bonecos eram "ponto, ponto, vírgula, travessão". As crianças mudaram, e com elas, as expectativas em relação aos brinquedos. Hoje os bonecos são mais flexíveis, suas formas mais realistas, e também os acessórios estão cada vez mais detalhados.

Um dos critérios para decidir quais peças devem ser reprojetadas e como elas deveriam ficar são as 250 cartas dos miniconsumidores que chegam à central da empresa, a cada mês. "As cartas de crianças que recebemos refletem de maneira bem direta os acontecimentos da atualidade", conta Bernhard Hane, chefe de desenvolvimento de produtos. "Posso apostar que agora, depois da catástrofe marítima na Itália, nos próximos meses as crianças vão escrever: 'Por que não tem nenhum navio grande de passageiros?'"

Antes de decidir se uma figura deve ser modificada ou mesmo criada, constrói-se um modelo de espuma, que é então digitalizado. Esse processo pode ser bastante complexo: o carro de bombeiros, por exemplo, é composto por 92 elementos.

Estes são primeiro esculpidos com uma impressora 3D. "Trata-se de uma impressora que reproduz o elemento em três dimensões, através da modelagem com líquidos, cera ou simples matéria plástica. Isso demora 24 horas", diz Hane. Esse é o melhor método para conferir se as peças construídas no computador realmente se encaixam.

Cerca de um ano transcorre até que sejam finalmente produzidas as formas de moldagem em que o granulado plástico será injetado. Nesse estágio, nada mais pode dar errado, pois cada forma custa entre 10 mil e 500 mil euros.

Geralmente é necessário mais um ano até ter-se manufaturado o suficiente para suprir os revendedores. Como a Playmobil tem que colocar suas novidades no mercado em grande quantidade e simultaneamente em diversas lojas, é preciso que disponha de um grande estoque. Assim acabam-se passando de dois a três anos para que uma ideia vire uma nova embalagem de Playmobil na loja de brinquedos.

A empresa não teme os imitadores, afirma Schauer. Pois: "Nós não vivemos de uma só figura, somos o mundo inteiro em miniatura". Somente em 2012, a firma pretende investir cerca de 23 bilhões de euros, sobretudo em novas formas, embora também sempre possa recorrer às formas existentes.

A empresa familiar guarda seu tesouro de formas no porão abaixo dos galpões de produção. Cerca de 20 metros abaixo da terra, protegidas da água e do fogo, estão armazenadas formas de moldagem a injeção com até 30 anos de idade, empilhadas em prateleiras. Somente o seu valor material é calculado em 250 milhões de euros. "Nossas formas são nosso capital, nosso porão é o nosso Forte Knox."
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