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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vulcões alemães estão apenas adormecidos

Subsolo tem magma ativo, que circula inclusive por outras regiões vulcânicas européias. Última erupção aconteceu há 10 mil anos, mas cientistas advertem que não se pode descartar a possibilidade de uma explosão repentina.
As crateras deixadas pelas erupções transformaram-se em lagos no Eifel
Toda vez que um vulcão explode em algum ponto da Terra, os alemães olham desconfiados para o maciço do Eifel, que se estende, ao sul de Colônia e ao norte do Rio Mosela, desde o Vale do Reno até as fronteiras com a Bélgica e Luxemburgo. Diante da recente catástrofe do vulcão Nyiragongo, na República Democrática do Congo, não foi diferente. E os vulcanologistas advertem: "O Eifel está apenas adormecido."

Na superfície verde de montanhas suaves e campos cultivados, não há na verdade nenhum indício de uma nova erupção. Mas, cientificamente, os especialistas não podem descartar uma catástrofe devastadora, similar à acontecida na África. O subsolo continua ativo, com magma em movimento.

O Eifel teve duas fases de atividade vulcânica, há 400 mil e 200 mil anos. As erupções mais recentes aconteceram há 13 mil e 10 mil anos, após as quais surgiram o lago de Maria Laach e o Ulmener Maar, nas crateras abertas pelas explosões. Como as fases anteriores duraram de 20 mil a 30 mil anos, os vulcanologistas consideram que "a atual fase" ainda não terminou.

Pesquisas científicas – Antigamente, muitos cientistas acreditavam haver uma gigante câmara de magma sob a paisagem da Alemanha e seus 350 vulcões adormecidos. Há tempos a tese é considerada superada. Mas as pesquisas identificaram existir, no subsolo do Eifel, rochas esponjosas, através das quais magma líqüido circula, interligado a outras zonas vulcânicas européias.

"Na região de Trier, os geofísicos comprovaram haver magma ativo a 70 quilômetros de profundidade, mas nem sempre em movimento vertical", afirma o cientista Peter Ippach, do Parque Vulcânico Eifel Leste. Segundo ele, medições acusaram que as rochas desta profundidade sob o Eifel chegam a 1300 graus de temperatura, contra 1100 das proximidades.

Sem anúncio prévio – O geofísico Rolf Schick lembra que, há 10 ou 20 anos, os pesquisadores de vulcões ainda partiam do princípio de que toda erupção era pré-anunciada por recados da natureza, como pequenos terremotos, vazamento de gases ou elevação do solo. "Desde então, houve cerca de 15 casos em todo o mundo, em que vulcões surgiram repentinamente do nada", comenta o professor emérito da Universidade de Stuttgart. Assim, uma erupção seria também teoricamente possível no Eifel.Embora considere extremamente improvável, Schick não exclui, fisicamente falando, a repetição nas próximas décadas da violenta erupção que deixou a cratera de 3,3 quilômetros quadrados, na qual existe hoje o lago de Maria Laach. "Naquela ocasião, não sobreviveu sequer uma minhoca no raio de 30 quilômetros", diz o geofísico.

Comparação com caso congolês – Os cientistas explicam a violência das velhas erupções no Eifel com o choque do magma ardente com a água, seja da superfície (rios e lagos) ou do subsolo (lençóis subterrâneos). Segundo o vulcanólogo Ippach, o vapor d'água liberado no momento do encontro provocava explosões. Estas abriram crateras, que ainda hoje podem ser vistas na paisagem do Eifel. Algumas se transformaram em lagos, onde os alemães se refrescam no verão.
Ippach chama a atenção que, no caso de uma erupção, o grande perigo no Eifel seria novamente a violência da explosão e não a lava que da cratera jorraria. "Ela escorreria muito lentamente", diz ele, referindo-se à catástrofe do Nyiragongo. A erupção do vulcão congolês foi pouco explosiva, mas, devido à sua composição química, a lava que dele saiu era extremamente fluída, atingindo até 60 km/h de velocidade morro abaixo, soterrando pessoas e povoados.

O especialista em vulcões Jörg Keller, de Freiburg, diz ainda existir na Alemanha cerca de 20 regiões vulcânicas. No entanto, somente as duas mais recentes – Eifel e junto à fronteira tcheca, nas proximidades da cidade de Eger – ainda possuem grande atividade no subsolo.

O  turismo tem um papel fundamental na região por vários motivos por sua beleza natural se quiserem ver acesse o site mas está em alemão.


http://www.eifel.info

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A Baviera é o maior estado alemão em superfície e sua população de 12 milhões de habitantes cultiva as tradições como em nenhuma outra parte da Alemanha.

Até 1950, predominava na Baviera a agricultura como principal ramo econômico. Ainda hoje, a região pré-alpina e outras partes do território bávaro dependem da agricultura e da silvicultura. Mas, a partir de meados do século passado, a região transformou-se num moderno estado industrial e de prestação de serviços.
O slogan "laptop e calça de couro" é usado pelos bávaros com prazer para designar o próprio estado, pois sugere uma harmonia entre tradição e tecnologia de ponta. De fato, a Baviera é hoje um dos maiores centros da alta tecnologia na Alemanha e na Europa.
O estado dispõe de competência excepcional em tecnologia da informação e comunicação, biotecnologia, tecnologia genética e técnica medicinal. Mais de 12% da população economicamente ativa está empregada no setor da alta tecnologia, um dos mais altos índices na comparação européia, com empresas-símbolo como BMW, EADS e Siemens.
Potência agrícola
No entanto, a Baviera permanece uma potência agrícola, com mais de 300 mil empregados no setor. O estado ainda é o maior fornecedor de bens alimentícios da Alemanha e mais da metade de seu território é aproveitado para a agricultura. Além disso, ainda é a população rural, e não a urbana, que exerce a maior influência política.
Nas zonas rurais, a tradicional estrutura social, desenvolvida com o passar do tempo, permanece frequentemente intacta em vilarejos e pequenas localidades e, mesmo que o interesse dos mais jovens diminua, trajes típicos e música folclórica continuam parte integrante do dia-a-dia. Além disso, em nenhum outro estado alemão é tão grande o apreço por dialetos, sendo os principais o bávaro, o francônio e o suábio.
Politicamente, a Baviera é um dos maiores redutos conservadores da Alemanha. Desde 1945, houve apenas um governador que não pertencia à União Social Cristã (CSU): o social-democrata Wilhelm Högner. Mas tal proeza não se repetiu mais desde 1954. Por isso, diz-se que a Baviera permaneceu uma monarquia – embora seu último rei tenha renunciado em 1918.

Natureza intacta é um grande atrativo
A Baviera deve sua grande atratividade turística à rica herança histórico-cultural, como também ao encanto de sua impressionante beleza natural. Os Alpes, com o pico mais alto da Alemanha (o Zugspitze, de 2.962 metros), a região pré-alpina com lagos maravilhosos como o Chiemsee e o Königssee, o Parque Nacional da Floresta Bávara (Bayerischer Wald), as florestas Fränkische Alb, Fichtelgebirge e Steigerwald, entre outros, oferecem ao turista atrações incomparáveis.
O estado é rico em extensos parques urbanos – como o de Schönbusch, em Aschaffenburg, o Hofgarten, em Ansbach, e o Jardim Inglês (Englischer Garten) em Munique – e em castelos e palácios suntuosos, ressaltando-se os do "rei dos contos de fada" Ludwig 2º: Lindenhof, Neuschwanstein e Herrenschiemsee.
O traje típico não é usado apenas por ocasião de grandes festividades populares, como na anual festa da cerveja, a Oktoberfest, em Munique. A cerveja bávara (preparada segundo o preceito de pureza de 1516) é mundialmente conhecida; o lúpulo para seu fabrico é cultivado no próprio estado. Mas também os vinhos da Francônia são apreciados por conhecedores.
A capital Munique é um centro significativo da ciência e da pesquisa, em decorrência sobretudo das renomadas universidades e de outros estabelecimentos de ensino superior, da Biblioteca Estatal Bávara – uma das maiores da Europa, com mais de 6 milhões de volumes –, do Instituto Max Planck de Física do Plasma, do reator de pesquisas e de outras instituições. Munique possui no Deutsches Museum a maior coleção mundial da história das ciências naturais e da técnica, além de numerosas edificações históricas e museus de arte.
Outras grandes cidades bávaras são: Nurembergue, Augsburg, Würzburg, Regensburg, Ingolstadt, Fürth e Erlangen.

Os rios desempenham um papel fundamental na Alemanha, não só na economia, como também na própria história do país.

"Germânia" foi a denominação que os romanos deram ao território situado entre os rios Reno, Elba e Danúbio, povoado ao norte pelas tribos saxônicas e frísias, ao oeste pelos francos, ao centro pelos turíngios e ao sul pelos suábios, alemães e bávaros.
Os principais rios alemães concentram-se no oeste do país, enquanto o nordeste caracteriza-se por ser uma região de lagos, de grande importância turística. A ação dos fenômenos glaciais sobre a planície setentrional determinou a formação de numerosos lagos, como o Müritz, os de Mecklemburgo e o Schwerin, e de pequenos cursos fluviais.
O maior rio da Alemanha é o Reno, com seus grandes afluentes Meno, Mosela, Neckar e Ruhr. Outras vias fluviais importantes são Elba, Danúbio, Spree, Weser, Oder e Neisse. Todos são regulares e constituem importantes vias de transporte. Em torno do Reno e de seus afluentes, desenvolveram-se grandes centros urbanos, núcleos industriais, zonas agrícolas, vinícolas e minas. O Elba, o Weser, o Ems e o Reno desaguam no Mar do Norte.

Cursos marcam fronteiras

À exceção do Danúbio, que flui de oeste para leste até desembocar no Mar Negro, os demais grandes rios da Alemanha correm de sul para norte. O Elba, procedente da Boêmia, na República Tcheca, liga as cidades de Dresden, Magdeburg e Hamburgo.
O Weser tem origem na confluência dos rios Werra e Fulda na Baixa Saxônia, e o Ems, na Floresta de Teutoburgo. Ambos apresentam coloração escura, decorrente das turfeiras em suas cabeceiras, e correm lentamente até as desembocaduras. O canal de Mittelland, na Baixa Saxônia, constitui a principal artéria fluvial da região, sulcada por muitos canais que formam uma rede de comunicação entre o Ems, o Weser, o Aller, o Elba e o Oder.
O rio Reno nasce no maciço de São Gotardo, nos Alpes suíços, e atravessa o Lago de Constança, no sul do país. Seu curso marca a fronteira da Alemanha com a Suíça e com a França. Em território alemão, o Reno passa por Speyer, Mannheim, Mainz, Bonn, Colônia e Düsseldorf, desembocando no litoral holandês do Mar do Norte.
Um amplo sistema de canais permite o acesso a partir do Reno a outros grandes cursos fluviais, como o Elba, o Danúbio, o Ródano e o Marne. O Oder determina a fronteira com a Polônia, onde ele desemboca no Mar Báltico. Seu principal afluente em território alemão é o Neisse.
O Danúbio, que se origina da confluência de dois pequenos rios procedentes da Floresta Negra, o Brigach e o Breg, percorre os planaltos subalpinos de oeste para leste, passando pela Alemanha, Áustria, Hungria e Romênia.
Sua importância comercial, entretanto, é inferior à do Reno. Ao longo de seu curso alemão, recebe as águas do Altmühl e do Naab, pela vertente setentrional, e as do Iller (em Ulm, a partir de onde o Danúbio se torna navegável), do Lech, do Isar e do Inn pelo lado sul, a partir das vertentes alpinas.

O transporte fluvial

A navegação fluvial concentra-se sobretudo no rio Reno e seus afluentes, todos com excelente infra-estrutura. A densa malha de rios e canais navegáveis perfaz 7,5 mil quilômetros e é um importante eixo de trânsito nas direções leste-oeste e norte-sul, tanto para o transporte de passageiros como de cargas. Em 2006, o movimento de cargas pelas hidrovias chegou a 134,8 milhões de toneladas. Cerca de 60% de todo o transporte fluvial na Alemanha acontece no trecho de 700 quilômetros entre Basiléia, no sul, e a fronteira com a Holanda, no oeste.
O Lago de Constança (Bodensee) é o maior da Alemanha, com 305 quilômetros quadrados. Na Baviera, dois lagos de grande importância turística são o Chiemsee e o Starnberger See, o preferido da imperatriz Sissi.
Principais rios da Alemanha:
  • Reno – 865 km
  • Elba – 700 km
  • Danúbio – 647 km (trecho dentro da Alemanha)
  • Meno – 524 km
  • Weser – 440 km
  • Spree – 382 km
  • Mosela – 242 km
Maiores canais navegáveis:
  • Mittellandkanal – 388 km
  • Dortmund-Ems-Kanal – 223 km
  • Main-Donau-Kanal (Meno-Danúbio) – 171 km
  • Nord-Ostsee-Kanal – 99 km

O relevo alemão divide-se basicamente em amplas planícies no norte e montanhas do centro ao sul do país. O Zugspitze é o ponto mais alto, com 2.962 metros acima do nível do mar, na fronteira alpina com a Áustria.

A Alemanha possui paisagens variadas: de praias a picos nevados o ano inteiro. Difícil é encontrar alguma extensão de terra não explorada economicamente, seja com agricultura, silvicultura, pecuária ou turismo. Campos, litoral e ilhas no norte
Planícies e colinas marcam o norte. Raros locais ultrapassam os 200 metros de altitude. A vegetação de campo predomina, mas há também pântanos e charnecas.

No litoral, a terra recorta-se em diferentes paisagens. A costa noroeste, no Mar do Norte, caracteriza-se pelo típico mar de baixios (Wattenmeer). Na maré baixa, a água recua quilômetros e pode-se ir a pé pela lama do fundo marinho às ilhas das Frísias Oriental e do Norte. A sedimentação vem trazida pelos rios Elba, Weser e Ems, entre outros, que desembocam nesta parte do litoral, e fica retida entre a costa e as ilhas.
A principal delas é Sylt, já na fronteira com a Dinamarca. Mas se a natureza separou o continente deste pedaço de terra com o Wattenmeer, o homem uniu-os através de um dique, sobre o qual percorre uma linha ferroviária.
Em alto-mar, a 70 quilômetros do litoral, encontra-se Helgoland, um pedaço de arenito com falésias vermelhas. A maior ilha alemã fica no Mar Báltico. Rügen tem 930 quilômetros quadrados e suas encostas têm coloração branca, de calcário. Sylt e Rügen são importantes balneários no alto verão europeu.
O litoral nordeste no Mar Báltico divide-se entre fiordes em Schleswig-Holstein e praias em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Este estado apresenta ainda lagos em sua plana paisagem interiorana.

Maciço central

Da região industrial do Ruhr, de Hannover, Leipzig e Dresden para o sul, o relevo alemão torna-se montanhoso. Serras e planaltos, cortados por inúmeros rios e recôncavos, dominam até as fronteiras com Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Áustria e República Tcheca.
O maciço Mittelgebirge estende-se de leste a oeste pelo centro da Alemanha. Conforme a região e seus altos e baixos, estas montanhas centrais foram batizadas com diferentes nomes.
A serra do Eifel (altitude máxima: 700 metros) vai das fronteiras com a Bélgica e Luxemburgo ao Vale do Reno, estendendo-se do sul de Colônia até o Vale do Mosela. A região possui atividade vulcânica em seu subsolo e lagos em crateras abertas através de antigas erupções. Regularmente há tremores de terra – de pequena intensidade – nesta parte do país, que se fazem sentir muitas vezes em Colônia e Aachen, por exemplo.
Ao sul do rio Mosela, o maciço central prossegue com o Hunsrück (altitude máxima: 818 metros). Tanto no Eifel quanto no Hunsrück, predomina o subsolo de ardósia, à mostra nas encostas. As colinas são fartamente cultivadas.
Atravessando-se o Reno, tem-se entre Colônia e Kassel a Hochsauerland (Rothaargebirge), com seu pico máximo de 849 metros de altitude.
A noroeste de Frankfurt fica o Taunus (altitude máxima: 879 metros) e a nordeste da metrópole financeira, o Rhön, cujo Wasserkuppe atinge 950 metros de altitude. Devido à formação de correntes térmicas de ar, o local tornou-se o ninho do vôo a vela (planadores).
O relevo sobe ainda mais na direção leste com a Floresta da Turíngia (982m). Ao norte, a serra do Harz desponta com o ponto mais alto da metade setentrional da Alemanha, 1.141 metros acima do nível do mar.

Já a serra Erzgebirge faz a fronteira da Saxônia com o noroeste da República Tcheca, e seu pico Fichtelberg chega a 1.215 metros de altitude. O país vizinho é separado da Alemanha pelas montanhas da Oberpfälzer Wald e da Floresta da Baviera (Bayerischer Wald), cujo ponto máximo sobe a 1.456 metros.

Variação no sulMais alto ainda é o cume da Floresta Negra. A serra que acompanha à direita a planície do Vale do Reno no sudoeste alemão tem nos 1.493 metros do Feldberg seu ponto mais elevado. Com numerosos bosques e campos, a Floresta Negra é um dos principais destinos turísticos do país.
Nela nasce na direção leste o rio Danúbio, que, após descer, divide o relevo em duas áreas. À sua margem norte, estão os terraços suábio e francônio do Alb (Schwäbische Alb e Fränkische Alb), cortado por fundos desfiladeiros. Ao sul do Danúbio, abre-se uma imensa paisagem de colinas e planícies. Distante do mar, a região foi abençoada pela natureza com grandes lagos, como o de Constança (Bodensee) e o Chiemsee.

Logo em seguida erguem-se os Alpes, separando a Alemanha da Áustria. A cordilheira abriga os dois pontos culminantes alemães. A 2.962 metros acima do nível do mar e próximo da cidade de Garmisch-Partenkirchen, o Zugspitze oferece uma vasta vista para o território alemão na direção norte e um esplendoroso panorama para os picos permanentemente nevados dos Alpes, alguns deles com mais de 4 mil metros de altitude. No próprio Zugspitze há uma pequena geleira resistente ao sol do verão. Já o Watzmann, a 2.713 metros de altitude, fica na região de Berchtesgaden.
À sombra dos Alpes no inverno, é nesta reentrância do território alemão para dentro do austríaco que costumam ser registradas as mais baixas temperaturas do país. A região alemã mais quente é o Alto Reno, no sudoeste, entre Freiburg e Lörrach, junto às fronteiras com a França e a Suíça.