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quinta-feira, 9 de maio de 2013

A chave do êxito singular da Alemanha

Para os cinco milhões de jovens europeus desempregados, a Alemanha, onde a taxa de desemprego jovem é a mais baixa da Europa, parece uma terra prometida. Mas se o sistema dual de formação que está na base deste êxito se perfila como modelo para os países atingidos pela crise, o certo é que não é facilmente exportável.


Mais de 5,5 milhões de jovens europeus estão sem emprego. Nos países em crise do sul da Europa, uma geração está a crescer com poucas perspetivas: um em cada dois espanhóis e gregos com menos de 25 anos está desempregado, e um em cada três em Itália e Portugal.

Para eles, a Alemanha deve parecer uma ilha de bem-aventurados: o desemprego jovem fica abaixo dos 8%. Em nenhum dos restantes membros da União Europeia é tão baixo. Apenas a Áustria se lhe aproxima (8,9%).

“Como conseguem uma coisa dessas”, perguntam os nossos vizinhos europeus – e há mesmo quem se desloque à Alemanha para investigar o fenómeno. O que descobrem é o nosso sistema de formação profissional dual: estudar na escola (teoria) e fazer estágios (prática), em simultâneo e não de forma consecutiva. Para a maioria dos europeus, isso é uma novidade: estudo e trabalho, em vez de estudo e depois trabalho.

A Comissão Europeia elogiou o modelo alemão como forma de “assegurar a ausência de desemprego dos jovens e de falta de mão de obra qualificada”. Até o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou o modelo alemão, no seu discurso de 2013 sobre o Estado da União: “Hoje, países como a Alemanha apostam na formação dos seus alunos do ensino médio com o equivalente a um grau técnico de um dos nossos institutos comunitários, como forma de os preparar para exercer uma profissão.”

As opiniões demoram a mudar

Durante muito tempo, outros países criticaram esta abordagem alemã – a própria OCDE censurava-nos por termos muito poucos licenciados. Para muitos especialistas estrangeiros em Educação, os estudos universitários – licenciaturas, mestrados, doutorados – são a medida de todas as coisas. O Meister alemão (diploma técnico-profissional) é considerado um exotismo.

A formação prática é considerada vários furos abaixo da formação académica. Pôr a par um diploma de formação técnica com os estudos do secundário, ou considerar a certificação de meister em pé de igualdade com o mestrado universitário, é inconcebível para muitos europeus. Mas, lentamente, começa a correr mundo que a capacidade de inovação da indústria alemã – e o seu êxito, medido pelo sucesso dos seus produtos em todo o mundo – pode ter a ver com a sólida formação que os trabalhadores alemães recebem.

Mesmo dentro da Alemanha, há críticos ao sistema dual. Foi defendido que se trata de uma formação demasiado especializada, demasiado adaptada às necessidades específicas de determinados setores, e que o número de especialidades (mais de 300) por que os jovens podem optar demasiado vasta. Também foram levantadas dúvidas sobre se as qualificações do sistema dual conseguem acompanhar a evolução económica, na era da Internet..

Êxito de exportação

O sistema sofreu forte pressão há cerca de uma década, quando houve uma vaga de desemprego em massa na Alemanha e dezenas de milhares de jovens não conceguiam aceder a estágios de formação. Em 2004, o Governo da coligação encarnada e verde (social-democratas e verdes) chegou a fomentar quotas de formação, para forçar a economia a criar mais estágios.

Mas, em junho de 2004, o Governo alemão juntou-se aos empresários e associações patronais, com vista a criar o Pacto nacional de Formação Profissional e Educativa, que ajudou a inverter a situação: hoje, a oferta é maior do que a procura.

A crise económica mundial transformou o modelo alemão num êxito de exportação. A Alemanha assinou um acordo de cooperação em formação com seis países da UE, e as empresas alemãs estão a desempenhar um papel pioneiro na formação de funcionários nas suas filiais no estrangeiro, segundo o modelo alemão.

As expectativas são elevadas – mesmo para os alemães. A Alemanha não quer apenas exportar um sistema com provas dadas; espera também que os europeus dinâmicos e motivados do sul ocupem todas as vagas de estágio que não estão atualmente preenchidas – e que, quando obtiverem a desejada qualificação, não voltem para os seus países de origem,

antes fiquem na Alemanha, a preencher a crescente escassez de trabalhadores qualificados.

Os céticos não perdem tempo a apontar problemas, como a barreira linguística, e duvidam que os imigrantes consigam desempenhar um papel determinante na recuperação da escassez de estagiários na Alemanha.

De facto, o momento pode não ser o ideal, pois o sistema alemão é fortemente dependente da economia. Não são os especialistas em educação mas o mercado quem, em última análise, determina o número de estágios disponíveis. São as empresas que decidem quantas vagas para determinadas qualificações vão necessitar no futuro; e é essa a base para se estabelecer o número de estágios que vão abrir.

Assim, a grande vantagem da abordagem de formação profissional alemã é também o seu maior inconveniente. O sistema depende da economia – e, em momentos piores, como o da crise que os países europeus estão a viver, a procura de estagiários é menor.

Sinal de desespero

O facto de os europeus do sul procurarem uma resposta no sistema dual alemão revela a que ponto estão desesperados. Falta-lhes empresas dispostas a criar vagas de estágio e “mestres” pacientes, dispostos a passarem conhecimentos aos “seus” estagiários, bem como as instituições e a forte cooperação necessária entre empresários, políticos, sindicatos e outros intervenientes, para implementar aquele sistema com bons resultados.

Mesmo na Alemanha, onde esta colaboração está já instalada, o sistema ainda não é isento de contratempos, como o conflito relativo ao Pacto de Formação e a resistência dos sindicatos.

Assim, a adoção pelos europeus do sul do sistema alemão afigura-se muito ambiciosa. Mas é melhor apontar para uma reforma estrutural corajosa do que optar pela solução mais fácil, que é dar aos jovens desempregados formação profissional sem sentido, só para os manter ocupados – e sem protestarem. Isso merece o nosso apoio. Do mesmo modo que os jovens europeus do sul que saem dos seus países e vêm para a Alemanha em busca de emprego ou de formação profissional. Devemos recebê-los de braços abertos.

Traduzido por Gail Mangold-Vine/Worldcrunch

Alemanha reduz previsão de arrecadação para 2013 e 2014

Berlim - O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse nesta quarta-feira que o país deve atingir um orçamento estruturalmente equilibrado em 2014, mesmo tendo de rever a projeção para a arrecadação tributária para este ano e o próximo.

Segundo a nova estimativa preparada por especialistas de importantes institutos de pesquisa, o banco central e o Ministério de Finanças, a arrecadação federal, estadual e local deve totalizar 615,2 bilhões de euros em 2013, abaixo do nível de 618 bilhões de euros previsto em novembro do ano passado.

Para 2014, a estimativa foi reduzida para 638,5 bilhões de euros, de 642,3 bilhões de euros.

Ao comentar os novos números, Schäuble disse que as estimativas não deixam espaço para manobras na elevação de impostos, embora tenha descrito a situação das finanças públicas como "sólida".

Ele também comentou sobre a crise na Europa, dizendo que a Alemanha não está liderando uma "política de austeridade", mas sim de crescimento sustentável. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Amizade Brasil-Vietnã inicia os trabalhos


Ficou aprovado um plano de trabalho para desenvolver as relações de amizade entre os dois países e seus respectivos povos. No plano da divulgação, a Abraviet deverá estruturar um site que concentre uma série de conteúdos de informação sobre ambos os países, sua localização geográfica, características econômicas, sociais e políticas, cultura e seus povos, histórias e noticias de atualidades.

Com relação ao esforço de cooperação econômica, a Abraviet trabalhará no sentido de ativar a Câmara de Comércio Brasil-Vietnã (que foi criada em 2007, na cidade do Rio de Janeiro), com suas características próprias, para aproximar entidades e empresários interessados em desenvolver contatos comerciais e econômicos. Trocas comerciais são de interesse de ambos os países, como no caso do café, da madeira, do caju, da pesca, do petróleo, da tecnologia de desenvolvimento agrícola etc. O contato com a Embrapa, nesta área seria de extrema importância.

Um campo de interesse estratégico para o Brasil é a área de Defesa Nacional. As forças armadas brasileiras têm interesse em troca de informações a respeito de luta na selva – que os vietnamitas detêm conhecimento acumulado através de vários séculos de luta contra o colonialismo e o imperialismo. O Brasil tem uma das maiores florestas nativas do mundo, o que faz com que seja cobiçada por grandes potências. 

Cultura

Na esfera cultural, a Abraviet organizará exposições e seminários que mostrem o que há de mais interessante e representativo na produção cultural do Vietnã aqui no Brasil, e — ao mesmo tempo — procurará preparar exposições e visitas de delegações culturais ao país irmão vietnamita, com aquele mesmo objetivo. Nesta tarefa a Abraviet contará com a ajuda e contribuição da Associação homônima vietnamita de Amizade com o Brasil, sediada em Hanói, capital do Vietnã.

Ainda neste campo, a Abraviet entrará em contato com a Universidade de Brasília, entre outras no país, para a elaboração de cursos de língua vietnamita, que na verdade é uma “chave” importante para o desenvolvimento de relações com o país amigo. 

A Associação brasileira, neste sentido, já está colaborando para a edição do primeiro dicionário Português-Vietnamita, que está sendo preparado na Universidade de Hanói. O esporte também deverá merecer toda atenção da Abraviet, aproximando a Federação de Futebol Vietnamita e o Ministério do Esporte do Brasil, para troca de informações e de cooperação mútua.

Na área do cinema, existe a possibilidade de serem exibidos filmes vietnamitas no Brasil e brasileiros no Vietnã, com a colaboração da Ancine, a Agência de Cinema do Brasil.

Esfera política

Ficou estabelecido, também, que a Abraviet estabelecerá contatos com associações políticas, culturais e sociais que tenham objetivos semelhantes, como a Grupo Parlamentar de Amizade e cooperação com o Vietnã, entre outras. Será de interesse da Abraviet organizar seções regionais em estados da Federação brasileira, procurando polarizar os trabalhos de cooperação onde haja uma demanda maior. Destacou-se, durante a reunião, a possibilidade de se organizar junto ao Ministério do Turismo e a Embratur, uma série de acordos que facilitem as relações turísticas entre os dois países.

Por fim, os participantes do encontro firmaram a importância de um plano anual de troca de delegações entre o Brasil e o Vietnã, que será estabelecido por ambas as Associações — a Abraviet e sua homônima vietnamita — com o objetivo de estreitar as relações de amizade e cooperação. A Associação deverá colaborar para a montagem destas comitivas de visitas ao país do sudeste asiático. 

Neste sentido, a Abraviet procurará sempre trocar informações e estabelecer a colaboração com a Embaixada do Vietnã em Brasília, assim como com os escritórios regionais para organizar em conjunto as atividades da Associação. Já existe uma demanda concreta no mês de junho próximo, quando se realizará sob os auspícios da embaixada vietnamita em Brasília, uma reunião do grupo de países da Ásia e Oceania, para a qual a Abraviet deverá contribuir.

De Brasília, Pedro Oliveira


                          

De um país que estava em guerra tirou idéia e lição para o negócio e expansão de um estrangeiro de origem Vietnamita.


                         



Empreendedor estrangeiros se rende aos atrativos brasileiros

O empreendedor sueco Johan Jonsson: casamento com uma brasileira facilitou as coisas


Boa performance do país durante a crise e aumento da massa consumidora atraem empresários de fora.

Com uma performance relativamente melhor que a de muitos países durante a crise financeira internacional, o Brasil entrou no radar dos empreendedores estrangeiros.

Embora não haja um mapeamento oficial do número de empresas abertas, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que no primeiro semestre de 2012 os estrangeiros pessoa física aplicaram R$ 107,80 milhões no Brasil, uma alta de 32% sobre os R$ 81,79 milhões registrados no mesmo período de 2011.

De acordo com o professor de Empreendedorismo do Ibemec, Eduardo Bonomo, o que atrai esses empreendedores é a situação em que o Brasil se encontra em relação a outros países. "É um local atraente, uma economia que está aquecida, trabalhou com pleno emprego um bom período durante a crise. Enfim, é uma conjuntura favorável para a abertura de empreendimento", comenta.

Um dos casos de estrangeiros que vieram ao país no recente boom é o do sueco Svante Westerberg. Em 2004, ele abriu uma consultoria, depois tornou-se sócio da Braspag - empresa comprada pela Cielo - e então fundou a MaxiPago, que oferece soluções de pagamento com padrões de processamento global.

Westerberg conta que a maioria das pessoas subestima a dificuldade de fazer negócios no Brasil. Ainda assim, a demanda e oportunidades oferecidas pelo país o tornam atrativo. O sueco estabeleceu uma meta agressiva de ter 30% do mercado de soluções de pagamento para e-commerce até o final de 2013.

Outro sueco que veio se aventurar nos trópicos foi Johan Jonsson, fundador do Agente Imóvel, portal que disponibiliza informações sobre o mercado imobiliário, além de busca para compra e aluguel de imóveis.

Após tirar um ano sabático, Jonsson terminou sua viagem no Brasil. E decidiu voltar para morar no país. Quando se mudou, passou o primeiro ano estudando português e o mercado financeiro local.

Com experiência em internet e corretoras, o sueco percebeu que as informações sobre imóveis para aluguel estavam disponíveis apenas em jornais; além disso, não havia fontes para comparação de preços.

Em 2008, ele montou o portal Agente Imóvel ao estilo "Vale do Silício": em sua própria casa. Hoje, a empresa tem 14 funcionários e está perto de bater um milhão de usuários por mês. Mas não foi tão fácil.

"A demora para abrir conta bancária, uma empresa, dificulta. E sendo estrangeiro, o tempo dobra. Para mim foi mais fácil porque casei com uma brasileira", lembra. "Mas quando estava esperando a identidade brasileira, o sobrenome do meu pai estava errado. Demorou um ano e meio para refazer o documento e sem isso não se podia abrir a empresa".

De acordo com Paulo Melchor, consultor do Sebrae-SP, há duas formas do empreendedor estrangeiro entrar no Brasil.

A primeira é abrir uma filial, após obter autorização do governo, e a segunda é obter um visto permanente e abrir uma empresa brasileira - ou seja, que tenha sede no Brasil e seja constituída sob a legislação nacional. Melchor também cita a concessão de vistos permanentes para estrangeiros que venham trabalhar em cargos de chefia.

O francês Jean-Luc Senac se enquadra nesse caso. Há nove anos, quando estava empregado por uma empresa francesa no país, Senac decidiu tornar-se seu próprio chefe.

"Quando cheguei na idade dos 30, pensei o que eu queria fazer da vida. Eu já tinha vontade de montar uma empresa, encontrei aqui uma oportunidade".

Segundo ele, o único obstáculo a mais que os estrangeiros têm para abrir uma empresa no Brasil é conseguir o visto. Como já possuía os documentos, não teve tantos problemas. Assim, abriu a Saúde Service no final de 2003.

Com um crescimento médio de 63% ao ano, é focada em meios de pagamentos no setor de saúde. A experiência deu tão certo, que ele decidiu fundar a Evolucard, que vincula cartão de crédito ao celular.

Como Senac, diversos estrangeiros vêm ao Brasil. De acordo com dados do MTE, entre janeiro e junho de 2012, foram concedidas 32.913 autorizações de trabalho a estrangeiros, a maioria dos Estados Unidos e para a região Sudeste.

Porém, ainda faltam incentivos, fato que é notado por todos os entrevistados. Como resume Westerberg, "o Brasil está indo muito bem, apesar de si mesmo. Imagine se houvesse políticas que estimulem o investimento. O Brasil passaria a China".


O Brasil a estabilidade e oportunidades / The Brazil stability and opportunities


         


A combinação de estabilidade econômica e institucional, crescimento sustentável, mercado doméstico em expansão, políticas sociais inovadoras e distribuição de renda criam uma nova imagem do Brasil diante do cenário internacional. Todas essas mudanças, aliadas a um sistema financeiro com forte regulação, tornaram o País mais resistente para enfrentar crises econômicas globais.

Com um território de 8,5 milhões de km² e população de mais de 190 milhões, o Brasil é a sétima  economia do mundo. Os fundamentos do seu sistema financeiro são a inflação controlada e o crescimento em torno de 4,5% nos últimos cinco anos.
Exportações
Além de ter um mercado doméstico crescente, o Brasil é uma importante plataforma de exportações. O volume de exportações cresceu de US$ 58,2 bilhões em 2001 para US$ 201,9 bilhões em 2010.

Os resultados positivos da balança comercial e o fluxo de investimentos em produção fizeram as reservas internacionais excederem o valor de US$ 330 bilhões até a metade de 2011.
Outra grande vantagem competitiva é a produção energética diversificada e segura. Fontes renováveis garantem cerca de 45% da matriz nacional – um recorde mundial. A eletricidade é gerada quase que inteiramente por meio de hidrelétricas e outras fontes limpas como biomassa e eólica.

O Brasil também é o maior exportador de etanol do mundo, um biocombustível produzido no País desde 1974 a partir da cana-de-açúcar.  Em contraste com outros tipos de etanol, o produto brasileiro não afeta a produção de alimentos nem compromete reservas ambientais, já que sua produção ocupa menos de 1,4% da área agriculturável do território nacional.
Reservas de Petróleo

Líder em tecnologia de prospecção e produção de petróleo e gás em águas profundas, o ano de 2008 foi marcado pela descoberta de imensas reservas a cerca de 7 mil metros da superfície do mar.
Conhecida como “Pré-sal”, essa área gera oportunidades de investimentos para companhias de petróleo interessadas em um dos maiores depósitos de gás e óleo do mundo.  O objetivo é aumentar a produção diária de petróleo e gás, no Brasil e no exterior, de 2,6 milhões barris para 3,9 milhões por dia em 2014. A idéia é chegar em 2020 com uma produção diária de 5,4 milhões de barris.

Aliado a isso, o País é pioneiro no desenvolvimento de tecnologia flex fuel. Criada em 2003, a tecnologia permite que automóveis possam usar tanto gasolina quanto etanol, em qualquer proporção. Atualmente, montadoras multinacionais produzem cerca de 100 modelos diferentes de carros com a inovação.
Mercado de aviação

Reconhecida pela sua capacidade tecnológica e criativa, a indústria aeroespacial brasileira é a maior do hemisfério Sul e compete em diversos segmentos do mercado global.
A Embraer, produtora de aviões, é líder regional na produção de jatos comerciais de até 120 assentos. Com mais de 17 mil empregados, a companhia atingiu um faturamento de US$ 16,6 bilhões em março de 2011, quando 246 aviões foram entregues.
A indústria aeroespacial brasileira também produz equipamento militar, jatos executivos e satélites, além de equipamentos de monitoramento.


The combination of institutional and economic stability, sustainable growth, expanding domestic market, innovative social policies and income distribution creates a new image of Brazil on the international scene. All these changes, together with a financial system with strong regulation, made the country more resilient to global economic crises.

With a territory of 8.5 million km ² and a population of over 190 million, Brazil is the seventh largest economy in the world. The foundations of the financial system are controlled inflation and growth around 4.5% over the past five years.
Exports
Besides having a growing domestic market, Brazil is an important platform for exports. The volume of exports grew from $ 58.2 billion in 2001 to $ 201.9 billion in 2010.





The positive balance of trade and investment flows in production made international reserves exceed the value of $ 330 billion by mid 2011.
Another major competitive advantage is diversified and secure energy production. Renewable sources account for around 45% of the national matrix - a world record. Electricity is generated almost entirely by hydropower and other clean energy sources such as biomass and wind.

Brazil is also the largest exporter of ethanol in the world, a biofuel produced in the country since 1974 from cane sugar. In contrast to other types of ethanol, the Brazilian product does not affect the production of food or compromise environmental reserves, since its production occupies less than 1.4% of the agricultural area of ​​the country.
Oil reserves

Technology leader in exploration and production of oil and gas in deep waters, the year 2008 was marked by the discovery of vast reserves of about 7000 meters from the sea surface.
Known as "pre-salt", this area generates investment opportunities for oil companies interested in one of the largest oil and gas deposits in the world. The goal is to increase the daily production of oil and gas in Brazil and abroad, 2.6 million to 3.9 million barrels per day in 2014. The idea is to come in 2020 with a daily production of 5.4 million barrels.

Allied to this, the country is a pioneer in the development of flex fuel technology. Founded in 2003, the technology allows cars to use both gasoline and ethanol in any proportion. Currently, multinational automakers produce about 100 different models of cars with innovation.
Aviation market

Recognized for its technological and creative, the Brazilian aerospace industry is the largest in the southern hemisphere and compete in various segments of the global market.
Embraer aircraft manufacturer, is a regional leader in the production of commercial jets up to 120 seats. With over 17,000 employees, the company achieved a turnover of $ 16.6 billion in March 2011, when 246 aircraft were delivered.
The Brazilian aerospace industry also produces military equipment, jets and satellites, and monitoring equipment.


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http://www.brasil.gov.br/para/press/reference-texts/brazil-stability-and-great-oportunities

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MUNDO Primeiro de Maio é marcado por protestos na Europa


Dezenas de milhares vão às ruas de vários países em manifestações contra políticas adotadas na União Europeia diante da crise. No Vaticano, Papa cita desempregados do continente e critica falta de "justiça social".
O 1º de Maio foi marcado por protestos na Europa, grande parte por insatisfação em relação às medidas adotas para enfrentar a crise no continente. Houve manifestações em Portugal, Espanha, França, Alemanha e Grécia – neste último país combinada com uma greve geral.
A greve geral, programada para durar 24 horas, é a segunda deste ano na Grécia, onde o feriado do Dia do Trabalho foi transferido para a próxima semana por coincidir com a Páscoa ortodoxa. Nesta quarta-feira, hospitais operaram apenas com funcionários de emergência, o transporte público foi severamente afetado e órgãos oficiais permaneceram fechados. Os dois maiores sindicatos do país são contra as medidas de arrocho adotada pelo governo, em especial a que prevê o corte de mais de 15 mil empregos no setor público até o fim de 2014.
Na Espanha, sindicatos convocaram protestos em mais de 80 cidades. Na França, além das manifestações das uniões trabalhistas, o bloco de extrema direita Frente Nacional, de Marine Le Pen, realizou uma marcha no centro de Paris. "O país está afundando em uma política de austeridade sem fim", disse Le Pen durante o protesto.
Protesto também em Bangladesh
Na Alemanha, estima-se que centenas de milhares de pessoas tenham ido às ruas de várias cidades nesta quarta-feira em protestos convocados por sindicatos.
"O grande número de participantes envia um sinal claro neste ano eleitoral: este continente não pode ser destruído pela austeridade. Quem quer salvar a Europa deve começar do zero economicamente e estabilizar o Estado social", disse em Berlim Michael Sommer, presidente da Federação de Sindicatos Alemães (DGB).
A crise econômica foi assunto também da mensagem de 1º de Maio do Papa Francisco. "Eu penso nas dificuldades que, em vários países, afetam hoje o mundo do trabalho e dos negócios", disse o Pontífice aos fiéis na Praça de São Pedro. "Penso em quantas pessoas, e não apenas jovens, estão desempregadas, muitas vezes devido a uma concepção puramente econômica de sociedade, que busca o lucro individual à margem dos parâmetros de justiça social."

As manifestações de 1º de Maio aconteceram em geral de forma pacífica na Europa. A exceção foi em Istambul, onde um protesto terminou em confronto entre manifestantes e policiais. Dezenas de pessoas ficaram feridas e mais de 70 foram detidas.
Também houve manifestações na Ásia. Em Bangladesh, milhares de trabalhadores saíram às ruas para voltar a exigir pena de morte para os proprietários das fábricas de confecção do prédio que ruiu, há uma semana, causando mais de 400 mortes.
RPR/ afp/ ap/ rtr

DW.DE



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Banco Nacional espera recuperação rápida da economia


Segundo a nota mensal de fevereiro do Banco Nacional (Bundesbank), a economia alemã crescerá no primeiro trimestre de 2013 graças a forte demanda que está por vir.

A economia alemã recuou no último trimestre de 2012 por causa do aprofundamento da recessão na zona do euro e da lenta economia mundial. O produto interno bruto caiu para 0,6 por cento em 2012 comparado ao trimestre anterior. Entretanto, o governo espera um crescimento para este ano de 0,4 por cento para 0,7 por cento em relação ao ano anterior.

Esta dinámica de crescimento virá por meio da indústria, que fará um contra-movimento em resposta aos ajustes de produção significativas no final do ano de 2012.

ECONOMIA: Superávit milionário para vários estados da Alemanha

ECONOMIA: Superávit milionário para vários estados da Alemanha


Os estados alemães avançam para a consolidação fiscal. No ano passado, sete dos dezesseis estados contabilizaram um balanço positivo. Assim, desprende-se dos dados da evolução orçamentária de cada região em 2012, publicados pelo Ministério de Finanças.

De acordo com esses dados, no total, os estados gastaram apenas 5.600 milhões a mais do que receberam. Com isso, a lacuna orçamentária foi reduzida em 3.700 milhões de euros, em comparação com 2011. Os planos orçamentários previam um déficit de 14.800 milhões de euros.

A Baviera registrou o maior superávit de todos os estados, com cerca de 1.400 milhões de euros. Saldos positivos também foram contabilizados pela Saxônia, com 1.250 milhões de euros; pelo endividado estado de Berlim, com 626 milhões de euros; pela Turíngia, com 346 milhões de euros; por Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com 163 milhões de euros; e por Bade-Vurtemberga, com 65,7 milhões de euros.

Os outros nove estados começaram o ano com números vermelhos. Renânia do Norte-Vestefália foi o maior deficitário com 3.560 milhões de euros. Hesse também teve que suportar um déficit de 1.640 milhões de euros e junto à Baviera, opõe-se ao ajuste financeiro interestatal que existe atualmente na Alemanha. Além de Hesse e da Baviera, Bade-Vurtemberga também contribuiu no ano passado para o tal ajuste financeiro, na qualidade de estado doador, assim como Hamburgo, ainda que em menor medida. Berlim e Saxônia, que em 2012 registraram um acréscimo, são os maiores beneficiários da compensação financeira interestatal.

Emprego na Alemanha sobe para o nível mais alto desde a reunificação

Confiança dos investidores na economia alemã subiu fortemente em Fevereiro.


A Alemanha alcançou um novo recorde histórico de emprego no último trimestre de 2012, com o número de contribuintes para o sistema de segurança social a atingir 41,9 milhões de pessoas, anunciou nesta terça-feira o Destatis.

Este número é o mais elevado na Alemanha quando comparado com todos os outros trimestres desde a reunificação do país em Outubro de 1990, sublinharam os técnicos do Destatis, responsável pelas estatísticas alemãs e sediado em Wiesbaden, no centro do país.

O número de pessoas com emprego nos últimos três meses de 2012 aumentou 0,8% ou 320 mil face ao mesmo período de 2011 e 0,4% ou 158 mil pessoas em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

O Destatis referiu ainda que quase 75% dos novos postos de trabalho criados no último trimestre de 2012 e em comparação com os três meses anteriores ocorreram no sector dos serviços.

No quarto trimestre de 2012 e face ao anterior, a contratação dos serviços públicos foi especialmente elevada, tendo os sectores da Saúde e da Educação criado 105 mil novos postos de trabalho representativos de um aumento de 1,1%.

Neste período, no sector privado, foram criados 55 mil novos postos de trabalho (mais 1,1%) e na área da informação e comunicação 44 mil novos empregos (mais 3,5%).

A acrescentar a estes dados, a confiança dos investidores a médio prazo na economia alemã subiu fortemente em Fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo e pelas expectativas de uma melhoria da situação económica nos próximos meses, segundo o Centro de Investigação Económica Europeia (ZEW).

O Centro de Investigação Económica Europeia (ZEW) divulgou nesta terça-feira o índice de confiança do investimento na Alemanha subiu 16,7 pontos em Fevereiro ao atingir 48,2 pontos.

“Como mostram claramente os últimos números do Produto Interno Bruto (PIB), a conjuntura alemã contraiu-se significativamente em finais de 2012”, afirmou o ZEW.

O ZEW refere ainda que “a subida das expectativas de conjuntura em Fevereiro de 2013 mostra que os especialistas dos mercados financeiros contam com uma melhoria da situação económica nos próximos meses”.

“Os especialistas dos mercados financeiros dão por resolvido o débil quarto trimestre de 2012. Na opinião destes, o vento contra da crise do euro sopra com menos força na cara da economia alemã do que há uns meses”, defendeu o presidente do ZEW, Wolfgang Franz.

“Se isto se mantiver nos próximos meses, a conjuntura alemã poderia ganhar velocidade de novo moderadamente”, disse ainda o presidente do ZEW.

Preços ao consumidor na Alemanha recuam 0,5% em janeiro ante dezembro


BERLIM, 20 Fev (Reuters) - Os preços ao consumidor na Alemanha em janeiro recuaram 0,5 por cento ante o mês anterior e avançaram 1,7 por cento na comparação com o mesmo período do ano anterior, confirmou a Agência Federal de Estatísticas nesta quarta-feira.

A agência também confirmou a queda de 0,7 por cento do índice de preços ao consumidor harmonizado na comparação mensal, e a alta de 1,9 por cento ante o ano anterior.

A alta dos preços ao consumidor de dezembro foi revisada para 0,3 por cento ante novembro, contra 0,9 por cento divulgado anteriormente. Na base anual a alta foi de 2 por cento, ante 2,1 por cento anunciado antes.

(Reportagem de Michelle Martin e Alexandra Hudson)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Expansão do Brasil gera debate sobre postura imperialista


Em sua trajetória de ascensão no cenário internacional, país encontra-se sob ameaça de desenvolver uma imagem neocolonialista em países da América Latina e África.
No início, os uruguaios ainda gostavam da cerveja brasileira. As filiais do Banco Itaú na capital Montevidéu tampouco eram um problema. Porém, em 2006, quando as firmas brasileiras passaram a comprar os armazéns frigoríficos do país, muitos ficaram desconfiados. De uma hora para outra o grosso dos negócios com a carne bovina, campeã de exportações do país, encontrava-se em mãos brasileiras.
Frigoríficos no Uruguai, plantações de soja no Paraguai, usinas hidrelétricas no Peru: as empresas do Brasil conquistam a América do Sul. E com cifras de impor respeito. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, o total das exportações nacionais para o restante da América Latina e o Caribe saltou de 11,5 bilhões para 57 bilhões de dólares, entre 2002 e 2011. Isso situa a região como segundo mais importante mercado para o comércio externo brasileiro, depois da Ásia.
Admiração e rejeição
Porém os demais latino-americanos observam com ceticismo a ascensão econômica do país. "Em muitos aspectos, os países veem o Brasil com um olhar semelhante ao que a América do Sul tinha sobre os Estados Unidos", expõe Oliver Stünkel, professor de Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas, em entrevista à DW Brasil. "É uma mistura de admiração e rejeição."
O clima político é especialmente tenso no Paraguai. A atitude brasileira após a posse do então presidente Fernando Lugo, em junho de 2012, ainda é encarada como uma intervenção descabida. "Quando o Brasil pressionou para que o Paraguai fosse suspenso do mercado comum Mercosul, voltou a aflorar o sentimento de que o país se comporta como uma potência colonial", explica Stünkel.
O ex-ministro brasileiro do Exterior Luiz Felipe Lampreia também classifica como uma gafe diplomática o comportamento de seu governo na época. "Essa decisão política despertou um grande mal-estar no Paraguai", admitiu em entrevista à DW.
No entanto, o diplomata considera absurda a acusação de que o Brasil estaria se comportando de forma colonialista. "Os brasileiros pagam impostos, exportam mercadorias e criam postos de trabalho, tanto no Paraguai como no Uruguai ou na Bolívia", contra-argumenta Lampreia.
África como alvo preferencial
Quer como amigo, quer como inimigo, a expansão econômica e política do Brasil segue a passos largos. A mineradora Vale S.A. pretende investir no exterior, até 2014, um total de 9,6 bilhões de dólares, em especial em países africanos como Moçambique, Angola e Zâmbia. Com 17 mil funcionários, a multinacional Odebrecht é a maior empregadora privada de Angola. E a semiestatal Petrobras explora petróleo em Angola e na Nigéria.
A expansão brasileira no continente africano é fruto de uma intenção política. Lá, o gigante sul-americano está representado com, no mínimo, 37 embaixadas. E, ao oferecer créditos acessíveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também ajuda a financiar grandes projetos domésticos.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou os países ao sul do Saara mais de uma dezena de vezes durante seus dois mandatos, de 2003 a 2011. Também sua sucessora Dilma Rousseff segue apostando na cooperação sul-sul. Com resultados palpáveis: de 2000 até agora, o volume anual de negócios Brasil-África cresceu de 4,2 bilhões para mais de 20 bilhões de dólares.
Mais uma nação imperialista?
Entretanto também na África lusófona a expansão brasileira gera tensões. Em julho de 2010, manifestantes enfurecidos invadiram a mina de ferro da Vale S.A. na Guiné, por violações dos direitos dos trabalhadores. Também em Moçambique, no leste africano, pequenos agricultores protestaram no último ano contra a empresa mineradora, por desalojá-los, a fim de dar lugar à exploração de carvão mineral em Moatize.
"Em Moçambique, a relação da Vale com a população local é tão ruim que, para muitos, a atual imagem do Brasil é pior do que a de Portugal da época colonial", escreveu Carlos Tautz para O Globo. Se o governo não lembrar as firmas brasileiras do respeito às normas internacionais, no futuro o Brasil será percebido "como mais uma nação imperialista", advertiu o jornalista.
O professor Oliver Stünkel, contudo, não partilha essa opinião. "A reputação do Brasil na África é muito boa. Para o país, ainda se desenrola o tapete vermelho", afirma o perito econômico.
Autoria: Astrid Prange de Oliveira (av)
Revisão: Francis França


Alemanha espera crescimento "mínimo" em 2013, diz jornal


De acordo com o diário especializada em finanças "Handelsblatt", o governo prevê crescimento de apenas 0,5% para a economia alemã este ano. Mercado de trabalho deve continuar estável.
Um relatório econômico divulgado pelo jornal alemão especializado em finanças Handelsblatt prevê um crescimento de apenas 0,5% para a Alemanha em 2013. O ministro da Economia, Philipp Rösler, informou à publicação que vai se pronunciar oficialmente sobre o assunto nesta quarta-feira (16/01).
A expectativa do governo, segundo a reportagem, é de que o crescimento seja pequeno nos primeiros meses. A partir da metade do ano, os números podem melhorar. O último trimestre deve fechar com um PIB de 1,25 pontos percentuais a mais do que no quarto trimestre de 2012, que registrou queda de 0,5%. No acumulado do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão cresceu 0,7% na comparação com 2011.
Ainda de acordo com o Handelsblatt, no mercado de trabalho não vai haver grandes mudanças. Devem ser abertas 15 mil novas vagas de emprego. O desemprego de 2013 ficará no mesmo nível de 2012, quando cerca de 60 mil pessoas foram dispensadas. Em 2012, a Alemanha tinha 2,9 milhões de homens e mulheres sem emprego. Ou seja, 6,8% da população.
O jornal também noticiou que há uma ressalva nas estatísticas. Tudo deve ocorrer da forma como as previsões indicam se a crise na Europa não evoluir negativamente. "A dívida de alguns países da zona do euro é o nosso maior risco", afirmou Rösler.
MC/dpa/afp/rtr
Revisão: Francis França

Economia alemã em 2012


O copo está meio cheio, avaliam economistas alemães. Apesar da crise no resto da Europa, PIB da Alemanha apresentou crescimento de 0,7% em 2012. Número é modesto, mas surpreendente dentro da zona do euro.
"Em 2012, num contexto economicamente difícil, a economia alemã provou ser resistente e fez frente à recessão europeia." Essa boa notícia foi comunicada pelo presidente do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, Roderich Egeler, nesta terça-feira (15/01) em Wiesbaden, durante uma entrevista à imprensa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
No ano passado, a economia alemã cresceu 0,7%, em relação a 2011. Trata-se de um acréscimo pequeno, mas os resultados poderiam ter sido bem piores. Vários países europeus já se encontram em meio a uma recessão, os políticos tremem diante da crise, os cidadãos temem por seus empregos. Já a Alemanha se mostra robusta e ignora a crise. Ao menos até agora.
Copo meio cheio
"O aumento de 0,7% é certamente um enfraquecimento em relação ao ano anterior, quando tivemos 3% de crescimento econômico. No entanto, eu acho que a economia alemã se saiu bem", avaliou Andreas Rees, economista-chefe do UniCredit Research na Alemanha, em entrevista à DW. "Não se pode esquecer que, no último ano, o contexto foi muito difícil, sobretudo devido às turbulências nos mercados financeiros e à crise na zona do euro."
Também para Steffen Henzel, do instituto de pesquisa IFO, sediado em Munique, a economia alemã se impôs bem em 2012. "Dadas as circunstâncias, eu avaliaria os números de forma positiva."
O ano de 2012 começou com força, porém o quarto trimestre foi fraco. "Aumentou a insegurança, os investimentos faltaram. Foi uma queda que temos que aceitar. Mas eu acho que este ano uma tendência positiva nos espera", declarou Henzel.
Orçamento equilibrado
Em 2012, a Alemanha exportou 4,1% mais mercadorias e serviços do que no ano anterior, e aumentou em 2,3% suas importações. A diferença entre as importações e as exportações contribuiu em 1,1 ponto percentual para o acréscimo do PIB em 2012, constituindo, de novo, o mais importante fator de crescimento da economia alemã.
"As empresas conseguiram desbravar mercados de exportação fora da União Europeia, justamente nos países emergentes da Ásia, dinâmicos e em franco crescimento", relatou Rees. Mas o ano passado não registrou apenas vitórias das exportações: também os orçamentos privados prestaram seu serviço ao crescimento econômico.
"Os salários subiram, o mercado de trabalho manteve-se estável, há até mesmo 100 mil empregados a mais, e esse é um ganho que fortaleceu os orçamentos privados em 2012." Desse modo, o consumo interno aumentou, apesar da elevação dos preços, por exemplo, da energia. Os gastos privados de consumo acusaram um ganho de 0,8%; os estatais, de até mesmo 1%.
Os orçamentos públicos mantiveram-se em curso de consolidação em 2012. Segundo cálculos preliminares, o setor estatal – que inclui os governos federal, estaduais, municipais e os seguros sociais – encerrou o ano com um superávit de 2,2 bilhões de euros.
Como em 2011, o governo federal voltou a reduzir sensivelmente seu deficit em relações ao ano anterior, enquanto os municípios e, acima de tudo, os seguros sociais tiveram um volumoso superávit. Isso representa para o Estado uma quota positiva de 0,1% em relação ao PIB. Deste modo, pela primeira vez desde 2007, a Alemanha conseguiu equilibrar seu orçamento no ano passado.
Boas perspectivas conjunturais
Os peritos em estatística cumpriram sua missão, apresentando os números relativos a 2012. Agora cabe a palavra aos especialistas em previsões conjunturais. Segundo Rees, as perspectivas não são tão ruins para o ano em curso.
"Os mercados financeiros vão se recuperar. Um colapso da zona do euro está fora de cogitação, também graças ao apoio do Banco Central Europeu e da política", comentou o economista do UniCredit. "Não penso que estejamos vivendo numa ilha paradisíaca. O crescimento se desacelerou sensivelmente. Mas os números para 2013 apontam crescimento moderado."
Também Michael Heise, economista-chefe do Allianz Group, encara o futuro com confiança. "Os indicadores mais recentes apontam uma melhora do clima na economia, também na indústria, onde o volume de encomendas se estabilizou. O aumento do desemprego foi moderado. Portanto as perspectivas para 2013 não são tão ruins."
Segundo o jornal Handelsblatt, o governo federal alemão conta com um crescimento moderado para este ano, de 0,5%. Após um início de ano fraco, espera-se um crescimento bem mais veloz no segundo semestre, e o PIB no trimestre final deverá ficar 1,25 ponto percentual acima do alcançado no mesmo período de 2012.
No mercado de trabalho, por outro lado, não deverá haver praticamente nenhuma alteração. As informações provêm do jornal especializado em economia provêm de um relatório econômico a ser divulgado nesta quarta-feira.
Autoria: Rayna Breuer (av)
Revisão: Alexandre Schossler

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

UNIÃO EUROPEIA Merkel e Cameron pouco avançam no impasse sobre o orçamento europeu


Jantar entre líderes do Reino Unido e da Alemanha não ajuda a trazer clareza no conflito sobre o orçamento da União Europeia. Britânicos querem "Europa de 20 anos atrás", analisa especialista.
Eram sombrias as circunstâncias envolvendo o jantar entre os chefes de governo do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel, na noite desta quarta-feira (07/11) na Downing Street, em Londres, após Cameron ameaçar vetar o orçamento europeu se Bruxelas não se mostrar disposta a economizar.
Pouco antes, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, anunciara que a economia da zona do euro permaneceria debilitada e que até mesmo a economia alemã está regredindo significativamente.
Com Cameron e Merkel apresentando posições enrijecidas e nenhuma perspectiva de declarações oficiais, era difícil ver como o encontro na sede do governo britânico poderia ajudar a resolver o conflito orçamentário.
O jornalista Carsten Volkery, correspondente do site Spiegel Online no Reino Unido, disse à Deutsche Welle que a prometida "ofensiva de simpativa" de Merkel "se desfez numa nuvem de fumaça" e que pouca alteração houve no posicionamento original dos dois líderes.
"Mas isso nunca iria acontecer, de qualquer modo. Esses encontros bilaterais pré-cúpula [o encontro de líderes da União Europeia está marcado para 22 e 23 de novembro] são bons para entender o trabalho que precisa acontecer na conferência, para ver onde há espaço para concessões e como a coisa pode funcionar quando chegar o encontro oficial", comentou Volkery.
"Conversa séria"
Diante das atuais acusações de que não consegue controlar seu partido, Cameron talvez tenha sentido que devia prometer uma "conversa séria" durante a reunião, numa tentativa para aplacar a maioria eurocética do Partido Conservador.
Merkel, por sua vez, prometeu apostar na "simpatia", ansiosa como está por manter todos do seu lado, até mesmo os britânicos, à medida que se aproximam as negociações sobre o orçamento da União Europeia.
Talvez ela pudesse se dar ao luxo de ser simpática, sabendo, como sabe, que, de fato, o premiê britânico se encontra numa situação de "perder ou perder", como definiu Volkery. Ele pode ter prometido dureza, mas está em minoria dentro da Europa e, em seu próprio país, vem perdendo popularidade em certos meios.
Volkery comenta: "Acho que o que o Reino Unido quer é retornar à União Europeia de 20 anos atrás e mantê-la nesse estado, na conhecida abordagem de 'só escolher os melhores pedaços para si', para que o país tenha acesso ao mercado livre e possa implementar certas leis europeias, mas não outras".
Porém, no mundo de hoje, isso não é possível, e Cameron sabe disso. Ele fala em ser mais como a Noruega ou a Suíça (não pertencentes, mas associadas à União Europeia), mas no fundo sabe que esses países carecem do poder de decidir sobre leis que depois serão obrigados a adotar para ter acesso ao livre mercado. Retirando-se da União Europeia, o Reino Unido perderia poder e ficaria mais isolado.
Orçamento da UE: "risível"
Antes do jantar, Cameron já tachara como "completamente risível" a decisão da União Europeia de elevar seu orçamento de sete anos, contados a partir de 2014. Ele prometeu lutar pelos contribuintes britânicos e de toda a Europa, forçando a redução do orçamento ou, "no pior dos casos", seu congelamento. O primeiro-ministro sugeriu que a União Europeia corte seus próprios gastos administrativos, em vez de esperar que os cortes sejam efetuados apenas pelos países-membros.
"Cortamos o salário dos ministros, congelamos o dinheiro para o Parlamento, reduzimos o volume do funcionalismo público, massacramos o número das quangos [organizações quase não governamentais, na abreviatura em inglês], enxugamos os orçamentos centrais em bilhões. Não estamos fazendo isso na Grã-Bretanha para ver a União Europeia não fazer nada parecido", protestou Cameron.
"De fato, Merkel concorda com a maior parte dessa análise", diz Volkery, "mas ela é também realista, e tem consciência que as coisas mudaram desde 2010, a crise do euro se agravou e há mais gente exigindo dinheiro, é simplesmente impossível manter os mesmos níveis de 2010."
Crescimento alemão
Naturalmente, Merkel também está interessada em defender seus próprios interesses nacionais, mas, como declarou à imprensa na noite desta quarta-feira, considera que ultimatos pouco contribuem, neste momento.
"Se se quer aproximar os interesses dos 27 Estados-membros da UE, geramente não ajuda começar com ultimatos", observou, quando indagada sobre as ameaças veladas do comissário europeu do Orçamento, Janusz Lewandovski.
Fabrizio Fiorilli, porta-voz do político polonês, disse à DW que "o fio de esperança é que todo o mundo se dê conta de que, se não sair nenhum orçamento, todos nós seremos prejudicados". Entretanto, apesar de tais pronunciamentos, muita gente na União Europeia parece estar irritada com a atitude de Londres, e aguarda de perto qualquer sinal de que esta venha a se alterar.
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, deixou claro que espera que os britânicos decidam se estão a favor ou contra a Europa, ao dizer: "As portas da União Europeia estão abertas para o Reino Unido, mas cabe ao país a decisão de atravessá-las".
Zona do euro x Europa
Agora, todos os olhos estão pregados na conferência de cúpula da União Europeia, a se iniciar em 22 de novembro, na qual a prioridade dos governantes europeus será chegar a um consenso quanto ao orçamento do bloco.
Para o jornalista Carsten Volkery, há dois cenários possíveis nessas negociações: ou "o Reino Unido decide vetar novamente – e o segundo veto em um ano seria uma mensagem bem forte – ou se dá conta de que tem que fazer concessões para poder permanecer na União Europeia".
Quais dessas duas alternativas será posta em prática, somente Cameron e assessores sabem. Mas os alemães esperam que o tranquilo jantar londrino tenha auxiliado, e não agravado, a situação.
Os alemães "teriam pena" de ver o Reino Unido sair, afirma Volkery, mas no final das contas, "é preciso fazer uma análise de custo-benefício". E se o país seguir vetando e se recusando a votar, então não faz mesmo muito sentido que siga na União Europeia.
Autora: Emma Wallis (av)
Revisão: Alexandre Schossler

sábado, 20 de outubro de 2012

ALEMANHA Mais de 12 milhões de alemães vivem ameaçados pela pobreza


Quase um sexto da população da maior economia europeia vive em risco financeiro, com menos de 952 euros por mês. Taxa é a mais alta registrada desde 2005.
Quase um a cada seis alemães vive em risco de pobreza, divulgou o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) nesta quarta-feira (17/10). A taxa, referente ao ano de 2010, é a mais alta desde que os dados começaram a ser levantados, em 2005.
Um indivíduo é considerado sob ameaça de pobreza quando dispõe de menos de 11.426 euros por ano ou 952 euros por mês, incluindo benefício estatais. A medida relativa leva em consideração aqueles que recebem menos de 60% da renda média nacional.
Os números mais recentes, de 2010, mostram que 12,8 milhões ou 15,8% da população estavam ameaçados naquele ano. A taxa manteve-se praticamente constante com relação à de 2008 (15,5%) e de 2009 (15,6%). Em 2005, a taxa era de 12,2% da população alemã.
Apesar da elevação nos últimos anos, o índice registrado na Alemanha ainda está abaixo da média europeia: 16,4% dos quase 500 milhões de moradores do continente viviam em risco de pobreza em 2010. O Destatis consultou 3.512 lares e 24.220 europeus para a pesquisa, intitulada Das Leben in Europa 2011 (A vida na Europa 2011).
De acordo com o Destatis, pais e mães solteiros correspondem a 37,1% dos ameaçados pela pobreza. Lares com dois adultos abaixo de 65 anos, sem filhos, enfrentam uma situação melhor, com a pobreza afetando apenas 11,3% do total.
Ricos e pobres
Um relatório divulgado em setembro deste ano pelo Ministério do Trabalho da Alemanha havia mostrado que a distância entre ricos e pobres está aumentando na maior economia da Europa.
O estudo, publicado a cada quatro anos, mostrou que 10% dos domicílios alemães detinham 53% do total da riqueza do país em 2008. Em comparação, cerca de metade dos lares detinham apenas 1% da fortuna alemã.
Sindicatos argumentam que a distância entre ricos e pobres foi acentuada por mudanças no mercado de trabalho. Elas mantiveram os custos trabalhistas baixos e o desemprego também relativamente baixo quando comparado aos de outros países da zona do euro abalados pela crise da dívida.
Entretanto, de acordo com o Departamento de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), dois terços dos desempregados alemães (67,8%) estão ameaçados pela pobreza. Os dados de 2011, divulgados nesta quarta-feira, indicam que a situação dos desempregados na Alemanha é pior do que a dos do restante do continente. Na França, a taxa era de 33%; na Inglaterra, de 47,4%; e na Espanha, de 39,1%.
LPF/afp/dpa/rtr
Revisão: Francis França

domingo, 14 de outubro de 2012

FMI e Banco Mundial pedem medidas para impulsionar crescimento global



Durante encontro em Tóquio, líderes financeiros mundiais concordam com a necessidade de adotar reformas políticas que estimulem economias em crise. Proposta inclui novo programa de compra de títulos pelo BCE.
Líderes financeiros mundiais apoiaram neste sábado (13/10) uma lista de reformas políticas com o intuito de pressionar a Europa e os Estados Unidos a combater o déficit que ameaça estrangular o crescimento econômico global. Os países concordaram ainda em rever seus progressos daqui a seis meses.
"O crescimento global desacelerou, e incertezas substanciais e riscos de deterioração permanecem", afirmaram os líderes no último dia do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Tóquio, do qual participaram ministros das Finanças de vários países.
"Precisamos agir decisivamente para evitar uma volta negativa e restaurar a economia global para um caminho de crescimento forte, sustentável e equilibrado", declarou a direção do FMI.
A proposta de dez páginas resume medidas previamente discutidas, como a implantação de um novo programa de compra de títulos pelo Banco Central Europeu (BCE) e a tentativa de evitar o "abismo fiscal" dos Estados Unidos, com corte de despesas e aumentos de impostos previstos para o ano que vem.
Relatórios do FMI desta semana rebaixaram a previsão de crescimento econômico global pela segunda vez desde abril. Também alertaram para a necessidade de ação nas economias avançadas para curar a ressaca da dívida, que resulta em parte dos esforços anteriores no sentido de estancar a crise financeira global
Zona do euro
O comitê também afirmou que outros passos serão necessários – incluindo uma união bancária – para poder controlar a crise bancária da zona do euro. "Houve progresso significativo na zona do euro. Mas outros passos também são necessários", declarou o FMI.
"Aguardamos a oportuna implantação de uma união bancária e fiscal efetivas para fortalecer a união monetária e também de reformas estruturais para impulsionar o crescimento e a criação de empregos em âmbito nacional."
O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que pode levar mais um ano até que as reformas na supervisão das instituições financeiras da União Europeia sejam implementadas. Ele ressaltou ser muito importante que este "passo institucional" seja dado até o próximo dia 1º de janeiro.
"Assim, poderemos nos preparar para fazer a supervisão e torná-la operacional. Acreditamos que por volta de janeiro de 2014 o novo formato estará operacional", calcula Draghi.
Durante o encontro no Japão, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schäuble, e a chefe do FMI, Christine Lagarde, aproveitaram para aparar as arestas e garantiram que estão unidos na luta contra a crise na UE. Nos últimos dias, Schäuble e Lagarde vinham defendendo diferentes medidas para combater o problema.
Na quinta-feira, a chefe do FMI havia se mostrado favorável à concessão de mais dois anos para o programa de austeridade da Grécia, a fim de que o país consiga superar a crise. Até o momento, a Alemanha rejeita tal pedido do governo em Atenas.
MSB/rtr/dpa/afp
Revisão: Luisa Frey

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CRISE FINANCEIRA Espanha para um nível quase lixo


Revés para o golpeado pela crise financeira, especialmente Espanha: A agência de classificação Standard & Poors baixou o rating de crédito do euro pesado ainda. E as perspectivas não são positivas.
"BBB-" em vez de "BBB +" pela Standard & Poors (S & P) classificou a solvência de Espanha dois níveis piores do que antes. Assim, o crédito de a quarta maior economia da zona do euro é apenas um passo acima do status de lixo chamado.
Para a Espanha, é, portanto, provável que seja ainda mais difícil de atrair novos capitais de investidores. A perspectiva continua negativa, a S & P anunciou. Especificamente: Ameaça de rebaixamento.
Crescentes tensões
Como uma razão para sua decisão de monitorar a qualidade do crédito levou o aprofundamento da recessão, o que restringe a liberdade de ação do governo, em Madri. Além disso, é provável que o aumento do desemprego e as restrições de saída aumentou as tensões entre o governo central e os conselhos regionais. Algumas regiões como a Catalunha já consideram seriamente se eles buscam a independência da Espanha.
Além disso - como Standard & Poor continua - não duvidar da vontade de alguns Estados-Membros da zona do euro para distribuir o custo de recapitalização dos bancos espanhóis em todos os ombros.Porque a sua salvação doadores internacionais já se comprometeram até 100 bilhões de euros. Um pedido de ajuda do fundo de resgate europeu ESM para todo o país, o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy foi feito ainda.
wa / r (dpa, afp, rtr DAPD,)

MUNDO Países emergentes terão mais peso nas decisões do FMI


Se acordo fechado em 2010 entrar em vigor, participação de países emergentes e em desenvolvimento nas decisões do Fundo Monetário Internacional deve chegar a 45%. Decisão ainda depende dos EUA e da União Europeia.
A reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que começa nesta terça-feira (09/10) em Tóquio, no Japão, vai ser decisiva para os países emergentes. Nela, espera-se que a redivisão do peso dos votos dos países-membros seja finalmente colocada em prática e, desta forma, as nações emergentes e em desenvolvimento tenham maior peso nas decisões do Fundo.
Caso o acordo fechado em 2010 pelo G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta) seja colocado em prática, a soma do peso dos votos dos países emergentes e em desenvolvimento deve aumentar 6% e chegar a quase 45% do total.
Assim, o peso do voto chinês deve ser dobrado e, pela primeira vez, Brasil e Índia vão estar entre os dez maiores países-membros do FMI. O voto do Brasil deve aumentar 58,1% e passar de 1,40% para 2,22%. Já a Índia terá um acréscimo de 37,1% e passará de 1,92% para 2,63%.
Com isso, a combinação da porcentagem de votos dos Estados Unidos – que continuam com maior peso dentro do Fundo, com cerca de 16,5% – e da União Europeia ficará, pela primeira vez, abaixo dos 50%. O direito de voto da Alemanha vai diminuir irrisoriamente, de quase 6% para 5,3%.
Porém, para entrar em vigor, a decisão depende ainda da ratificação dos Estados Unidos e da União Europeia. Por causa da disputa eleitoral nos EUA - maior acionista do FMI -, o congresso norte-americano ainda não conseguiu analisar o tema. Os europeus, por sua vez, também não preencheram todas as obrigações.
Em discurso no Instituto Peterson em Washington, nos Estados Unidos, a chefe do FMI, Christine Lagarde, afirmou que não vai poupar esforços para que os países-membros do Fundo honrem em Tóquio os compromissos assumidos em 2010.
Quebra-cabeça
O encontro anual do FMI e do Banco Mundial em Tóquio é o momento para realizar um balanço do panorama econômico internacional. De acordo com Christine Lagarde, a economia mundial ainda está rodeada de incertezas e não chegou exatamente aonde deveria estar. "A situação pode ser comparada a um quebra-cabeça: muitas peças se encaixam, mas a grande figura ainda está longe de ficar pronta."
Para a chefe do FMI, a Europa continua sendo o epicentro da crise global, e o ritmo lento das reformas no continente estaria entre os motivos para isso. Desta forma, o FMI deverá revisar mais uma vez para baixo a sua perspectiva de crescimento da economia global nesta terça-feira ao divulgar o relatório "Panorama Econômico Mundial". O Fundo já havia, em julho, corrigido suas estimativas de crescimento do ano de 2012 para 2,5%, e de 2013, para 3,9%.
O FMI pretende se preparar, ainda em Tóquio, para suas próximas tarefas, tais como uso de um instrumento melhor de análise, sistema de alerta precoce, melhor rede de segurança para o mercado financeiro mundial e também reforma das instituições do FMI.
Preocupações
Christine Lagarde, afirmou que há alguns temas em aberto e que deverão ser discutidos em Tóquio, tais como o desenvolvimento desigual na zona do euro, problemas orçamentários dos países do bloco europeu e a morna recuperação econômica dos EUA.
O fraco crescimento dos países emergentes, a preocupação dos países em desenvolvimento com a explosão nos preços dos alimentos e a forte variação dos preços das matérias-primas, aliados à crescente frustração no Oriente Médio, devem render muitas discussões.
Ao mesmo tempo, Lagarde elogia as medidas dos bancos centrais, principalmente da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, por ajudarem a estabilizar a fraca conjuntura com intervenção na política monetária.
Essas medidas teriam desempenhado um importante papel em proteger a economia mundial de uma grande recessão. Agora a política tem a missão de prosseguir com a recuperação do setor financeiro e lutar contra as altas taxas de desemprego e o massivo endividamento dos orçamentos dos países.
FC/dw/rtr
Revisão: Francis França