quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CURSOS ACADÊMICOS: Inaugurada em Bochum a carreira de Reabilitação de Minas


O conceito de “mudança estrutural” se conhece há décadas na Bacia de Ruhr. No entanto, até agora não se havia aberto uma formação acadêmica específica sobre os usos posteriores dos territórios de minério, uma vez exaurida a extração. 

A Escola Técnica Superior (TFH) Georg Agricola, situada em Bochum, abre novos horizontes nesse terreno. A partir do semestre estio, será a primeira universidade alemã a oferecer um mestrado em Engenharia Geológica e Reabilitação de Minas. Ali podem cursar até 40 estudantes por semestre, para aprender de que modo é possível reabilitar de forma útil – e isso implica também o uso econômico exitoso – os territórios de exploração extrativista a partir do esgotamento e fechamento das minas.

O professor Christian Melchers, chefe da cátedra da nova carreira, insiste no fato de que logo agora se faça, pela primeira vez, um seminário com estas características, e estima que “a decisão pode se dever à confirmação do fechamento definitivo da exploração de hulha subsidiada até 2018”. De acordo com este geólogo e paleontólogo diplomado, de 35 anos, a Alemanha desempenha um “papel precursor” mundial no que se refere ao desenvolvimento dos territórios de minério, uma vez finalizada a exploração.

O novo mestrado está destinado a engenheiros jovens com uma licenciatura que já tenham emprego, mas aspirem melhorar suas chances e qualificações no mercado de trabalho por meio da capacitação. Nesta carreira, que dura seis semestres e abre as portas a um doutorado, os conteúdos se vincularão principalmente às denominadas “cargas perpétuas” que origina a mineração; ou seja, temas como a recuperação da água, a estabilização de poços ou o saneamento de superfícies contaminadas.

A cátedra de Melchers será financiada durante cinco anos pela Fundação RAG, que assume assim sua responsabilidade pelas conseqüências e os custos da mineração na região.

Também se prevê a construção de um Centro de Competências para a Reabilitação de Minas. Ali se retomarão “temas e considerações científicas vinculadas às cargas perpétuas”. Este centro também contará com o respaldo financeiro da Fundação RAG a partir de 2019, segundo informa Bärbel Bergerhoff-Wodopia, integranteda junta diretiva da RAG.

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