terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O ENIGMA DA MORTE DAS ABELHAS

Devastação de colmeias
Há alguns anos, numerosas colônias de abelhas têm entrado em colapso em massa. Principais vítimas são as abelhas-de-mel (Apis mellifera), que vivem na Europa, América do Norte e Oriente Médio. A primeira onda de mortes, nos Estados Unidos em 2006 e na Alemanha em 2008, foi causada por um pesticida chamado neonicotinoide, que atualmente só pode ser aplicado em pequenas doses.
Efeito danoso
Porém novos estudos na França e Grã-Bretanha mostram que até mesmo pequenas doses de neonicotinoide podem ser prejudiciais às abelhas. O pesticida não é aplicado diretamente nas plantas, suas sementes é que são banhadas na substância. Assim esperava-se que as abelhas ficassem menos expostas ao veneno desenvolvido para combater pragas herbívoras.
Menos rainhas
Em seus experimentos, os pesquisadores expuseram as abelhas às mesmas doses aplicadas nas plantações. Seis semanas mais tarde, constataram que 85% das colmeias tratadas com neonicotinoide não produziram abelhas-rainhas, essenciais para a sobrevivência das colônias. Além disso, os seus ninhos eram menores do que os das abelhas não expostas ao pesticida.
Falta de orientação
Num segundo experimento, pesquisadores implantaram chips eletrônicos em 653 abelhas, a fim de estudar seus padrões de voo. Algumas delas foram expostas a uma pequena dosagem de neonicotinoide, e sua mortalidade durante o voo foi duas a três vezes maior do que entre os insetos não tratados. Os pesquisadores acreditam que o pesticida interfere no senso de orientação das abelhas.
Mini-piolhos
Além dos pesticidas, o ácaro varroa (Varroa destructor) representa um enorme problema para as abelhas-de-mel na Europa e na América do Norte. As abelhas melíferas asiáticas são imunes ao parasita, originário de seu próprio continente. Como as sanguessugas, esses minúsculos piolhos picam as abelhas ou suas larvas nos favos, para sugar um líquido semelhante ao sangue, chamado hemolinfa. 
Vacina controversa
As larvas do sexo masculino são particularmente vulneráveis aos ácaros. Por isso, certos apicultores usam como isca favos contendo futuros zangões, para retirá-los pouco antes de eclodirem junto com os ácaros. Os ácaros são também combatidos com ácidos orgânicos. Mas muitos se recusam a empregar uma vacina de DNA modificado, desenvolvida para tornar as abelhas mais resistentes e matar os ácaros.
Perdas enormes
De acordo com o grupo ambiental alemão Nabu, a população inteira de abelhas na Europa caiu 10% nos últimos anos. A queda da população é ainda maior nos Estados Unidos, com 30%, chegando a 85% no Oriente Médio. Uma única colônia abriga mais de 60 mil insetos. Se 300 mil colônias sucumbem, como aconteceu na Alemanha no último inverno, isso significa a morte de 18 bilhões de abelhas.
Trabalhadoras árduas
Como produtoras de mel e polinizadoras de plantas, as abelhas desempenham um papel crucial na agricultura e no ecossistema. Elas são encontradas em todo habitat do planeta que contenha plantas polinizadas por insetos. Esse processo natural garante lucros econômicos globais na casa de 70 bilhões de dólares por ano.

Autoria: Andreas Sten-Ziemons | Edição: R. Álvares / A . Valente







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