terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O ENIGMA DA MORTE DAS ABELHAS

Devastação de colmeias
Há alguns anos, numerosas colônias de abelhas têm entrado em colapso em massa. Principais vítimas são as abelhas-de-mel (Apis mellifera), que vivem na Europa, América do Norte e Oriente Médio. A primeira onda de mortes, nos Estados Unidos em 2006 e na Alemanha em 2008, foi causada por um pesticida chamado neonicotinoide, que atualmente só pode ser aplicado em pequenas doses.
Efeito danoso
Porém novos estudos na França e Grã-Bretanha mostram que até mesmo pequenas doses de neonicotinoide podem ser prejudiciais às abelhas. O pesticida não é aplicado diretamente nas plantas, suas sementes é que são banhadas na substância. Assim esperava-se que as abelhas ficassem menos expostas ao veneno desenvolvido para combater pragas herbívoras.
Menos rainhas
Em seus experimentos, os pesquisadores expuseram as abelhas às mesmas doses aplicadas nas plantações. Seis semanas mais tarde, constataram que 85% das colmeias tratadas com neonicotinoide não produziram abelhas-rainhas, essenciais para a sobrevivência das colônias. Além disso, os seus ninhos eram menores do que os das abelhas não expostas ao pesticida.
Falta de orientação
Num segundo experimento, pesquisadores implantaram chips eletrônicos em 653 abelhas, a fim de estudar seus padrões de voo. Algumas delas foram expostas a uma pequena dosagem de neonicotinoide, e sua mortalidade durante o voo foi duas a três vezes maior do que entre os insetos não tratados. Os pesquisadores acreditam que o pesticida interfere no senso de orientação das abelhas.
Mini-piolhos
Além dos pesticidas, o ácaro varroa (Varroa destructor) representa um enorme problema para as abelhas-de-mel na Europa e na América do Norte. As abelhas melíferas asiáticas são imunes ao parasita, originário de seu próprio continente. Como as sanguessugas, esses minúsculos piolhos picam as abelhas ou suas larvas nos favos, para sugar um líquido semelhante ao sangue, chamado hemolinfa. 
Vacina controversa
As larvas do sexo masculino são particularmente vulneráveis aos ácaros. Por isso, certos apicultores usam como isca favos contendo futuros zangões, para retirá-los pouco antes de eclodirem junto com os ácaros. Os ácaros são também combatidos com ácidos orgânicos. Mas muitos se recusam a empregar uma vacina de DNA modificado, desenvolvida para tornar as abelhas mais resistentes e matar os ácaros.
Perdas enormes
De acordo com o grupo ambiental alemão Nabu, a população inteira de abelhas na Europa caiu 10% nos últimos anos. A queda da população é ainda maior nos Estados Unidos, com 30%, chegando a 85% no Oriente Médio. Uma única colônia abriga mais de 60 mil insetos. Se 300 mil colônias sucumbem, como aconteceu na Alemanha no último inverno, isso significa a morte de 18 bilhões de abelhas.
Trabalhadoras árduas
Como produtoras de mel e polinizadoras de plantas, as abelhas desempenham um papel crucial na agricultura e no ecossistema. Elas são encontradas em todo habitat do planeta que contenha plantas polinizadas por insetos. Esse processo natural garante lucros econômicos globais na casa de 70 bilhões de dólares por ano.

Autoria: Andreas Sten-Ziemons | Edição: R. Álvares / A . Valente







Mudanças climáticas: uma questão de educação


Pedagogos ambientais pesquisam maneiras mais eficientes de transmitir informações ambientais. O tema deve ser abordado em cursos universitários, escolas e na formação de jornalistas.
Todo mundo discute as mudanças climáticas. Muitas notícias tratam desse tema, que também é considerado uma das grandes questões da política ambiental desta década. Pelo menos essa é a impressão que ficou após as últimas Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2012, no México, de 2011, na África do Sul, e de 2012, no Catar.
Porém, uma pesquisa realizada pela Comissão Europeia revelou que essa impressão não condiz com a realidade. Os resultados indicaram que um quarto dos europeus são céticos com relação às mudanças climáticas. Além disso, quase metade dos entrevistados não se considera bem informado sobre o aquecimento global.
"Em geral, há um conhecimento superficial. Quando se trata de um tema específico, a maioria da população sabe pouco sobre o assunto", conta Udo Kuckartz, professor de Pedagogia da Universidade de Marburg. "Precisamos de novos modelos educacionais para tratar das questões climáticas e abordagens que transformem conhecimentos em atitudes pró-ambientais."
Da teoria à prática
Kuckratz, um dos pesquisadores sobre consciência ambiental mais conhecidos da Alemanha, levanta a seguinte questão: Qual é o método didático mais eficiente para se abordar a mudança climática com o objetivo de gerar ações a favor do meio ambiente? Pedagogos e psicólogos do mundo inteiro trabalham em pesquisas nessa área.
A mudança climática é um novo campo de investigação. A maioria das pesquisas parte do seguinte princípio: descobrir quais são os modelos didáticos utilizados atualmente para tratar dessa questão e quais deles mostram-se eficientes em escolas e cursos de graduação e pós-graduação.
Segundo Gerhard de Haan, professor de Pedagogia da Universidade Livre de Berlim (FU Berlin), a maioria dos cursos que abordam a temática é de formação profissional complementar, voltada para adultos.
De Haan destaca a eficiência de bolsas para pesquisa, como as concedidas pela Fundação Humboldt a pesquisadores de países emergentes e em desenvolvimento. Através desse programa, os bolsistas podem trabalhar por um ano em projetos energéticos e climáticos em universidades alemãs. "Essas ações são muito eficientes, pois focam em multiplicadores e são voltadas para o lado econômico. Fundações, empresas e governo deveriam oferecer mais bolsas como essa", diz.
Vários grupos de empresas já financiam pesquisadores. "Tem muita coisa acontecendo no momento", diz Kuckartz. Além disso, há iniciativas governamentais, como na Dinamarca. Por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de Copenhague, em 2009, o governo distribuiu bolsas de estudo para estudantes estrangeiros em áreas como tecnologia eólica, engenharia e química ambiental.
Kuckartz observou que na última década foram criados vários cursos universitários com foco em temas como clima e energia. "Entretanto, a maioria deles é nas áreas de ciências naturais ou administração ambiental. Cursos com conteúdos sociais quase inexistem." 
Há também um déficit nas escolas. "Educação ambiental é um tema tratado, principalmente, nas aulas de geografia e não em outras disciplinas, como biologia, política e ciências sociais", explica De Haan. Além disso, o conteúdo ambiental não faz parte da grade curricular dos cursos de formação dos futuros professores. Posteriormente, os docentes decidem se abordarão ou não o tema em suas aulas.
Existem, entretanto, algumas iniciativas regionais. É o caso do programa de formação complementar Coragem para a Sustentabilidade, financiado pela Unesco. Esse projeto foi desenvolvido por um grupo de fundações em parceira com o governo federal alemão e é oferecido aprofessores dos estados de Hessen, Sarre e Renânia-Palatinado. Mas a oferta ainda é pequena. "Apenas 5% das escolas são alcançadas pela iniciativa", diz Kuckartz.
Formação de jornalistas: EUA como modelo 
A falta de conhecimento sobre questões relacionadas ao meio ambiente também atinge outros setores. Os meios de comunicação de massa são os principais fornecedores de informação sobre o clima. No entanto, na Europa faltam disciplinas sobre esse tema nas grades universitárias para os estudantes de jornalismo.
Já nos Estados Unidos, há vários cursos de jornalismo ambiental. Também são frequentes os debates especializados sobre o tema. Há ainda atores internacionais relevantes na área, como a Sociedade de Jornalistas Ambientais (SEJ, na sigla em inglês), que foca na questão de como produzir melhores matérias sobre clima e meio ambiente.
Porém, o jornalismo europeu parece estar se mexendo, dedicando-se com cada vez mais frequência aos temas clima e sustentabilidade. Grandes eventos deram um novo sentido à temática, como o Global Media Forum da Deutsche Welle de 2010 – voltado à formação de jornalistas sobre as mudanças climáticas.
Autor: Torsten Schäfer (cn)
Revisão: Luisa Frey


Portal alemão promove troca de alimentos para evitar desperdício


Cada alemão joga fora, em média, 80 quilos de alimentos por ano. Uma plataforma recém-lançada na internet tenta mudar essa realidade, incentivando a partilha de mercadorias que, de outra forma, terminariam no lixo.
O homem é uma máquina de jogar coisas fora. A maioria das pessoas cozinha em grandes quantidades, acumula alimentos para o futuro incerto, compra demais e não reaproveita sobras. Cada alemão joga fora cerca de 80 quilos de alimento por ano. A nova plataforma online foodsharing.de tem como objetivo levar as pessoas a repensar o problema. A nova tendência é compartilhar alimentos com estranhos.
A economia da partilha está em ascensão, seja em se tratando de carros, bicicletas, imagens e até mesmo escritórios. Pensando que essa tendência pode também ser estendida para os alimentos, os criadores do foodsharing.de lançaram a plataforma há pouco mais de um mês. Um dos fundadores da ideia é o renomado documentarista Valentin Thurn.
Seu filme Taste the Waste, de 2011, aborda os problemas de uma sociedade acostumada a viver em abundância e que não consegue mais reconhecer o valor de uma maçã, por exemplo. "Quando o filme foi lançado nos cinemas, muitas pequenas padarias nos ligaram para nos perguntar o que poderiam fazer com os muitos pãezinhos que não são vendidos", lembra Thurn. Assim nasceu a foodsharing.de.

Todos, sejam indivíduos ou empresas, podem simplesmente se registrar online e criar uma cesta de alimentos, descrevendo os itens que não pode mais usar e que gostaria de oferecer a outros de graça. Com ajuda de um mapa interativo, é possível saber que alimentos há para serem recolhidos e em que cidade. Em seguida, é só trocar e-mails e combinar um ponto de encontro para que a troca se complete.
Quem não deseja convidar estranhos para sua casa ou estabelecimento, pode deixar a mercadoria em um dos chamados foodsharing-hotspots. Soa moderno, mas trata-se apenas de armários comuns no meio da cidade, em que as pessoas podem pegar e depositar alimentos.
"Se tenho que atravessar a cidade só para pegar um quilo de batatas, o sentido ecológico da coisa se perde", destaca Thurn. "Por isso, queremos ter dez vezes mais membros do que agora, para que a coisa possa, talvez, funcionar entre vizinhos." A meta parece ser possível. Afinal, após quatro semanas de vida, a plataforma já contava com mais de 5 mil membros.
Produção de alimentos prejudica o clima
"Uma vez comprei pó de própolis, produzido por abelhas e considerado um remédio natural. Infelizmente, logo descobri que sou alérgica ao produto", conta a funcionária pública Ute Kos. "O pó foi muito caro. Por isso, decidi oferecê-lo na foodsharing.de. Caso contrário, seria uma pena ter que jogar fora." Foi a primeira vez que ela ofereceu algo através da plataforma – e provavelmente não foi a última. "Eu não ofereceria um bolo que sobrou de um aniversário, mas certamente vou usar esse serviço mais vezes e, talvez, até pegar algo de outras pessoas.
Thurn também disponibiliza cestas de alimentos na plataforma. "Sempre tive consciência ecológica, mas antes de lidar mais intensamente com o tema, eu subestimava o impacto ambiental dos alimentos", afirma o documentarista, acrescentando ser muito grande a quantidade de energia utilizada na produção de alimentos. "A produção do que comemos é responsável por 30% de todas as emissões de gases do efeito estufa. Claro que temos que viver de alguma forma, mas não temos que jogar fora a metade."
Thurn acredita ser importante que as pessoas tomem consciência do esforço necessário para a produção dos alimentos e acha que a raiz do problema está na distância que existe atualmente entre produtores e consumidores. "Estamos tão longe da vida no campo, da terra, que nos esquecemos do que é bom e do que é ruim. Os que crescem no campo confiam em seus sentidos e sabem dizer quando o leite estragou. O consumidor moderno não. Ele acredita na data de validade", observa Thurn. Ele critica a "ânsia de perfeição cosmética", segundo a qual, na maioria das vezes o que interessa não é o gosto, mas a aparência e o preço.
Data de vencimento como justificativa
"Na verdade, ninguém gosta de jogar comida fora. Há algo em nossa natureza humana que nos faz nos sentirmos desconfortáveis com isso, pois alimento é a base de nossas vidas", comenta o cineasta.
Mesmo assim, continuamos desperdiçando. "Sim, eu jogo fora alimentos quando a data de validade venceu. Isso é errado, eu sei disso", admite a atriz Anna Lumpe, moradora de Colônia. "Sei que a data é apenas uma justificativa para para mim mesma para jogar fora algo que, na verdade, comprei em excesso." Por isso, Lumpe se alegra em ter descoberto a foodsharing.de. "É uma ótima ideia oferecer às pessoas uma alternativa para o desperdício e que não requer muito trabalho."
Thurn e sua equipe planejam agora desenvolver um aplicativo para smartphones. A meta é que a pessoa possa, no caminho entre o trabalho e a casa, ver rapidamente se alguém em sua vizinhança está oferecendo uma cesta de alimentos. Pelo jeito, esses jovens empresários ainda têm muito trabalho pela frente. "Eu quero continuar sendo cineasta, mas atualmente o foodsharing.de está tomando todo o meu tempo", ri Thurn.
Autor: Henrik Böhme (md)
Revisão: Luisa Frey

Governo alemão expressa solidariedade às vítimas da tragédia em Santa Maria


Em Santiago, Angela Merkel transmite condolências à presidente Dilma Rousseff. Ministro alemão do Exterior se diz abalado: "Nossos pensamentos estão com as muitas vítimas e suas famílias, parentes e amigos".
O governo alemão expressou solidariedade às vítimas da tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde pelo menos 232 pessoas morreram durante um incêndio numa boate, na madrugada deste domingo (27/01).
Em Santiago, no Chile, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, transmitiu suas condolências à presidente Dilma Rousseff, divulgou o governo alemão. As duas líderes participaram do encontro de cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia (UE). Dilma interrompeu sua participaçãono encontro e retornou mais cedo ao Brasil por causa da tragédia.
Também o ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, mostrou-se chocado com a incidente. "Estou profundamente abalado por causa dessa tragédia horrível e gostaria de externar meus profundos sentimentos aos brasileiros", afirmou, segundo o ministério.
"Nesse momento triste, nossos pensamentos estão com as muitas vítimas e suas famílias, parentes e amigos", declarou Westerwelle em Berlim.
AS/dpa/afp
Revisão: Mariana Santos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nasa afirma que 2012 está entre os dez anos mais quentes da história


Desde 1976 as temperaturas globais estão acima da média do século 20. Cientista afirma que a próxima década deverá ser mais quente do que a anterior.
 A temperatura global média registrada no ano passado foi de 14,6°C, o que significa uma temperatura acima da média do século 20 pelo 36º ano consecutivo.
"O planeta está em desequilíbrio. É possível prever que a próxima década será mais quente do que a anterior", disse o diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, James Hansen.
Desde que as medições começaram, em 1880, a temperatura global média subiu 0,8°C, de acordo com a Nasa, a Aeronáutica e a Administração Espacial dos EUA. O Instituto Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) também constatou que 2012 foi um dos anos mais quentes da história, classificando-o, porém, como o décimo mais quente.
O planeta está mais quente do que a média do século 20 desde 1976, e apenas um ano do século passado, 1998, foi mais quente que 2012. Cientistas céticos em relação ao aquecimento global usam o ano de 1998 como termo de comparação para afirmar que o fenômeno já chegou ao fim.
Hansen argumenta que 1998 não foi um ano representativo, pois nele ocorreu o El Niño, provocado por correntes de ar quente do Pacífico. "A década passada foi claramente mais quente do que a última do século 20", diz.
Na contramão, segundo dados do NOAA, na maior parte do Alasca, no extremo oeste do Canadá, na Ásia Central e em áreas dos oceanos Pacífico e Antártico, as temperaturas registradas em 2012 foram mais frias do que a média.
MC/afp/rtr
Revisão: Luisa Frey

Expansão do Brasil gera debate sobre postura imperialista


Em sua trajetória de ascensão no cenário internacional, país encontra-se sob ameaça de desenvolver uma imagem neocolonialista em países da América Latina e África.
No início, os uruguaios ainda gostavam da cerveja brasileira. As filiais do Banco Itaú na capital Montevidéu tampouco eram um problema. Porém, em 2006, quando as firmas brasileiras passaram a comprar os armazéns frigoríficos do país, muitos ficaram desconfiados. De uma hora para outra o grosso dos negócios com a carne bovina, campeã de exportações do país, encontrava-se em mãos brasileiras.
Frigoríficos no Uruguai, plantações de soja no Paraguai, usinas hidrelétricas no Peru: as empresas do Brasil conquistam a América do Sul. E com cifras de impor respeito. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, o total das exportações nacionais para o restante da América Latina e o Caribe saltou de 11,5 bilhões para 57 bilhões de dólares, entre 2002 e 2011. Isso situa a região como segundo mais importante mercado para o comércio externo brasileiro, depois da Ásia.
Admiração e rejeição
Porém os demais latino-americanos observam com ceticismo a ascensão econômica do país. "Em muitos aspectos, os países veem o Brasil com um olhar semelhante ao que a América do Sul tinha sobre os Estados Unidos", expõe Oliver Stünkel, professor de Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas, em entrevista à DW Brasil. "É uma mistura de admiração e rejeição."
O clima político é especialmente tenso no Paraguai. A atitude brasileira após a posse do então presidente Fernando Lugo, em junho de 2012, ainda é encarada como uma intervenção descabida. "Quando o Brasil pressionou para que o Paraguai fosse suspenso do mercado comum Mercosul, voltou a aflorar o sentimento de que o país se comporta como uma potência colonial", explica Stünkel.
O ex-ministro brasileiro do Exterior Luiz Felipe Lampreia também classifica como uma gafe diplomática o comportamento de seu governo na época. "Essa decisão política despertou um grande mal-estar no Paraguai", admitiu em entrevista à DW.
No entanto, o diplomata considera absurda a acusação de que o Brasil estaria se comportando de forma colonialista. "Os brasileiros pagam impostos, exportam mercadorias e criam postos de trabalho, tanto no Paraguai como no Uruguai ou na Bolívia", contra-argumenta Lampreia.
África como alvo preferencial
Quer como amigo, quer como inimigo, a expansão econômica e política do Brasil segue a passos largos. A mineradora Vale S.A. pretende investir no exterior, até 2014, um total de 9,6 bilhões de dólares, em especial em países africanos como Moçambique, Angola e Zâmbia. Com 17 mil funcionários, a multinacional Odebrecht é a maior empregadora privada de Angola. E a semiestatal Petrobras explora petróleo em Angola e na Nigéria.
A expansão brasileira no continente africano é fruto de uma intenção política. Lá, o gigante sul-americano está representado com, no mínimo, 37 embaixadas. E, ao oferecer créditos acessíveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também ajuda a financiar grandes projetos domésticos.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou os países ao sul do Saara mais de uma dezena de vezes durante seus dois mandatos, de 2003 a 2011. Também sua sucessora Dilma Rousseff segue apostando na cooperação sul-sul. Com resultados palpáveis: de 2000 até agora, o volume anual de negócios Brasil-África cresceu de 4,2 bilhões para mais de 20 bilhões de dólares.
Mais uma nação imperialista?
Entretanto também na África lusófona a expansão brasileira gera tensões. Em julho de 2010, manifestantes enfurecidos invadiram a mina de ferro da Vale S.A. na Guiné, por violações dos direitos dos trabalhadores. Também em Moçambique, no leste africano, pequenos agricultores protestaram no último ano contra a empresa mineradora, por desalojá-los, a fim de dar lugar à exploração de carvão mineral em Moatize.
"Em Moçambique, a relação da Vale com a população local é tão ruim que, para muitos, a atual imagem do Brasil é pior do que a de Portugal da época colonial", escreveu Carlos Tautz para O Globo. Se o governo não lembrar as firmas brasileiras do respeito às normas internacionais, no futuro o Brasil será percebido "como mais uma nação imperialista", advertiu o jornalista.
O professor Oliver Stünkel, contudo, não partilha essa opinião. "A reputação do Brasil na África é muito boa. Para o país, ainda se desenrola o tapete vermelho", afirma o perito econômico.
Autoria: Astrid Prange de Oliveira (av)
Revisão: Francis França


Alemanha espera crescimento "mínimo" em 2013, diz jornal


De acordo com o diário especializada em finanças "Handelsblatt", o governo prevê crescimento de apenas 0,5% para a economia alemã este ano. Mercado de trabalho deve continuar estável.
Um relatório econômico divulgado pelo jornal alemão especializado em finanças Handelsblatt prevê um crescimento de apenas 0,5% para a Alemanha em 2013. O ministro da Economia, Philipp Rösler, informou à publicação que vai se pronunciar oficialmente sobre o assunto nesta quarta-feira (16/01).
A expectativa do governo, segundo a reportagem, é de que o crescimento seja pequeno nos primeiros meses. A partir da metade do ano, os números podem melhorar. O último trimestre deve fechar com um PIB de 1,25 pontos percentuais a mais do que no quarto trimestre de 2012, que registrou queda de 0,5%. No acumulado do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão cresceu 0,7% na comparação com 2011.
Ainda de acordo com o Handelsblatt, no mercado de trabalho não vai haver grandes mudanças. Devem ser abertas 15 mil novas vagas de emprego. O desemprego de 2013 ficará no mesmo nível de 2012, quando cerca de 60 mil pessoas foram dispensadas. Em 2012, a Alemanha tinha 2,9 milhões de homens e mulheres sem emprego. Ou seja, 6,8% da população.
O jornal também noticiou que há uma ressalva nas estatísticas. Tudo deve ocorrer da forma como as previsões indicam se a crise na Europa não evoluir negativamente. "A dívida de alguns países da zona do euro é o nosso maior risco", afirmou Rösler.
MC/dpa/afp/rtr
Revisão: Francis França

Turismo na Alemanha bate recorde


Pela primeira vez, a rede hoteleira do país registrou mais de 400 milhões de pernoites. Crescimento se deve principalmente aos turistas estrangeiros. Alemanha é o segundo destino mais procurado da Europa.
Em 2012, a quantidade de pernoites cresceu pelo terceiro ano consecutivo na Alemanha. De acordo com estimativas do Departamento Federal de Estatísticas divulgadas nesta segunda-feira (14/01), o número passou de 394 milhões em 2011 para 406 milhões no ano passado, contabilizando hospedagens em campings, hotéis e pensões com mais de dez leitos.
Segundo a Central Alemã de Turismo (DZT), principalmente os turistas estrangeiros contribuíram para o novo recorde. O número de visitantes de outros países deu um salto de 8% no ano passado, enquanto os pernoites de hóspedes alemães cresceram apenas 3%.
Esse acréscimo se deve principalmente aos turistas asiáticos, mas a quantidade de visitantes vindos de países europeus abalados pela crise também aumentou. "Quando os europeus viajam, vêm à Alemanha", diz Petra Hedorfer, diretora do DZT. O país é o segundo destino turístico mais popular da Europa, atrás somente da Espanha.
A capital alemã também lucra com o boom na indústria do turismo. Segundo a consultoria PricewaterHouseCoopers (PWC), a rede hoteleira de Berlim beneficia-se da atração exercida pela capital. Tal atratividade resultará num aumento do preço das hospedagens na cidade, prevê a empresa. Para 2013, a consultoria estima uma elevação de cerca de 2%, com o pernoite nos hotéis berlinenses custando em média 90 euros.
Os fabricantes de motorhomes também se beneficiam da boa fase da indústria turística alemã. Enquanto as vendas de trailers vêm diminuindo, os motorhomes estão cada vez mais populares, de acordo com Associação da Indústria de Veículos Recreativos (CIVD, na sigla em alemão) de Berlim. Segundo o presidente da instituição, Klaus Förtsch, os motorhomes são considerados artigos de luxo e seus compradores são capazes de resistir às flutuações da economia.
RC/dpa/dapd
Revisão: Luisa Frey

Economia alemã em 2012


O copo está meio cheio, avaliam economistas alemães. Apesar da crise no resto da Europa, PIB da Alemanha apresentou crescimento de 0,7% em 2012. Número é modesto, mas surpreendente dentro da zona do euro.
"Em 2012, num contexto economicamente difícil, a economia alemã provou ser resistente e fez frente à recessão europeia." Essa boa notícia foi comunicada pelo presidente do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, Roderich Egeler, nesta terça-feira (15/01) em Wiesbaden, durante uma entrevista à imprensa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
No ano passado, a economia alemã cresceu 0,7%, em relação a 2011. Trata-se de um acréscimo pequeno, mas os resultados poderiam ter sido bem piores. Vários países europeus já se encontram em meio a uma recessão, os políticos tremem diante da crise, os cidadãos temem por seus empregos. Já a Alemanha se mostra robusta e ignora a crise. Ao menos até agora.
Copo meio cheio
"O aumento de 0,7% é certamente um enfraquecimento em relação ao ano anterior, quando tivemos 3% de crescimento econômico. No entanto, eu acho que a economia alemã se saiu bem", avaliou Andreas Rees, economista-chefe do UniCredit Research na Alemanha, em entrevista à DW. "Não se pode esquecer que, no último ano, o contexto foi muito difícil, sobretudo devido às turbulências nos mercados financeiros e à crise na zona do euro."
Também para Steffen Henzel, do instituto de pesquisa IFO, sediado em Munique, a economia alemã se impôs bem em 2012. "Dadas as circunstâncias, eu avaliaria os números de forma positiva."
O ano de 2012 começou com força, porém o quarto trimestre foi fraco. "Aumentou a insegurança, os investimentos faltaram. Foi uma queda que temos que aceitar. Mas eu acho que este ano uma tendência positiva nos espera", declarou Henzel.
Orçamento equilibrado
Em 2012, a Alemanha exportou 4,1% mais mercadorias e serviços do que no ano anterior, e aumentou em 2,3% suas importações. A diferença entre as importações e as exportações contribuiu em 1,1 ponto percentual para o acréscimo do PIB em 2012, constituindo, de novo, o mais importante fator de crescimento da economia alemã.
"As empresas conseguiram desbravar mercados de exportação fora da União Europeia, justamente nos países emergentes da Ásia, dinâmicos e em franco crescimento", relatou Rees. Mas o ano passado não registrou apenas vitórias das exportações: também os orçamentos privados prestaram seu serviço ao crescimento econômico.
"Os salários subiram, o mercado de trabalho manteve-se estável, há até mesmo 100 mil empregados a mais, e esse é um ganho que fortaleceu os orçamentos privados em 2012." Desse modo, o consumo interno aumentou, apesar da elevação dos preços, por exemplo, da energia. Os gastos privados de consumo acusaram um ganho de 0,8%; os estatais, de até mesmo 1%.
Os orçamentos públicos mantiveram-se em curso de consolidação em 2012. Segundo cálculos preliminares, o setor estatal – que inclui os governos federal, estaduais, municipais e os seguros sociais – encerrou o ano com um superávit de 2,2 bilhões de euros.
Como em 2011, o governo federal voltou a reduzir sensivelmente seu deficit em relações ao ano anterior, enquanto os municípios e, acima de tudo, os seguros sociais tiveram um volumoso superávit. Isso representa para o Estado uma quota positiva de 0,1% em relação ao PIB. Deste modo, pela primeira vez desde 2007, a Alemanha conseguiu equilibrar seu orçamento no ano passado.
Boas perspectivas conjunturais
Os peritos em estatística cumpriram sua missão, apresentando os números relativos a 2012. Agora cabe a palavra aos especialistas em previsões conjunturais. Segundo Rees, as perspectivas não são tão ruins para o ano em curso.
"Os mercados financeiros vão se recuperar. Um colapso da zona do euro está fora de cogitação, também graças ao apoio do Banco Central Europeu e da política", comentou o economista do UniCredit. "Não penso que estejamos vivendo numa ilha paradisíaca. O crescimento se desacelerou sensivelmente. Mas os números para 2013 apontam crescimento moderado."
Também Michael Heise, economista-chefe do Allianz Group, encara o futuro com confiança. "Os indicadores mais recentes apontam uma melhora do clima na economia, também na indústria, onde o volume de encomendas se estabilizou. O aumento do desemprego foi moderado. Portanto as perspectivas para 2013 não são tão ruins."
Segundo o jornal Handelsblatt, o governo federal alemão conta com um crescimento moderado para este ano, de 0,5%. Após um início de ano fraco, espera-se um crescimento bem mais veloz no segundo semestre, e o PIB no trimestre final deverá ficar 1,25 ponto percentual acima do alcançado no mesmo período de 2012.
No mercado de trabalho, por outro lado, não deverá haver praticamente nenhuma alteração. As informações provêm do jornal especializado em economia provêm de um relatório econômico a ser divulgado nesta quarta-feira.
Autoria: Rayna Breuer (av)
Revisão: Alexandre Schossler

Feiras de moda movimentam a Berlin Fashion Week


Com maior destaque para os negócios do que para a passarela, a semana de moda na capital alemã oferece uma enorme variedade de feiras que atraem expositores de todo o mundo. Marcas brasileiras participam do evento.
Começou nesta terça-feira (15/01) mais uma edição da Berlin Fashion Week. O evento bianual, que estreou 2007, é ainda iniciante no mundo da moda. Mas mesmo não tendo a tradição das semanas de moda de Paris e Milão ou o frenesi de tendências de Nova York ou Londres, o principal evento de moda na Alemanha tem uma grande força de mercado, com mais de dez feiras acontecendo simultaneamente aos desfiles.
O forte direcionamento para os negócios pode até tirar um pouco do foco dos estilistas, que mostram suas criações em uma grande tenda montada em frente ao Portão de Brandemburgo, mas também dá espaço para novos criadores, não só da Alemanha, mas também de resto do mundo. Estilistas africanos, romenos e dos países bálticos estão no programa, ao lado de nomes consagrados como Hugo Boss.
As feiras são a grande atração da semana da moda na capital alemã. Da popular Bread & Butter, que apresenta marcas de apelo mundial e grandes festas, passando por artigos sustentáveis de luxo e moda esportiva, não tem como escapar das feiras, que se não são a alma do evento, são a engrenagem que mantém a Berlin Fashion Week funcionando.
Plataforma para o mundo
Criada em 2001 em Colônia, a gigantesca Bread & Butter é uma das mais importantes feiras de moda do mundo e acontece em Berlim desde 2003. Com o foco em jeans e streetwear, a feira trabalha principalmente com exibidores que atuam no mercado global, como Adidas, Lacoste e a brasileira Melissa.
"Participamos da Bread & Butter desde 2006. Acredito que essa é a melhor forma de estarmos presentes no mercado internacional," disse Junior DaSilva, coordenador internacional de vendas da marca brasileira, conhecida por seus sapatos e sandálias de plástico.
Depois de parcerias com grandes estilistas como Vivienne Westwood e Jean-Paul Gaultier, a grande novidade da Melissa para 2013 é uma coleção assinada pelo alemão Karl Lagerfeld. DaSilva não dá mais detalhes sobre a parceria, mas há rumores de que Lagerfeld irá ao Brasil para o lançamento da coleção em março. O estilista foi destaque do estande inspirado em um antigo cinema criado pelo diretor de arte brasileiro Kleber Matheus.
A marca também já fez parte de outra grande feira da Berlin Fashion Week, a Premium, que completa dez anos. "Já participamos da Premium em outros anos, mas acreditamos que ela é mais voltada ao mercado alemão. A Melissa ainda está presente, não diretamente, mas através de nossos distribuidores locais", completou o coordenador. Além de Berlim, a Premium também acontece em Düsseldorf e Munique.
Moda Sustentável
Outro grande destaque entre as feiras que acontecem na Berlin Fashion Week são os eventos voltados para a moda sustentável, um segmento que ganha cada vez mais mercado e busca produzir moda de uma maneira mais justa, o que vale não apenas para a produção mas também para comércio e distribuição.
Há alguns anos, o conceito de moda sustentável vem mudando, e esse movimento se torna cada vez mais forte. Trata-se de marcas e estilistas que se preocupam em produzir de maneira ecologicamente correta, com tecidos orgânicos e trabalho justo, mas sem perder o viés inovador e moderno de suas criações. Grandes estilistas, como Stella McCartney, só trabalham de maneira sustentável.

Berlim é um dos principais centros para o segmento, o que se reflete nesta edição da Fashion Week, que conta com quatro feiras dedicadas exclusivamente à chamada moda ecológica, mas com concepção e públicos totalmente distintos.
A GREENshowroom, por exemplo, acontece no elegante hotel Adlon e apresenta a sustentabilidade como artigo de luxo. Ligado à qualidade do design e de matéria-prima, o conceito desmistifica um segmento que até alguns anos atrás era associado a um estilo hippie e desleixado.
Para moda casual e streetwear, a feira certa é a Ethical Fashion Show, que também conta com a participação de brasileiros. Criada em Barcelona por designers brasileiros, a Caboclo resgata a cultura regional através do trabalho de artesãos do nordeste do Brasil na produção de suas sandálias e sapatos. Outra brasileira que participa da feira é a estilista Renata Campos, que faz roupa com matérias reutilizadas, como lonas de caminhão e câmeras de ar de pneus.
Indo do streetwear ao avant-garde no quesito sustentabilidade, a feira Scoop busca novos estilistas com caráter inovador e ousado, como a marca carioca Movin, que mostra que o segmento está crescendo também no Brasil.
Texto: Marco Sanchez
Revisão: Francis França

sábado, 5 de janeiro de 2013

Top 5 – Erupções vulcânicas


Apesar da tecnologia para prevenir e monitorar emissões de gases e explosões, erupções entraram para a história por sua grandeza, destruição ou mesmo pelos transtornos que provocaram na vida de milhões de pessoas.
Cientistas estimam que existam mais de 550 vulcões ativos na terra. Mas os vulcões não são exclusividade do nosso planeta e o maior em todo o sistema solar está em Marte. É o Monte Olimpo, com 26 quilômetros de altitude e uma base de aproximadamente 550 quilômetros de diâmetro. Apesar de gigante, o vulcão é inativo. No Brasil também existe um vulcão, no arquipélago de Fernando de Noronha, considerado inativo.
Mas outros vulcões não são tão calmos e estão sob constante observação. Cientistas monitoram as atividades dos vulcões para evitar que a força das erupções provoque vítimas. Como o Futurando mostrou, até mesmo a atividade de vulcões subterrâneos pode provocar danos, dando origens a tsunamis. Apesar de toda a tecnologia que ajuda a prever e monitorar as emissões de gases e explosões, algumas erupções entraram para a história por sua grandeza, poder de destruição ou mesmo pelos transtornos que provocaram na vida de milhões de pessoas.

1. Monte Tambora, na Indonésia

A erupção de 1815 do Monte Tambora é considerada o maior evento do gênero nos últimos dez mil anos e matou mais de 70 mil pessoas, seja pela ação direta da explosão ou por doenças e problemas subsequentes. A quantidade de cinzas expelida pelo vulcão de 2850 metros de altitude provocou alterações no clima por dois anos, por criar uma barreira aos raios solares.
O ano seguinte à erupção ficou conhecido como "o ano sem verão", por conta da queda da temperatura entre 0,4 e 0,7 graus centígrados no Hemisfério Norte. Geadas e mesmo neve em pleno verão causaram quebras nas safras e trouxeram fome a muitas regiões do planeta.

2. Vesúvio, na Itália


A destruição de Pompeia e Herculano, no ano de 79 d.C., foi consequência de uma fortíssima erupção vulcânica.  Cerca de 16 mil pessoas morreram e o acúmulo de lava e cinzas varreu as duas cidades do mapa. Foi apenas no século 18 que escavações por acaso revelaram sua existência. Hoje, são importantes destinos turísticos na Itália.
Pesquisas recentes dão conta que, diferente do que se imaginava, a maior parte das pessoas não morreu por asfixia ou intoxicação, mas em decorrência de uma fortíssima onda de calor – de cerca de 250º C – que se seguiu à explosão. Desde então, registros apontam que o vulcão já entrou em erupção cerca de 50 vezes e é até hoje considerado um dos mais perigosos do mundo.
3. Etna, na Itália
O maior vulcão da Europa raramente adormece e a população que vive nas férteis terras que o contornam, em Catania, na Sicília, já se habituou a ver a montanha de 3330 metros de altitude expelir fumaça com frequência. A atividade do vulcão é praticamente incessante, mas a última erupção propriamente dita foi registrada em janeiro de 2011, com um derramamento de lava que durou 42 minutos.
Colunas de fumaça e cinzas subiram por vários quilômetros sobre o vulcão. Registros dão conta das atividades do Etna desde o ano 1500 a.C., mas as características geológicas apontam para muito antes: o Etna estaria ativo há 2,6 milhões de anos.  A maior erupção da era moderna foi registrada em 1669, quando destruiu a cidade de Catania.
4. Eyjafjallajökull, na Finlândia
Não se trata do maior e nem do mais ativo da Finlândia, mas o vulcão de nome complicado – também conhecido como Eyjafjöll – virou manchete ao parar o transporte aéreo em boa parte do Hemisfério Norte em 2010. Até hoje, há registros de erupções em 920, 1612 e de 1821 a 1823. Os agricultores que vivem na base da montanha de 1666 metros de altitude apenas conheciam as histórias de antigas erupções.
O vulcão lançou toneladas de cinzas a uma altura de mais de oito mil metros em maio de 2010. No Chile, outro vulcão causou o mesmo problema em 2012. A erupção do Copahue provocou o cancelamento de centenas de vôos e o problema pode voltar a ocorrer. No final de dezembro, autoridades locais decretaram alerta vermelho diante das novas atividades na cratera.
5. Mauna Loa, no Havaí
Mauna Loa, que quer dizer "a grande montanha", é o maior vulcão em atividade no mundo. Com seus 120 quilômetros de comprimento, ele cobre uma área de mais de 5 mil quilômetros quadrados. Ele se ergue a quatro quilômetros acima do nível do mar, mas suas medidas subaquáticas revelam números ainda maiores. São cerca de oito quilômetros sob as águas, o que confere ao vulcão uma altura total estimada de 17 mil metros.
As erupções do Mauna Loa começaram a ser documentadas apenas em 1843 e, desde então, foram registradas 33 erupções. Embora historicamente a montanha tenha apresentado atividades a cada seis anos, pesquisadores registram uma pausa maior atualmente. A última erupção foi em 1984.







IGREJA CATÓLICA Santos Três Reis por um dia


Por um dia, eles colocaram uma coroa para trazer a bênção de Deus para as casas e levantar dinheiro para uma boa causa: Os cantores são a operação a maior do mundo alívio por crianças para crianças.
Sara (15) é aqui por sete anos. "É divertido vir para o povo e para perceber como eles estão satisfeitos com a nossa visita", diz ela. Jacob (6) faz com a primeira vez. "Com o dinheiro que nós coletamos, nós podemos salvar a vida de uma criança. Real", diz ele. Sara e Jacó de Osnabrück são dois dos cerca de 500 mil crianças ao redor da Epifania, em 6 Janeiro estão a caminho, como os "Cantores da Estrela" da cidade e do país.
Disfarçado como "Epiphany" vão de casa em casa a fim de trazer a bênção de Deus para o novo ano e arrecadar dinheiro para crianças carentes. "20 + C + M + B + 13", escrevem-a na porta: ". Cristo mansionem benedictat - Cristo abençoe esta casa" O fato de que a abundância ocupado Reis gota de doces, é um efeito colateral agradável. "As pessoas dão-nos tantas coisas doces que entregá-la a outra parte de um lar para crianças em Osnabrück", diz Miriam (11).

Para quem é o dinheiro que as crianças sabem disso. Porque a cada ano dar caridade infantil "O Carolers" ea Federação do alemão Juventude Católica (LCY) como um carregador comum da ação apropriada para crianças material recuperado vivenciados pelas crianças, onde está o dinheiro. "Nós sempre temos uma reunião preparatória em dezembro, onde mostramos um filme e as crianças aproximar o país exemplo", diz Marion Gerdes, o St. como assistente pastoral no município Elizabeth Osnabrück é responsável pela ação. "Eu estou sempre espantado com a calma que eles estão no filme e como impressionado. Of a situação das crianças no país"
Desta vez, a Tanzânia é a amostra país. "Na Tanzânia, eles falam Kiswahili," Jacob aprendeu. "E em vez de 'Olá', eles dizem que há" Jambo ". Ele também aprendeu que, no país Africano são muito poucos hospitais, médicos e medicamentos. "É por isso que um hospital na Tanzânia é pago pelos carollers uma ambulância especial -. Uma ambulâncias terreno" Particularmente emocionante foi a de que o filme tem viajado Willi Weitzel pela Tanzânia. "Eu sei da KI.KA. (canal infantil ARD e ZDF), 'o show 's Willi quer saber'  é legal. "


Solidariedade com as crianças pobres desde 1959 
Que os cantores estão vestidos como reis, lembra a história bíblica dos Reis Magos do Oriente que trazem o bebê Jesus incenso, mirra e ouro, como presentes. Assim como esses reis uma vez uma estrela seguido para encontrar o bebê na manjedoura, siga os reis mesquinhos de uma estrela de hoje que eles carregam antes deles. Na Alemanha, esta antiga tradição foi retomada em 1959. O que começou pequeno, hoje a maior campanha de solidariedade para e com as crianças em todo o mundo. Centenas de milhões de euros foram coletadas e suporta dezenas de milhares de projetos e programas de assistência para crianças em África, América Latina, Ásia, Oceania e Europa Oriental. Especialmente a educação, saúde, nutrição e ajudar as crianças com deficiência são sempre volta para o centro.
Mas agora são "Os cantores" mais do que um fora em janeiro. Caridade das crianças oferece durante todo o ano informações e materiais para creches, escolas e comunidades para sensibilizar as crianças da pobreza global e questionar seu estilo de vida. Os jovens adultos têm a oportunidade de oferecer em um programa por um ano participar de um dos projetos, e na página inicial do carolers há muitos como usar o dinheiro ea situação nos países pobres.
Demandas sobre os políticos


Também tenha o carolers suas preocupações na política: Cada ano um grupo de viagem de cada uma das 27 dioceses católicas alemãs para Berlim para trazer a bênção de Deus na Chancelaria, para cantar e os direitos das crianças à demanda. Na última campanha, a chanceler Angela Merkel disse que ficou impressionado com a "mensagem nítida" da visita real e raved dadas as vestes brilhantes e estrela de um "exemplo brilhante" para o uso de outros.
Carolers em janeiro de 2013 e, novamente, dentro carolers estão na Chancelaria Federal - e desta vez, Sara é. A igreja St. Elizabeth tem participado no questionário online e carol cantores foram atraídos para a Diocese de Osnabrück. "Isso vai ser emocionante", a 15 anos de idade, é seguro. E Paula (17), o passeio leva você também acrescenta: "A viagem tem a duração de dois dias de ensaio quinta à noite e, em seguida, a aparência na sexta-feira .." Para os jovens que serão um dia emocionante e um pedaço de educação política. Porque estrela cantando é mais do que folclore. É compromisso prático com os direitos das crianças em todo o mundo.