domingo, 9 de setembro de 2012

A imigração francesa no Brasil e a influência no País



       Entre 1819 a 1940, franceses imigraram para o Brasil. Muitos destes chegaram por volta de 1884 a 1925, mais de 25.000 imigrantes franceses neste período. Fontes apontam que imigraram para o Brasil por volta de 100.000 franceses entre 1850 e 1965. A comunidade francesa no Brasil alega que 592 imigrantes chegaram em 1888, e 5.000 imigrantes em 1915. Foi estimado que 14.000 franceses viviam no Brasil em 1912, o que resulta em 9% do total de franceses que vivia na América Latina.
         A comunidade francesa no Brasil é a maior comunidade francesa da América Latina, em 2° lugar está a da Argentina. Atualmente, a população de franco-brasileiros está estimada em 500.000 a 1 milhão de pessoas.

         

     imigrantes Franceses que aqui chegaram, eram na maioria agricultores, que com a falta de oportunidades em sua terra natal vinham em busca de novos horizontes. Aproveitando o incentivo do governo, migraram para o Brasil, instalaram-se em colônias e desenvolveram suas modernas técnicas de produção.

Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX, não há registros precisos da data de chegada, dirigiram-se para a colônia de Benevides, numa área de 195 km, na região metropolitana de Belém do Pará.

Em 7 de julho de 1873, o governo imperial concedeu 6 léguas de terras na estrada de Bragança para concessão de lotes de terra aos imigrantes franceses.

No Brasil, a maioria da imigração envolveu uma população expropriada e empobrecida. No caso dos imigrantes franceses, as famílias tinham um bom padrão de vida, viviam da agricultura e da produção de vinho.

No sul do país, a vinda de frades franceses tem início no século XIX, quando o Bispo Don Claúdio José Gonçalves Ponce de Leão solicitou ao General dos Capuchinhos, em 30 de julho de 1893, a vinda de frades para atender as comunidades católicas formadas por imigrantes italianos e alemães recém chegados ao país. A missão que se transferiu para o sul do país era formada por professores e estudantes de Filosofia e Teologia.

Foi o francês Amadeo Gustavo Gastal que, em 1878, introduziu no sul do Brasil a produção de pêssego. Utilizando equipamento importado, ele elaborou as primeiras compotas da fruta, em seu estabelecimento, chamado Bruyères. Os primeiros pomares surgiram nessa época.

Em Rio Grande uma das mais significativas contribuições dos franceses foi a realização das obras de melhoramento da Barra e construção do porto. As operações desenvolvidas pela “Compagnie Française du Port de Rio Grande do Sul”, que tiveram início em 1908 tinha como responsável o engenheiro francês Quellenec, especialista em obras marítimas.

Em 15 de novembro de 1915, autorizada pelo Governo Federal, a C.O Francesa inaugurou o primeiro trecho de 500 metros de cais do Novo Porto, compreendendo 3 armazéns para mercadorias, servidos por guindastes elétricos, um depósito para carvão, servido por dois transbordadores elétricos, linhas férreas, etc.

O Porto do Rio Grande é hoje o escoadouro natural das riquezas do estado e do país, e a porta de entrada dos bens e insumo necessários ao desenvolvimento. Único porto marítimo do estado, o Porto do Rio Grande é definido como o principal pólo do Corredor de Exportação do Extremo Sul.

A França sempre foi vista como o país da cultura, da boa música, do requinte de sua culinária, do ensino de qualidade e dos hábitos e costumes refinados.

Em Rio Grande uma das mais expressivas contribuições francesas podem ser acompanhadas através da educação, quando os Irmãos Maristas chegaram a cidade, por volta de 1913 e assumiram as instalações do antigo Colégio Sagrado Coração de Jesus, hoje Colégio São Francisco, que era mantido pelos Padres Jesuítas e que havia encerrado suas atividades em 1913 com 140 alunos matriculados.

As educação Marista é uma proposta herdada do francês, São Marcelino Champagnat, cuja filosofia está voltada para a formação integral do cidadão, alicerçada nos valores da amizade, do respeito, da solidariedade e do crescimento espiritual. E como missão: fé, cultura e vida à luz do evangelho.

A culinária francesa é considerada a de estilo mais elegante e refinado do mundo. As técnicas francesas de cozinhar tem exercido grande influência em quase toda a culinária ocidental. Quase todas as escolas de culinária usam a cozinha francesa como base.

A cozinha francesa pode ser dividida em: Cuisine du terroir; Cuisine nouvelle e Cozinha burguesa.

A cozinha burguesa inclui todos os partos clássicos franceses que foram adaptados ao longo dos anos, para atender ao gosto mais refinado. Inclui molhos ricos à base de creme e algumas técnicas complexas de cozinhar.

A cuisine du terroir cobre as especialidades regionais com foco forte nos produtos de qualidades locais e na tradição camponesa.
A cuisine nouvelle caracteriza-se por pratos preparados em menor tempo, menor porção, além de serem mais leves e apresentados de forma refinada e decorativa.




Curiosidades

Henri Dumont é o pai de um dos maiores inventores a aviação Santos Dumont.
Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro -ourives- induziu o genro François a vir para o Brasil a procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria.

No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se 'Henri', aportuguesado para 'Henrique'. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, (Faculdade de Engenharia, nos dias atuais), tendo se formado com apenas 21 anos de idade. Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto.


O bairro Paulista Jardim França e o Bairro da Lapa foi designado como imigranção Francesa alem disso ate teve evidências de franceses que viveram na regional da av Paulista na época do barão do café.



Bairro Jardim São Paulo
   


A região onde hoje se localiza o bairro era propriedade da Companhia Territorial Franco-Paulista de Água Fria, fundada por Jacques Funke, um francês (razão do nome do bairro). O Jardim França começou a ser loteado nos anos 1950/1960. O mesmo fundador doou um lote para a construção da Igreja de Santa Joana d'Arc. Após alguns anos, foi criada a Sociedade Amigos do Jardim França, a qual trouxe melhorias, como água canalizada e postes de luz.

Depois de outra construção pioneira do bairro, o Acre Clube (Associação Cultural, Recreativa e Esportiva), a venda de lotes foi intensificada.



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