sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bósnia: A Última buscar a bandeira


Após 17 anos da missão Bundeswehr na Bósnia-Herzegovina está terminando. Mais de 63.000 soldados alemães participaram da missão, agora reverter os últimos soldados voltaram para casa.

Recentemente, houve dois soldados na sede alemã no Sarajevo na Bósnia ocupou o cargo. Com a sua aprovação, ea puxar da bandeira alemã terminou a mais longa no exterior implantação da Bundeswehr.

Thomas Kolatzki do Comando de Operações Bundeswehr é um momento comovente, mas também feliz. "Para mim este é um sentimento bom que tenham firmado o contrato e encerrar a missão militar também. Porque nós podemos, penso eu, ser orgulhoso e feliz", disse o coronel em entrevista à Deutsche Welle.

Vieram os soldados alemães estavam na virada de 1995/1996, como parte da IFOR internacional. Depois de três anos de guerra civil, com 100 mil mortos, as partes em conflito a Sérvia ea Bósnia-Herzegovina em Novembro de 1995 assinou um acordo de paz. O massacre de Srebrenica, em que os sérvios bósnios mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos foram assassinados, foi, então, de volta em apenas cinco meses.
Presença militar maciça
Com mais de 50.000 homens movidos a força liderada pela Otan uma vez, para evitar confrontos violentos entre diferentes grupos étnicos e religiosos na antiga república iugoslava. O primeiro contingente alemão consistia de cerca de 2.600 soldados do Exército, Marinha, Força Aérea, eo serviço médico.

Depois de um ano passou a IFOR (Implementação Force), que deve garantir a implementação do tratado de paz na SFOR (Força de Estabilização), que deve estabilizar a paz. SFOR, que participou da República Federal da até 3.000 soldados, assegurou a liberdade de movimento no país, mostrou a presença militar em postos de controle, coleta e destruição de armas dos ex-combatentes.

As tarefas variam
2004 a situação de segurança havia melhorado a ponto de que as Nações Unidas não é o mandato da SFOR estendido. Com uma redução significativa do número de soldados assumiu a liderada pela UE EUFOR manutenção da paz (Força da União Europeia).

O principal esforço daí em diante foi localizado mais sobre os "não-executivos" tarefas, explica Thomas Kolatzki. Os 1.500 soldados alemães que estão estacionados na EUFOR na Bósnia-Herzegovina ajudou agora reforçado na formação do exército bósnio e forças policiais.

Militar não é mais necessário no local
Em julho de 2012, o governo federal decidiu acabar com a participação alemã na EUFOR. Bem disse Thomas Kolatzki ", porque nunca na história desta operação liderada pela UE a intervenção militar da força EUFOR era necessário. Você pode realmente dizer, a necessidade de uma força armada não está mais aqui."

À mesma conclusão vem Rainer Arnold, o porta-voz de defesa do SPD. Em entrevista à Deutsche Welle, ele vai ainda mais longe: "O que precisamos, especialmente na Bósnia-Herzegovina tem sido um pouco mais policiais bem treinados da polícia como soldados para a tarefa."

Em geral, na EUFOR ainda cerca de 1.000 tropas internacionais estão estacionados na Bósnia-Herzegovina. Se e quando eles se retiraram do país balcânico, decidirá talvez no próximo ano, diz Rainer Arnold. "Na Bósnia-Herzegovina, temos ainda as tensões étnicas. E muitos especialistas dizem que o país, que está longe de casa e seco e estável para todos os momentos. Já detém mais riscos."

Embora o exército agora da EUFOR missão adotada, para a Alemanha e Europa, haveria nos próximos anos a ser feito: "Precisamos de processo político, o apoio por motivos de segurança e do desempenho econômico do país por muitos anos e apoio. "

Curiosity encontra sinais de um antigo riacho em Marte


Robô da Nasa descobre cascalho que foi carregado por um antigo curso d'água na cratera Gale. Cientistas afirmam que o riacho corria "vigorosamente".

O robô Curiosity, enviado pela Nasa a Marte, encontrou sinais de que já houve água, um ingrediente fundamental para vida, no seu atual local de exploração, anunciaram cientistas nesta quinta-feira (27/09).

A sonda espacial descobriu cascalho que, em épocas remotas, foi carregado por um curso d'água que "corria vigorosamente" pela área, localizada entre a borda norte da cratera Gale e a base do Monte Sharp.

Cientistas já haviam descoberto outros indícios da presença de água em Marte, mas fotos enviadas à Terra pelo robô são as primeiras a mostrar cascalho do leito de um riacho. "Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material do leito de um curso d'água para a observação direta dele [o material]", declarou o cientista William Dietrich.

As pedras de cascalho são de tamanhos variados, indo desde um grão de areia até uma bola de golfe. "O formato indica que as pedras foram transportadas; o tamanho, que não poderiam ter sido levadas pelo vento. Elas eram transportadas por uma corrente de água", afirma a cientista Rebecca Williams.

"A partir do tamanho do cascalho que ele carregava, interpretamos que o curso d'água se movia a 3 pés [0,91 metros] por segundo, com uma profundidade entre a altura do tornozelo e do quadril", completou Dietrich num comunicado.

Algumas das pedras são arredondadas, o que indica que viajaram uma longa distância no curso d'água, informou a Nasa. Graças a imagens anteriores capturadas a partir da órbita de Marte, cientistas dizem ter observado uma grande quantidade de material aluvial, transportado do alto da cratera.

O grande número de canais ligando a borda da cratera à região agora explorada sugere que o curso d'água não foi uma ocorrência pontual, mas que vários riachos correram por ali durante um longo período.

O robô de 900 quilos pousou no dia 6 de agosto na cratera Gale, em Marte, numa área de baixa altitude escolhida pelos cientistas em parte porque parecia ter existido água ali no passado. A missão está prevista para durar dois anos.

LPF/afp/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

Brasil combate desigualdade da forma errada, dizem analistas


O Ipea anunciou queda recorde da desigualdade no Brasil, que alcançou menor índice já registrado. Analistas consideram avanço tímido e criticam falta de investimento do Estado no setor de infraestrutura social.

Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal, apontam a diminuição acentuada na desigualdade social brasileira. Apesar disso, o Brasil continua entre as 15 economias mais desiguais do planeta. Analistas reconhecem avanços, fruto dos esforços governamentais de distribuição de renda nos últimos anos, mas questionam a sustentabilidade dessas políticas e acusam falhas que dificultam a promoção da justiça social, como investimentos públicos insuficientes em educação e saúde.

"Transferir renda para quem não tem traz resultados tanto políticos, como sociais e econômicos", observa Sérgio Costa, professor titular de sociologia da Universidade Livre de Berlim e codiretor do projeto DesiguALdades.net, uma rede de pesquisas sobre desigualdades na América Latina. "Mas os esforços do governo não tocam em alguns elementos estruturais da desigualdade no Brasil. As medidas que vêm sendo adotadas têm impacto de curto prazo, mas em longo prazo não permitem uma ascensão das classes mais baixas", criticou o sociólogo em entrevista à DW Brasil.

Um documento do Ipea divulgado esta semana aponta que, no ano passado, o Brasil alcançou o menor nível de desigualdade desde o início das estatísticas de distribuição de renda no país, com um salto recorde de crescimento da renda da população mais pobre na última década. Entre 2001 e 2011, os 10% mais pobres do país tiveram um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica da população conseguiu, no mesmo período, um aumento de 16,6% da renda acumulada. A variação do aumento de ganhos reais foi, portanto, 5,5 vezes (550%) mais rápida para os 10% menos favorecidos. Segundo o Ipea, o índice de Gini (indicador que mede a desigualdade) foi 0,527 em 2011, o menor desde 1960 (quando era de 0,535). Quanto mais próximo de zero o índice estiver, menor é a desigualdade.

Políticas sociais e renda do trabalho
"O Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada", afirmou na terça-feira (25/09) o economista e Marcelo Neri, presidente do Ipea, durante apresentação, do Comunicado do Ipea nº 155 – A década inclusiva (2001-2011): Desigualdade, pobreza e políticas de renda. O estudo foi realizado com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, do IBGE, complementado por novos dados colhidos até agosto deste ano.

O estudo indica que cerca de 35% da diminuição da desigualdade se devem aos repasses feitos pelo governo através de programas sociais, como o Bolsa Família ou por aposentadorias, pensões e benefícios de prestação continuada. Para Marcelo Neri, as transferências são necessárias. "Não dá para o Brasil crescer deixando 70% do país para trás". Ele pondera que, apesar da dependência das políticas sociais, 58% da queda da desigualdade são causadas pela renda do trabalho, em especial do emprego formal (que dobrou desde 2004), permitindo, segundo ele, sustentabilidade para a queda da desigualdade.

Sustentabilidade questionada

Analistas questionam essa sustentabilidade, afirmando que o Estado prioriza a transferência de renda, se esquecendo de investir em estruturas básicas, que permitam o acesso da população mais pobre a serviços essenciais. "Não há investimento em outros tipos de medidas onde a ação do Estado é fundamental, como a promoção da educação pública de qualidade, do transporte público de qualidade", lamenta Sérgio Costa.

Ele argumenta que, ao frequentar escolas públicas ruins, os mais pobres são "condenados a permanecer na mesma condição de classe" e toma um exemplo na política alemã. "Na Alemanha, a ascensão se dá através de serviços para a população, que criam uma igualdade dentro da sociedade", afirma. "Por isso, que no país ocorrem frequentes ondas de ascensão social. Por haver escolas gratuitas de qualidade. Nos anos 1960, por exemplo, muitos filhos de operários se tornaram médicos, engenheiros", lembrou, acrescentando que no Brasil isso é mais difícil de acontecer.

Não só renda, mas oportunidades
A economista Lena Lavinas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lembra que as sociedades modernas promovem a igualdade através de uma infraestrutura social de qualidade, aspecto que tem sido deixado de lado na atual política federal. "O gasto social no Brasil é feito para transferir renda para as famílias e não para promover serviços", sublinha. "O governo brasileiro é muito preocupado em transferir renda, o que é importante, mas insuficiente. Os mais pobres não precisam só de renda, mas de oportunidades", destaca. "E os gastos públicos com educação, saúde, transporte e saneamento não crescem na proporção que deveriam."

Dawid Bartelt, diretor do escritório da Fundação Heinrich Böll no Rio de Janeiro, também acredita que o governo brasileiro vem deixando de lado problemas fundamentais. "A educação básica pouco ou nada tem melhorado durante os governos do PT", reclama. "A educação pública de primeiro e segundo graus é um desastre, o setor de saúde tem problemas sérios", constata.

O especialista alemão considera tímida a evolução verificada pelo Ipea, se comparada com os grandes gastos estatais em outras áreas, e argumenta que esse progresso não leva a conquistas de direitos da população mais necessitada. "Os ricos aumentaram muito a sua renda em termos absolutos. Muito mais que os pobres. Aqui também, para um governo que se diz popular, social-democrata, e dentro do contexto de contínua e altíssima desigualdade, há um grande potencial para arrecadação de mais recursos para melhorias substanciais de políticas públicas essenciais que levem a uma redução adequada e sustentável da pobreza", avalia.

"A 50 anos de distância da Alemanha"
O sociólogo Sérgio Costa também considera as melhorias detectadas insuficientes. "Elas não se dão no ritmo que gostaríamos", conclui. Ao deixar o terceiro lugar como país mais desigual, ocupando a 15° lugar na lista mundial, o Brasil dá um passo grande, mas avança timidamente em relação ao resto do planeta, na opinião do analista.

"Caminhamos muito para o Brasil, mas pouco no contexto internacional", comenta. "Precisaríamos de mais cerca de 50 anos neste mesmo ritmo para poder alcançar a desigualdade verificada na Alemanha, que também não é um dos países mais iguais do mundo."

Autor: Marcio Damasceno
Revisão: Francis França

Pinacoteca de Berlim oferece visitas guiadas a pessoas com demência


Em vez de ficarem sentadas em um canto, pessoas mentalmente desfavorecidas participam das visitas guiadas na Pinacoteca de Berlim. Um desafio, mas também um ganho para ambos os lados.

"Um pouco mais alto, eu não estou ouvindo nada", diz uma senhora idosa. "Eu quero seguir adiante!", brada outra senhora cadeirante. A pedagoga do museu, Jaqueline Hoffmann-Neira, estava um pouco insegura, porque era a primeira vez que fazia uma visita guiada para pessoas com demência.

Ela escolheu quadros sobre o tema "amor de mãe". Madonna com criança, de Botticelli e Rafael. Trata-se de um sentimento fundamental que todos conhecem, um tema com o qual todos podem se relacionar. E, realmente, o tema da mãe com a criança nos braços pareceu provocar recordações na maioria dos sete visitantes. Mas, quanto à pergunta sobre quem era a criança, reinou o silêncio.

"Jesus", soprou a educadora do museu. "É claro, e quem mais poderia ser?", falou quase indignado um imponente senhor idoso, impecavelmente vestido.

Lembranças por meio da arte

Trata-se de um experimento que a Berliner Gemäldegalerie (ou Pinacoteca de Berlim) aceitou realizar. Apesar de visitas guiadas em museus para pacientes com demência ou Alzheimer já sejam comuns há muito tempo em outras cidades alemãs, isso é uma novidade na capital do país, que quer ganhar a fama de ser uma cidade acolhedora para pessoas mentalmente desfavorecidas.

A iniciativa partiu de uma cidadã, Bettina Held, cuja mãe é portadora de demência. A ideia impolgou a comunidade portatora de Alzheimer – encontrar as portas dos museus públicos de Berlim sempre abertas. Houve treinamento para pedagogos culturais e, a partir de meados deste setembro, foram realizadas as primeiras visitas guiadas.

Já há muito se sabe que a música afeta diretamente pessoas com demência, desencadeia lembranças e emoções. Mas ainda é pouco difundida a ideia de que imagens também possam funcionar como parte da memória coletiva e pessoal.

O projeto na Pinacoteca de Berlim pretende possibilitar aos doentes mentais o acesso a uma área pela qual eles se sintam atraídos e onde possam participar da vida cultural.

As visitas se concentram em alguns quadros, em que os temas são especialmente importantes. "Amor" ou "paixão" despertam lembranças e sentimentos em qualquer um, inclusive entre as pessoas com demência. Os grupos são pequenos, de forma que é possível levar em consideração as reações de cada um.

Risadinhas com o cupido


"Eu não aguento mais ficar sentada", chamou uma cadeirante. A cuidadora a ajudou então a se sentar direito. Situações como essa também devem ser levadas em conta durante as visitas guiadas: elas exigem um grande esforço, primeiro a viagem, então os novos espaços, muitas pessoas juntas. E, de vez em quando, alguém tem que ser acompanhado ao banheiro.

Mesmo quando Jacqueline Hoffmann-Neira diz: "ok, então vamos fazer uma pausa", eventualmente, ela continua a ser seguida por uma pequena caravana. Auxiliados pelos cuidadores, que empurram, cada um, uma cadeira de rodas, chega-se lentamente à próxima sala.

Ali está pendurado o Cupido, de Caravaggio. Ouvem-se risinhos, pois esse Cupido expõe sua nudez de forma provocadora. É claro que nesse caso não se trata de "amor de mãe". Um visitante perguntou então à educadora do museu: "Quando você se apaixonou pela primeira vez?".

"É um toma lá, dá cá", explicou Jaquelina Hoffmann-Neira. Diferentemente de outras visitas, ela omitiu dados e detalhes histórico-artísticos. Mas foi uma grande experiência, mesmo que inicialmente ela tenha saído bastante do conceito, disse.

Sentimentos, lembranças, alegria

O próximo grupo de visitantes já está a postos. O conceito das visitas guiadas inclui, primeiramente, um café com biscoitos no saguão do museu, para que os visitantes conheçam a pedagoga. Este grupo tem apenas quatro participantes, duas mulheres estavam acompanhadas por filhos e netas.

Margot Zähler, uma das visitantes, tem 83 anos de idade, mas diz rindo que não sabe exatamente sua idade. No entanto, ao se deparar com um pintura de paisagem holandesa, ela vai direto ao ponto. "Água", responde Zähler, confiante, à pergunta sobre o que se pode ver no horizonte. Ela aponta, gesticula, mostra-se acordada e animada. Também as outras três visitantes parecem excepcionalmente concentradas, embora pouco falem.

Eu mostrei a elas que detalhes há no quadro", disse Birgit Bellmann, artista e pedagoga do museu. Embora durante as visitas se pretenda abordar emoções e lembranças, ela diz que o mais importante é que as participantes se divirtam. Além da observação de pinturas, Birgit Bellmann oferece também uma parte prática, em que os participantes podem pintar sua própria paisagem com diferentes técnicas, usando pincel ou espátula.

Contato com a arte na prática
Margot Zähler pintou um quadro com manchas azuis, uma listra oblíqua e um sol. Ela parece satisfeita. Essa parte prática, no entanto, não é bem-aceita por todos. A participante Marliese Werg, de 92 anos, é a mais velha do grupo e se mostra um pouco perdida diante da tela. As pinturas lhe agradaram, mas não lhe apraz pintar.

Ela afirma que quer ir para casa, descansar. Mesmo que ela não saiba exatamente onde mora. Mas ela gostaria de vir outra vez, diz. Depois de uma hora e meia de visita, os participantes ficam, obviamente, cansados.

Tais visitas devem se repetir regularmente na Pinacoteca. E a vivência da arte por pessoas portadoras de demência pode se tornar algo comum em Berlim.

Autora: Andrea Kasiske (ca)
Revisão: Francis França

Alemanha registra quase 8% a mais de turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2012

Os primeiros sete meses de 2012 foram um sucesso para setor turístico da Alemanha. De acordo com o Departamento Federal de Estatísticas – Destatis – o número de viajantes estrangeiros que pernoitaram no país por no mínimo uma noite cresceu 7,7% e atingiu a marca de 17,2 milhões de pessoas.

A maior parte desse grupo de turistas veio da Holanda (2,4 milhões de pessoas), seguidos por viajantes da Suíça (1,4 milhões) e dos Estados Unidos (1,3 milhões). A maior alta de pernoites foi registrada entre os viajantes da Rússia. De janeiro a julho de 2012, a Alemanha recebeu um número de russos 24,2% maior.

Berlim foi o Estado mais procurado pelos viajantes (37,3%), enquanto Meckelemburgo-Pomerânia Ocidental o menos (4,8%). Já a maior alta em comparação com o ano anterior foi registrada em Hamburgo, que recebeu 16,8% turistas estrangeiros a mais que no mesmo período em 2011.

REFUGIADOS Uma situação intolerável


Anualmente, milhares de pessoas vêm para escapar perseguição, tortura e maus-tratos da perigosa travessia sobre o Mediterrâneo para chegar à Europa. Mas apenas alguns fazem isso.
Em 2011, sozinho, de acordo com a Anistia Internacional estima que 1.500 pessoas estão em fuga veio através do Mediterrâneo mortos. "A União Europeia e os Estados-Membros violado a sua política de defesa dos refugiados e imigrantes que tentam chegar à Europa através do Mediterrâneo, em muitos casos de direito internacional dos refugiados e da Convenção Europeia dos Direitos Humanos", disse o secretário-geral da seção alemã da Anistia Wolfgang fronteira, por ocasião do Dia dos Refugiados em todo o país em 28 de Setembro.

Disputa sobre jurisdição
Em abril de 2011, 200 pessoas se afogaram no mar Mediterrâneo, quando o navio afundou. Embora as autoridades maltesas havia recebido pedidos de assistência, eles lançaram nenhum resgate. Eles consideraram que o navio mais perto da área de operações localizadas italiano. Como um navio italiano finalmente chegou, apenas 47 pessoas puderam ser resgatadas.

Uma situação intolerável, encontra fronteira Wolfgang. "Certamente não pode ser que as pessoas têm, portanto, a perder suas vidas porque dois Estados membros da União Europeia não é sobre um número, que é responsável pelo resgate."

Poucas semanas antes da tragédia em abril perdeu 63 outros refugiados, as suas vidas no Mediterrâneo. Um barco estava em perigo, correu para fora do gás, alimentos tornaram-se escassos. As pessoas passaram fome e morreu de sede. À vista dos barcos de pesca que passam e navais vasos tentou nenhum, para ajudar as pessoas.

Isso não deve ser repetido, o Secretário-Geral exorta a seção de Anistia alemão. "Princípios de direito internacional, tais como o resgate de pessoas em perigo, devem ser inteiramente respeitados."
"A Europa é responsável"
Günter Burkhardt, diretor da organização de direitos humanos Pro Asyl denuncia a indiferença da Europa para os refugiados. "A Europa é, em parte, responsável por essas mortes." Especialmente a Itália, Malta e Grécia não conseguiu cumprir suas tarefas especificadas no tratados da União Europeia, criticando Anistia e asilo Pro. Por exemplo, a Itália definido por deportações de refugiados da Líbia em risco de graves violações de direitos humanos. Alemanha tomar este comportamento tacitamente aceite.

Apenas algumas semanas atrás, em 8 de Setembro, Gergishu Yohannes recebeu o Prêmio de Direitos Humanos em 2012 pela Fundação de asilo. A jovem, que era ela mesma como menores fugiram da Eritreia para a Alemanha é trabalhar incansavelmente para garantir que a vítima é pensado nas fronteiras externas da Europa e recebem justiça. Seus 20 anos de idade, irmão Abel foi um dos 77 sobreviventes que morreram de fome em 2009, depois de semanas de Odisséia no Mediterrâneo e sede, porque ninguém se sentia responsável.

Cerca de três semanas, o barco levou os refugiados da Líbia, Itália e Malta, no mar. Sobreviventes relataram que balsa diária tinha ido passar por eles sem ajuda. Finalmente, as autoridades maltesas tinham trazido os últimos cinco sobreviventes coletes salva-vidas e eles mandaram na direção da ilha italiana de Lampedusa.
Membro aplica ação judicial

Ms. Yohannes teve após a morte dos náufragos ao promotor em Itália exibição julgado por falta de assistência. Ela tinha estado em contato com parentes e amigos das vítimas e todos eles reunidos em uma comunidade de interesse. "E então nós dissemos que nós precisamos nos unir para garantir que o mundo é conhecido e que você não pode aceitar, porque é sobre a vida das pessoas."

No entanto, a sua reclamação será investigada em Itália relutantes Yohannes criticados. Em Malta, o primeiro lugar que eu encontrei um advogado para iniciar um processo judicial contra as autoridades.

Crítica da Anistia Internacional e de asilo Pro gape Alemanha lidar com os refugiados da Síria, de falar e de agir político alemão separados aqui. Dada a situação dramática contínua na Síria refugiados sírios que vivem na Alemanha teria uma autorização de residência. Com prolongou por seis meses parada deportação não há segurança jurídica para os refugiados, pois "ele é apenas tolerada, não é seguro", disse Wolfgang fronteira.

"Um pequeno passo para a frente"

Anistia e asilo Pro acolher o outro lado, a participação alemã no programa de reassentamento, o trabalho da ONU para refugiados (ACNUR), sobre o longo dos próximos três anos, 300 refugiados são registados anualmente na Alemanha. Os 200 primeiros já chegou à Alemanha no início deste mês. "É bom que a Alemanha está finalmente fazendo. Este é um pequeno passo para a frente, mas isso não é suficiente", disse a Anistia secretário limite geral.

Em comparação com a Suécia, que abriga 1.800 refugiados do programa de reassentamento, ou a Noruega, que tem mais de 1000, a Alemanha tinha levado um número vergonhosamente baixo.

Com a participação alemã no programa de reassentamento das Nações Unidas, ea recente decisão de Asylbewerberleistungsgesetz - que os requerentes de asilo na Alemanha devem receber os serviços que garantam a subsistência - foram, no entanto, "os primeiros passos importantes feitas aos refugiados para dar uma perspectiva sobre a segurança", diz parte das organizações de direitos humanos.

É minha esperança, o Secretário Geral da Anistia Alemanha ", que irá criar na política de refugiados Europeia, a mudança no futuro próximo."


GRÉCIA Atenas: cortes de ir mais fundo


Não foi um passo fácil para o governo grego: Depois de várias horas de negociações da coalizão para a poupança de 12 mil milhões de euros. Esta é a ameaça de falência do estado evitado.
"Estamos de acordo sobre os pontos principais," ministro grego das Finanças Ioannis Stournaras disse em Atenas. Deve agora ser o primeiro governo de coalizão com a troika chamado da União Europeia (UE), Banco Central Europeu contato (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) e, depois, com os países do euro, acrescentou o ministro. A decisão foi acompanhada por uma greve de 48 horas pelos funcionários aduaneiros, o que levou a uma incapacidade significativa no frete.

Sujeita à aprovação da Troika
Os inspectores da troika são esperados este fim de semana em Atenas. Se eles derem o sinal verde, vai Stournaras os pilares do programa de austeridade para os seus colegas do Grupo de Euro, em 8Outubro apresentando. Só então é também o parlamento grego aprovar os cortes. A lista greve de mais de € 11500000000 é o pré-requisito para a transferência de uma nova tranche de ajuda da zona do euro e do FMI, no montante de EUR 31,5 bilhões. Esses bilhões retidos durante meses são urgentemente necessários para recapitalizar bancos em dificuldades e pagar os empréstimos com vencimento para os credores.

Sem o dinheiro ameaça Atenas insolvência, o que poderia ter uma saída do resultado da união monetária. No entanto, a situação pode deteriorar-se ainda mais clara: De acordo com relatos da mídia, especialistas estimam a troika que as economias necessárias no orçamento grego agora não mais é de 11,5 bilhões de euros, mas 20 bilhões.

Greves e distúrbios
Na quarta-feira, o primeiro-ministro Antonis Samaras e Stournaras já chegou a acordo sobre os cortes no orçamento e então informou a coalizão. O governo parceiro Samaras Democracia conservador Nova - o PASOK Socialista e da Esquerda Democrática - insistiu que a situação dos mais pobres gregos não devem deteriorar-se ainda mais. Enquanto isso, coloque uma greve geral paralisou o país extensivamente. Mais de 50.000 pessoas foram em Atenas protestaram pacificamente contra os planos do governo. Várias centenas de manifestantes lutaram, mas também batalhas de rua com a polícia.

A Grécia tem estado dependente desde maio de 2010 por doações internacionais, que têm um resultado austeridade dolorosa. Renda drasticamente reduzida, o aumento dos impostos e uma aposentadoria mais tarde Os novos cortes afetar novamente as pensões e os salários e aumentar o limite de idade para aposentadoria de 65 para 67 anos.
DG / rb (dpa, afp DAPD,)

Merkel nega ter escolhido local para depósito de lixo nuclear por razões políticas


Chanceler federal depôs em uma CPI que investiga escolha da mina de Gorleben para armazenamento de resíduos durante sua gestão como ministra do Meio Ambiente. A acusação diz que decisão contrariou pareceres técnicos.

A chanceler federal alemã Angela Merkel negou nesta quinta-feira (27/09), em depoimento a uma comissão parlamentar de inquérito, as acusações de que teria cometido um grave erro na escolha da mina de Gorleben como depósito final de resíduos nucleares. Ela refutou as denúncias de que o governo teria optado pela opção mais barata e ignorado procedimentos legais ao optar pelas minas de sal na região. Merkel foi ministra do Meio Ambiente no período de 1994 a 1998, durante o governo do ex-chanceler Helmut Kohl.

Um estudo da Agência Federal de Geociências e Recursos Naturais, realizado em 1995, sustentava que outros 40 locais também tinham potencial para o armazenamento de lixo nuclear, o que levou a oposição a acusá-la de ignorar arbitrariamente os levantamentos técnicos. A chanceler reiterou que, na época, as análises indicavam as minas de sal de Gorleben como primeira opção e que “não havia provas de que não fosse um local adequado”.

A oposição acusa Merkel de ter autorizado escavações de túneis no local sem a realização de análise técnica para estimar possíveis danos. “Nossa opinião era de que havia a necessidade de coletar amostras para verificar se Gorleben seria um local apropriado”, afirmou Merkel, acrescentando que, até então, Berlim ainda não havia decidido se o local seria adequado para receber resíduos nucleares.
Análise parcial
Pesa contra a chanceler federal o fato de que as análises de segurança foram realizadas apenas na parte nordeste da mina, uma vez que o governo não teria adquirido todos os direitos sobre o terreno. Merkel admitiu que os peritos do seu ministério consideraram problemática a decisão de se realizar um exame apenas parcial, sem incluir a parte sudoeste da mina, mas ainda assim, acabaram por concluir que fazia sentido. Ela justificou o exame parcial afirmando que muitos proprietários teriam se recusado a vender seus terrenos ao Estado.

Merkel disse ainda que a escolha por Gorleben já havia sido feita anos antes de sua gestão como ministra, e que só consideraria outras alternativas caso houve provas reais de que região era inadequada para o depósito de resíduos nucleares. “Era meu dever continuar o trabalho”. A chanceler federal afirmou que até o final de sua gestão, em 1998, essas análises ainda não haviam sido concluídas, "como não foram até hoje".

Durante a gestão de Merkel como ministra do Meio Ambiente, a oposição criticou a publicação de um comunicado à imprensa intitulado “Gorleben continua sendo a primeira opção”, e instituiu em 2010 uma comissão parlamentar de inquérito para apurar se houve influência política na escolha do depósito final de resíduos nucleares.

Deputados do Partido Verde acusam Merkel de ter escolhido a opção mais barata em detrimento da segurança. Na opinião deles, a mina de sal não seria segura o suficiente para abrigar resíduos nucleares.
RC/dpa/lusa
Revisão: Francis França

1938: Lançamento do Queen Elizabeth

No dia 27 de setembro de 1938 foi lançado à água, em Liverpool, o então maior navio de passageiros de todos os tempos. Com suas 83 mil toneladas, o Queen Elizabeth podia transportar 2.285 pessoas.


O transatlântico Queen Elizabeth foi fabricado no estaleiro John Brown, no Rio Clyde, perto de Glasgow. Só que o lançamento às águas do então maior navio de passageiros do mundo aconteceu numa época não muito propícia. O início da Segunda Guerra Mundial, no ano seguinte, levou por água abaixo (pelo menos temporariamente) os planos da companhia de navegação Cunard Line.

Os últimos detalhes da embarcação foram montados às pressas e a pintura substituída por uma camuflagem, para o transporte de tropas na guerra. O navio era uma verdadeira obra-prima da navegação: 314 metros de comprimento, 36 metros de largura e mais de 83 mil toneladas de peso.

Foi necessário esperar a enchente de fevereiro de 1940 para deslocar o navio sem tocar o fundo do rio. Para protegê-lo de minas, o Queen Elizabeth foi desmagnetizado e navegou sem iluminação.


Estratégia antinazista
No dia 2 de março de 1940, tomou rumo para Nova York, escoltado por destróieres da Marinha. Para despistar os submarinos inimigos alemães, foi organizada uma partida falsa. Centenas de pessoas se aglomeraram no porto, malas e caixas com supostos mantimentos foram empilhados no cais. E os submarinos de Hitler caíram na armadilha. Eles mobilizaram em vão seus bombardeiros, pois o Queen Elizabeth há muito já estava fora do alcance.

Cinco dias depois, o transatlântico aportava em Nova York, onde já estava o navio-irmão Queen Mary, que era menor e mais rápido. Quatro anos mais velho que o Elizabeth, o Mary também estava sendo camuflado e equipado para o transporte de tropas na Austrália.

Alguns meses mais tarde, o Elizabeth estava prestando serviço em Cingapura, para depois transportar soldados australianos até o norte da África. Finalmente, em março de 1946, o Queen Elizabeth começou as atividades para as quais havia sido concebido: os cruzeiros marítimos.

Tanto o Queen Mary como o Queen Elizabeth viveram seu auge principalmente graças aos ex-soldados, que conheceram as embarcações em outras circunstâncias e agora pretendiam realmente desfrutar do luxo e do conforto de um transatlântico.


Concorrência do avião

Os navios começaram a tornar-se um negócio altamente lucrativo para as companhias marítimas. Para garantir lugar, as cabines de primeira classe tinham que ser reservadas com um ano de antecedência. Nos primeiros anos da década de 1960, entretanto, cada vez mais pessoas passaram a viajar da Europa à América de avião. Os enormes hotéis flutuantes começaram a ficar vazios.

Tentando reverter esta situação, em 1965, a Cunard Line resolveu reformar completamente o Queen Elizabeth para torná-lo ainda mais atraente. Como estes esforços fossem em vão, o navio foi retirado definitivamente de circulação. Sua última viagem sob bandeira britânica aconteceu em outubro de 1968, com destino aos Estados Unidos. Mas, devido à falência do grupo que iria usá-lo para fins turísticos na Flórida, o transatlântico foi comprado num leilão por um chinês.

Seus planos eram transformar o transatlântico numa universidade flutuante. Durante a reforma total que a embarcação estava sofrendo em Hong Kong, entretanto, um incêndio a destruiu completamente, levando o Queen Elizabeth a pique no dia 9 de janeiro de 1972.

Crime organizado responde por até 90% do desmatamento ilegal em florestas tropicais


Participação de cartéis na retirada ilegal de madeira chocou Interpol e ONU, autoras de um relatório sobre o tema. Em parceria com Brasil, Interpol desenvolveu treinamento para combater a ação criminosa na floresta.


O comércio ilegal de madeira movimenta anualmente até 100 bilhões de dólares, aproximadamente 203 bilhões de reais. O valor surpreendeu até a Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal, que investiga o crime registrado principalmente em países da América Latina, África Central e Sudeste Asiático.

O dado faz parte do relatório Green Carbon: Black Trade divulgado nesta quinta-feira (27/09), uma parceria do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente, Pnuma, e a Interpol. O estudo afirma que a retirada ilegal de madeira responde por até 30% do comércio global.

"Ficamos chocados com a escala e ainda mais com o nível de envolvimento do crime organizado nas transações. O tráfico de madeira ilegal tem sido um crime de baixo risco, que tem atraído cartéis como um negócio ilegal rentável", disse Christian Nellemann, pesquisador do Pnuma, em entrevista à DW Brasil.

Sofisticação dos criminosos

Segundo o relatório, organizações criminosas são responsáveis por entre 50% e 90% do desmatamento em países que detêm florestas tropicais. Além do Brasil, Indonésia, República Democrática do Congo, Malásia e Papua Nova-Guiné são territórios onde a ilegalidade acontece com maior frequência.

A sofisticação dos criminosos também chamou a atenção dos investigadores. No caso do Brasil, grupos costumam invadir sites oficiais para obter informações privilegiadas fundamentais para o planejamento das atividades ilegais. "Eles são extremamente organizados", revelou Nellemann.

"Mas também reconhecemos o esforço da Polícia Federal brasileira em combater os crimes na floresta. Como a fiscalização no Brasil aumentou nos últimos anos, contamos com uma migração da extração ilegal para os países vizinhos, como Chile e Peru", disse Nellemann. Em parceria com os brasileiros, a Interpol desenvolveu um workshop na floresta amazônica para treinar oficiais estrangeiros que irão prevenir o crime ambiental em seus países.
Desmatamento e violência

"No caso da Amazônia, é certo dizer que 80% da extração de madeira era ilegal há até alguns anos", diz Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, em conversa com a DW Brasil. Atualmente, o crime está por trás da metade do desmatamento – número ainda "extremamente alto", considera.

Com o bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos, a madeira retirada de forma ilegal abastece principalmente o mercado interno. Atualmente, cerca de 20% a 30% segue para a exportação. "Quem atua nessa atividade tem um alto poder de corrupção. São agentes que corrompem secretarias de Estado, etc", pontua Barreto.

O delito ambiental transnacional também está associado à violência. Segundo a Interpol, outros crimes como assassinatos e atrocidades contra os habitantes das florestas e indígenas estão ligados ao desmatamento. O relatório publicado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos confirma essa tendência: dos 50 municípios com mais de 10 mil habitantes mais violentos do país, nove estão na Amazônia Legal.

"A ameaça que esse crime representa para o meio ambiente requer uma forte, eficaz e inovadora resposta por meio de leis que protejam esses recursos naturais e combatam a corrupção e violência ligada a esse tipo de crime. Afinal, esse delito também pode afetar a estabilidade e a segurança de um país", comentou Ronald K. Noble, secretário-geral da Interpol.
Autora: Nádia Pontes
Revisão: Francis França

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Imagens engajadas - Uma homenagem a Rosa von Praunheim


Uma mostra dos 40 anos de carreira do pioneiro do ativismo gay no cinema

Mostra de filmes
26 de setembro a 7 de outubro de 2012
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Terça a sexta, das 10h às 22h
Sábado, das 8h às 23h
Domingos, 8h às 22h
Tel. 11 3113 3651 R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)
O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, em parceria com o Goethe-Institut, a mostra IMAGENS ENGAJADAS – UMA HOMENAGEM A ROSA VON PRAUNHEIM, um tributo aos 70 anos de vida e mais de 40 anos de carreira de um dos mais importantes cineastas da Alemanha ainda em atividade. A mostra tem curadoria de Arndt Roskens do Goethe-Institut Rio de Janeiro e inclui seu longa mais recente, o documentário O REI DA HQ, exibido no último Festival de Berlim e inédito no Brasil.


Em 40 anos de carreira, Praunheim realizou mais de 70 filmes, sempre variando entre diversos gêneros e diversas temáticas. Ele começou com curtas e filmes experimentais que já chamaram a atenção dos cinéfilos e da crítica. Seu nome artístico é resultado do "triângulo rosa" dos homossexuais nos campos de concentração nazistas e de Praunheim, bairro de Frankfurt onde cresceu.


Em 1970, ele rodou seu primeiro longa-metragem, DIE BETTWURST, um filme cultuado até hoje. No mesmo ano, também realizou o filme NÃO É O HOMOSSEXUAL QUE É PERVERSO, MAS A SITUAÇÃO EM QUE ELE VIVE, que o tornou conhecido internacionalmente e o consagrou como ativista do movimento gay na Alemanha ocidental. O filme gerou grande polêmica naquela época, não só por atacar uma sociedade discriminatória, mas também por atacar os próprios homossexuais por sua passividade social e política. Com este filme se iniciou uma verdadeira onda de fundações de grupos LGBT em toda Alemanha ocidental.


O documentário O EINSTEIN DO SEXO (1999) foi a produção mais cara de Rosa von Praunheim. O filme retrata a vida e o trabalho de Magnus Hirschfeld que fundou no início do século 19, um instituto de pesquisa sexual e que abordou o campo de sexualidade e suas diversas formas de expressão de uma forma científica, e não moral, o que foi uma revolução naquela época.


Desde os anos 70, Rosa von Praunheim realizou inúmeras produções para o cinema e para a TV, é ativista gay e do combate à Aids, além de professor da influente Academia de Cinema e Televisão de Babelsberg. Nos seus filmes, Praunheim procura promover a diversidade social. Além do movimento gay, os temas principais de sua obra são retratos de mulheres excêntricas que desobedecem as ‘normas sociais’ em diversas formas, e o combate à Aids.


Uma outra característica de sua filmografia é o retrato e a exposição de mulheres fortes e extravagantes. A artista berlinense Lotti Huber, por exemplo, foi protagonista no filme ANITA – AS DANÇAS DO VÍCIO, sobre a dançarina Anita Berber e sua fama notória na Alemanha dos anos 10 e 20.


Realização: CCBB


Produção e apoio institucional: Goethe-Institut

O Islã, mas uma parte da Alemanha


A chanceler alemã, Angela Merkel, está empenhada em Islã como uma parte da Alemanha. Ao mesmo tempo, ela adverte para não confundir o Islão e islamismo. Com sua declaração, ela se distancia de Presidente Joachim Gauck.

Em uma conferência telefônica CDU comutação com cerca de 7000 membros chanceler Angela Merkel disse quando perguntado sobre a importância do Islã na Alemanha: "Sim, é uma parte de nós."Eles pediram para maior tolerância dos muçulmanos mais de três milhões que vivem na Alemanha e advertiu que "não serão todos agrupados." A maioria dos muçulmanos dissociar-se claramente da violência e atos de violência contra o filme invectiva recente anti-muçulmano. Somente aqueles que se recusam a reconhecer as leis podem ter de enfrentar consequências legais.

A conferência de mudança foi o primeiro "Salão Tele-Town", organizado pela CDU. O evento de uma hora foi transmitido na internet e mandato, local e funcionários estavam em um software baseado na Internet para ligar em um estúdio de TV recém-criada na sede do partido em Berlim e fornecendo licença Merkel. Além da questão do Islã discutidos foram a igualdade de pensão no Oriente e no Ocidente, o debate sobre a cota de mulheres, a crise do euro e da Coalizão sobre o subsídio de assistência.

Distância para a presidência


A demanda para o chamador sobre o papel do Islã na Alemanha, Merkel também afirmou: "Talvez devêssemos, como cristãos, nós novamente mais se preocupar com a nossa religião e falar mais sobre o cristianismo do que ter medo do Islã". Eles também exigiram que aqueles "que têm vindo a nós" seria bem vindo. Quanto mais isso for feito, o que é melhor.

O chanceler concordou com sua declaração de um discurso do ex-Presidente da República Federal Christian Wulff. Wulff disse no 20 º aniversário da reunificação alemã, em 2010, que o Islã é parte da Alemanha. O atual presidente, Joachim Gauck outro lado, havia se distanciado do teorema de Wulff. Este Gauck primavera havia declarado em uma entrevista com a Time, ele poderia assumir o conjunto de Wulff não como ele poderia aceitar, mas a sua intenção. Mas ele próprio iria "simplesmente disse que os muçulmanos que vivem aqui pertencem à Alemanha." Gauck parecia tão entre a religião como tal e para o povo local de fé muçulmana de distinguir. Wulff observações, tanto em 2010, bem como a distância de Gauck previa debates sobre o papel do Islã na Alemanha.

pt / pg (dpa rtr DAPD,)

Menos de desempregados na Alemanha


O número de desempregados na Alemanha caiu mais em setembro. Os dados também mostram que o mercado de trabalho está perdendo força.

Oficialmente em setembro, foram 2,78 milhões de pessoas sem trabalho na Alemanha, que é menos de 117.000 no mês anterior. A taxa de desemprego caiu de 0,3 pontos para 6,5 ​​por cento, o Escritório Federal do Trabalho nesta quinta-feira, em Wiesbaden.

A queda do desemprego em setembro não é incomum, os pesquisadores falam de um aumento de queda após os meses de verão. O renascimento caiu este ano, mas foi menor do que o habitual comparação com setembro de 2011, havia apenas 7.000 pessoas fora do trabalho a menos.

Mercado de trabalho robusto

A melhora no mercado de trabalho cai desde mês de diminuir. "O fraco desenvolvimento econômico tem sobre o mercado de trabalho", disse Frank-Juergen Weise, diretor da Agência Federal de Emprego."No entanto, o mercado de trabalho é resistente."

A uma conclusão similar, o Escritório Federal de Estatística, embora com números diferentes.Enquanto a agência de emprego conta apenas as pessoas que estão em seus oficialmente registadas como desempregadas, o Escritório Federal de Estatística tenta capturar o número de pessoas empregadas na Alemanha. Isso foi em agosto, um total de 41,6 milhões de pessoas, o Instituto informou hoje.

Dinâmicas a serem
Ele observou os estatísticos mesmo fenômeno como seus colegas no mercado de trabalho: em comparação com o número de pessoas ocupadas aumentou, mas o aumento foi de apenas metade tão alta como em anos anteriores. "O desenvolvimento positivo no mercado de trabalho perdeu força desde o início do ano", de acordo com o escritório de estatísticas.

Na estimativa do chefe da agência de trabalho, portanto, é difícil para os desempregados a encontrar emprego. "Até que o mercado de trabalho foi muito receptivo. Isso agora mudou."

bea / pg (AP, Reuters, Reuters)

Na República Tcheca de novo


Depois do escândalo de álcool adulterado em que houve muitas mortes, o governo em Praga novamente permiti a venda de bebidas destiladas. Subsiste, no entanto, há restrições.

Na noite de quarta-feira, o gabinete Tcheca decidiu permitir a venda de bebidas alcoólicas duro novamente. Em lojas e restaurantes permitidos os espíritos serão oferecidos. Em consulta com a Comissão Europeia, a exportação em breve serão admitidos de novo.

A maior parte do álcool permanecerá bloqueado

Aprovado na República Tcheca era o álcool antes de 1 Janeiro de 2012, é produzido. Ambos têm destilarias agora comprovar a origem de suas matérias-primas. Para isso, eles devem apresentar os resultados às autoridades de laboratório. De acordo com representantes da indústria com estes requisitos podem cerca de sete milhões de garrafas são imediatamente devolvidos às prateleiras. 13 milhões de garrafas permanecem bloqueadas.

Contra o fundo de pelo menos 26 pessoas morreram em decorrência do mix tóxico, o governo de Praga adverte contra espíritos mais com origem incerta. "Pedimos a todos para levar a situação a sério", disse o ministro da Agricultura, Petr BENDL.

No fim de semana, a polícia levou o fabricante alegada de álcool adulterado. A polícia afirmou que o principal suspeito confessou. Estima-se que no final de agosto havia chegado até 15.000 litros de licor envenenado em circulação. O álcool foi preparado utilizando uma mistura de metanol-etanol. O líquido altamente tóxico tinham sido vendidos pelos suspeitos a uma rede de engarrafadora ilegal. Metanol conduz à intoxicação em doses elevadas, à cegueira e morte. Também na Polônia, um homem morreu de envenenamento por metanol. Segundo a família, ele tinha bebido álcool na República Tcheca.

pt / pg (dpa, AFP)

POLÍTICA NUCLEAR Merkel: Não Erro em Gorleben


35 anos foi a controvérsia sobre a eliminação de resíduos nucleares de Gorleben toma como apropriado. Merkel nega falha na exploração do domo de sal ter feito durante o seu tempo como ministro do Meio Ambiente.
Do seu ponto de vista, então era sua decisão de 1995 tomada por uma maior exploração do domo de sal de Gorleben como depósito de resíduos nucleares "responsabilizado e necessária" foi, a chanceler alemã Angela Merkel (CDU) como testemunha em Gorleben-comissão do Bundestag. A oposição acusa Merkel de ter cometido unilateralmente ao site Baixa Saxônia.

Merkel: "Não há evidência de inadequação"


"Até o final da legislatura 13 há evidência robusta que teria apontado a um não-adequação de Gorleben", disse Merkel, que foi ministra do Meio Ambiente 1994-1998 no governo do chanceler Helmut Kohl (CDU). Além disso, a decisão foi tomada por uma concentração em Gorleben anos antes de sua posse. "Meu trabalho é deixá-los continuar o trabalho de exploração foi."

Ao mesmo tempo, rejeitou as representações que tinha na época já era uma decisão de Gorleben. A adequação de Gorleben não foi até o final de seu mandato provou ministro do meio ambiente. Portanto, não tinha pensado para uma exploração de locais alternativos - no caso de Gorleben deve provar ao contrário das expectativas na hora de ser inadequada. O chanceler também observou que era na época o consenso na União liderada governo era que a energia nuclear "para fazer uma contribuição significativa para o fornecimento de energia" deveria.

Estabelecimento unilateral?

O chanceler ressaltou, no entanto, que ela tentou "chegar a um consenso sobre a questão disposição."Fala sobre isso, mas não tinha conseguido 1995 A adequação do domo de sal de Gorleben como depósito de resíduos nucleares também não foi refutada hoje. Eles tomaram a decisão com base no julgamento profissional.

A comissão de investigação tem tentado por dois anos e meio para esclarecer se a decisão foi tomada há décadas em favor da exploração exclusiva do domo de sal por razões puramente técnicas ou foi influenciado por considerações políticas. Fundo são as alegações de que o governo de então tinha tomadas desde 1983 influência no conhecimento científico.

Geólogos segurar domos de sal, "adequado"
A disputa gira em torno de Gorleben tudo, se o domo de sal para o armazenamento a longo prazo dos resíduos nuclear é segura o suficiente, mesmo. Para uma nova pesquisa deve, portanto, ser reexaminada resultado se argila sal ou o granito é uma rocha do host para o armazenamento subterrâneo melhor. França e Suíça decidiram tom que é considerado impermeável. Finlândia e Suécia dependem de granito na Alemanha, mas é considerado como um "outsider".

Geólogos realizar cúpulas de sal alemães adequados para garantir alto nível de resíduos radioactivos. A indústria nuclear está longe de ser determinado por uma adequação de Gorleben, porque não existe ainda nenhum contraprova técnica definitiva. A oposição diz Gorleben tornou-se circunstâncias controversas e não com base em critérios científicos site de exploração.

DG / pg (DAPD dpa, rtr)

CONSELHO DE SEGURANÇA: Alemanha, Brasil, Japão e Índia apelam por reforma na ONU

Os Ministros das Relações Exteriores de Alemanha, Brasil, Japão e Índia, reuniram-se na última terça-feira (25.09) para discutir a reforma e a ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O grêmio mais importante da ONU, responsável por definir as decisões sobre a segurança e a paz no mundo, é composto atualmente por 15 países: cinco dos quais possuem assento permanente e 10 ocupam as cadeiras rotativas, em madatos com duração de dois anos.

O G4, como o grupo é conhecido, defende a reforma do Conselho de modo que o mesmo de reflita o mundo atual, já que o formato ainda hoje adotado é do período pós-Segunda Guerra Mundial. Em declaração conjunta emitida e assinada por Guido Westerwelle, Antônio Patriota, Kochiro Gemba e Ranjan Mathai, afirmam:

“Assim como em comunicados anteriores, os Ministros reiteram sua visão comum de um Conselho de Segurança reformado, levando em consideração as contribuições feitas pelos países para a manutenção da paz, da segurança e de outros propósitos da organização, bem como a necessidade de aumento da representação dos países emergentes e em desenvolvimento em ambas as categorias [vagas permanentes e rotativas], de modo a refletir melhor a atual realidade geopolítica. Os países do G4 reafirmam seus compromissos como aspirantes a novos membros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, em como seu apoio às respectivas candidaturas.”

No documento, os Chefes da Diplomacia de Alemaha, Brasil, Japão e Índia agradecem ainda os esforços de outros parceiros na ONU, como Nassir Abdulaziz Al-Nasser (Presidente da 66ª Assembleia Geral) e Zahir Tanin (Chefe das Negociações Intergovenamentais), e dão boas vindas à inicitiva dos responsáveis pela 67ª Assembleia Geral ONU, que está sendo realizada em Nova Iorque, de continuar o proceso das negociações intergovernamentis no plenário informal da mesma.

“Sublinhamos a necessidade de atingirmos resultados concretos e expressamos nosso compromisso de trabalhar em cooperação e com espírito flexível com outros Países Membros e Grupos de Países Membros”.

REUNIFICAÇÃO E TEMPORADA 2013/2014: Cristo Redentor será iluminado com as cores da Alemanha



Símbolo do Rio receberá as cores da bandeira alemã no 3 de Outubro, data que marca a reunificação do país. Ação promove o ano da Alemanha no Brasil, que começa em 2013.

A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será iluminada com as cores da bandeira da Alemanha na próxima quarta-feira (03.10), Dia da Unidade Alemã. A data é feriado nacional na Alemanha e marca a reunificação do país, que entrou em vigor em 3 de outubro de 1990.

O Cristo Redentor receberá o preto, vermelho e dourado da bandeira alemã a partir das 17h30, no horário local. Quando a noite cair, parte do monumento ficará sem iluminação, para aumentar o contraste do preto.

A ação tem o aval da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Santuário do Cristo Redentor. Segundo o cônsul alemão no Rio de Janeiro, Harald Klein, o objetivo é preparar o terreno para a Temporada da Alemanha no Brasil, em 2013.

Projeto do Goethe Institut realiza intercâmbio entre cartunistas do Brasil e da Alemanha

Uma iniciativa do Instituto Goethe Porto Alegre, de olho na participação do Brasil como País Convidado da Feira do Livro de Frankfurt, convidou seis cartunistas brasileiros e alemães para participar de uma espécie de intercâmbio e produzir uma história em quadrinhos com os relatos de suas impressões sobre a viagem.

De acordo com o projeto Osmose, os autores permanecem no país até então desconhecido por um período de quatro semanas, vivendo a experiência de uma residência artística. Os destinos dos autores brasileiros são Berlim, Hamburgo e Munique, enquanto os alemães serão recebidos em Salvador, São Paulo e Porto Alegre. As histórias e experiências dos cartunistas serão reunidas num livro bilíngue a ser lançado nas Feiras do Livro de Frankfurt e Porto Alegre, em 2013, mas alguns cartuns já podem ser conferidos no blog da iniciativa:

blog.goethe.de/osmose

100 ANOS DEPOIS: Colônia, na Alemanha, revive a marcante exposição "Sonderbund"

Em 1912, uma exposição realizada na Alemanha abalava o mundo da arte. Com uma apresentação inovadora, as pinturas mudaram a visão do modernismo. Agora, a mostra é novamente apresentada na cidade às margens do Reno.

Nos últimos meses, a dOCUMENTA (13) atraiu 860 mil visitantes à cidade de Kassel – um recorde. Desde 1955, a premissa da mais importante exposição da arte na Alemanha é mostrar o que há de mais contemporâneo na arte de todo o mundo. E isso é válido até hoje.

Também os organizadores da chamada exposição Sonderbund em Colônia, em 1912, já tinham a mesma pretensão: "a pintura altamente controversa dos nossos dias" deveria ser documentada, e o "avanço da modernidade" deveria receber apoio.

Os organizadores da mostra – uma associação de artistas, colecionadores, profissionais de museus e galeristas – estavam conscientes de sua missão. Ao público deveria ser mostrado como era a pintura europeia e quem seriam os pais da vanguarda.

Dessa forma, a exposição se tornou a apresentação mais importante do modernismo europeu, realizada na Alemanha antes da Primeira Guerra Mundial.

Primeira exposição de caráter moderno

A exposição Sonderbund é vista ainda hoje como uma importante precursora da Documenta. E não somente isso. Muitos estudiosos da arte consideram a mostra em Colônia como a primeira exposição de caráter moderno, como o início de período inovador de exposições. Não é de se admirar que esta mostra de arte tão importante e de tamanha repercussão seja "ressuscitada" exatamente cem anos depois.

Das cerca de 650 pinturas da exposição histórica, o Museu Wallraf Richartz mostra agora 120 obras, mais uma vez em Colônia.1912 – Missão Modernidade é o título da exposição revivida.

"O que os organizadores conseguiram realizar em 1912 foi o primeiro grande panorama representativo do modernismo – e, ao mesmo tempo, a sua manifestação na Alemanha", assinalou a curadora Barbara Schaefer em conversa com a Deutsche Welle. Schaefer preparou a exposição durante vários anos de trabalho meticuloso.

"A mostra Sonderbund deve ser vista como um protótipo das atuas exposições de arte. Aqui reside a sua primordial importância, como o primeiro – e talvez mais importante – exemplo para todas as sucessivas exposições de caráter histórico-artístico", disse Schaefer.

Na época, a mostra foi uma sensação – mas não um sucesso. O público de orientação burguesa ainda não estava preparado para compreendê-la. "O público ficou surpreso ao ver, a princípio, somente contorções, distorções, às quais não se podia dar sentido", registrou Hermann von Wedderkop, autora dos textos que acompanhavam a exposição. E um repórter da época disse estar convencido de que "as pinturas combinariam melhor com a coleção de um neurologista ou médico de loucos do que com uma exposição pública de arte".

Maior receptividade na Renânia

As contorções e distorções foram pintadas por artistas como Vincent van Gogh e Paul Cézanne, Pablo Picasso e Wassily Kandinsky, August Macke e Emil Nolde. A maioria dos artistas da época pertence hoje ao cânone modernista. Em 1912, a situação era bem diferente: no Império Alemão o clima nada receptivo, a compreensão artística ainda estava bastante enraizada no século 19.

A ascensão industrial da Renânia, seus muitos colecionadores e sua proximidade com a França fizeram da região o lugar apropriado para a exposição. Embora ali também tenha havido duras críticas e tenha reinado a incompreensão. Os jornais locais especularam, por ocasião da abertura, que se deveria proteger os quadros de ataques, para que "a ira não atraísse um tribunal de linchamentos sobre eles".

Não menos controversas também eram as pinturas provenientes dos países vizinhos e sua influência – constatada pelos curadores da época – sobre a arte alemã. "A exposição Sonderbund não foi somente uma demonstração deliberada das influências fecundas do exterior, mas também comprovou, por outro lado, o verdadeiro caráter internacional do jovem modernismo alemão", afirmou Barbara Schaefer.

Com mais de 100 quadros na exposição, Vincent van Gogh (Barcos de pesca na praia de Saintes-Maries-de-la-Mer, 1888, na foto principal do artigo) tornou-se a estrela da mostra, mas também foi dado muito espaço a franceses como Paul Cézanne, Maurice Denis ou Paul Signac

Além disso, surgiram nomes novos como Pablo Picasso ou Kandinsky. Também puderam ser vistos artistas austríacos (Egon Schiele e Oskar Kokoschka), escandinavos (Edvard Munch), suíços (Giovanni Giacometti, Ferdinand Hodler) e holandeses (Kees van Dongen, Piet Mondrian).

A Alemanha estava representada por grupos de artistas como A Ponte (Die Brücke) e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter). O que assustou a maioria dos visitantes foi, principalmente, a dissolução das formas, a representação da imagem humana, o uso das cores. Elementos que hoje encantam em vez de irritar, mas que no passado pareciam explosivos aos olhos dos observadores.

Nova forma de apresentação – e de marketing

Os organizadores da centenária exposição perseguiram uma abordagem incomum não somente com a escolha dos artistas. "A novidade estava na rejeição do tipo de exposição apenas para vendas, na apresentação sobre paredes brancas como também no abrangente marketing", disse Schaefer.

Antes de 1912, era comum a densa disposição de quadros nas paredes, justapostos ou pendurados uns em cima dos outros. Tudo isso foi mudado pela exposição Sonderbund. Para a curadora, ela foi nada menos que "a despedida das exposições coletivas sem conceito do século 19". E o que hoje é uma obviedade – catálogos e guias, brochuras e salas de descanso, marketing e cartazes – teve início desde então.

Imigrantes alemães contribuíram para o desenvolvimento do estado de São Paulo e no Brasil em setores tão diversos como a indústria, o esporte, a arquitetura e a educação. Exposição relembra a trajetória dos pioneiros.

Imigrantes alemães e descendentes diante do Teatro Municipal, em 1920

A imigração alemã em São Paulo não costuma ser tão badalada quanto a de italianos e japoneses. Entretanto, os alemães estão entre os imigrantes pioneiros. Em 2009, celebram-se oficialmente os 180 anos da imigração alemã no estado.

Os festejos têm início neste domingo, 21 de junho, com a estreia da exposição "Viagem por uma São Paulo alemã: do primeiro assentamento a 1930", que até dezembro poderá ser vista em diferentes endereços.

A data oficial para o aniversário e o local inicial da exposição têm como referência o primeiro assentamento de colonos alemães, em 29 de junho de 1829. Porém, antes da chegada destes, vários outros conterrâneos já haviam escolhido São Paulo para viver.


Pioneiros
Imigrantes alemães chegam a São Paulo (1907)

Ao contrário daqueles que vieram nos primeiros anos do Brasil independente, atraídos pela promessa de receberem terras e colonizarem o estado, os verdadeiros pioneiros chegaram por conta própria.

Alguns assumiram funções de responsabilidade. É o caso, por exemplo, de Daniel Pedro Müller, chegado em 1802. Com formação militar obtida em Lisboa, colaborou com as autoridades locais, integrou o corpo de engenheiros realizando várias obras e chefiou uma fábrica de reparo de armas, à frente de uma equipe de oito mestres alemães.

Johann Carl August von Oeynhausen-Graveburg, por sua vez, assumiu o governo da capitania-geral de São Paulo em 1819 e introduziu a vacinação contra a varíola, sendo destituído pelo príncipe regente dom Pedro poucos meses antes da independência do Brasil.

Após a independência e à medida que a escravidão perdia terreno, o Brasil passou a recrutar imigrantes no exterior para formar forças militares sem portugueses, colonizar seu território e incentivar a produção agrícola e manufatureira. Os alemães tiveram prioridade nesta fase, graças aos elos culturais da imperatriz Leopoldina, esposa de dom Pedro I e nascida na Áustria.

O primeiro grupo de recrutados a desembarcar em Santos, no fim de 1827, era composto por 226 colonos. Um ano depois, cerca de 1.000 aguardavam em Santo Amaro pelo assentamento nas prometidas terras.
Família alemã na colônia Nova Europa, em Ibitinga (1943)

A imigração continua

A coordenadora do arquivo e da biblioteca do Instituto Martius Staden, Daniela Rothfuss adverte: "É preciso ter muito cuidado com números, pois a documentação é rara. Ela inexiste em São Paulo e Itapecerica, por exemplo. Somente a partir do centenário da imigração surgiu interesse em pesquisar, documentar e preservar a história."

Os documentos mais antigos costumam ser registros de casamento em cartórios, pois a maioria dos alemães imigrantes era de religião luterana e não podia casar nas igrejas católicas, únicas na região.

Na década de 1830, o fluxo de imigrantes prosseguiu. Centenas seguiram direto para a Real Fábrica de Ferro de Ipanema, na região de Sorocaba, a primeira siderúrgica do Brasil. A maior parte desistiu do trabalho árduo e migrou para São Paulo.

Fenômeno similar ocorreu a partir dos anos 1840 com aqueles recrutados na Alemanha para trabalhar nos cafezais de Campinas, Limeira, Piracicaba e outras regiões do interior. Devido às más condições de vida no campo e à deslealdade dos fazendeiros no sistema de parceria, vários alemães trocaram o campo pela cidade.

As denúncias de maus tratos e não-cumprimento de promessas interromperam a imigração organizada, por decreto do governo da Prússia. Na década de 1850, mais de 2.100 alemães e suíços trabalhavam em 34 fazendas paulistas.
Colheita do café em Ribeirão Preto também empregava alemães (1902)
Pólo industrial alemão
Nova onda migratória teve início depois de 1880, atingindo seu auge após a Primeira Guerra Mundial. Desta vez, porém, sem apoio institucional e direto para a cidade de São Paulo, a fim de exercer suas profissões.
Membros da Sociedade Germânia em 1897


Rothfuss mais uma vez ressalta ser impossível quantificar o número de imigrantes. "Pelos dados daqueles que passaram pela hospedaria, hoje Museu dos Imigrantes, parece que foram poucos. Mas muitos vieram com dinheiro no bolso, foram para hotéis e investiram em negócios próprios", conta a historiadora.

Depois da Segunda Guerra, o fluxo de imigrantes foi substituído pelo fluxo de capital. Com a abertura de subsidiárias de empresas alemãs em São Paulo, muitos executivos e profissionais especializados também mudaram-se da Alemanha para a metrópole paulista. O ritmo dos investimentos foi tão acelerado que transformou o estado paulista no maior pólo da indústria alemã fora da Alemanha.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e da Evonik Degussa Brasil, Weber Porto, observa que esse status é fruto dos primeiros passos dados em 1827. No mesmo ano do desembarque dos primeiros colonos em Santos, Brasil e Alemanha firmaram tratados comerciais e a troca comercial entre os dois países intensificou-se.

"Jovens empreendedores germânicos instalaram representações de casas comerciais alemãs, principalmente no Rio e em Santos. Theodor Wille, por exemplo, foi um dos responsáveis por tornar o porto santista a mais importante via de exportação do café brasileiro."
Alemães na metrópole
Fábrica de chapéus Schritzmeyer



Na cidade de São Paulo, foi no Largo de São Bento que comerciantes alemães concentraram suas lojas. A mais famosa foi a Casa Allemã, que nasceu como uma pequena venda e tornou-se uma chique loja de departamentos, com salão de chá e muitos produtos importados da Alemanha.


Os alemães também se destacaram com suas fábricas de chapéus e chocolates, além de cervejarias, como não poderia deixar de ser. Tanto a Antarctica quanto a Brahma foram fundadas por imigrantes da terra da cerveja, assim como muitas outras incorporadas pelas duas gigantes, unidas desde 1999 na Ambev.

A forte presença alemã na metrópole entre os rios Tietê e Pinheiros também se fazia notar na vida social. Rothfuss estima que, nos anos 1920, São Paulo chegou a ter cerca de 40 escolas alemãs.

Fundada em 1878, a mais antiga em funcionamento chama-se hoje Colégio Visconde de Porto Seguro, que, assim como o Colégio Humboldt, possui turmas em que o idioma predominante é o alemão. Outras três escolas e sete jardins de infância oferecem alemão como língua estrangeira.

Organizar-se em associações é uma tradição alemã mantida em São Paulo. Até 1930, segundo o Instituto Martius Staden, os imigrantes fundaram 130 associações ou clubes. "Cruzando dados, descobrimos pessoas que eram sócias de 12 associações", afirma Rothfuss. A Sociedade Beneficente Alemã, que mantém um asilo para idosos e um orfanato, está ativa desde 1863.

Preocupados em cuidar da forma física, os imigrantes fundaram na cidade duas associações de ginástica, "uma para os ricos e outra para os trabalhadores", observa a historiadora. "A comunidade alemã no Brasil era bem dividida, de acordo com as classes sociais. Infelizmente, não há tantos registros históricos dos alemães mais pobres."


Contribuição dos alemães
Hospital Oswaldo Cruz


Entre os vários clubes esportivos e de lazer, destaca-se o Esporte Clube Pinheiros, batizado inicialmente como Germania e que teve o primeiro time alemão de futebol. No setor de saúde, os imigrantes alemães contribuíram com duas instituições de renome: o Hospital Santa Catarina, fundado por freiras, e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Nas artes e na cultura, Rothfuss cita o arquiteto Maximilian Emil Hehl e a família de vidraceiros Sorgenicht como os grandes destaques. Além de ter projetado a Casa Alemã, Hehl fez o projeto original da Catedral da Sé em estilo neogótico, bem como o da Catedral de Santos, enquanto os Sorgenicht confeccionaram vitrais para o Mercado Municipal, o Arquivo Municipal, a Faculdade de Direito da USP e a universidade FAAP.

A exposição itinerante "Viagem por uma São Paulo alemã" será aberta neste dia 21 na Escola Céu Azul, mantida pela Associação dos Cemitérios dos Protestantes (Acempro) no bairro paulistano de Colônia/Parelheiros. Depois, a mostra vai a Itapecerica e retorna a São Paulo, onde poderá ser vista até dezembro em clubes, colégios e outras instituições ligadas à comunidade alemã, assim como no Memorial do Imigrante.

Também os estados de Santa Catarina e do Paraná festejam em 2009 os 180 anos da colonização alemã, enquanto no Espírito Santo faz 150 anos. No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, já são 185 anos.