terça-feira, 28 de agosto de 2012

Urbanização no Brasil deve chegar a 90% até 2020


Relatório da ONU-Habitat com foco em cidades latino-americanas revela dados sobre pressão urbana, meio ambiente e habitação. Números servem de base para elaboração de políticas públicas.
O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apresentou nesta terça-feira (21/08) um relatório com informações sobre população e urbanização nas cidades latino-americanas. De acordo com o estudo, a taxa de urbanização no Brasil e nos países do Cone Sul chegará a 90% até 2020.
No relatório inédito, chamado Estado das Cidades da América Latina e Caribe, foram abordados tópicos como desenvolvimento econômico, habitação, espaços públicos, serviços básicos urbanos, meio ambiente e governança urbana.
Para o Diretor Executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, o relatório é uma “ferramenta útil na formulação de políticas públicas que permitam avançar em direção às cidades com melhor qualidade de vida”, já que, em cinquenta anos, a quantidade de cidades aumentou seis vezes na América Latina.
No relatório ainda são abordados problemas provenientes da urbanização acelerada, como pobreza, desigualdade de renda, emissão de gases de efeito estufa, violência, disparidade de gênero e saneamento.
Atualmente, metade da população urbana latino-americana (mais de 222 milhões de pessoas) reside em cidades com menos de 500 mil habitantes, e 14% – um total de 65 milhões de pessoas – residem em megacidades. A urbanização de cidades intermediárias é incentivada pelo acesso a água, saneamento e outros serviços básicos.
O estudo também apresenta recomendações aos governos. Visando cidades com níveis elevados de qualidade de vida e sustentabilidade, o relatório sugere que sejam implementadas políticas de planejamento, concepção e regulamentação, fortalecendo a estrutura para os mercados imobiliários. A ideia é aproveitar a riqueza gerada no meio urbano para reinvestir no desenvolvimento de novas infraestruturas.
Problemas e possíveis soluções
A região da América Latina e Caribe é a mais urbanizada do mundo, embora seja também uma das menos povoadas em relação ao tamanho do território: quase 80% de sua população concentra-se em cidades. No México e nos países da região Andino-Equatorial, a taxa de urbanização não passa de 85%; no Caribe e na América Central, o crescimento urbano é constante e deve chegar a 83% e 75% em 2050, respectivamente.
Os países latino-americanos conquistaram progressos significativos no combate à pobreza ao longo dos últimos 10 anos, mas, em números absolutos, a proporção de pobres ainda é elevada. Nas áreas urbanas, uma em cada quatro pessoas vive em estado de pobreza. O número de pessoas vivendo em habitações precárias chega a 111 milhões – superior ao número verificado há vinte anos.
Muitos governos de América Latina e Caribe possuem projetos de habitação e políticas públicas de auxílio. Porém, a carência é tão grande que garantir habitação digna para todos não é algo que se consiga alcançar em curto ou médio prazo, sugere o estudo.
A recomendação seria juntar estratégias de crescimento econômico com políticas orientadas a combater a desigualdade de renda e a promover qualidade de vida e medidas de integração territorial e social.
Água e saneamento
América Latina e Caribe conseguiram atingir os Objetivos do Milênio propostos pela ONU em relação ao abastecimento de água. Atualmente, 92% da população urbana tem acesso à água encanada – a parcela sobe para 98% se for considerado o acesso a outras fontes de abastecimento.
Ainda assim, cerca de 40% da água tratada na região é perdida por problemas na infraestrutura, como vazamentos e uso inadequado. Serviços de higienização também não mostram números animadores: nas cidades, 16% da população não possui saneamento adequado.
Além disso, com quase um quilo de resíduos sólidos produzido diariamente por habitante urbano, os serviços de coleta e eliminação de lixo não atingem o potencial necessário e nem sempre chegam aos bairros mais pobres.

Exposição em Berlim é um passeio por cem anos da fotografia de moda


Glamourosa, provocativa e bela, a fotografia de moda sempre esteve associada a alguns dos maiores fotógrafos do século 20. Importante parte dessa cultura visual está em cartaz em Berlim na exposição “Beleza atemporal”.
No começo do século 20, mesmo popular, a fotografia ainda não havia chegado às páginas das revistas de moda. O mundo da beleza e do glamour era visto através de coloridas ilustrações. Foi Edward Steichen que mostrou ao mundo, em 1911, que a fotografia podia rivalizar com os desenhos. Sua série de fotos de roupas criadas por Paul Poiret para a revista Art et Décoration é considerada o nascimento da fotografia de moda moderna.
A ideia da exposição Beleza atemporal – 100 anos de fotografia de moda, de Man Ray a Mario Testino, em cartaz em Berlim, nasceu quando os curadores Nathalie Herschdorfer e Todd Brandon procuravam material para um livro sobre Steichen nos arquivos da editora Condé Nast, responsável por revistas como Vanity Fair e Vogue. Eles encontraram milhares de fotos de Steichen e uma quantidade imensa de material de famosos fotógrafos no início de suas carreiras.
"Os arquivos da Condé Nast são essenciais para a história da moda. A editora foi a primeira, em 1914, a contratar um fotógrafo só para moda", declarou Herschdorfer na abertura da exposição em Berlim. Localizados em Nova York, os arquivos da Condé Nast estão entre os maiores da América e sua história começou em 1892, com o primeiro número da revista Vogue. Só recentemente eles foram abertos.
A mostra em Berlim é a maior já feita com esse material. Em ordem cronológica, a exposição busca mostrar a evolução da fotografia de moda e dos conceitos de beleza. "É interessante ver a criatividade dos fotógrafos em quase semanalmente tratar do mesmo tema. Mulheres lindas, com vestidos fabulosos, em lugares deslumbrantes", diz a curadora.
Composição da imagem
O trabalho de Edward Steichen marca a primeira parte da exposição, na qual o cinema impulsionou o uso da fotografia nas revistas de moda. Steichen definiu a era da fotografia na Vogue, onde ficou de 1923 até 1937 e trabalhou ao lado de colegas como Cecil Beaton, Horst P. Horst e George Hoyningen-Huene.
Para a curadora, essa primeira geração de fotógrafos estava interessada na composição da imagem e encarava o trabalho para a revista como uma extensão de seu trabalho artístico. Os editores, responsáveis por transformar aquelas composições artísticas em imagens para uma revista de moda, também desempenhavam um papel importante.
"É importante olharmos também para as revistas. Essas fotos não foram feitas para serem exibidas como obras de arte penduradas na parede, mas para serem impressas e reproduzidas nas revistas, com texto e tratamento gráfico", completa Herschdorfer. A exposição mostra revistas com os famoso desenhos de moda, depois substituídos pelas fotografias, e como cortes, diagramação e textos definiam o significado das imagens.
Força no glamour
"O segredo da fotografia não está em capturar o acaso acidental e sim em estilizar a realidade. Essa é a única maneira de acidentalmente alcançar a grandeza." Essas foram palavras de Alexander Libbermann, diretor artístico da Vogue que definiu o imaginário da moda no pós-Guerra. O fotógrafo passou a ser essencial para criar ícones da moda e da beleza. Libbermann foi responsável por levar para a Vogue nomes como Erwin Blumenfeld e Irving Penn.
Assim a mulher do pós-Guerra era uma mulher do mundo, mas sem perder o glamour. Elas dirigiam carros, eram sedutoras e glamourosas em frente a suas casas ou em férias no sul da França. A atitude também era outra e está refletida na forma como elas encaram a câmera e o fotógrafo, com força, feminilidade e confiança.
O formato da revista começou também a influenciar os fotógrafos, que faziam certas ousadias pensando em como os enquadramentos seriam impressos. Isso fica evidente no trabalho de Guy Bourdin, pintor que começou a fotografar para a Vogue Paris nos anos 1950. Suas imagens alcançam uma inesperada beleza, com linhas claras e harmoniosas que pareciam já ser tiradas pensando na formatação gráfica da revista – os fotógrafos começavam a entender o produto final que resultaria do seu trabalho.
Feminismo nas ruas
As ruas e o feminismo tiveram uma força enorme na fotografia de moda dos anos 1960 e 1970. O movimento Swinging London atravessou o Atlântico e chocou com o icônico ensaio que David Bailey fez com Jean Shrimpton para a Vogue britânica nas ruas de Nova York. As loucuras das ruas e a nova fase do belo são ilustrada de maneira casual e irônica, com a modelo quase sempre carregando um ursinho de pelúcia.
As ruas também ganham força no trabalho do então artista plástico William Klein. Suas fotos eram frequentemente feitas em locações, com pessoas comuns em vez de modelos. Seu trabalho na Vogue era parte de seu processo de pesquisa em construção de imagem. Seus experimentos com exposição, utilização de diferentes lentes e iluminação trouxeram um novo olhar para a fotografia de moda.
Outra curiosidade é uma foto de Geraldine Chaplin feita por Bailey que é mostrada antes e depois do retoque. Muito antes do Photoshop, as fotos eram manualmente alteradas para deixar modelos e roupas perto da perfeição.
Entre a ilusão da moda e a verdade das ruas, o movimento feminista começou a ganhar as páginas das revistas. Temas como direitos e saúde da mulher eram abordados, enquanto a fotografia tentava refletir essa nova realidade.
Ode à normalidade
Os anos 1980 foram marcados pelo excesso e pelo glamour. A fotografia de moda ultrapassou os limites das revistas e as campanhas publicitárias se tornaram cada vez mais populares. O poder de fotógrafos como Herb Ritts – e principalmente das modelos – começou a crescer. Nos anos 1990, modelos como Naomi Campbell, Linda Evangelista e Cindy Crawford viraram estrelas pop e o naturalismo voltou com força total. Fotógrafos como Peter Lindbergh começaram a brilhar, principalmente nas revistas europeias, que permitiam maior liberdade artística.

Hoje não seria surpresa ver o trabalho de Corinne Day nas páginas de revistas de moda, mas as fotos de seu icônico ensaio feito com Linda Evangelista e Kate Moss para a Vogue britânica causaram alvoroço em 1993. Oriunda de revistas com uma maior ousadia, como a The Face, Day fotografou as modelos sem nenhum glamour e com alto grau de normalidade, fugindo dos padrões de beleza e felicidade. As fotos dividiram a editoria da revista, que decidiu ousar e as publicou. A grande repercussão das imagens emula a moda na década e marca o início do estrelato de Kate Moss.
Muito além da fotografia
Nos últimos anos a fotografia de moda ganhou ainda mais poder, graças a uma indústria que se torna cada vez mais global e a ícones de estilo e glamour cada vez mais importantes. Estes criam uma certa identificação com o público ou ganham ares oníricos e fantasiosos através da manipulação digital da imagem, como no trabalho de Sølve Sundsbø e Sebastian Kim.
"Hoje os fotógrafos são o chefe, ou apenas mais uma peça, em grandes equipes. O retoque e a manipulação da imagem chegaram a um outro nível, que muitas vezes foge do controle do fotógrafo", diz Herschdorfer. Outro fator importante é que hoje as fotos não são apenas vistas nas revistas, mas também na tela de computadores e tablets. "O vídeo passou a ser parte importante. Tudo está se tornando cada vez mais multimídia", conclui a curadora.
A exposição Beleza atemporal – 100 anos de fotografia de moda, de Man Ray a Mario Testino está em cartaz no C/O Berlin até 28 de outubro.



Brasil das águas em paz com a floresta



No rio Amazonas, o porto de Santana, em Macapá, foi construído na década de 1980. Inicialmente previsto para o transporte de mercadorias para o estado do Amapá e para a Ilha de Marajó, o porto se transformou em uma das principais rotas marítimas da navegação regional.

A cidade mais próxima à Ilha das Cinzas, no estado do Pará, é a capital do estado vizinho, Macapá, que está a quatro horas de barco. Por meio de iniciativa dos moradores, organizados na Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas, a posse da terra foi legalizada e a área se transformou em Projeto de Assentamento Agroextrativista.

As 60 famílias da ilha mantêm um acordo sustentável de pesca. A do camarão é feita com uma armadilha tradicional feita a mão, o matapi, uma espécie de gaiola com formato cilíndrico. Francisco Barbosa Malheiros mostra o "funil" por onde o camarão entra, mas impede a saída dos animais maiores. O farelo do babaçu é a isca usada para atrair o crustáceo.

Cada família da Ilha das Cinzas mantém, no máximo, 75 matapis. O acordo quer evitar a pesca predatória e foi fechado após estudos realizados com apoio da ong Fase. Os melhores meses para a venda do crustáceo são junho, julho e agosto. Em janeiro, fevereiro e março, o quilo do camarão chega a ser vendido a 10 reais.

Os moradores da ilha também fazem o manejo do açaizeiro. Todos os componentes da palmeira são aproveitados, com destaque para o fruto e o palmito. Um açaizeiro só é cortado quando cresce demais para, então, ser substituído por um novo.

Para apanhar um galho com frutos, os moradores sobem na palmeira com a ajuda da peconha – além de usar a força dos braços. Ela é feita com uma folha da palmeira, minutos antes da escalada. A técnica é muito usada no Pará.

O açaí se transformou na principal fonte de renda dos moradores da Ilha das Cinzas. Por ano, cada família vende em média 11.200 quilos. O preço da saca de 60 quilos, que era de 20 reais há dez anos, hoje é de 80 reais.

Os moradores fazem o manejo para consumo próprio: as principais espécies extraídas são virola e pau-mulato. Como a ilha está numa área de várzea, o transporte das toras é feito pela água. A madeira é usada na construção das casas, das pontes, de móveis e de ferramentas.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá foi a primeira do tipo criada no Brasil, em 2005. As cerca de 170 famílias que moram no local também criaram regras internas de preservação. Em alguns trechos do rio, por exemplo, é proibida a entrada de barcos motorizados. Até os fiscais do Ibama são obrigados a seguir a regra, contam os moradores.

Seu Codó, como é conhecido, começou a briga pela regularização da reserva Itatupã-Baquiá. Algumas lições ele aprendeu com o seringueiro e ambientalista Chico Mendes. No quintal de sua casa, seu Codó cozinha sementes de andiroba, que contêm um óleo muito usado pela indústria cosmética.

As casas da região foram equipadas recentemente com televisão e antena parabólica. A eletricidade é produzida por um gerador movido a diesel. As famílias mantêm o equipamento em funcionamento, em média, três horas por dia. A conta é cara: o custo mensal chega a 300 reais.

A escola da Ilha das Cinzas recebe alunos de diversas comunidades próximas. Por acordo coletivo, as aulas são ministradas às segundas, terças e quartas, em período integral. Quatro professores se revezam entre as classes, que vão até a 8ª série. A menina Vitória, 7 anos, brinca de desenhar.

No Amazonas, o pôr do sol visto da embarcação. A vida dos ribeirinhos segue o ritmo das águas: em vez das horas apontadas pelo relógio, é o nível da maré que determina a hora de sair de casa. Quando a "água cresce", ou o nível do rio sobe, é hora de transportar a madeira pelo rio, mas mau momento para fazer a pesca do camarão.

Biogás é alternativa sustentável para pequenas comunidades


No mundo todo, 3,2 bilhões de pessoas não têm acesso a modernas fontes de calor. Elas usam a fogueira para cozinhar e se aquecer, o que prejudica a saúde e o meio ambiente. Uma solução é a produção de biogás.
Em muitos países falta infraestrutura para fornecer energia aos habitantes de regiões remotas. Para quase metade da população mundial, a alternativa é queimar o que há à disposição, geralmente madeira. Isso não só afeta negativamente a saúde, como também consome grandes quantidades de combustível e libera altos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.
Uma alternativa é a utilização da biomassa nas chamadas unidades domésticas de biogás. Atualmente, essas unidades oferecem energia renovável para áreas rurais no Nepal, onde as pessoas produzem metano através da fermentação de dejetos humanos e animais. A energia é utilizada para cozinhar, iluminar lâmpadas a gás e abastecer geradores.
Uma vantagem dessas unidades é que a energia é produzida no local onde é utilizada. Não são necessárias tubulações terrestres. A instalação da unidade é feita junto à casa, fácil de montar e usar, e funciona com o combustível fornecido naturalmente pelo lixo doméstico.
Biogás como ajuda ao desenvolvimento
Nos países em desenvolvimento, em regiões com pouca infraestrutura, as unidades domésticas de biogás são usadas primeiramente para suprir as necessidades imediatas da população rural.
"É um princípio eficiente", diz Andreas Michel, especialista em energia da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ). "O esterco diário produzido por duas ou três vacas é suficiente para gerar gás metano para cinco horas de iluminação ou energia para cozinhar", explica.
Nos últimos anos, a GTZ ajudou a financiar a instalação de centenas de unidades de biogás em países como Bolívia e Ruanda. Os países com o maior número de unidades de biogás são China, Botswana e Índia.
Também é possível instalar unidades maiores, que não só produzem energia excedente como também são capazes de abastecer um vilarejo inteiro. Para que o suprimento de biomassa seja garantido, elas são instaladas de preferência em fazendas. Porém, o benefício das unidades domésticas é mais significativo na hora de cozinhar e aquecer residências.
Benefício ambiental versus impacto climático
O WWF cofinancia a instalação de 7.500 unidades domésticas de biogás no Nepal. A ONG estima que cada unidade economize cerca de 4,5 toneladas de lenha e evite a emissão de aproximadamente quatro toneladas de CO2 por ano.
De acordo com Andreas Michel, há um melhoramento na saúde da população, já que as partículas liberadas dentro da casa não são nocivas. Outro benefício é o chorume gerado durante a produção do biogás, que pode ser usado como fertilizante.
Outro aspecto crucial do projeto é assegurar que todo o gás metano gerado seja capturado e queimado. O metano é um gás de efeito estufa potente, 25 vezes mais nocivo do que o dióxido de carbono. "Por isso é importante prevenir vazamentos por onde o metano escape para a atmosfera", disse Martin Hofstetter, especialista em agricultura do Greenpeace.
Um dos problemas é que as unidades de biogás não podem ser colocadas em qualquer lugar. Nem todas as famílias possuem terra ou gado para gerar os resíduos orgânicos necessários para a transformação de energia. Sem falar no custo: de 300 a 1,2 mil dólares, dependendo da capacidade e do país.
Mas uma vez que a unidade de biogás é instalada, não há custos de manutenção. O biogás possibilita que pessoas em áreas remotas possam gerar a própria energia para melhorar suas vidas.

Green Peace cobra investigação



Embora o governo tenha afirmado que a situação da ruína atômica de Fukushima seja estável, frequentes descobertas de contaminação no meio ambiente preocupam parte da população. Wakao Hanaoka, do Greenpeace no Japão, disse que o governo agora precisa realizar uma investigação completa da contaminação radioativa de uma grande variedade de áreas marítimas nos arredores de Fukushima.
Levantamentos da organização mostram que os níveis mais elevados de contaminação radioativa foram encontrados em peixes e algas marinhas coletadas em áreas mais afastadas da usina de Fukushima. "Fatores que afetam a propagação da contaminação incluem correntes marinhas e a configuração do relevo oceânico", acrescentou Hanaoka.
Situada no nordeste do Japão, a região de Fukushima é um dos celeiros do país. Segundo a imprensa local, após a colheita de arroz que se aproxima, as autoridades pretendem testar cada saco do produto, antes da revenda.
No ano passado, foram detectados em amostras individuais de arroz valores de césio acima do limite estabelecido pelo governo de 500 becquerels por quilo. A partir de outubro, o limite nacional será reduzido para 100 becquerels. As autoridades de Fukushima, entretanto, já pretendem separar todos os sacos de arroz que apresentarem níveis acima dos 100 becquerels por quilo.

Peixes capturados em Fukushima têm nível recorde de radiação


Peixes achados a cerca de 20 quilômetros da usina de Fukushima têm taxa de radiação 258 vezes mais alta que o máximo permitido pelo governo japonês para consumo.
Níveis recordes de césio radioativo foram detectados em peixes capturados a 20 quilômetros da usina de Fukushima, no Japão. A operadora da central nuclear, a Tokyo Electric Power Co (Tepco), afirmou na terça-feira (21/09) que encontrou uma taxa de césio radioativo de 25,8 mil becquerels por quilo, equivalente a 258 vezes o padrão que o governo japonês considera seguro para o consumo.
Os animais foram pescados no começo de agosto a uma distância de até 20 quilômetros da ruína atômica de Fukushima, e a 15 metros de profundidade. A pesca em águas próximas à usina foi restrita voluntariamente, para evitar que peixes contaminados cheguem ao mercado.
Em 11 de março de 2011, um forte terremoto e um posterior tsunami devastaram a usina de Fukushima, provocando derretimento do núcleo de reatores e vazamento de grande quantidade de radiação para o meio ambiente. Menos de um mês depois do desastre, a Tepco despejou no Pacífico mais de 11 mil toneladas de águas residuais contendo substâncias radioativas.
O recorde anterior de contaminação radioativa fora de 18,7 mil becquerels por quilo, detectados em peixes capturados em março, de acordo com a agência de pesca japonesa.

Conceito de "água virtual" deve nortear consumo sustentável


Em Estocolmo inicia-se a Semana Mundial da Água. Especialistas sugerem modelo global de sustentabilidade para agricultura, considerando o enorme volume de água "invisível", exportado junto com alimentos.
"Água é vida. É o coração da economia verde. Por isso, temos que falar sobre eficiência no uso da água", enfatiza Kenza Robinson. Ela é a secretária das Nações Unidas para Água e trabalha no Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa).
A água é usada em todos os lugares. No setor energético, a força da água é encarada como um meio para se produzir energia sem prejuízo à natureza, e sem acelerar a mudança climáticas global. A indústria precisa de grande quantidade de água para diversos produtos. Até mesmo na produção de um dos microchips usados no computador, são necessários 32 litros de água, para um automóvel, a média é de 400 mil litros.
A grande reciclagem
Porém setor que mais necessita de água é a agricultura, consomindo 70% dos recursos hídricos do mundo. A água não é usada somente na produção de alimentos, mas também nas culturas destinadas a atender à crescente demanda por biocombustíveis e rações de animais. Os recursos globais de água são parte de um gigantesco processo de reciclagem; nunca se produz mais água, a quantidade disponível é sempre a mesma.
Portanto, a questão se resume a quão eficiente é o uso da água, aponta Benedikt Haerlin, da Fundação para o Futuro da Agricultura. "Na verdade, o ponto decisivo é a forma como mantemos a água no solo e nas plantas, em todo o ecossistema, antes de ela ser evaporada e o ciclo se reiniciar", afirma o jornalista e especialista em Agricultura em entrevista à Deutsche Welle. Haerlin é também integrante da Comissão Internacional para o Futuro da Alimentação.
Dimensão virtual
Haerlin assegura que, com solos saudáveis e agricultura sustentável, também seria possível alimentar de forma saudável a população mundial crescente. Então sustentabilidade significa também incluir nos cálculos a chamada "água virtual". Ela é a que está incluída em cada produto e também é exportada, invisivelmente, junto com os produtos agrícolas.
Portanto, numa região seca como a Somália, por exemplo, são necessários 18 mil litros de água para produzir um quilo de trigo. Na Eslováquia, essa mesma quantidade é colhida com 465 litros. Assim, de acordo com Haerlin, trata-se de adaptar o sistema total de produção alimentar à quantidade de água disponível no local onde se produz.
"Por exemplo, a Alemanha importa água de regiões nas quais esse recurso é muito mais restrito do que aqui para nós – por exemplo, na forma de soja." Pois, como lembra Haerlin, a produção dessa leguminosa consome um grande volume de líquido. "No fundo, o comércio dessa água virtual deve ser direcionado para onde falta água, não para onde há mais dinheiro."
Ajuste da agricultura
Segundo Haerlin, a adoção desta ideia significaria o abandono das grandes monoculturas, que causam impacto negativo ao ciclo global da água. Em comparação com cultivos mistos, pouca água é armazenada no solo de monoculturas. Além disso, muitas monoculturas dependem de sistemas artificiais de irrigação. Por isso, seria necessário adaptar o sistema global de produção de alimentos à água disponível em cada região.
Acima de tudo, de acordo com Kenza Robinson, da ONU, é necessário se pensar nos recursos hídricos numa perspectiva de longo prazo, do mesmo modo como hoje são encarados outros recursos – por exemplo, os combustíveis fósseis. "A água é um direito humano, está acima de todos os outros recursos. Ela tem uma posição especial e por isso precisamos encará-la de forma global."
A World Water Week, em Estocolmo, vai de 26 a 31 de agosto.

O AVANÇO DA ENERGIA EÓLICA


Em terra, o vento é muitas vezes a fonte de energia mais lucrativa, sendo o custo de um kilowatt/hora de 5 a 9 centavos de euro. A produção de energia pela queima de carvão tem o mesmo preço, mas ela acaba custando 14 centavos de euro por causa das graves consequências da fuligem sobre a saúde.

Alemanha aposta na energia eólica

  Quase 10% da energia na Alemanha é proveniente da força do vento. No ano 2020, este porcentual deverá ser de 20% a 25%.

A necessidade de guindastes especiais e o clima agreste: os custos para a instalação, logística, manutenção e transporte de energia são mais caros nas instalações marítimas. A energia eólica de parques construídos no mar custa o dobro da obtida em parques terrestres. 

Este parque eólico produz 3,4 megawatts e fornece quase 7 milhões de kilowatts-hora por ano, cobrindo assim a demanda de energia de 1.900 residências. Este tipo de parque custa aproximadamente 3,4 milhões de euros. 

Antigamente, parques eólicos só compensavam se construídos em locais com muito vento, como na costa. Agora, na Alemanha, a instalação de aerogeradores é crescente até no interior, onde a geração de energia pode ser também rentável com aerogeradores mais altos e hélices maiores. 

Quase 10% da energia na Alemanha é proveniente da força do vento. No ano 2020, este porMuitas regiões querem construir aerogeradores também em florestas. Principalmente no sul da Alemanha pode-se produzir mais energia com rotores bem acima da copa das árvores.porcentual deverá Parques eólicos mudam a paisagem e algumas pessoas desaprovam esta ideia. Porém, parques comunitários são bem aceitos, como no município alemão de Morbach.se
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Com a ajuda da eletrólise, a energia eólica produz hidrogênio, que pode ser guardado e utilizado mais tarde. Na Alemanha, já existe um projeto piloto.20

Pequenos aerogeradores servem para casas e para regiões isoladas da rede de energia elétrica e podem ser rentáveis. Existem mais de 600 mil aerogeradores deste tipo ao redor do mundo, que são fabricadas e montadas sobretudo na China e nos EUA.

Cerca de 100 mil pessoas trabalham na indústria eólica na Alemanha. O setor cresceu muito nos últimos 15 anos. Dois terços da produção são exportados.

Novas fábricas são construídas ao redor do mundo e a pressão sobre os custos e a concorrência é grande. Com uma crescente produção em série, os aerogeradores ficam cada vez mais eficientes e baratos.

Em todo o mundo, a potência dos aerogeradores atinge mais de 250 gigawatts (GW), o que corresponde à capacidade de 300 usinas nucleares. Para o ano de 2020, a previsão é que a potência chegue a 1.000 GW.

STF ordena retomada das obras de Belo Monte


Tribunal regional havia mandado interromper as obras da hidrelétrica no rio Xingu há duas semanas, afirmando que os povos indígenas da região não foram devidamente consultados.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, concedeu liminar na noite da segunda-feira (27/08) autorizando a retomada das obras na usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Na liminar, o ministro suspende os efeitos da decisão da quinta turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que havia mandado interromper as obras no dia 14 de agosto. O motivo alegado fora o fato de os povos indígenas da região não terem sido consultados antes do início dos trabalhos.
Segundo o presidente do STF, a liminar favorável ao governo não impede que a decisão seja revista após uma análise mais detalhada do caso, etapa que cumprirá a partir de agora.
Na mesma decisão, Britto pede mais informações ao TRF1 e determina o encaminhamento do processo à Procuradoria-Geral da República, que havia dado parecer pedindo a manutenção na suspensão das obras.
Com um custo de 13 bilhões de dólares, a barragem que está sendo construída no rio Xingu deverá fornecer 11.233 megawatts de eletricidade, ou 11% da capacidade instalada do Brasil. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo.

ThyssenKrupp quer 7 bilhões de euros por siderúrgicas no Brasil e nos EUA


Empresa alemã não descarta venda das unidades em separado. Analistas avaliam que as duas usinas valem juntas no máximo 4 bilhões de euros.
A empresa alemã ThyssenKrupp quer ao menos 7 bilhões de euros por suas duas siderúrgicas no Brasil e nos Estados Unidos, declarou o presidente do grupo, Heinrich Hiesinger, ao jornal Welt am Sonntag.
"Queremos ao menos o valor que ainda temos na nossa contabilidade. São cerca de 7 bilhões de euros", declarou Hiesinger, que não descarta a possibilidade de vendas separadas. "Provavelmente precisaremos de dois compradores, um para cada usina", declarou.
Analistas avaliam que as siderúrgicas valem entre 3 bilhões e 4 bilhões de euros. Entre os possíveis compradores para a usina brasileira, que fica no estado do Rio de Janeiro, está a empresa Vale, segundo declarou o próprio Hiesinger em maio passado. A Vale já detém 27% da siderúrgica no Brasil.
Outros possíveis compradores são a europeia ArcellorMittal, a americana U.S.Steel e a sul-coreana Posco, além das chinesas Hebei e Baosteel.
De acordo com os planos da ThyssenKrupp, o aço produzido no Brasil deveria ser transformado em placas nos Estados Unidos e depois vendido para a indústria automobilística. O problema é que o aço produzido no Brasil está mais caro do que o esperado. Os motivos, segundo a empresa, são a valorização do real e a elevação dos salários. Além disso, a demanda pelo produto caiu nos Estados Unidos.

Futebol de rua une jovens do Brasil e da Alemanha em reality show



Cineasta alemã planeja programa com jovens talentos dos dois países. Após processo seletivo, cinco finalistas de cada país disputarão a partida decisiva em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.
Cinco adolescentes brasileiros de um lado, cinco alemães do outro. Jovens talentos do futebol de rua reunidos em uma série de televisão. Esta é a proposta do projeto multimídia 5 Heroes, iniciativa aliada ao ano da Alemanha no Brasil 2013/2014 e à Copa do Mundo de 2014.
A primeira tarefa, em 2013, será encontrar os jogadores, divididos em dois grupos: de 11 a 13 e de 14 a 16 anos. A ideia é transmitir o processo seletivo – uma espécie de reality show – em emissoras do Brasil e da Alemanha. Os jurados percorrerão seis grandes cidades dos dois países. Rio de Janeiro, Salvador, Berlim e Colônia estão entre os possíveis destinos.
Os cem melhores candidatos escolhidos disputarão as vagas para as equipes nacionais – formadas por três meninos e duas meninas. Ao final, os cinco heróis finalistas alemães e brasileiros se enfrentarão em 2014 no Brasil, aproveitando o clima da Copa do Mundo no país.
No futebol de rua, cada time tem cinco jogadores, o que explica em parte o nome do projeto. "Um campeão pode ter fraquezas, o que importa é ser bom em um esporte. Para um herói, toda a personalidade conta", explica a produtora e diretora alemã Sylvia Schirmer.
Além das transmissões pela TV, Schirmer pretende disponibilizar os vídeos da fase de seleção e das histórias de vida dos candidatos em uma plataforma na internet – em português, alemão e inglês. O público também poderá votar nos candidatos em cada rodada.
Paixão binacional
O projeto surgiu antes mesmo que Schirmer descobrisse que 2013 seria o ano de seu país no Brasil. A cineasta e membro da Academia Alemã de Televisão trabalha no desenvolvimento de formatos voltados para o público jovem. "Me interesso sobre o modo como os jovens veem o mundo", diz.
Para desenhar o 5 Heroes, Schirmer entrevistou adolescentes alemães sobre seus interesses e chegou ao tema futebol. E, ao pensar no esporte, logo se pensa no Brasil. A diretora decidiu focar-se, então, no futebol de rua, do qual "o Brasil é a Meca". Mas, assim como os brasileiros, os alemães também são apaixonados pelo esporte. "Os dois são países do futebol", considera.
No futebol de rua alemão, ela tomou como exemplo a Buntkicktgut, a maior liga da modalidade no país. O projeto intercultural começou em Munique em 1997, com crianças e jovens de abrigos para refugiados de guerra e requerentes de asilo.
Schirmer e sua equipe trabalharam durante um ano para traçar o conceito do 5 Heroes. "Para nós, os jovens são nossos heróis. Queremos aumentar a consciência sobre o valor da juventude, o que, por sua vez, contribuirá para seu desenvolvimento e autoestima", propõe.
"O principal objetivo do 5 Heroes é dar ao jovem participante a ideia de que através de nossas paixões – no caso, o futebol de rua – podemos ter uma visão cultural mais ampla", afirma Carlos von Ysenburg, representante do projeto no Brasil.
Participar do projeto expandirá os horizontes dos jovens brasileiros e alemães, completa Schirmer. Eles terão aulas de idioma – nível básico de alemão ou português – e, com as viagens, aprenderão sobre a cultura do próprio país e também a do adversário. "E quem sabe um talento do futebol seja descoberto", espera.
Em busca de parceiros
Após o desenvolvimento do conceito do 5 Heroes, Schirmer encara agora o desafio de conseguir parceiros alemães e brasileiros nas áreas de audiovisual, esportes, economia e turismo. Segundo a produtora, o projeto todo exigirá um investimento de 1,5 milhões de euros.
"Como estamos atuando em dois continentes e duas culturas, nossa abordagem é diversa. Queremos contar tanto com eventuais parceiros de porte internacional, como aqueles mais interessados no mercado nacional e regional", afirma Ysenburg. A Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK), em São Paulo, apoia a iniciativa.
Também estão em andamento negociações com representantes das cidades na Alemanha e no Brasil, que deverão mostrar interesse pelo projeto e oferecer infraestrutura adequada. "A lista ainda está sendo definida, mas estamos bem perto", diz Ysenburg.
A fase de seleção dos candidatos está planejada para começar em maio de 2013, juntamente com o início do ano da Alemanha no Brasil. O site com a proposta do projeto já está no ar, ainda sem versão em português.
"Com o nosso projeto, potencializamos a atenção sobre o ano da Alemanha no Brasil e sobre a amizade Brasil-Alemanha", destaca Schirmer. "O projeto 5 Heroes vai mostrar que com grandes eventos esportivos e culturais e boas ideias muitas barreiras podem ser deixadas de lado, fortificando uma saudável relação entre países", completa Ysenburg.
Autora: Luisa Frey
Revisão: Francis França


Alemanha quer trocar experiências científicas com o Brasil


A Fapesp recebeu, no dia 22 de agosto, a visita de uma delegação de representantes do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, de instituições científicas e de empresas do setor de biotecnologia da Alemanha.
O objetivo do encontro foi prospectar oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores da Alemanha com os do Estado de São Paulo, especialmente na área de bioeconomia.
A Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”, que pretende utilizar de forma sustentável recursos biológicos, como plantas, animais e microrganismos, para desenvolver novos produtos e processos baseados em biotecnologia, de forma a potencializar o aproveitamento das oportunidades econômicas criadas pela “economia verde”.
De modo a atingir esse objetivo, as 89 universidades, 104 instituições de pesquisa e 531 empresas na área de biotecnologia existentes na Alemanha pretendem intensificar a cooperação internacional com pesquisadores de outros países, como o Brasil, para trocar experiências e transferir tecnologias.
“O Brasil será um importante parceiro neste projeto, porque tem experiências muito interessantes e já bem estabelecidas de aproveitamento e conversão de biomassa para o desenvolvimento de novos produtos. Queremos aprender e trocar experiências em biotecnologia com pesquisadores brasileiros”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha.
De acordo com Liempt, uma das iniciativas recém-lançadas para promover a aproximação entre pesquisadores do Brasil e da Alemanha foi o BioInnovationHub.
O objetivo da iniciativa, que começou a ser planejada em 2011, é reunir as experiências do Brasil e da Alemanha para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em diferentes temas relacionados à biotecnologia.





segunda-feira, 27 de agosto de 2012

2013-2014 Alemanha + Brasil Quando idéias se encontram



“Quando ideias se encontram” é o lema do ano “Alemanha + Brasil 2013-2014”. Com o objetivo de ampliar e aprofundar as relações entre os dois países, pretende-se dar maior visibilidade à cooperação e incentivar novas parcerias. Iniciando em maio de 2013, queremos juntos celebrar um festival de nossas ideias para um futuro comum.

Salamandra gigante do Japão estão desaparecendo




Consideradas fósseis vivos, as salamandras gigantes japonesas agora estão classificadas como “quase ameaçadas de extinção” – o que muitos cientistas consideram um passo para o desaparecimento total da espécie. Apesar de numerosas em território japonês, onde possuem status de tesouro nacional, as salamandras estão sofrendo com as mudanças climáticas e a destruição de seu habitat natural, esta última provocada por construções de canais em rios.
Chamada de hanzaki (Andrias Japonicus), a salamandra pode atingir mais de 1,5m de comprimento e viver tanto quanto um humano. Por ter um esqueleto semelhante a de um fóssil com 30 milhões de anos, a espécie é chamada de dinossauro, já que praticamente não evoluiu ao longo das eras.
A salamandra japonesa é alvo de pesquisas de cientistas do mundo inteiro por conviver com uma  bactéria letal, chamada de chytrid, capaz de matar outras espécies de salamandras. O fato do número de exemplares de hanzaki – e de anfíbios em geral – diminuir consideravelmente também indica que há algo errado acontecendo no clima, oque desperta a preocupação dos biólogos.

Uma pequena ilha de Hiroshima está desaparecendo.



Uma ilha de Hiroshima está desaparecendo graças à ação de crustáceos que estão fazendo buracos nas rochas.
O sumiço da ilha de Hoboro ocorre porque o lugar é criadouro de um grande número de criaturas conhecidas como nanatsuba-kotsubumushi, um tipo de isópodo.
Moradores disseram que o local tem ficado menor a cada passagem de furacão. O problema foi localizado no ano passado, em uma investigação conduzida por pesquisadores. Eles descobriram diversos nanatsuba-kotsubumushi fazendo buracos em seu interior.
“É raro, mesmo em escala global, ver uma erosão biológica que ocorre em uma escala tão grande e de maneira tão rápida a ponto de alterar a paisagem de uma ilha”, disse Yuji Okimura, professor da Universidade de Hiroshima, ao jornal Mainichi Shimbun.
Segundo medições oficiais, em 1928 a ilha tinha 120 metros de comprimento e seu ponto mais alto era de 21,9 metros acima do nível do mar. Em uma foto tirada entre 1955 e 1965, a ilha mostrava duas grandes rochas e uma vegetação crescente em seu topo.
Nos dias atuais, os picos foram completamente varridos do horizonte, deixando somente uma rocha de 6 metros de altura.
Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque o buraco feiro pelos crustáceos deixam a ilha exposta, permitindo que o mar leve embora as rochas, disseram pesquisadores.
“Acho que natureza do terreno na ilha de Hoboro é macia, que a torna fácil para fazer buracos, e em seu topo há uma abundância de comida para os nanatsu-kotsubumushi”, disse Okimura.
O mesmo não foi observado em nenhuma das ilha próximas.

domingo, 26 de agosto de 2012

A Alemanha e o Japão se recuperaram tão rápido depois da Segunda Guerra?


Os dois países derrotados na Segunda Guerra (1939-1945) se reergueram graças a fatores econômicos, políticos e até culturais. Ao contrário do que muita gente pensa, as economias alemã e japonesa não ficaram completamente arrasadas após a guerra. Boa parte das fábricas, por exemplo, permaneceu de pé - e já eram indústrias modernas e bem desenvolvidas. Além de aproveitar essas instalações, os dois países contaram também com grande ajuda estrangeira para se reerguer. "Japão e Alemanha receberam polpudos auxílios das potências capitalistas vitoriosas, preocupadas em evitar o avanço do socialismo pela Europa e pela Ásia", afirma o historiador Anderson Batista de Melo, da Universidade de Brasília. Entre 1949 e 1952, a Alemanha Ocidental recebeu dos Estados Unidos quase 30 bilhões de dólares em valores atualizados. Boa parte dessa grana fazia parte do Plano Marshall, um programa patrocinado pelos Estados Unidos para reabilitar a economia da Europa após a guerra. Já o Japão recebeu um auxílio de 16 bilhões de dólares. Outro ponto importante na recuperação é que os dois países já tinham ótimos sistemas educacionais, capazes de formar técnicos e cientistas qualificados para ajudar as nações a se reerguerem após a derrota.


Evolução do PIB*
1946 - RECESSÃO BRUTAL
A derrota na Segunda Guerra nocauteia as economias alemã e japonesa: entre 1943 e 1946, o PIB do Japão cai 48% e o da Alemanha 65%. A partir do final dos anos 40, os dois começam a receber ajuda financeira, principalmente dos EUA
1950 - ARRANCADA ALEMÃ
A economia alemã cresce 85% entre 1946 e 1950! O Japão cresce "só" 45%. É que o apoio financeiro dos EUA aos alemães é quase o dobro. Culpa da Guerra Fria: a Alemanha Ocidental está cercada por países socialistas, rivais dos americanos
1970 - A ULTRAPASSAGEM
Entre 1960 e 1970, o crescimento alemão entra num ritmo de 5% ao ano, contra alucinantes 17% ao ano do Japão. É que a exportação de produtos inovadores e baratos leva a indústria japonesa a conquistar o mundo. Com isso, o PIB nipônico supera o alemão
1960 - O JAPÃO ACELERA
As duas nações seguem crescendo num ritmo forte, mas o Japão acelera mais graças a várias reformas econômicas que modernizam a economia. Entre 1950 e 1960, a Alemanha cresce cerca de 11% ao ano contra 13% do Japão
* O PIB (Produto Interno Produto) é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. Dados calculados pelo valor atual em dólares. Fonte: pesquisas da economist intelligence unit (EIU)


150 Anos de Amizade Alemanha-Japão!


Em 25 de Janeiro Alemanha e do Japão, em uma cerimônia celebrada no Centro Nacional de Arte, que teve a participação de convidados ilustres da política, cultura, negócios, ciência e sociedade, o 150 º aniversário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Tratado entre a Prússia e Japão.


Este Amizade e Tratado de Comércio, em 1861, na baía de Edo, atual Tóquio fechada e é a base para amizades longas. Hoje, os dois países com as maiores economias. Nós compartilhamos valores e interesses comuns, e são parceiros importantes um para o outro na cultura, política, economia e ciências. A amizade leva anos sob o patrocínio do Presidente da República Federal Christian Wolff e Crown Príncipe Naruhito do Japão, em vez de final de 2011. O objetivo é manter não só os antigos, compostos comprovadas, mas também para criar novos, a fim de vincular a Alemanha eo Japão mais perto.

Neste contexto reconhecem numerosas pequenas e médias empresas, bem como empreendedores individuais, quer. Networkers, comerciantes on-line e outros empresários dos países de língua alemã, uma grande oportunidade com relação a uma entrada no Japão

Para os empresários interessados ​​nas áreas de marketing de rede on-line podem facilmente assumir a base de mercado japonês, está cooperando com a equipe testador MLM baseado em Matsuyama / West Co. Ltd. Japão Empresa de Consultoria de Carreira. Que, já com a última Alemanha, no ano-2005-2006 e desta vez novamente como coordenadores no escritório novamente despejados seu 150 º aniversário em 2011 trabalhou no Japão Ocidental.


O  tratado entre os dois países é muito forte tanto culturalmente quanto no lado comercial entre os dois países.